Na Folha, Alessandro Vieira diz que há bases para que Bolsonaro seja investigado em CPI

“O que eu tenho defendido é que o Congresso acompanhe, investigue e apure os fatos por meio de uma CPI, e não somente se atendo ao debate do impeachment”, defende o parlamentar do Cidadania (Foto: Reprodução/Adriano Machado/Reuters )

Em declaração ao jornal ‘Folha de S. Paulo’ (veja a matéria completa abaixo), o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) vê não só no vídeo, mas também na entrevista dada pelo presidente Jair Bolsonaro após a divulgação da gravação ministerial de 22 de abril, na frente do Palácio da Alvorada, bases para que o mandatário seja investigado em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

Segundo ele, ao falar sobre um sistema de informações particular na reunião ministerial, Bolsonaro indica receber informações sobre investigações envolvendo sua família. “Ele não sabe qual o papel da PF e da Presidência, desconhece os limites institucionais”, critica o senador.

“O que eu tenho defendido é que o Congresso acompanhe, investigue e apure os fatos por meio de uma CPI, e não somente se atendo ao debate do impeachment”, disse Alessandro Vieira.

Oposição vê versão de Bolsonaro comprometida e quer buscar CPI para investigá-lo

Congressistas defendem abertura de comissão em paralelo a pedidos de impeachment, que estão parados com Maia

Danielle Brant – Folha de S. Paulo

Após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, parlamentares da oposição veem crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro, apontam que sua versão sobre a interferência na Polícia Federal está comprometida e pressionam pela abertura de uma CPI no Congresso para investigar o caso.​

A avaliação geral de líderes opositores é a de que vários elementos da gravação reforçam a denúncia do ex-ministro Sergio Moro de que Bolsonaro cobrou a troca do ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) vê não só no vídeo, mas também na entrevista dada pelo presidente após a divulgação do material, na frente do Palácio da Alvorada, bases para que Bolsonaro seja investigado em uma CPI.

Segundo ele, ao falar sobre um sistema de informações particular na reunião ministerial, Bolsonaro indica receber informações sobre investigações envolvendo sua família.

“Ele não sabe qual o papel da PF e da Presidência, desconhece os limites institucionais”, critica o senador.

“O que eu tenho defendido é que o Congresso acompanhe, investigue e apure os fatos por meio de uma CPI, e não somente se atendo ao debate do impeachment.”

A mudança de estratégia faz sentido em um momento em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já tem pelo menos 36 pedidos no colo para analisar, mas dá pouco sinal de que pretenda efetivamente abrir um processo contra Bolsonaro.

A argumentação oficial de Maia é que a prioridade do Congresso no momento tem que ser o combate à pandemia do novo coronavírus.

Nos bastidores, no entanto, a avaliação é a de que não haveria o apoio mínimos de 342 deputados para levar o processo adiante, em especial após o centrão — bloco formado por PP, PL, Republicanos e outras siglas — ter migrado para a base do governo, em troca de cargos.

Deputados já coletam assinaturas para abrir uma CPI. São necessários ao menos 171 apoiadores.

Valeixo foi exonerado no dia 24 de abril. Na manhã do dia anterior, Moro reuniu-se com Bolsonaro, quando foi comunicado da saída do diretor-geral escolhido por ele. O ex-juiz então pediu demissão, conforme a Folha revelou, alegando que não poderia continuar diante dessa situação.

Na troca de acusações que se seguiu à saída de Moro, o ex-ministro afirmou que o vídeo da reunião ministerial continha declarações que provavam que Bolsonaro havia tentado intervir na PF.

Em sua defesa, o presidente argumentava que as críticas feitas no encontro se referiam à sua proteção pessoal, e não a uma possível ingerência na PF. O presidente, no entanto, promoveu um general responsável por sua segurança pessoal e de sua família.

O vídeo divulgado na sexta-feira (22), pelo ministro Celso de Mello (Supremo Tribunal Federal) levanta ainda mais dúvidas sobre a versão do presidente. Nele, Bolsonaro se queixa da falta de dados dos órgãos de inteligência e de uma suposta perseguição a irmãos.

“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui. E isso acabou”, afirmou.

“Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira”, disse Bolsonaro, em tom exaltado.

Nesse momento, o vídeo mostra o presidente olhando na direção em que estava sentado Moro.

Para a oposição, as declarações e a linguagem corporal do presidente reforçam a necessidade de uma investigação no Congresso sobre a tentativa de interferência na PF.

