Mercado financeiro eleva mais uma vez projeção da inflação em 2019

Para 2020, as instituições financeiras mantiveram a projeção de inflação, pela quinta vez consecutiva, em 3,60% (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento econômico em 0,99% para 2019. Já a estimativa para a inflação neste ano, foi elevada de 3,46% para 3,52%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central por meio do boletim Focus.

Ao analisar as projeções de crescimento de PIB (Produto Interno Bruto) para os próximos anos, as instituições financeiras subiram a projeção de 2,20% para 2,22% em 2020. Contudo, para os anos seguintes, não houve alteração ficando em 2,50% em 2021 e 2022.

No que tange a inflação, o mercado manteve para 2020, pela quinta vez consecutiva, em 3,60%. Para os anos seguintes também não houve alterações ficando em 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juro

Nas apostas para a taxa Selic, as instituições preveem que ela encerre o ano em 4,5%. Para 2020, a expectativa é que a taxa de juro permaneça no mesmo patamar, 2021 encerre em 6% e 2021 em 6,5%.

Dólar

Em relação ao dólar, o mercado financeiro aposta que a cotação da moeda permaneça em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,01 para 2020. (Com informações das agência de notícias)

Mercado aumenta previsão de crescimento da economia e reduz estimativa de inflação

Projeção para a expansão do PIB passa de 0,81% para 0,83% este ano

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo BC (Banco Central), a previsão para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi ajustada de 0,81% para 0,83% neste ano.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também subiu, ao passar de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas de 2,5%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,76% para 3,71%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,90%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,5%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa permanece em 5,5% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 e, para 2020, de R$ 3,80 para R$ 3,81.

Mercado financeiro reduz pela 12º vez expectativa de crescimento da economia

O mercado financeiro continua preocupado com a condução da economia pelo governo de Jair Bolsonaro, que não consegue estabelecer uma agenda mínima com o Congresso Nacional para aprovar medidas importantes para o restabelecimento do crescimento. Isso ficou mais uma vez evidenciado no resultado do Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, que reduziu a projeção de crescimento da economia pela 12º vez seguida, saindo de 1,45% para 1,24%.

Segundo a publicação semanal, para 2020, 2021 e 2022 a projeção foi mantida em 2,50%. O Boletim Focus é elaborada com base em perspectivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos do País.

Inflação

A estimativa da inflação subiu de 4,04% para 4,07% para o ano. Para 2020, a previsão segue em 4% e para 2021 e 2022 3,75%. Já a meta de inflação, estabelecida pela CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 4,25% para 2019. A previsão para 2020 está no centro da meta que é de 4%. Em 2021, as instituições financeiras preveem o centro em 3,75%.

Selic

Quando analisada a Selic, a taxa básica de juros, utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação, a aposta é que ela deve permanecer em seu mínimo histórico de 6,50%. Para o fim de 2020, a projeção passou de 7,50% para 7,25%. Já para 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50%.

Dólar

Em relação ao dólar, o mercado financeiro prevê que a moeda suba de R$ 3,75 para R$ 3,80 para o fim de 2019 e que fique nesse patamar em 2020. (Com informações das agências de notícias)

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento da economia pela 9º vez consecutiva

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do País pela 9º vez consecutiva, de 1,71% para 1,70%, de acordo com o boletim Focus publicado pelo Banco Central nesta segunda-feira (29). O dado demonstra o pessimismo das instituições financeiras com o andamento da retomada da economia brasileira pela equipe de Jair Bolsonaro. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,98%.

Já a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 foi mantida em 2,50% após cinco reduções consecutivas. As estimativas para 2021 e 2022 também ficaram em 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou estabilizada em 4,01% para 2019 e 4% em 2020. Também não houve alteração para 2021 e 2022 que ficou em 3,75%.

Juros

Para as instituições financeiras, a taxa Selic – taxa usada pelo Banco Central para o controle da inflação – deve ficar no seu mínimo histórico de 5,5% até o final do ano. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% e para o fim de 2020 e 2021, a expectativa é que permaneça em 8% ao ano. (Com informações de agências de notícia)

Mercado reduz pela oitava vez consecutiva projeção de crescimento da economia brasileira

O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, aponta que o mercado financeiro reduziu, pela oitava vez consecutiva, a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2019. A projeção do PIB (Produto Interno Brasileiro) caiu de 1,95% para 1,71% para este ano.

A análise também revela redução em 2020, de 2,58% para 2,50%, a quinta consecutiva do período. Já as estimativas para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Inflação

De acordo com o boletim, a estimativa da inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi ajustada de 4,06% para 4,01% em 2019. Para o próximo ano, a previsão segue em 4% e 2021 e 2022 em 3,75%.

Taxa Selic

As instituições financeiras acreditam que taxa básica de juros, a Selic, permaneça em seu mínimo histórico de 6,5% até o fim de 2019. Para 2020, a projeção segue em 7,50% e 8% para o fim de 2020 e 2021. A taxa é importante porque serve como referência aos demais juros da economia nacional. (Com informações das agências de notícias)

Elena Landau: Peter Pan

Aqueda da aprovação do governo Bolsonaro, confirmada em mais uma pesquisa, vem acompanhada de revisão para baixo nas projeções de crescimento para este ano. Não é mera coincidência. Gastou-se rapidamente o cacife político de um primeiro mandato e as expectativas empresariais refletem esse desgaste: PIB abaixo de 2%. Planos de investimentos parecem estar em suspenso até que o cenário sobre a possibilidade de aprovação da reforma da Previdência fique mais claro.

