Mercado financeiro reduz pela sétima vez consecutiva projeção do PIB para 2019

As instituições financeiras reduziram, pela sétima vez consecutiva, a projeção para o crescimento da economia neste ano e 2020. A projeção foi apresentada, nesta segunda-feira (15), no boletim Focus divulgado pelo BC (Banco Central) com base em estimativas baseadas nos principais indicadores econômicos.

Segundo o levantamento, a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 1,97% para 1,95% este ano e de 2,70% para 2,58 em 2020, a quarta redução consecutiva. As estimativa de crescimento para 2021 e 2022, contudo, permanecem em 2,50%.

Inflação

Já a estimativa para a inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi ajustada de 3,90% para 4,06% em 2019. Para o próximo ano, a previsão segue em 4% e 3,75% para 2021 e 2022.

A meta de inflação definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é de 4,25% com intervalo entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 segue no centro da meta que é de 4%. Para 2021, o centro da meta está estabelecido em 3,75% com intervalo de tolerância de 1,5%. O Conselho ainda não definiu a meta para 2022.

Juros

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% e a expectativa para 2021 e 2022 é o que permaneça em 8% ao ano.

O Banco Central utiliza a a taxa básica de juros, a Selic, para controlar a inflação. Além disso, ela é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve de referência para os demais juros utilizados na economia.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim de 2019 e subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 no fim de 2020.

IBC-Br

O Banco Central também divulgou nesta segunda o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) que apontou queda na atividade econômica neste ano. O índice apresentou queda de 0,73% na comparação com janeiro de acordo com dados dessazonalizados. De acordo com os números revisados pela instituição, em janeiro, em relação a dezembro, a retração ficou em 0,31%. (Com informações das agências de notícias)

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