A deputada Fernanda Melchionna (RS), líder do PSOL na Câmara, afirma que o “show de horrores”, como define o encontro, comprova as denúncias do ex-ministro. “Não podemos naturalizar o que aconteceu como uma reunião, parecia mais uma reunião da máfia”, disse.

“Vários crimes foram cometidos, mas o que fica evidente é que, ao falar de proteção de filhos e de amigos, ao olhar para Moro, o presidente estava se referindo à Polícia Federal, e não ao GSI [Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança presidencial].”

A esse fato, disse, se somam as mensagens entre Bolsonaro e Moro horas antes da reunião de 22 de abril mostrando que o presidente havia cobrado a troca de comando na PF no início da manhã em que o encontro ocorreu.

Não foi a única mensagem sobre o tema. No dia seguinte, pouco antes da reunião com Moro, o presidente também citou a saída de Valeixo.

O líder do PSB na Câmara, deputado Alessandro Molon (RJ), vê chances de o impeachment avançar, assim que Maia “perceber que tem apoio da sociedade brasileira”. “Os pedidos refletem o anseio da população brasileira, que cresce a cada pesquisa de opinião. É um processo que vai se acumulando.”

​Com autorização do STF (Supremo Tribunal Federal), os crimes investigados são: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, prevaricação, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

De acordo com interlocutores do PGR, Moro pode ser enquadrado nos três últimos, e Bolsonaro, nos seis primeiros.

Se Bolsonaro for denunciado, a Câmara aprovar o prosseguimento e o STF aceitar a abertura de ação penal, ele é afastado do cargo automaticamente por 180 dias.

Na sexta (22), o procurador-geral da República, Augusto Aras, informou que só vai se manifestar nos próximos dias, após assistir à íntegra do vídeo.

A divulgação do vídeo confirmou os indícios de que Bolsonaro tentou interferir na PF, embora não tenha revelado novos elementos para o caso.

O inquérito em curso no Supremo apura se, ao tentar nomear pessoas de sua confiança em postos-chave da corporação, entre eles o comando da superintendência no Rio, Bolsonaro buscava ter acesso a investigações com potencial de atingir seus parentes e aliados.

As falas do presidente no encontro foram citadas por Moro como evidências da suposta ingerência, após seu rompimento com o governo.

Num dos trechos do vídeo, Bolsonaro, de fato, cita “PF” (sigla de Polícia Federal) num contexto de insatisfação com a falta de informações de inteligência. E relaciona o órgão entre os que seriam objeto de sua interferência, incluindo ministérios.

Bolsonaro ainda criticou o serviço de informações do governo, dizendo que todos “são uma vergonha”. “Não sou informado! E não dá pra trabalhar assim. Fica difícil. Por isso, vou interferir! E ponto final, pô! Não é ameaça, não é uma… uma extrapolação da minha parte. É uma verdade.”

Em entrevista no Palácio da Alvorada após a divulgação do vídeo, Bolsonaro confirmou que tinha preocupação que algum filho seu fosse alvo de busca e apreensão e disse que pediu a ajuda de Moro para impedir isso. O ex-ministro alega que essa declaração foi outra pressão por mudanças na PF.

Bolsonaro, contudo, sustenta que se referia naquele momento à troca de equipes do Gabinete de Segurança Institucional, responsáveis por proteger seus familiares.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/05/oposicao-ve-versao-de-bolsonaro-comprometida-e-quer-buscar-cpi-para-investiga-lo.shtml

Para Eliziane Gama, conteúdo do vídeo de reunião ministerial é ‘estarrecedor’ e ‘chocante’

‘É claramente um governo autoritário, um governo totalmente avesso ao diálogo’, afirma a líder do Cidadania no Senado (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), reagiu com indignação ao conteúdo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril na qual o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, acusa o presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na PF (Polícia Federal).

“O conteúdo do vídeo é estarrecedor. É chocante ver a forma como o presidente e os ministros mais radicais de seu governo se dirigem às instituições do nosso País”, disse, ao avaliar que o ministro Celso de Mello acertou ao autorizar a divulgação da gravação. Mello é o relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) que apura a denúncia de Moro.

Ao lembrar dos princípios da transparência e da publicidade previstos na Constituição, a senadora cobrou respeito ao povo brasileiro pelos impropérios da conversa do presidente com os ministros e assessores na reunião ministerial.

