Freire vê Cidadania como espaço de sociais-democrata e liberais em nova formação política

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, reiterou seu apoio aos movimentos de renovação política durante live com o pré-candidato a vereador de Belém, Israel Athayde, nesta quinta-feira (16). “O Cidadania é o espaço dessa formação política em que liberais possam discutir com sociais-democratas para fazer uma boa organização para intervir nesse novo mundo que estamos construindo”, assegurou, ao comentar a crise de representatividade das instituições.

Na avaliação de Freire, o Cidadania se antecipou nesse debate e está se construindo como alternativo de representação democrática aos extremos.

“Infelizmente, alguns partidos vêem os movimentos como adversários, como algo que pretende destruir os partidos. O problema é que serão destruídos, serão superados. Vamos ter outras formas de nos organizarmos. Por isso que recebemos de braços abertos todos aqueles que estão nesses movimentos, nessas organizações sociais, na representação política da nova formação que desejamos ver”, disse.

Ao falar sobre o momento de crise, o ex-parlamentar observou a Athayde que um dos grandes debates pós-pandemia será o de como enfrentar a crise econômica e sustentou que o país já enfrentava sérios problemas antes da emergência sanitária. “E essa crise será ainda mais profunda, até porque Bolsonaro não conseguiu entender, com o seu negacionismo, que, para resolver a economia, você tinha que enfrentar a perda de vidas”, analisou.

Durante a live, o ex-deputado federal e integrante da Executiva Nacional do Cidadania Arnaldo Jordy afirmou que o Cidadania está à frente desse desafio de construir um novo projeto político para a sociedade.

“O Cidadania está fazendo esse esforço de tentar encontrar caminhos, a partir da sua experiência acumulada, e, cada vez mais, corajosamente renovada na política. Esse encontro com experiências como os movimentos sociais são absolutamente férteis”, sublinhou.

Jordy também reforçou a importância de os candidatos se comprometerem com a democracia, com a redução da desigualdade social, a ética e a sustentabilidade. “São valores que estão unificando os liberais, liberais progressistas, que estão dispostos a dar sua contribuição”, apontou.

O pré-candidato em Belém manifestou entusiasmo de estar disputando a eleição pelo partido.

“Me sinto muito feliz por estar no Cidadania, por essa abertura com os liberais em todo o país. O Cidadania se abriu para a nova forma de fazer política, construindo pontes e não muros. Pode ter certeza de que os liberais no Cidadania vão fazer muito por este país”, defendeu Athayde.

Movimentos sociais são uma nova forma de representação política, defende Freire

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, falou sobre a importância dos movimentos sociais durante live com o pré-candidato a vereador pelo município de Ananindeua (PA) Neto D’Ippolito nesta quarta-feira (16). 

“Num momento em que a sociedade muda, mudam as suas instituições. Está mudando a própria democracia representativa. Hoje estamos vivendo plenários virtuais. São várias representações políticas que não mais se canalizam através dos partidos. Então precisamos construir uma nova formação e o Cidadania é um experimento disso. Começamos a entender que esses movimentos sociais são uma nova forma das pessoas se comunicarem, se representarem e fazerem política”, sustentou. 

Durante o debate, D‘Ippolito comentou a dificuldade de alguns partidos compreenderem e aceitarem os movimentos sociais. Como resposta, Freire disse que esses movimentos são embriões de um futuro de representação política mais plural e mais livre. 

“A maioria não está compreendendo esses movimentos sociais. A vida está demonstrando que os partidos já não respondem como representação política dessa nova sociedade que surge. Nosso partido é democrático. Você tem que tentar se adaptar a esse tempo e o Cidadania busca ser isso. Mas continuo pensando que precisamos construir um mundo de maior igualdade, fraternidade e solidariedade, mais humano”, ponderou.

Para D’Ippolito, o que o motivou a se filiar ao Cidadania foi justamente essa atenção e esse protagonismo que o partido dá aos jovens.

“O Cidadania é muito aberto ao diálogo. Quando entendo que um partido está disposto a dialogar com as mais diferentes vertentes da sociedade, entendo que esse é o caminho da democracia. O Cidadania se preocupa em qualificar a juventude”, avaliou.

