Cidadania vê incitação à violência e condena ataque de Jair Bolsonaro a jornalistas

Em mais uma de suas ofensas à liberdade de informação, presidente mandou profissionais da imprensa calarem a boca na manhã desta terça-feira em frente ao Palácio da Alvorada ao ser questionado se havia pedido a troca do comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Ao mandar jornalistas calarem a boca na manhã desta terça-feira (5), em frente ao Palácio do Alvorada, Jair Bolsonaro deu mais uma demonstração de seu comportamento “destemperado e autoritário” numa agressão mais grave para a democracia do que a realizada ontem por seus apoiadores aos profisisonais do jornal O Estado de São Paulo. A avaliação é do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire.

Isso porque partiu de um presidente da República e diante de um questionamento que merece resposta direta e transparente: se teria ou não mandado trocar o comando da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

“É uma agressão ainda mais perigosa do que a física dirigida por apoiadores mequetrefes aos profissionais do Estadão. Não quer perguntas nem respostas, mas o fim da liberdade de imprensa. Destemperado e autoritário”, disse.

Assim que nomeou o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, nesta segunda-feira (4), Bolsonaro interferiu no comando da corporação no Rio de Janeiro, berço político de sua família. Para Freire, o presidente mostra total descontrole. Ele avalia como covarde a postura de Jair Bolsonaro que, sob os aplausos de seus apoiadores, incita a violência.

“Bolsonaro está transtornado, absolutamente fora de si. A proteção de seguranças, os aplausos da sua seita e o fato de se dirigir a uma mulher tornam a atitude do presidente ainda mais covarde. A agressão verbal de hoje é o linchamento físico de amanhã. Sintoma do fim”, afirmou, ao sugerir que o temperamento é indicativo da derrocada de seu governo.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) viu na reação do presidente a impossibilidade de responder ao que lhe foi questionado.

“Quando grita mandando uma jornalista calar a boca, o presidente da República não apenas mostra falta de educação e desrespeito à liberdade de imprensa, incompatíveis com o cargo que ocupa. Mostra sua incapacidade de responder perguntas simples em ambiente democrático. Lamentável”, observou em sua conta no Twitter.

Também no Twitter, o deputado Marcelo Calero (Cidadania-RJ) avaliou que Jair Bolsonaro mostra, além de tudo, não estar talhado para a presidência do país.

“Qual dúvida resta a respeito: 1) da insanidade completa de Bolsonaro; 2) do estado de surto em que ele se encontra; 3) de seu claro projeto autoritário; e 4) de sua absoluta incapacidade de governar o Brasil?”, questionou.

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