Aprovado parecer de Eliziane Gama ao projeto que institui prevenção ao suicídio entre policiais

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou, nesta quarta-feira, parecer da líder do Cidadania na Casa, Eliziane Gama (MA), ao projeto (PL 4815/2019), de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE)), que institui a política de prevenção ao suicídio no âmbito do Pró-Vida, programa criado para oferecer atenção psicossocial e de saúde aos profissionais de segurança pública e defesa social.

“O tema é bastante relevante e evidências epidemiológicas sugerem haver elevados índices de suicídio entre profissionais de segurança pública”, justifica a senadora, ao citar que nos EUA a incidência de autoextermínio em policiais é maior que na população em geral.

A senadora disse que no Brasil o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019 – publicação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – apontou que houve, em 2018, 104 suicídios de policias civis e militares.

“Segundo a publicação, esse número indica que houve mais policiais vítimas de suicídio que de assassinatos”, ressaltou.

“Concordamos com a visão do autor do projeto de que, diante de dados epidemiológicos alarmantes, deve-se explicitar, em lei, a necessidade das ações de prevenção ao suicídio desses profissionais”, disse, ao completar seu com voto pela aprovação do projeto.

Eliziane Gama acatou sugestão apresentada pelo senador Flávio Arns (Rede-PR) que estende o programa Pró-Vida para o tratamento de transtornos mentais dos profissionais de segurança pública. A proposta foi incorporada ao relatório por meio de emenda.

A Comissão de Assuntos Sociais também aprovou requerimento de urgência para votação do projeto no plenário do Senado.

O suicídio e a automutilação podem ser evitados, diz Carmen Zanotto

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) participou nesta terça-feira (10) da abertura do Simpósio de Prevenção ao Suicídio e Automutilação, realizado pela Câmara dos Deputados. O 10 de setembro é lembrado como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde e integrante do colegiado que trata do tema na Câmara dos Deputados, Carmen Zanotto manifestou preocupação com o crescimento do problema no país, sobretudo entre os jovens e idosos no País.

“Onze mil pessoas morrendo por ano em nosso país por causa do suicídio é um dado muito alto sobre essa doença grave. O suicídio e a automutilação podem ser evitados se nos preocuparmos com as pessoas estão a nossa volta. Precisamos prestar atenção em nossos filhos, os nossos vizinhos e amigos. Os sinais são muito importantes na prevenção”, alertou a parlamentar do Cidadania.

O suicídio é a quarta principal causa de morte entre os jovens no Brasil. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), quase 800 mil pessoas morrem por suicídio todos anos.

O debate sobre o tema coincide com o Setembro Amarelo, cuja campanha foi criada pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e o Conselho Federal de Medicina alertar a  população sobre o problema.

Para prevenir o suicídio, é preciso falar de vida, afirma Paula Belmonte

A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) disse que para enfrentar o aumento nos índices de suicídio e combater a automutilação é preciso falar de vida.

“Temos que falar que nossos jovens são lindos. Somos todos irmãos brasileiros e temos que trabalhar unidos em prol desta grande nação”, afirmou, ao discursar no Simpósio de Prevenção ao Suicídio e à Automutilação, realizado pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (10).

A parlamentar do Cidadania descreveu os jovens como flores que despertam com plenitude.

“Se a gente falar para eles que eles não conseguem, que não têm condição, eles vão fracassar”, disse ao defender que na prevenção ao suicídio e à automutilação seja utilizada a linguagem do otimismo. “Temos tanto pelo que agradecer”, lembrou. O mês de setembro é saudado com a cor amarela por causa da luta contra o suicídio.

O Brasil é o oitavo país na ocorrência de suicídio. O fenômeno é a terceira causa de morte entre os jovens. Os sintomas experimentados por uma pessoa antes de tentar se matar são tristeza profunda, isolamento, desamparo, desespero e desesperança em relação ao futuro.

O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, afirmou que há evidências de que é possível reduzir o número de suicídios, através, por exemplo, do tratamento adequado dos transtornos psíquicos, principalmente a depressão.

“O estigma mata e suicídio mata mais do que guerras. Quem comete suicídio tem doença mental e é isso que jogamos para baixo do tapete”, disse, ao denunciar a falta de investimento do Estado brasileiro na saúde mental.

