Eliziane Gama diz ser inaceitável a volta da propaganda partidária no rádio e TV

A recriação da propaganda seria uma das contrapartidas solicitadas pelos deputados do Centrão em troca da aprovação da PEC de Adiamento das Eleições Municipais (Foto: Reprodução)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), criticou nesta terça-feira (30/06) a proposta de recriação da propaganda partidária no rádio e na televisão, extinta na minirreforma eleitoral de 2017.

“É inaceitável neste momento de pandemia discutir a volta da propaganda partidária. Não é hora de se criar novas despesas, ao contrário, é hora de se encontrar saídas para a grave crise econômica que o País atravessa”, defendeu a senadora

A recriação da propaganda seria uma das contrapartidas solicitadas pelos deputados do Centrão em troca da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de Adiamento das Eleições Municipais, já aprovada pelo Senado, mas que é objeto de divergências na Câmara.

 “O adiamento das eleições aprovado pelo Senado aconteceu exatamente para garantir a saúde e a segurança da população. Isso não pode servir de instrumento de troca, ou mesmo de barganha, para que alguns partidos exijam uma contrapartida e gastem ainda mais dinheiro público com a propaganda. Nós vamos trabalhar para que essa proposta aqui no Congresso Nacional não seja aprovada”, afirmou Eliziane Gama.

A propaganda partidária é diferente da propaganda eleitoral, exibida nos anos em que há eleições. Dentre outras finalidades, é usada para difundir programas das legendas, transmitir mensagens aos filiados sobre a execução dos programas e divulgar a posição do partido em relação a temas políticos e ações da sociedade civil.

“Esse instrumento representa uma renúncia fiscal  por parte do governo federal de quase meio bilhão de reais aos cofres públicos. O valor seria melhor empregado no combate à pandemia do novo coronavírus”, diz a líder do Cidadania. 

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