No JN, Eliziane Gama diz que a transparência de dados da Covid-19 é ‘ponto de muita preocupação’

Senadora participou nesta terça-feira (23) de audiência com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello na comissão mista da Covid-19 (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), reafirmou nesta terça-feira (23) no Jornal Nacional (veja aqui a reportagem e abaixo o texto) que a transparência de dados é uma das formas mais efetivas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no País e por isso motivo de ‘muita preocupação’

“Transparência. Esse é um dos pontos com os quais nós temos tido muita preocupação”, disse a parlamentar, em declaração na sessão remota da comissão mista da Covid-19, nesta terça-feira (23), com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

Pazuello diz que a transparência na divulgação dos dados sobre a pandemia vai ser infinita

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, participou nesta terça (23) de uma videoconferência com deputados e senadores

Jornal Nacional – TV Globo

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, participou nesta terça-feira (23) de uma videoconferência com deputados e senadores. E se comprometeu com o que chamou de transparência infinita.

Políticos, especialistas e entidades vêm criticando o governo pela falta informações, entrevistas e de análise de dados da pandemia.

Nesta terça (23), Eduardo Pazuello começou a audiência prometendo prestação de contas detalhada, mas não deu data nem explicou como o ministério vai fazer isso.

“Parlamentares, empresários, cidadãos comuns – vão poder acompanhar cada centavo, cada item que foi distribuído para cada município, para cada estado, quando foi, para que que foi, qual a origem, quando foi entregue aquilo e onde está. Não só números. Os números já estão disponíveis integralmente, mas, agora, nós vamos disponibilizar, na mesma plataforma, todos os dados do Ministério da Saúde. A transparência vai ser infinita”, disse.

O relator da comissão cobrou detalhes. “O senhor disse em transparência infinita. E nós entendemos que saber quantos leitos existem, quantos estão ocupados e qual o tamanho da fila é fundamental pra podermos organizar”, disse o deputado Francisco Júnior, do PSD/GO.

Pazuello respondeu que essas informações vão ser divulgadas até o fim da semana.

O ministro interino recebeu de parlamentares muita cobrança por transparência.

“Transparência total com relação à questão do Covid”, disse Izalci Lucas.

“Transparência. Esse é um dos pontos com os quais nós temos tido muita preocupação”, disse Eliziane Gama.

“Não é de muita surpresa uma tentativa agora de não ter transparência”, disse Reginaldo Lopes.

Pazuello prometeu para quarta-feira (24), anunciar uma estratégia de testagem. A ampliação da testagem vem sendo prometida desde o início da pandemia, ainda quando Luiz Henrique Mandetta era ministro.

“Nós vamos partir resumidamente para cerca de 12% da população para testagem RT-PCR, que é o molecular, como nós chamamos, e para 12% a testagem da sorologia. A gente vai estar divulgando com detalhes todo o nosso programa. Nós montamos duas plataformas. Um plataforma no Rio de Janeiro, da Fiocruz e outro em São Paulo, porque eles têm grande capacidade de massa e uma capacidade operacional muito grande de processar essas amostras”, afirmou Arnaldo Correia, secretário de Vigilância em Saúde.

Carmen manifesta preocupação com a falta de testes para diagnosticar Covid-19

A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) defendeu nesta sexta-feira (27) a ampliação de testes rápidos para confirmar o diagnóstico dos casos suspeitos de contaminação pelo coronavírus. Segundo a parlamentar, até agora só estão sendo testadas as pessoas que estão internadas.“Os que estão com sintomas precisam ser diagnosticados logo para conter a disseminação da doença”, alertou.

A relatora da Comissão Externa do Coronavírus disse que a preocupação é que haja mais gente infectada transmitindo, sem saber, a doença para as outras pessoas.
O colegiado já pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a ampliação da testagem.

Apelo a Bolsonaro

Em indicação ao presidente da República, Jair Bolsonaro, a comissão externa pediu mais recursos para que a Fiocruz possa produzir mais testes para o diagnóstico da Covid-19. Os parlamentares também solicitaram que o governo faça, com urgência, chamamento público internacional para a aquisição de testes rápidos, kits e reagentes utilizados na medicina diagnóstica.

Desmatamento é principal preocupação do brasileiro na questão ambiental, revela pesquisa

A pesquisa global Earth Day 2019, realizada pela Ipsos, entre os dias 22 de fevereiro e 8 de março deste ano, revela que o desmatamento lidera entre as preocupações demonstradas pelos brasileiros com relação ao meio ambiente. A sondagem foi feita em 28 países, com 19,5 mil entrevistados, sendo mil brasileiros. O desmatamento foi considerado o tema mais importante por 53% dos consultados. Em termos mundiais, o tema prioritário é o aquecimento global, com 37% das respostas.