O governo tenta reagir criando uma pauta positiva com anúncios dos bons resultados nos leilões de concessões e importantes avanços na agenda da desburocratização. O Congresso, por sua vez, colocou a reforma tributária na pauta. Pelo jeito, não querem ficar a reboque do governo. O secretário Marcos Cintra foi pego de surpresa e suas ideias foram atropeladas, o que não é de todo ruim.

A proposta que está na mesa é a de Bernard Appy, do CCiF. Boa notícia, porque seu projeto de simplificação do sistema tributário em torno do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) foi apresentado aos candidatos nas eleições e longamente debatido por especialistas da área ano passado. É meio caminho andado. Que a mudança venha rápido, já que, frente à estagnação, a tentação de se apelar para incentivos setoriais é grande.

Parece incrível que, mesmo após o desastre da política de desonerações e subsídios via BNDES do governo Dilma, em pleno 2019 essas ideias voltem a circular. O governador João Doria, assessorado por Meirelles, não hesitou em usar o ICMS para manter a fábrica da GM em São Paulo. Mesmo se autointitulando a modernidade do PSDB, recorreu ao que há de mais velho na política industrial brasileira: incentivos fiscais para automóveis.

Não há apelido que resolva, não existe inovação alguma. Continua sendo uma atividade que, apesar de todo apoio recebido do Estado, isto é, dos pagadores de impostos, não consegue produzir carros que tenham competitividade internacional. O que já se gastou de dinheiro do contribuinte, nacional ou estadual, com apoio à indústria automobilística certamente seria melhor empregado em transportes públicos alternativos, menos poluentes. Recente tese de doutorado*, defendida na PUC/RJ, calcula que o trabalhador brasileiro leva em média 84 minutos indo e vindo de casa para o trabalho.

Para uma jornada de 8 horas, ele gasta 17% só neste deslocamento. Mas vamos colocar mais carros nas ruas. As razões para incentivos localizados feito esse são sempre as mesmas: salvar empregos que seriam perdidos com o fechamento da fábrica. Uma decisão de curto prazo para dar fôlego a uma atividade que não consegue sobreviver em ambiente competitivo. Evidente que a preservação de postos de trabalho é importante.

Porém, mais relevante é a criação de empregos de alta produtividade, beneficiando os trabalhadores em geral. Em vez de dar benefícios fiscais à GM, por que não diminuir o ICMS sobre energia ou telecomunicações, por exemplo. Um corte de impostos horizontal que beneficiaria toda a economia paulista, além de reduzir o peso desses serviços no orçamento familiar. Um dos grandes efeitos positivos da unificação em torno do IVA é acabar com a possibilidade de guerra fiscal que uma política como a de Doria pode gerar.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em recente entrevista reclamou de forma veemente e deu seu recado. Mas São Paulo não é caso isolado. O uso de incentivos é mais generalizado do que se imagina. Um exemplo importante é a Zona Franca de Manaus que em 2014 obteve uma prorrogação constitucional até 2073, sem qualquer avaliação técnica e isenta dos benefícios gerados por uma renúncia fiscal anual de R$ 20 bilhões anuais.

Há no STF uma demanda para que o IPI não pago gere um crédito tributário a quem comprou insumo produzido lá. Isso mesmo, um crédito tributário com base em um imposto que não foi pago! Se vencedora, essa tese, serão mais R$ 16 bilhões. Para justificar o injustificável começaram a divulgar a ideia de que Zona Franca é um importante cinturão de proteção ambiental, sem que haja um único estudo consistente a apoiar o argumento.

Para se ter ideia do que significam esses recursos concentrados para poucas empresas numa única região, basta dar uma pesquisada rápida no orçamento federal e ver gastos sociais que beneficiam milhões de brasileiros em todo o país todo, como: Bolsa Família (R$ 30 bilhões), Fundeb (R$ 13 bilhões) ou Abono Salarial (R$ 17 bilhões). As indústrias na Zona Franca, assim como a automobilística em SP, se recusam a amadurecer.

Pelo jeito, serão indústrias nascentes pelo resto da vida. Sofrem da síndrome de Peter Pan. É compreensível, crescer não é fácil. *Para um bom resumo da tese, ver artigo de Maína Celidonio, “Mobilidade Urbana”, Estudo Estratégico, Observatório Sebrae, março 2019. (O Estado de S. Paulo – 12/04/2019)

Mercado reduz projeção de crescimento da economia para 1,89%

A estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, caiu de 2% para 1,89% este ano. Foi a quinta redução consecutiva.

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB recuou de 2,78% para 2,75% na segunda redução consecutiva. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos pelo BC (Banco Central).

Inflação

A estimativa da inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), permanece em 3,89% neste ano.

Em relação a 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção, para 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

DólarA previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020. (Agência Brasil)