Para Diversidade23, ação no STF vai decidir grau de inclusão da educação brasileira

Corte começa a julgar na tarde desta sexta-feira (17) ação contra lei que proíbe ensino sobre gênero e orientação sexual nas escolas da rede pública

O coordenador do Diversidade23, Eliseu Neto, disse nesta sexta (17) que o Supremo Tribunal Federal (STF) dá inicio hoje a um julgamento que pode definir quão inclusiva será a Educação no pais. A Corte analisa a constitucionalidade de uma lei de 2015 do município de Novo Gama (GO), que proibiu a distribuição de materiais que tratam de questões de gênero e sexualidade em escolas municipais.

Segundo Neto, que também é coordenador do Aliança Nacional LGBTI+ junto ao Senado Federal, as escolas devem ser inclusivas. Neto e outros representantes da Aliança estiveram recentemente com o presidente do STF, Dias Toffoli, e pediram que a ação fosse pautada. “É na Educação que temos sentido um maior ataque dos conservadores, que inclui a Escola sem Partido e a mentira da ideologia de gênero. Querem escolas que não falem da diversidade, ultrapassadas”, destacou.

Para o coordenador, a escola é um lugar de aprendizagem para a vida e a educação tem tripla responsabilidade. “A função da escola não é só ensinar, é educar. Temos que ter bons professores, preparados para lidar com a diversidade. A função é tríplice: família, Estado e sociedade”, pontuou.

Neto acredita que o julgamento será positivo para a educação do País e que o judiciário tem se colocado contra “as forças conservadoras e de atraso”. “É a cara desse governo. A gente tem que ir pro STF para brigar por uma coisa que não existe. Ideologia de gênero não existe, é uma fake news na educação, que atingiu um quinto das escolas do Brasil e mais de 800 Câmaras municipais”, lamentou.

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