Para analistas, obstinação de Bolsonaro põe em risco limite entre público e privado

Uma linha divisória entre o público e o privado vem sendo borrada pela obstinação do presidente Jair Bolsonaro de subordinar tudo e a todos à sua agenda ideológica e aos interesses de seu núcleo familiar. É o que dizem Hubert Alquéres e Tibério Canuto, em artigo publicado na décima edição da revista Política online, produzida e editada pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), vinculada ao Cidadania (veja aqui).

De acordo com eles, a política externa apequena o país, submetendo-o a vexame com a intenção do presidente de fazer seu filho Eduardo embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Além disso, conforme acrescentam, a situação cria confronto com a Argentina ao se imiscuir em assuntos internos de um parceiro estratégico.

Afirmam, ainda, que esse cenário provoca um risco para o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. “O pragmatismo responsável, os princípios da não ingerência e de respeito à autodeterminação possível – pilares de uma política externa construída desde os tempos do barão de Rio Branco – cedem lugar a um americanismo servil, ditado pelo fundamentalismo ideológico”, analisam.

Mesmo ganhos como a Reforma da Previdência, a Lei da Liberdade Econômica e as privatizações, ativos que poderiam gerar um quadro mais confortável, não servem de atrativos para os investimentos, em função da instabilidade gerada pela figura ciclotímica do presidente. “É na economia que reside o grande perigo. O cenário internacional é de uma recessão que se avizinha”, afirmam os autores. (Assessoria FAP)

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