Líder do Cidadania na Câmara envia oficio ao Planalto e pede pagamento imediato do coronavoucher: “A fome não espera”

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), enviará nesta terça-feira (31) oficio endereçado ao ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, para pedir a imediata sanção do projeto que estabelece o pagamento de R$ 600 a trabalhadores informais.

O chamado “coronavoucher” foi votado e aprovado na Câmara e no Senado. Precisa apenas da canetada do presidente da República para valer como Lei.

No documento que mandará ao Planalto, Jardim argumenta que é preciso ter agilidade na execução das medidas aprovados pelo Congresso Nacional.

“Neste momento, a chegada desse dinheiro às famílias brasileiras é tão importante quanto as medidas de isolamento social. Mas se o recurso não adentrar os lares pode atrapalhar as recomendações das autoridades de saúde. Já que a fome não espera, a ordem é pagar o mais rapidamente possível”, justificou Arnaldo Jardim.

Satisfação

O líder do Cidadania também sugeriu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que convide auxiliares do governo para, já na semana que vem, detalharem, por meio de vídeoconferência, o calendário de implementação do “coronavoucher”.

“É importante que o governo mostre ao Parlamento como vai cumprir essas ações, que são de extrema importância para a camada mais pobre da população”, disse.

O líder do Cidadania também defendeu que a equipe econômica execute as medidas anunciadas recentemente para atender, principalmente, os micro e pequenos empreendedores.

“Há reclamações em vários segmentos da atividade econômica nacional, já que os recursos e ações para mitigar os efeitos da pandemia não estão acessíveis”, acrescentou o parlamentar.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que aportará capital em empresas que entraram em dificuldades a partir da pandemia do novo coronavírus.

Lerdeza do Planalto

Para o presidente do partido, Roberto Freire, Jardim acerta ao fazer a cobrança e destacou que Bolsonaro tem sido omisso ao tema.

“A renda emergencial de até R$ 1,2 mil pros mais vulneráveis precisa ser sancionada já pela Presidência da República. A iniciativa do líder Jardim vai na direção correta. No protagonismo do Congresso, temos visto a grave omissão de Bolsonaro. Os riscos agora são o despreparo e a lerdeza do Planalto pra executar”, aponta o presidente Nacional do Cidadania, Roberto Freire.

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