De salvador a exterminador do futuro, o papel do Brasil na preservação ambiental e nas conferências climáticas

A COP-25, em Madri, vai até o dia 13 de dezembro e reúne representantes de quase 200 países (Foto: Reprodução)

Na semana em que começa a COP-25, conferência do clima da ONU em Madri, líderes mundiais enfrentam crescente pressão popular – principalmente das gerações mais jovens, por meio da mobilização nas redes sociais – para agir com maior efetividade e responsabilidade no controle do aquecimento global.

O evento que vai até o dia 13 de dezembro e reúne representantes de quase 200 países adotou o slogan “Hora da Ação” (“Time for Action”). Desde 2015, quando foi assinado um grande acordo climático mundial, o Acordo de Paris, as conferências anuais do clima têm se dedicado a estabelecer como colocar em prática medidas para evitar os impactos mais catastróficos do aquecimento global.

A Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, foi o primeiro grande encontro sobre meio ambiente realizado no mundo. Vinte anos depois, ocorreu no Brasil a Cúpula da Terra, megaevento ambiental também conhecido como Eco-92 ou Rio-92. Há dez anos, em 2009, ocorria em Copenhague, na Dinamarca, outra histórica Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.

Nos primórdios da discussão ambiental, a pauta basicamente se resumia a tratar da preservação da camada de ozônio, conservar a biodiversidade e introduzir a ideia de um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico. Ou seja, era o surgimento das teses do desenvolvimento sustentável.

Da ecologia à sustentabilidade, o #ProgramaDiferente (veja abaixo) mostra o que mudou nesse tempo todo (passado quase meio século da primeira conferência na Suécia, três décadas após a Rio-92 e dez anos depois da COP-15, na Dinamarca). Qual a situação das mudanças climáticas no mundo de hoje? Quais os efeitos e danos à saúde? Como interferem na economia global?

De acordo com a ONU, as emissões de gases causadores do efeito estufa continuam subindo – e não caindo, como deveria ser. Eventos climáticos extremos no mundo inteiro, como enchentes e queimadas, estão ligados ao aquecimento global causado pelo ser humano, conforme demonstram estudos científicos realizados em diferentes países.

Por aqui, após uma sequência de escândalos ambientais, como o aumento das queimadas nas florestas e o derramamento de óleo nas praias do Nordeste, o Brasil do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles regride a passos largos no contexto da governança sustentável e enfrenta a desconfiança mundial. (#Suprapartidário)

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