Taxa de desemprego fica em 12,5% e subutilização da força de trabalho atinge 28,4 milhões de pessoas

O desemprego no Brasil teve um ligeiro aumento na comparação do primeiro trimestre do ano com o último de 2018. De acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgada nesta sexta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o País registrou taxa de desocupação de 12,5%, com 13,2 milhões de brasileiros desempregados e 552 mil pessoas sem emprego a mais quando analisado o último trimestres de 2018. 

Nos três últimos meses do ano passado, o  desempregados ficou em 12%. A taxa do primeiro trimestre, no entanto, é inferior ao mesmo período do ano passado (12,9%). 

De acordo com a pesquisa, a população ocupada de 92,4 milhões se mostrou equilibrada com o trimestre anterior – 92,3 milhões de trabalhadores – e cresceu 2,1% na comparação com os três primeiros anos de 2018. 

Já número de brasileiros que não trabalham ou trabalham menos do que gostariam, a subutilização da força de trabalho, bateu novo recorde em abril. São 28,4 milhões de pessoas, o equivalente a 24,9% dos brasileiros em idade para trabalhar.

É o maior número da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre encerrado em janeiro, houve crescimento de 3,9%, ou 1,06 milhão de pessoas.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destacou, porém, que o mercado de trabalho mostrou sinais de reação, com estabilidade na população ocupada e melhora, pela primeira vez em 16 trimestres, no número de brasileiros com carteira assinada.

“É um primeiro sinal de recuperação do mercado. Se isso vai se firmar, não dá para garantir”, disse ele. “O ponto negativo, que ainda vai durar por um tempo, é esse volume de pessoas na subutilização”, ponderou.

Subutilização 

O índice de subutilização é composto por pessoas que estão procurando emprego, trabalhadores subocupados (que trabalham menos horas do que gostariam) e desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar mas não procuraram emprego no período.

Os contingentes de pessoas subocupadas e desalentadas também bateram recorde no trimestre encerrado em abril. No primeiro caso, foram 7 milhões de trabalhadores, 3,3% a mais do que no trimestre anterior. No segundo grupo, são 4,9 milhões, alta de 4,3%.

Azeredo frisa que o desalento afeta principalmente mulheres, pretos e pardos, o que gera necessidade de formulação de políticas públicas para trazer esse grupo de volta ao mercado de trabalho.

“É um primeiro sinal de recuperação do mercado. Se isso vai se firmar, não dá para garantir”, disse ele. “O ponto negativo, que ainda vai durar por um tempo, é esse volume de pessoas na subutilização”, ponderou.

O índice de subutilização é composto por pessoas que estão procurando emprego, trabalhadores subocupados (que trabalham menos horas do que gostariam) e desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar mas não procuraram emprego no período.

Os contingentes de pessoas subocupadas e desalentadas também bateram recorde no trimestre encerrado em abril. No primeiro caso, foram 7 milhões de trabalhadores, 3,3% a mais do que no trimestre anterior. No segundo grupo, são 4,9 milhões, alta de 4,3%.

Segundo Azeredo, o desalento afeta principalmente mulheres, pretos e pardos, o que gera necessidade de formulação de políticas públicas para trazer esse grupo de volta ao mercado de trabalho. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Taxa de desemprego cresce em 14 estados no primeiro trimestre do ano

A taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua), divulgada nesta quinta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nas outras 13 unidades, a taxa manteve-se estável.

Em 13 estados, houve recorde na taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, pessoas que trabalham menos do que gostariam e aqueles que desistiram de procurar emprego mas gostariam de trabalhar.

No primeiro trimestre, a taxa de desemprego no País foi de 12,7%, 1,1% acima do registrado no trimestre anterior, com 13,4 milhões de pessoas procurando emprego. A taxa de subutilização bateu recorde de 25%, o equivalente a 28,3 milhões.

Segundo o IBGE, houve aumento do desemprego em todas as regiões do País. A maior taxa de desemprego foi registrada no Nordeste, onde 15,3% das pessoas com mais de 14 anos procuraram emprego no primeiro trimestre.

