Roberto Freire critica vídeo compartilhado por Bolsonaro que convoca população para ‘manifestação antidemocrática’

Se não desmentir ele claramente cometeu crime de responsabilidade e só resta a oposição e a sociedade democrática brasileira agir pró-impeachment”, alertou o presidente do Cidadania (Foto: Reprodução)

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, fez duras críticas nas redes sociais ao vídeo compartilhado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que convoca simpatizantes para manifestação de apoio ao seu governo, contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso Nacional, marcada para o dia 15 de março.

Para Freire, a atitude de Bolsonaro representa um atentado contra a democracia por defender o fechamento do Congresso e do STF.

“De suma gravidade. Mais do que crime de responsabilidade é claro atentado à democracia e à República, o apoio do presidente Bolsonaro a uma convocação de manifestação nitidamente antidemocrática. Pregação de uma quartela para fechar o Congresso e o STF”, disse.

Mais do que crime de responsabilidade é claro atentado à democracia e a República, diz Freire

O presidente do Cidadania afirmou que, caso Jair Bolsonaro não desmobilize o movimento antidemocrático, estará cometendo crime de responsabilidade e abrindo espaço para um processo de impeachment.

“Não adianta tergiversar. Se ele não mandou ir na manifestação sediciosa contra o Congresso que desminta e desmobilize. Se não desmentir ele claramente cometeu crime de responsabilidade e só resta a oposição e a sociedade democrática brasileira agir pró-impeachment”, alertou.

General Heleno

A manifestação do dia 15 de março havia sido sugerida inicialmente pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, após polêmica envolvendo a execução de emendas parlamentárias no orçamento da União. Ele teria se reunido com Bolsonaro e ventilado a ideia de “convocar o povo às ruas”.

No vídeo é possível ler “– 15 de março. – General Heleno/Cap Bolsonaro. – o Brasil é nosso. – Não dos políticos de sempre”. Ainda é possível ver imagens de Bolsonaro sendo esfaqueado durante a campanha de 2018, imagens de sua recuperação intercaladas com legendas como “Ele quase morreu por nós”, “Ele está enfrentando a esquerda corrupta e sanguinária por nós”. Vem ainda com adjetivos como “patriota”, “cristão” e chamando para mostrar “a força da família brasileira” e para rejeitar “os inimigos do Brasil”.

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