Ao Estadão, Freire diz que impeachment só será viável com unificação de esquerda e direita democráticas

Pedido de afastamento deveria partir de instituição sem ligações partidárias, avalia

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, afirmou que as chances de um processo de afastamento do presidente Jair Bolsonaro avançar dependem da unificação de “direita e esquerda” democráticas em torno do mesmo objetivo.

Na avaliação do ex-parlamentar, o ideal seria que um pedido de impeachment fosse apresentado por uma instituição de for a do Parlamento sem ligações partidárias. “É melhor que o pedido seja de uma entidade ou organização como a OAB ou CNBB”, disse ao jornal.

O Estadão lembra que Freire foi responsável por aproximar o petista Helio Bicudo da deputada estadual Janaína Paschoal e do jurista Miguel Reali Jr, autores do pedido de impedimento contra a ex-presidente Dilma Rousseff.

Ele considera, contudo, que, embora esse cenário vá se impor, as condições para o impedimento ainda não estão dadas. O presidente do Cidadania tem dito que, diferentemente dos processos de Dilma e do ex-presidente Fernando Collor, a mobilização das ruas hoje é muito difícil em razão da pandemia do novo coronavírus, para a qual a única solução eficaz, até o momento, é o isolamento social.

Freire vê como caminho mais viável hoje para eventual afastamento a instalação de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional. O partido é autor de requerimento nesse sentido para investigar as acusações do ex-ministro Sérgio Moro de interferência política na Polícia Federal.

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