“Agora o que choca é ver a forma chula como o presidente e alguns de seus ministros se dirigem às instituições de nosso Brasil e também às populações minoritárias. É claramente um governo autoritário, um governo totalmente avesso ao diálogo”, disse.

Demissão de Weintraub

Eliziane Gama defendeu a demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que além de palavras de baixo calão, afirmou durante a reunião ministerial do dia 22 de abril que por ele, colocaria “vagabundos” na cadeia e diz que começaria pelo STF.

“É impossível imaginar que o ministro da Educação fique no cargo depois de hoje. Ele deseduca, destila ódio, admite perseguições, usa palavrões e termos chulos. É um comandante de milícias criminosas, não uma autoridade republicana. Paro o bem do País, deve ser demitido imediatamente”, defendeu em seu perfil no Twitter.

Alessandro Vieira pede ao STF divulgação do vídeo de reunião ministerial

“É preciso aclarar com luz solar todos os fatos, sob pena de eclipsar não só eventuais abusos e desvarios, mas a própria democracia brasileira”, diz trecho do pedido (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e os deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-SP) pediram ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril na qual teria ocorrido uma suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na PF (Polícia Federal).

Na petição ao relator do inquérito que apura o caso, os parlamentares argumentam que o levantamento do sigilo da gravação é necessária diante da  ‘infinidade de versões absolutamente contraditórias apresentadas à sociedade pelos envolvidos nos fatos e seus apoiadores’ sobre o vídeo ainda mantido em sigilo.

“É preciso aclarar com luz solar todos os fatos, sob pena de eclipsar não só eventuais abusos e desvarios, mas a própria democracia brasileira”, diz trecho do pedido.

Alessandro Vieira e os deputados também reforçam na petição a decisão já manifestada por Celso de Mello, no último dia 9, de divulgar total ou parcialmente a gravação da reunião ministerial em momento oportuno.

Em decisão nesta terça-feira (12/5), o ministro pediu para os representantes do presidente Bolsonaro e do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, opinarem sobre a possibilidade de levantamento do sigilo da gravação. Moro já se pronunciou favoravelmente à divulgação do vídeo.

Senadores do Cidadania defendem divulgação de vídeo da reunião de Bolsonaro com ministros

Para Eliziane Gama e Alessandro Vieira, se forem verdade as acusações de que Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal do Rio de Janeiro ele deverá ser punido pela conduta incompatível com o cargo (Foto: Alan Santos/PR)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) defenderam nesta terça-feira (12) a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril em que o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, relatou uma tentativa de interferência do presidente Jair Bolsonaro para troca da direção da PF (Polícia Federal) no Rio de Janeiro.

“O conteúdo da reunião ministerial denunciado pelo ex-ministro Sérgio Moro precisa vir a público. A imprensa dá conta que de fato nesta reunião o presidente teria pressionado pela mudança no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, em nome de seus filhos. Isso é grave, uma denúncia que de fato precisa ser apurada porque o Brasil não merece ter um presidente sob suspeição”, disse Eliziane Gama.

Para o senador Alessandro Vieira, ‘e urgente que este vídeo seja tornado público’.

“É um direito dos brasileiros saber quais são as verdadeiras intenções do presidente da República. Caso o teor noticiado se confirme, é certamente incompatível com a sua permanência no cargo”, disse ao site ‘O Antagonista’.

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), por sua vez, disse aguardar com expectativa que a gravação venha a público, e observou que o próprio presidente Bolsonaro já teria se manifestado a favor da divulgação de trechos do vídeo da reunião.

‘Rede nacional’

Também ao ‘O Antagonista’, Eliziane Gama disse que o vídeo exibido hoje (12) na PF como parte do inquérito que apura a suposta interferência do presidente no órgão “precisa ser exibido em rede nacional”.

“A sociedade tem o direito de saber a verdade”, afirmou.

“Se forem verdade as acusações de que Bolsonaro teria cobrado a troca na Polícia Federal no Rio para proteger seus familiares, o presidente cometeu crime e deverá ser punido”, acrescentou a senadora.

