Bolsonaro precisa sair da rua e trabalhar ao menos uma vez na vida, diz Freire

Após assistir Jair Bolsonaro passeando neste domingo (29) em Ceilândia, cidade satélite de Brasília, o ex-deputado Roberto Freire, presidente nacional do Cidadania, cobrou seriedade do presidente da República e pediu que ao menos uma vez na vida ele comece a trabalhar e assuma a responsabilidade pelo cargo que ocupa.

“É preciso dizer com todas as letras: os brasileiros mais vulneráveis só correm risco de ficar sem renda durante a crise se Bolsonaro continuar sentado em cima de um orçamento de R$ 3,8 trilhões, brincando de não ser presidente. Saia da rua e vá trabalhar uma vez na vida”, cobrou, ao criticar o “mimimi” do presidente, que reclama e nada propõe.

Segundo ele, o presidente deveria estudar medidas adotadas em outros países e aprovar propostas semelhantes para proteger a população em casa e evitar o colapso da Saúde.

“Em vez de trabalhar pra garantir renda na quarentena e assegurar emprego a essas pessoas quando a crise passar, Bolsonaro opta pelo terrorismo econômico e menospreza gravidade da Covid-19”, disse.

Entre as possibilidades levantadas por Freire, está a de que o governo assuma os salários dos trabalhadores mais vulneráveis a fim de impedir desemprego em massa durante a crise.

“Bolsonaro nada faz nesse sentido.Não apresentou projeto algum para resolver problema dos trabalhadores informais, autônomos, micro e pequenos empresários”, criticou.

O presidente do Cidadania lembrou que, por enquanto, só quem está trabalhando é o Congresso Nacional, que briga para garantir renda mínima de até R$ 1,2 mil mensais para os mais vulneráveis, valor com qual Bolsonaro não concorda. A proposta do governo era pagar apenas R$ 200 ou seis vezes menos do que foi aprovado na Câmara dos Deputados.

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