Em live, Freire fala sobre impeachment, crise de representatividade e movimentos de renovação política

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, participou de um debate nesta segunda-feira (13) com o advogado e líder municipal em Caruaru (PE) do movimento Acredito, Weslley Nascimento. Sobre o atual cenário político, Freire afirmou que apesar de o presidente Jair Bolsonaro não respeitar as instituições democráticas, a sociedade brasileira não aceitará retrocesso.

“Não estamos enfrentando uma ditadura, embora haja ameaça por conta de ser um governo que não respeita as regras democráticas. Temos condições de imobilizar essa tentativa de escalada golpista. Há risco, não está superado, mas instituições e própria sociedade têm a compreensão da importância do que é a liberdade. Talvez precisaremos até de um novo impeachment por total incompetência”, destacou.

Questionado se Brasil vive hoje uma crise de representatividade, pelo fato de muitos eleitores não se identificarem com nenhum dos partidos políticos, o ex-parlamentar disse que o problema do Brasil é o sistema eleitoral. “Nosso sistema não consolida partidos, mas privilegia a personalidade. É um sistema do voto uninominal. No Brasil, partido não tem força alguma porque o voto é pessoal e aí temos uma produção de grandes celebridades. Essa distorção é antiga. Daí a facilidade no Brasil de você acabar e criar um partido”, pontuou.

Durante o bate papo, o presidente do Cidadania também abordou a importância dos movimentos de renovação como uma nova forma de organização da política. “No Cidadania, chamamos de uma nova formação política. Não podemos ficar imaginando que teremos militantes como antigamente. Os quadros de hoje estão se formando por esses movimentos e novas relações. Tenho certo otimismo que estamos indo bem”, analisou.

Freire ainda apontou os cursos de formação política como instrumento de qualificação para essas novas lideranças, como os oferecidos pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), do Cidadania.

“A formação hoje é uma exigência e não é dos partidos. Vem da juventude, da sociedade, porque o nível de informação é muito maior. O Cidadania tem uma fundação que funciona e tenta ser um instrumento de agitação cultural e efervescência”, sustentou.

Inovações tecnológicas

Por fim, o ex-parlamentar trouxe ao debate as mudanças promovidas pelas inovações tecnológicas. Segundo ele, o país vive uma profunda revolução na sociedade, um momento disruptivo. “Estamos experimentando algo que veio para ficar, com as novas tecnologias e mudando nossas relações. Estamos vivendo numa sociedade em que suas instituições estão sendo transformadas e superadas. Partido político e política estão sofrendo isso também. É preciso acompanhar as mudanças, sermos vanguarda e não prisioneiros do passado”, alertou.

Fátima Romar, pré-candidata em Maceió, defende renovação política pra mudar a capital alagoana

A professora e pré-candidata do Cidadania à prefeitura de Maceió, Fátima Romar, defendeu, em live realizada nesta quinta-feira (9) pelo ex-presidente da OAB de Arapiraca, Hecto Martins, que o eleitor precisa apostar em novos nomes comprometidos com mudanças significativas e reais para as suas cidades. Martins é pré-candidato do partido a prefeito de Arapiraca, a segunda maior cidade alagoana.

“Temos que mudar a realidade das nossas cidades. O cidadão deve acreditar na política. Ele precisa entender que apenas o novo de verdade possui essa capacidade de oferecer mudanças reais. Esse suposto novo que hoje dirige nossas cidades vem do velho que ninguém quer mais. Hoje, vemos no poder a terceira geração da velha política. São os netos que chegam. Até quando iremos com isso? Eles não resolvem nada. É preciso mudar tudo isso aí e por esse motivo temos de mostrar a cara. Dar a cara à tapa sem medo. O Cidadania vem para fazer a diferença nesse sentido. Temos que incomodar”, defendeu Romar.

Ao concordar com a colocação de Fátima Romar, Martins afirmou que é necessário mobilizar homens e mulheres de bem como protagonistas das mudanças. 

“Vamos sair da zona de conforto. É possível sim realizar essas mudanças que todos esperam, mas, para isso, cada um de nós deve fazer a sua parte. A sociedade, sobretudo com o isolamento devido à pandemia, está mais atenta em relação aos problemas enfrentados pelo País. Observa com maior atenção os problemas enfrentados na Saúde e a precariedade da Educação. Não seremos salvadores da pátria, mas, somando forças, conseguiremos trazer a sociedade para dentro da gestão pública. Uma gestão democrática e descentralizada”, propôs. 

