Freire: demissão de Mandetta pode sinalizar vitória do obscurantismo

Para presidente nacional do Cidadania, Bolsonaro, que é responsável pela diretriz de governo, é anti-ciência e pode atrapalhar adoção de medidas urgentes por parte do novo ministro, como teses em massa e equipamentos de proteção, além da ampliação de leitos

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, disse nesta quinta-feira (16) que a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e sua substituição pelo médico oncologista Nelson Teich é um mau sinal na condução do combate à pandemia da Covid-19, especialmente no momento em que a propagação da doença se torna mais aguda no Brasil. Freire teme que o obscurantismo tenha vencido a guerra contra a ciência.

“Estava clara a incompatibilidade entre Mandetta, pró-ciência, e Bolsonaro, anti-inteligência. Quem dá a diretriz é o presidente. Nesse sentido, ainda que pretensamente técnica, a troca sinaliza o pior. Quem assume viverá sob desconfiança no pior momento da Covid-19 no Brasil”, lamentou em uma série de postagens em seu perfil no Twitter.

Freire disse esperar que Teich não ceda às crenças bolsonaristas. “Vamos esperar que o novo ministro não se renda ao obscurantismo do Bolsonaro. Que Teich tenha espaço para impedir a descontinuidade das políticas que vinham sendo adotadas e melhorar o que era insuficiente. O que é preciso: testes em massa, abertura de leitos e equipamentos de proteção individual. Viabilizar produção nacional é urgente”, alertou.

Bolsonaro anunciou a demissão de Mandetta no Palácio do Planalto ao lado do novo ministro. Enquanto pronunciamento era televisionado, diversas cidades no país tiveram panelaços, forma de protesto que, no Brasil, se popularizou no período que antecedeu a queda da ex-presidente Dilma Roussef. Sintoma, segundo Freire, de um “governo desastroso”.

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