“O aquecimento global é também um dos temas importantes no Brasil, mas o que chama mais atenção é o desmatamento, que é muito mais mencionado no Brasil do que na média global”, disse a diretora de Negócios na Ipsos, Karen Klas, em entrevista à Agência Brasil.

Karen disse que a resposta dos brasileiros foi uma combinação da quantidade de reservas naturais do país, da visibilidade que a Amazônia tem nesse sentido e, também, das discussões em relação às políticas adotadas pelo governo. Na Rússia, que tem áreas maiores de florestas que o Brasil, apenas 20% dos entrevistados veem o tema do desmatamento como prioridade.

Em segundo lugar, no Brasil, aparece a poluição da água (44%), seguida de como lidar com os resíduos produzidos (36%), aquecimento global (29%) e esgotamento de recursos naturais (23%). O problema das enchentes foi mencionado por 18% dos entrevistados, ou seja, por dois em cada dez brasileiros, constituindo o dobro da média global de 9% para esse item.

No resto do mundo, os temas apontados como os mais preocupantes na questão ambiental foram poluição do ar (35%), como lidar com o lixo que produzimos (34%), poluição da água (25%). O desmatamento só aparece em 5º lugar no ranking global da Ipsos, com 24%.

Poluição e lixo

Karen Klas destacou que a poluição da água é um tema que está muito próximo da quantidade de lixo gerada pela população. Os resíduos não reciclados preocupam também os brasileiros. Nove em cada dez entrevistados no país, ou cerca de 89%, estão preocupados ou muito preocupados com os efeitos que embalagens plásticas, como sacos e outros objetos que não podem ser reciclados, provocam no meio ambiente.

“Há um potencial bastante alto dos brasileiros preocupado com isso”, disse.

Os muito preocupados chegam a 60%. Em termos globais, 81% dos consultados estão preocupados com o tema. Karen salientou que quanto mais esse tema for debatido pelas pessoas, mais elas entendem que isso pode ter um impacto negativo em suas vidas e no mundo.

Em contrapartida, nem todos estão dispostos a atuar para corrigir esse problema. Quando perguntados de quem seria a responsabilidade pelo problema das embalagens plásticas, a maior menção é que todos têm responsabilidade (40%). Em seguida, vêm os fabricantes, isto é, a indústria, com 19%, e o governo, com 15%.

“Mas quando a gente perguntava o que você, pessoalmente, estaria disposto a fazer, não necessariamente o brasileiro está tão em linha com a média global. Por exemplo, comprar produtos de materiais reciclados, a gente está um pouco mais disposto que o restante do mundo. Mas quando a gente fala de reutilizar materiais que são descartáveis, entre os 28 países listados, o Brasil está em 14º lugar. Então, não é uma prioridade tão grande quando a gente fala de mudanças pessoais de comportamento”, disse.

Apenas 12% dos brasileiros investiriam recursos próprios para estimular marcas que usam embalagens recicláveis e só 11% estariam dispostos a pagar mais impostos para a melhoria de estações de reciclagem, destacou Karen.

Para 48% dos brasileiros, a principal forma de reduzir os impactos é forçar o governo local a gastar mais com reciclagem para que mais itens possam passar por esse tratamento. A média global foi 46%. No Brasil, os entrevistados acreditam mais nas campanhas de conscientização pública (40%) do que o restante do mundo (27%).

Preocupação geral

A pesquisa não traçou um ranking de preocupação geral. Entretanto, revela que a preocupação varia de país a país, de acordo com o tema apresentado. Enquanto no Brasil o tema principal é o desmatamento, o Japão lidera em termos de aquecimento global, com 52% das respostas, contra a média global de 37%. Na poluição do ar, a Coreia do Sul se mostra mais preocupada, com 70%, contra média de 35%.

Karen Klas salientou que nas perguntas relacionadas ao uso de fontes alternativas de energia no futuro, o Japão volta a liderar, com 47%, versus média global de 22%. Neste caso, o Brasil está entre os países que menos mencionam as energias renováveis entre as suas preocupações, com somente 8% das respostas.

A ideia da Ipsos é fazer esse tipo de pesquisa uma vez por ano, no mesmo período, para entender o andamento do tema da sustentabilidade. A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 89 países. (Agência Brasil)