Violência no Brasil é epidêmica, aponta José Eduardo Faria em seminário promovido pela FAP

Professor da USP e do Insper apresentou dados que comprovam afirmação durante seminário da FAP

José Eduardo Faria, professor da USP e do Insper afirmou que a violência no Brasil é epidêmica de acordo com limites estabelecidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A declaração foi feita no encerramento do seminário “Os Desafios da Democracia: um programa político para o século XXI”, organizado pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), na Casa do Saber, em São Paulo, no último fim de semana.

“A sociedade é fraturada, violenta e os indicadores mostram a exclusão social. O aumento na população carcerária, em 25 anos, foi de 75%. Fica evidente que temos um caminho que pede por educação de qualidade”, destacou.

O sociólogo defendeu ainda que é preciso definir o que é o liberalismo. Segundo ele, o atual governo utiliza um modelo que corrompe o vocábulo.

“O viés do Bolsonaro de liberalismo é apenas econômico. É uma espécie de corrupção do que é o real liberalismo”.

Faria indagou as definições de Estado no século XXI e como é pensado o poder público contemporâneo. Como exemplo de ações que devem ser interrompidas no governo Bolsonaro, o especialista pontuou o deslocamento da titularidade do parlamento para sistemas intergovernamentais.

“As funções do Estado estão sendo alteradas, contidas e revogadas. Tem ocorrido reformas liberais que corrompem as garantias fundamentais”, alegou.

Para discutir um novo plano político, ele disse que é preciso pensar no crescimento econômico e no meio ambiente. As taxas de desemprego estruturais causadas pela tecnologia, exemplificou, estão aumentando significativamente e atingem, principalmente, os jovens. E, como consequência, ele destaca que essas são as pessoas que votam em políticos extremistas e neonazistas.

Ao pontuar quesitos essenciais a serem considerados nas políticas públicas no século XXI, Faria incluiu a revolução tecnológica, o perigo da autonomia do capital financeiro, a revolução sociológica, política e cultural – repensar horizontes das novas gerações.

A FAP é vinculada ao Cidadania.

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