Cidadania quer divulgação integral do vídeo que Moro citou como prova de interferência na PF

Deputado federal Marcelo Calero solicitou ao ministro Celso de Mello, relator do caso na Corte, a liberação de todo o conteúdo da reunião ministerial em que o presidente Jair Bolsonaro teria confessado que mudaria comando da corporação para proteger a família

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Alessandro, Eliziane e Freire defendem que Planalto entregue ao STF vídeo citado por Moro em depoimento

‘Quem tem a verdade ao seu lado não precisa esconder provas’, diz o senador; para a líder da bancada, ‘não entregar o vídeo é assumir que o governo tem algo a esconder’; já o presidente do partido lembrou que o próprio Bolsonaro ameaçou divulgar o vídeo e disse que imbróglio pode resultar em obstrução de Justiça

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Roberto Freire critica vídeo compartilhado por Bolsonaro que convoca população para ‘manifestação antidemocrática’

“De suma gravidade. Mais do que crime de responsabilidade é claro atentado à democracia e à República, o apoio do presidente Bolsonaro a uma convocação de manifestação nitidamente antidemocrática. Pregação de uma quartela para fechar o Congresso e o STF”, disse o presidente do Cidadania.

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Bolsonaro divulga vídeo de ato convocado a seu favor e contra o Congresso

Presidente partilhou vídeo que convoca público a ato favorável a seu governo em 15 de março, que pede para “rejeitar os inimigos do povo” (Foto: Reprodução)

Bolsonaro expõe apoio a protestos a seu favor e contra o Congresso

CARLA JIMÉNEZ – EL PAÍS

O presidente Jair Bolsonaro injetou tensão na reta final do Carnaval ao partilhar um vídeo por Whatsapp, nesta terça, que convoca o público para uma manifestação no dia 15 de março de apoio ao Governo. A informação foi revelada pela jornalista Vera Magalhães, do jornal O Estado de S. Paulo, que teve acesso à mensagem e checou que partiu do celular utilizado pelo presidente. O protesto, segundo o jornal O Globo havia sido sugerido, inicialmente, pelo general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, que aventou a ideia de protestos contra o Congresso Nacional depois da queda de braço sobre controle de execução de emendas parlamentárias no orçamento da União. Na última terça, 19, Heleno se reuniu com o presidente e teria proposto “convocar o povo às ruas”.

No screenshot da tela de celular publicado por Vera Magalhões, é possível ler: “– 15 de março. – General Heleno/Cap Bolsonaro. – o Brasil é nosso. – Não dos políticos de sempre”. O texto era a introdução para apresentar o vídeo, que apela para a emoção com imagens de Bolsonaro sendo esfaqueado durante a campanha de 2018, imagens dele no hospital, entremeadas de legendas como “Ele quase morreu por nós”, “Ele está enfrentando a esquerda corrupta e sanguinária por nós”. Vem ainda com adjetivos como “patriota”, “cristão” e chamando para mostrar “a força da família brasileira” e para rejeitar “os inimigos do Brasil”.

A manobra, que repete o estilo adotado por Bolsonaro desde a sua campanha eleitoral, pode, no limite, configurar crime de responsabilidade pela legislação brasileira, que proíbe a um presidente cometer atos que atentem contra a Constituição e contra o “livre exercício do Poder Legislativo”. A manifestação, porém, já estava sendo incentivada por bolsonaristas desde antes da refrega do General Heleno na semana passada.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifestou no Twitter alegando uma possível crise institucional pelo fato de o próprio presidente convocar uma manifestação. FHC, porém, escreveu que Bolsonaro tuitou, mas na verdade ele partilhou o vídeo do seu celular. “A ser verdade, como parece, que o próprio Pr tuitou convocando uma manifestação contra o Congresso ( a democracia) estamos com uma crise institucional de consequências gravíssimas. Calar seria concordar. Melhor gritar enquanto de tem voz, mesmo no Carnaval, com poucos ouvindo.”

De folga no Guarujá, litoral paulista, Bolsonaro buscou interação popular passeando de moto pela cidade, e cumprimentando apoiadores na cidade e também na vizinha Praia Grande. Partilhou também imagens de homenagens de apoiadores durante o Carnaval. A festa, porém, teve mais registros de protestos contra ele, inclusive com uma escola de samba do Rio de Janeiro, São Clemente, fazendo uma crítica direta a sua figura, protagonizada pelo humorista Marcelo Adnet.

Até as 22h23 o presidente não havia se manifestado sobre o vídeo, nem os seus filhos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e David Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, também preferiram os silêncio nas redes sociais. O assunto deve pautar a quarta-feira, num momento em que o Brasil encara a possibilidade de ter um primeiro caso concreto de coronavírus, algo que afeta o humor nacional, bem como o ambiente econômico.