“As pessoas não têm acesso à saúde mental”, disse.

 

 

Paula Belmonte coordena frente pelo combate ao suicídio e à automutilação

Com a presença de deputados, senadores e representantes dos ministérios da Saúde, Cidadania, Mulher, Família e Direitos humanos e de entidades da sociedade civil, foi lançada nesta terça-feira (02) na Câmara a Frente Parlamentar pela Prevenção e Combate à Automutilação e ao Suicídio. A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) é coordenadora do novo organismo e defendeu a união dos poderes da República e da sociedade civil para um enfrentamento eficaz do problema.

O Brasil é o oitavo país do mundo em incidência de morte autoprovocada. No planeta, ocorre um suicídio a cada 45 minutos, um número que vem crescendo aproximadamente 24% na faixa etária de 19 a 24 anos. Segundo os especialistas, 90% dos casos de suicídio poderiam ter sido evitados. É nesse índice que reside a maior esperança da frente para não deixar que mais vidas sejam perdidas.

Paula Belmonte admite que é difícil falar sobre esse assunto, mas lembra que, quando foi pedir adesão à frente, todos os parlamentares contatados contaram que conheciam algum caso de automutilação ou de suicídio.

“Atrás de um jovem que comete automutilação ou suicídio, está uma família. E não são apenas jovens. A incidência de idosos, em Brasília, que se jogam dos edifícios é significativa”, disse a parlamentar.

Segundo ela, não se pode deixar de trazer a criança, o jovem e o idoso que enfrentam sofrimento psicológico para a convivência da família diariamente, para serem ouvidos e reconhecidos. Para Belmonte, “é preciso buscar os princípios e valores cristãos, porque a sociedade está adoecendo de várias maneiras. Precisamos fazer uma reflexão muito profunda sobre o que estamos deixando acontecer com nossa sociedade”.

Paula Belmonte contou que faz um trabalho com indígenas e que pôde constatar que entre eles também ocorre suicídio entre crianças e jovens. No Distrito Federal, de acordo com a deputada, o número de suicídios é elevado.

“O número de casos de automutilação também é muito alto. Em uma das escolas que visitei ocorreram 130 casos (de automutilação) envolvendo meninas”, relatou. 

Em geral, segundo a parlamentar, a maioria das crianças e jovens que se ferem procura usar camisetas de manga longa para esconder as cicatrizes, e muitas meninas chegam a machucar a própria genitália.

Carmen Zanotto manifesta preocupação com aumento do suicídio de crianças e adolescentes

Em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, nesta quinta-feira (09), a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) defendeu o aprofundamento do debate em torno do suicídio e da automutilação de crianças em adolescentes no País, em especial dos estados do Sul e Sudeste.

O debate foi sobre formas de prevenção do suicídio e automutilação de crianças e adolescentes.

Em sua fala, a parlamentar citou dados da Diretoria  de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina  mostrando que, entre 2010 e 2015, 140 meninos e 404 meninas, com idades entre 10 e 14 anos, tentaram suicídio no estado. Destes, 23 morreram.

“Esses dados não são atuais, mas acendem a luz vermelha a respeito dessa questão, que merece a atenção de todos nós. Estamos muito preocupados com a gravidade desta situação”,  alertou, ao defender a consolidação de políticas públicas com ações preventivas e de apoio psicossocial inclusive na escola.

Estudos do Ministério da Saúde reforçam o alerta feito pela parlamentar. De acordo com a pesquisa, no período de 2011 a 2016, as tentativas de suicídio aumentaram mais de  200%. A maioria na faixa etária de 10 a 39 anos e na região Sudeste e Sul do país. As maiores taxas de óbitos por suicídio foram registradas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Durante o debate, nasceu a ideia de se criar uma frente parlamentar para tratar do tema no Congresso Nacional.

Na avaliação da deputada catarinense, a lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro que prevê que escolas passem a notificar caos de automutilação a conselhos tutelares é importante para que se tenham números mais precisos a respeito do deste dilema que não é apenas brasileiro.

Carmen Zanotto é autora de requerimento da audiência pública que provocou a discussão na Câmara  sobre a influência dos jogos virtuais em suicídios e automutilações de jovens.

OMS

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. É também a sétima causa de morte de crianças entre 10 e 14 anos de idade.