Jorge Kajuru quer discutir política de preços de combustíveis

De acordo com o parlamentar do Cidadania, se o preço cobrado dos consumidores brasileiros refletisse apenas a cotação do dólar, o valor seria menor que o praticado nas bombas (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) defendeu em plenário, nesta quinta-feira (20), a realização de uma audiência pública para discutir a política de preços de combustíveis adotada pelo governo que, segundo o parlamentar, prefere exportar óleo cru e importar combustível refinado a um custo mais elevado a usar 30% das refinarias da Petrobras atualmente ociosas.

De acordo com Kajuru, se o preço cobrado dos consumidores brasileiros refletisse apenas a cotação do dólar, o valor seria menor que o praticado nas bombas.

Na verdade, continuou Jorge Kajuru, além da variação cambial, estão embutidos no preço do produto importado as despesas com o frete, os gastos portuários e alfandegários e o custo do seguro relativo à prevenção da variação cambial, além da margem de lucro.

Essa fórmula onerosa para o consumidor é conhecida por preço de paridade de importação, contra a qual há, inclusive, uma campanha lançada em 16 de fevereiro pela Associação Nacional dos Transportadores do Brasil, disse o senador.

O brasileiro paga por um dos combustíveis mais caros do mundo, diz senador (Foto: Jefferson Rudy)

“O resultado desse retrato é uma somatória de absurdos, com o brasileiro pagando por um dos combustíveis mais caros do mundo, apesar de vivermos num país que tem produção de petróleo superior ao que necessita para o seu consumo. Temos mais do que precisamos, mas isso não nos dá nenhuma vantagem”, lamentou o senador do Cidadania.

Crítica

Ao final de seu discurso, Jorge Kajuru criticou o governo por “privilegiar o estado do Amapá na liberação de dinheiro extra ao final do ano passado”. Kajuru quer saber se isso aconteceu pelo fato de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ser representante do da federação.

O senador, inclusive, sugeriu que os demais senadores checassem no Portal da Transparência qual o valor repassado para cada estado, com o objetivo de identificar se houve algum tipo de favorecimento.  (Agência Senado)

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