De acordo com o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, os dados mostram que a crise no mercado de trabalho está espalhada por todo o país e não dá sinais de recuperação. “

É uma crise generalizada”, afirmou.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, no entanto, apenas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego.

Na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, as maiores altas da taxa de desemprego foram observadas no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, os estados que registraram alta na taxa foram Roraima (de 10,3% para 15%), Acre (de 14,4% para 18%), Amazonas (de 13,9% para 14,9%) e Santa Catarina (de 6,5% para 7,2%).

Já os estados que tiveram queda na taxa, nesse tipo de comparação, foram Pernambuco (de 17,7% para 16,1%), Minas Gerais (de 12,6% para 11,2%) e Ceará (de 12,8% para 11,4%).

Subutilização

A taxa de subutilização – os que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam e que estavam disponíveis para trabalhar mas não conseguiram procurar emprego – do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica, iniciada em 2012, em 13 das 27 unidades da Federação.

As maiores taxas foram observadas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica.

Os maiores contingentes de desalentados – aqueles que desistiram de procurar emprego – no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

Os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada estavam em Santa Catarina (88,1%), no Rio Grande do Sul (83,2%) e Rio de Janeiro (81,8%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,5%) e Pará (53,0%).

As maiores proporções de trabalhadores sem carteira foram observadas no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores, em Santa Catarina (13,2%), no Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%).

Em relação ao tempo de procura de emprego no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos. (Com informações do IBGE e agência de notícias)

Desemprego acelera para 12,4% em fevereiro e atinge 13,1 milhões de pessoas

A taxa de desemprego no País ficou em 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua), divulgada nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A população fora da força de trabalho, ou seja, que não está nem trabalhando nem procurando emprego, chegou a 65,7 milhões, recorde na série histórica do IBGE.

A taxa de desemprego no trimestre é maior que o anterior (encerrado em novembro de 2018), que havia sido de 11,6%, mas menor que o resultado do trimestre encerrado em fevereiro do ano passado (12,6%).

A população desocupada no País ficou me 13,1 milhões em fevereiro, um crescimento de 7,3% na comparação com novembro. Ou seja, o número de desempregados teve aumento de 892 mil pessoas. Na comparação com fevereiro de 2018, houve estabilidade.

O total de ocupados ficou em 92,1 milhões em fevereiro, uma queda de 1,1% (menos 1,06 milhão de pessoas) em relação a novembro, mas uma alta de 1,1% na comparação com fevereiro do ano passado.

O número de empregados com carteira assinada (sem contar trabalhadores domésticos) foi de 33 milhões de pessoas em fevereiro, ficando estável em ambas as comparações.

Já o número de empregados sem carteira assinada (11,1 milhões) caiu 4,8% na comparação com novembro (menos 561 mil pessoas) e subiu 3,4% (mais 367 mil pessoas) comparado a fevereiro.

Subutilização

A população fora da força de trabalho, ou seja, que não está nem trabalhando nem procurando emprego, chegou a 65,7 milhões, um recorde na série histórica. O número é 0,9% maior (mais 595 mil pessoas) do que novembro e 1,2% superior (mais 754 mil pessoas) do que fevereiro daquele ano.

A população subutilizada (ou seja, que está desempregada, que trabalha menos do que poderia, que não procurou emprego, mas estava disponível para trabalhar ou que procurou emprego, mas não estava disponível para a vaga) chegou a 27,9 milhões de pessoas em fevereiro deste ano.

O número também é recorde na série histórica, 3,3% maior (mais 901 mil pessoas) em relação a novembro e 2,9% maior (mais 795 mil pessoas) do que em fevereiro de 2018.

A taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,6%, superior aos 23,9% de novembro e aos 24,2% de fevereiro de 2018.

O total de pessoas desalentadas (ou seja, aquelas que desistiram de procurar emprego) chegou a 4,9 milhões, outro recorde da série histórica. O percentual de desalentados chegou a 4,4%.

O rendimento médio real habitual do trabalhador (R$ 2.285) cresceu 1,6% frente ao trimestre anterior e ficou estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A massa de rendimento real habitual (R$ 205,4 bilhões) ficou estável em ambas as comparações. (Com informações do IBGE e Agência Brasil)