A crise aberta na semana passada pelas falas do general Heleno contra o Congresso, assim como a convocação do ato do dia 15, também abriram outra frente de tensão dentro do Exército. O ex-ministro da Secretaria do Governo, General Santos Cruz, mostrou-se irritado com a divulgação de um banner sobre a manifestação que sugere o apoio do Exército ao ato. Nele, se lê “Vamos as (sic) ruas em massa. Os generais aguardam as ordens do povo. Fora Maia e Alcolumbre”. Santos Cruz partilhou a imagem nesta segunda, 24, e escreveu em seu twitter: “IRRESPONSABILIDADE Exército Brasileiro – instituição de Estado, defesa da pátria e garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem. Confundir o Exército com alguns assuntos temporários de governo, partidos políticos e pessoas é usar de má fé, mentir, enganar a população.”

Fonte: https://brasil.elpais.com/politica/2020-02-26/bolsonaro-expoe-apoio-a-protestos-a-seu-favor-e-contra-o-congresso.html

Cidadania lança vídeo reforçando o compromisso do partido com a democracia e a renovação

“Em 2020, vamos unir experiência com renovação para mudar o Brasil”. Esse é o compromisso do Cidadania com os brasileiros no vídeo institucional (veja abaixo) lançado pelo partido nesta sexta-feira (31).

Além de reforçar a defesa da democracia, a campanha para dar visibilidade às ações do Cidadania mostra que o partido vai atuar para colocar o “Brasil em outro patamar“, com emprego, inovação e eficiência, unindo experiência e renovação com a participação de todos.

“O Cidadania inova na política, unindo o campo democrático. Com eficiência e afeto, vamos juntar experiência e renovação. A gente sabe que, para já, a mudança se chama emprego. E só com sua participação o Brasil vai pra outro patamar”, diz trecho do vídeo.

Roberto Freire critica vídeo publicado por Bolsonaro que ataca instituições

Para o presidente do Cidadania, a postagem de presidente na rede social foi vergonhosa e irresponsável (Foto: Robson Gonçalves)

O presidente do Cidadania criticou nesta terça-feira (29) o presidente Jair Bolsonaro pela publicação de vídeo em sua conta do Twitter atacando instituição como STF (Supremo Tribunal Federal). Para Freire, a postagem de Bolsonaro na rede social foi vergonhosa e irresponsável.

“A irresponsabilidade dele [Jair Bolsonaro] de que coloca na sua conta tudo que é despautério e depois diz que não tem nada a ver com isso e [diz que é] responsabilidade de outros, porque nem na sua conta no Twitter ele manda. Nas primeiras manifestações do que vocês chamam “o establishment” os leões – Bolsonaro o clã e seguidores do mito – fugiram e levaram consigo o vídeo da brabeza. Total vergonha”, afirmou.

O vídeo

A polêmica surgiu após publicação de um vídeo nesta segunda-feira (28) comparar um leão, identificado como Bolsonaro, ser acuado por hienas com símbolos que representam instituições vistas como rivais como o STF (Supremo Tribunal Federal), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), partidos políticos e veículos de imprensa. Após a polêmica, o vídeo foi retirado do ar.

A pedido de Eliziane Gama, Santos Cruz explicará vídeo sobre golpe militar nesta quinta-feira

Por requerimento da líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Alberto dos Santos Cruz, vai ao Senado nesta quinta-feira (13) prestar informações sobre um vídeo que a faz apologia ao golpe militar de 1964, divulgado a partir de 31 de março nas redes sociais.

A parlamentar quer que o ministro esclareça a participação do governo na publicação do vídeo. Eliziane Gama observou que o material foi postado e distribuído pelos canais oficiais do Palácio do Planalto e disse ser importante que seja tornado público quem autorizou a produção do conteúdo, quem pagou a empresa responsável pela produção e quem autorizou sua divulgação.

O depoimento de Santos Cruz (foto) será dado à Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor, às 10h.

No vídeo, que se tornou público em março, um homem nega que um golpe de estado tenha instaurado a ditadura militar no Brasil a partir de 1964.

O requerimento foi aprovado em abril e, inicialmente, a reunião seria realizada em maio, mas foi adiada.

A audiência desta quinta-feira será realizada em caráter interativo. Os cidadãos que queiram encaminhar comentários ou perguntas podem fazê-lo por meio do portal e-cidadania, no endereço www.senado.leg.br/ecidadania ou pelo número telefone 0800-612211. (Com informações da Agência Senado)