Eliziane Gama defende que Senado não vote MP da carteira de trabalho verde e amarela

“Nos temos nessa medida provisória o que nem o [presidente Michel] Temer e nem a reforma trabalhista conseguiu fazer”, critica a senadora (Foto: Reinaldo canato/Veja)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), fez um apelo na sessão remota nesta quarta-feira (15) para que a medida provisória (MP 905/2019) da carteira de trabalho verde e amarela não seja votada pela Casa. Para ela, a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados na madrugada de hoje faz mudanças profundas na legislação que nem sequer foi alcançada pela reforma trabalhista.

“Estamos trabalhando para que a Medida Provisória 905 não seja votada. Nos temos nessa medida provisória o que nem o [presidente Michel] Temer e nem a reforma trabalhista conseguiu fazer. Estamos retirando, cortando raso direitos trabalhistas num momento de pandemia, de crise que o Brasil está enfrentando. Não podemos admitir que essa medida provisória possa de fato ser aprovada neste período”, afirmou.

Alterado pelos deputados e transformado no Projeto de Lei de Conversão 4/2020, o texto traz mudanças polêmicas nas relações trabalhistas. Se a MP não for aprovada pelos senadores até o dia 20, perderá validade.

A parlamentar do Cidadania pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que fosse adotado o mesmo procedimento em relação à MP 867/2019, que expirou e perdeu efeito pela sua decisão de não vota-la no ano passado. A MP estendia o prazo para adesão ao PRA (Programa de Regularização Ambiental) e na avaliação de Eliziane Gama provocaria “prejuízos gritantes para a política ambiental brasileira”.

Eliziane Gama diz que vai lutar para que MP não seja votada pelo Senado (Foto: Leopoldo Silva)

[Agora] “espero, que em nome dos trabalhadores brasileiros, o senhor tenha o mesmo sentimento em relação à MP 905 [da carteira de trabalho verde e amarela]. Vamos lutar de uma forma firme em nome dos trabalhadores brasileiros porque essa medida provisória não pode ser votada [pelo Senado]”, disse.

MP

Os deputados promoveram diversas alterações na proposta original do governo da MP da carteira de trabalho verde e amarela, cujo texto prevê incentivo para o primeiro emprego, com a redução de encargos trabalhistas; considera acidente no percurso casa-emprego como de trabalho somente se ocorrer no transporte do empregador; e coloca acordos coletivos acima de jurisprudência e súmulas do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Pelo texto, o programa terá duração de dois anos e diminui encargos trabalhistas e previdenciários patronais. O novo programa vale para trabalhadores que recebem até um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.567,50 em 2020. 

Leia também

Projeto de Isabela Souza visa garantir mais proteção à população LGBTQIAPN+

Matéria foi aprovada pela Câmara Municipal de Salvador Salvador poderá...

Em Curitiba, Cidadania filia futuros candidatos a deputado

Dirigentes estaduais, municipais e autoridades do Paraná participaram de...

Arnaldo Jardim defende aprovação do PL da Reciprocidade

Deputado do Cidadania foi escolhido relator da matéria, que...

Informativo

Receba as notícias do Cidadania no seu celular!