Cartunista lança livro sobre a queda do Muro de Berlim e o fim do comunismo na Tchecoslováquia

Após acompanhar na avenida Paulista os protestos que levaram ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, o jornalista e cartunista Cláudio de Oliveira nos transporta às manifestações que derrubaram o regime comunista na então Tchecoslováquia.

Estudante da Escola Superior de Artes Industriais de Praga entre 1989 e 1992, ele testemunhou a Revolução de Veludo, bem como a transição do país de uma economia estatal para uma economia de mercado.

Atento aos acontecimentos, o jornalista relata a vitória eleitoral do sindicato Solidariedade e a eleição de Lech Walesa na vizinha Polônia, a queda do Muro de Berlim, a unificação da Alemanha, a tentativa de golpe de Estado contra o líder soviético Mikhail Gorbatchev e a dissolução da União Soviética.

Suas reflexões não se resumem aos acontecimentos de então. O livro faz um panorama histórico da Tchecoslováquia desde sua fundação, em 1918, quando a partir de então o país foi governado por um coligação penta-partidária encabeçada pelo Partido Social Democrata.

Relata a imposição por Josef Stálin do modelo autoritário do socialismo soviético nos países da Europa Oriental após a II Guerra Mundial.

Sem pretender fazer uma profunda análise histórica, econômica e sociológica, suas reflexões são apontamentos importantes para o debate de duas experiências históricas no campo da esquerda: o movimento comunista e a socialdemocracia.

Apesar de passados 30 anos da queda do Muro de Berlim e do colapso do socialismo real, o livro traz reflexões de grande atualidade, especialmente para os leitores que se identificam com um projeto democrático de reforma social para o Brasil. (Assessoria FAP)

ERA UMA VEZ EM PRAGA

Um brasileiro na Revolução de Veludo
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Também do autor:

LENIN, MARTOV, A REVOLUÇÃO RUSSA E O BRASIL
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Com herança maldita deixada pelo governo Dilma, economia encolhe 0,2% no primeiro trimestre

O Brasil continua sofrendo e patinando na questão econômica e o problema ficou, mais uma vez, evidente no resultado do PIB (Produto Interno Brasileiro) do primeiro trimestre de 2019, que registrou queda de 0,2% na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (30).

Foi a primeira queda após o último trimestre de 2016,  quando a atividade econômica registrou retração de 0,6%. O resultado interrompeu uma lenta trajetória de recuperação e traz novamente o risco de recessão técnica ao País.

Ao analisar os dados, o economista e dirigente do Cidadania, Demétrio Carneiro, afirmou que o número é resultado da herança maldita deixada pelo desgoverno da gestão lulopetista, sobretudo, do governo Dilma Rousseff.

“Não dá para culpar Bolsonaro com cinco meses de governo. Podemos culpá-lo pela expectativa futura, já que ainda não foi capaz de mostrar para o mercado, e para a sociedade, o nível de confiabilidade necessário. Contudo, isso ainda é herança da Dilma [Roussef]. Se analisarmos os semestres anteriores, veremos que já vinha em um processo de queda”, disse.

A baixa do PIB registrada pelo IBGE foi seguida de altas de 0,5% no terceiro trimestre e de 0,1% no quarto trimestre de 2018. De acordo com os dados, a economia cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e 0,9% no acumulado de 12 meses.

O principal responsável pelo recuo do primeiro trimestre de 2019 foi o setor industrial, que registrou queda de 0,7%. A agropecuária também obteve queda de -0,5%. O setor de serviços, por outro lado, registrou crescimento de 0,2%.

Retomada

Demétrio Carneiro afirmou que a retomada da economia só ocorrerá após o poder público adotar “medidas fortes”. Para ele, a reforma da Previdência é apenas um primeiro passo e que serão necessárias outras iniciativas para colocar o País no rumo do crescimento.

“O baque no final do governo Dilma foi muito forte. Para retomarmos a economia precisamos de medidas fortes. Não é só a reforma da Previdência. Ela é apenas um primeiro passo. Falta todo o resto, uma transformação institucional e legal. São necessárias diversas outras reformas que precisam ser feitas para fazer deslanchar a economia. Enquanto isso não é feito, a economia fica travada. Isso é um consenso entre os economistas”, disse.

Taxa de investimento

O IBGE também informou que a taxa de investimento foi de 15,5% do PIB no primeiro trimestre de 2019, acima do observado no mesmo período de 2018 (15,2%).

Queda de braço entre poderes não ajuda o País, avalia Rubens Bueno

O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) afirmou nesta quarta-feira (29) que a frequente queda de braço entre poderes não ajuda no processo de análise e aprovação de reformas e projetos que o País precisa. O deputado considerou positiva a iniciativa de um pacto entre os poderes. No entanto, logo após o anúncio da proposta, declarações como a feita pelo presidente Jair Bolsonaro afirmando que com a caneta tem mais poder do que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não ajudam a melhorar o ambiente político.

“Vivemos um momento não de disputa por quem tem mais poder, mas de união em torno de diálogo e busca de soluções para o país. Nesse contexto, cada poder deve cumprir o seu papel constitucional e não ficar buscando caminhos para tentar impor derrotas ou ficar utilizando atalhos para tentar medir forças com o outro. Queda de braço entre poderes não ajuda o país”, ponderou o deputado.

Defensor da aprovação da reforma da Previdência, com alguns aperfeiçoamentos que protejam a camada mais humilde da população, Rubens Bueno avalia que movimentos de radicalização política não devem ser incentivados por nenhum dos atores políticos do Brasil.

“O que está em jogo é o futuro do País, que passa por uma crise econômica aguda e enfrenta problemas de escassez de recursos. É momento de debatermos os temas essenciais e construir maiorias em torno do que é melhor para o futuro do Brasil. Sempre com cada poder respeitando as prerrogativas do outro”, disse.