Marcelo Calero é pré-candidato do Cidadania à Prefeitura do Rio de Janeiro

O parlamentar destaca a necessidade de trabalhar a questão do emprego reforçando vocações naturais do município: turismo e cultura (Foto: Reprodução)

O deputado federal do Cidadania, Marcelo Calero (RJ), é o pré-candidato do partido na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições de outubro. Em entrevista ao Portal do Cidadania, o parlamentar adiantou que pretende propor uma nova forma de administração sem a polarização política que hoje toma conta do País. Para ele, é preciso trazer a população para dentro da administração pública.

Na entrevista a seguir, Marcelo Calero aponta os principais problemas do município, como a saúde, a conservação da cidade e o grave problema de moradia que afeta milhares de cariocas. Além disso, o parlamentar destaca a necessidade de trabalhar a questão do emprego reforçando vocações naturais do município: turismo e cultura.

Marcelo Calero adiantou que, caso eleito, sua gestão se preocupará com o “interesse público” sem “coloração política”. Segundo o pré-candidato, é preciso oferecer um governo para todos e não voltado apenas para pequenos grupos de interesse.

Por que disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro?

Marcelo Calero – Por dois motivos básicos: primeiro porque a cidade precisa trazer à discussão temas que são importantes e com arejamento sem a gente ficar nessa dogmática de esquerda e direita, buscando evidências para definirmos políticas públicas. A gente propor à cidade uma nova forma de administrar. Essa é a perspectiva da cidade. Mostrarmos para a população que existem alternativas para além dessa polarização que está tomando conta da política brasileira e que dentro desse espectro, dentro desse combate à polarização, digamos assim, existe um partido, o Cidadania, que está buscando, como o próprio nome sugere, trazer cidadãos, trazer pessoas que talvez nem se imaginassem na política para esse debate, essa discussão pública.

Quais são os principais problemas do município na sua opinião?

O principal problema hoje sem dúvida alguma do Rio de Janeiro é a saúde. O carioca vive hoje com o sistema municipal de saúde totalmente sucateado. Vidas estão sendo perdidas cotidianamente e eu acho que a principal prioridade do próximo prefeito será a questão da saúde. É claro que junto da saúde vem outros temas. A ordem pública, por exemplo. Os cariocas têm reclamado muito da conservação, da zeladoria da cidade.

A educação está sem um plano estratégico. Isso é importante no médio e longo prazo. E a questão do emprego. O Rio de Janeiro tem perdido muito emprego e empresas. Não oferece um ambiente saudável para os negócios e o próximo prefeito precisa cuidar disso, reforçar vocações naturais do Rio, como o turismo e a cultura.

E temos também a questão da habitação que é crônica no Rio. Com todos esses acidentes climáticos que tem acontecido, e vão ficar cada vez piores por conta das mudanças climáticas, a gente precisa cuidar bastante. Porque se não cuidarmos da habitação, nós também estaremos perdendo vidas. No final das contas, a gente precisa valorizar o carioca. Valorizar o carioca significa lembrar a trajetória civilizacional que faz parte desse arcabouço cultural carioca, zelando pela sua vida e pela sua segurança.

Caso eleito, como será pautada a sua gestão?

Já tive a oportunidade de ser gestor em diferentes ocasiões. Eu sempre tratei a coisa pública de forma republicana. O que isso quer dizer para as pessoas entenderem? É nós não analisarmos a coloração política da pessoa que está conosco. É não nos guiarmos por paixões e ímpetos. É nós nos guiarmos pelo o que é melhor para o interesse público. Acho que essa é a grande diferença, inclusive, que o Cidadania traz como partido. Ou seja, buscamos sempre aquilo que a coletividade entende como melhor, governar para todos e não para um partido ou patota. Nós queremos que todos os cidadãos sintam no seu cotidiano a diferença de serem governados por um partido ou grupo político que não se preocupa com a próxima eleição, mas se preocupa, sim, em ter uma boa gestão.

Como o Cidadania poderá contribuir na sua gestão?

O Cidadania traz um caráter independente. Acho que isso é o melhor que pode existir. Não é um partido que cobra dos seus filiados qualquer tipo de repartição de poder. Não é um partido que se filia a um desses polos que estão dominando a política. É um partido que busca a independência e a prevalência do interesse público. Acho que esse é o grande diferencial que o Cidadania traz à administração.

Perfil

Marcelo Calero nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de julho de 1982. É graduado em Direito pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e mestre em Ciência Política pelo Iesp-Uerj (Instituto de Estudos Sociais e Políticos do Rio de Janeiro). É advogado, diplomata de carreira e político brasileiro. Membro do Cidadania desde março de 2018, foi eleito deputado federal com 50.533 votos nas eleições de 2018 pelo estado do Rio de Janeiro.

Cedido para a Prefeitura do Rio de Janeiro a partir de 2013, Marcelo Calero atuou como coordenador adjunto de Relações Internacionais, como presidente do Comitê “Rio450”, responsável pela comemoração dos 450 anos do Rio de Janeiro (2013-2014), e como secretário de Cultura (2015). Em 2016, exerceu a função de ministro da Cultura de junho a novembro, quando renunciou ao cargo após denunciar forte pressão para rever um parecer técnico desfavorável a interesses pessoais do então ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República.

Após deixar o Ministério da Cultura, Marcelo Calero juntou-se a uma série de grupos cívicos apartidários originados dos protestos do impeachment de 2016, representando uma vontade da sociedade civil em favor da mudança. São os casos do RenovaBR, Livres, Agora! e RAPS que defendem uma cultura política de renovação, ao mesmo tempo em que se opõem à polarização política. Atualmente, exerce o mandato de deputado federal integrando às Comissões de Cultura e de Educação, o Comitê de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, dentre outros colegiados.

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