#Suprapartidário: Uma banana para o “mito” da republiqueta de bananas

A baixaria mais recente do meme que virou presidente foi dar uma banana para os jornalistas, depois de se queixar outra vez que os “aidéticos são custosos para o país”.

Mas precisam avisar Jair Bolsonaro que, além de destilar esse preconceito desprezível, típico de obscurantistas do século passado, ele falou mais uma besteira das grandes.

Que qualquer paciente do SUS consome recursos do Orçamento não é novidade, obviamente. Mas estigmatizar o portador de HIV é de uma canalhice sem tamanho.

Sabe quanto o governo gasta, em média, com o tratamento de pacientes com HIV? O custo fica em torno de R$ 5 mil por ano, com internações, consultas, medicamentos etc.

Por outro lado, sabe quanto custa aos cofres públicos manter cada militar inativo ou pensionista de militar, por exemplo? Anote aí: R$ 89.925,30 – ou seja, 17 vezes mais.

Para cada “aidético custoso” temos “17 militares custosos” no Brasil do militarista Bolsonaro.

Mas privilégio para milico de pijama os adoradores-bananas do boçalnarismo não reclamam, né?

Que Jair Bolsonaro é inepto, desqualificado, preconceituoso, desequilibrado, bárbaro, bizarro, rancoroso, tosco e ignorante todos os não-fanáticos e quem possui ao menos dois neurônios funcionando já perceberam.

Mas a irresponsabilidade e a desinformação deste personagem vergonhoso e caricato ultrapassa qualquer limite do bom senso, do decoro e da liturgia da Presidência da República.

A banana para os jornalistas e o preconceito monstruoso na fala contra os portadores de HIV denotam o caráter digno de um presidente de republiqueta de bananas, o mito de tolos e lunáticos.

Já sei… Agora a milícia bolsonarista vai soltar um: “e o Lula?”, “e a Dilma?”.

Pois eu respondo: não sei onde estão Lula e Dilma, nem me interessa, danem-se ambos. Já foram, são passado! Assim como torcemos para que Bolsonaro caia fora logo, com seus filhotes delinquentes e os seguidores desvairados.

Não sou lulista, não sou petista, não sou bolsonarista, não sou tucano e também não sou isentão. Eu simplesmente me dou ao direito de me opor aos fanáticos dos dois lados dessa polarização burra.

Ditaduras de esquerda ou de direita são igualmente condenáveis, assim como os haters e hooligans dessas bolhas ideológicas, com todo esse fanatismo ridículo, a idolatria e uma necessidade insana de se inventar mitos, ídolos ou salvadores da pátria.

Nosso repúdio aos extremistas, intolerantes, adoradores e entusiastas descontrolados destes dois fãs-clubes que se espelham na bajulação a seus tiranetes de estimação e no ódio simbiótico e conveniente entre eles.

Por um Brasil mais digno, com lideranças políticas que nos representem sem causar asco ou vergonha. Será impossível? (#Suprapartidário – 09/02/2020)

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