A professora destacou no encontro virtual os diversos problemas enfrentados pela capital alagoana como a educação precária, o transporte público caótico e a falta de planejamento estratégico para o Turismo. Ela lembrou que, em toda eleição, os mesmos políticos realizam promessas, as quais nunca são cumpridas. Ela também criticou a banalização da compra de votos no estado.

“Falta vontade de fazer. Por que não podemos trazer uma visão política diferente para cá? A cidade está cheia de buracos, com lixo para todo lado. Nosso Turismo não é sustentável. Por que não pegamos essa garotada do segundo grau, por exemplo, e os inserimos em cursos técnicos voltados para essa área? A Educação, totalmente sucateada e sem o menor estímulo ao professor. Agora, pergunta se essa política velha que conhecemos quer fazer essas mudanças? Não quer. E sabe por quê? Porque aqui a compra de votos é algo cultural. Líderes comunitários, para a velha política, só servem pra garantir votos”, lamentou.

Freire: comportamento de Bolsonaro faz sociedade desconfiar do diagnóstico de Covid-19

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, afirmou nesta terça-feira (7) que a desconfiança que Jair Bolsonaro gerou com os exames anteriores para Covid-19 levaram a sociedade a receber com descrédito o anúncio de que o presidente está com a doença. A única certeza, avalia ele, é de que o comportamento dele não mudará.

“Alguém pode acreditar que por estar infectado ele vai mudar? Não. Se ele sair bem disso, é capaz de dizer que a doença não é nada, embora tenhamos 67 mil mortos, brasileiros que não tiveram dele nenhuma empatia. Algo desumano”, apontou, ao compará-lo com o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que entendeu não se tratar de invenção ao contrair o vírus.

As declarações foram feitas em live no Instagram com o advogado Hector Martins, pré-candidato do Cidadania à Prefeitura de Arapiraca, Alagoas. Na conversa, Freire lamentou que Bolsonaro tenha partidarizado todo o combate à pandemia, optando por guerrear com governadores quando o papel de um líder deveria ser de levar tranquilidade à sociedade.

Essa postura, avalia, trará dificuldades para o pós-pandemia. “Esse governo pode nos levar a tragédia ainda maior por absoluta incapacidade de dar as respostas adequadas. Podemos deixar a pandemia com tremendas dificuldades. Esse desastre terá de ser enfrentado, Brasil já vinha de um pibinho, com uma equipe econômica e um ministro [Paulo Guedes] que não disseram a que vieram”, criticou.

Cidadania e Arapiraca

Ao ser questionado sobre polarização e a velha dicotomia esquerda-direita, o presidente do Cidadania disse que essa questão está superada e o partido busca aproximação com os movimentos de renovação justamente “porque a representação politica dessa nova sociedade não é a mesma da sociedade industrial”.

“Pretendemos como Cidadania imaginar esse mundo do futuro. Saber que ele já chegou e não tentar impedir que avance. Não pode ser mais o Estado burocrático, tem de ser o Estado digital, que nos integre e se abra à participação popular. Isso é de esquerda ou de direita? Essas contradições não mais existem. Guerra Fria acabou. Estamos trazendo algo de social-democracia junto com os liberais. Se aliarmos esses campos, seremos vitoriosos”, analisou.

Para ele, o pré-candidato em Arapiraca representa essa síntese e foi uma grande aquisição para o Cidadania ter um quadro de relevo na segunda maior cidade de Alagoas. Martins disse que está fazendo um grande trabalho de conscientização com homens e mulheres em Arapiraca sobre a importância de participarem da política e dos rumos da gestão do município.

“Homens e mulheres de bem tendem a se afastar da política, em razão da politicagem. Mas é possível fazer o bem na política, contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Arapiraca, por exemplo, sofre com ausência de políticas públicas, ficamos num jogo de empurra empurra e ninguém fez nada. A cidade estrá no coração do Estado, sempre teve comércio muito vivo, mas falta o básico. Quero unir forças por um movimento de renovação”, disse.