Taxa de desemprego fica em 11,2% em janeiro e atinge 11,9 milhões

De acordo com a pesquisa do IBGE, 40,7% da população ocupada está na informalidade, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores (Foto: Reprodução)

A taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em janeiro ficou em 11,2%, com 11,9 milhões de pessoas desocupadas no País. A taxa é 0,4% menor do que a registrada no trimestre anterior, encerrado em outubro, quando 11,6% da população economicamente ativa estava sem trabalho.

Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua) e foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com o IBGE, 11,9 milhões de pessoas estão desocupadas.

Na comparação com o mesmo período de 2019, a redução da taxa de desemprefo foi de 0,8%. No mesmo período do ano passado, a desocupação estava em 12%. Estes sãos os primeiros números sobre o desemprego em 2020.

População ocupada

A população ocupada no País é de 94,2 milhões de pessoas, sendo que 40,7% delas estão na informalidade, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores, taxa 0,5% abaixo da do trimestre encerrado em outubro.

Estão subutilizadas 26,4 milhões de pessoas, número 2,7% menor do que o registrado no período anterior. Esse índice indica o número de pessoas que poderiam trabalhar mais horas do que estão trabalhando.

Já o número de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar trabalho, ficou em 4,7 milhões, o que equivale a 4,2% da força de trabalho. O índice ficou estável na comparação trimestral e na anual.

Salário

O salário médio do trabalhador brasileiro abriu 2020 com aumento médio acima da inflação. O rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos foi de R$ 2.361 no trimestre encerrado em janeiro deste ano, 0,5% acima do período de agosto a outubro de 2019 (R$ 2.350).

Quando comparado ao mesmo período de 2019, a renda ficou estável, conforme dados da pesquisa do IBGE. (Com informações da Agência Brasil)

Taxa de desocupação fica estável e fecha trimestre em 11,6%

De acordo com IBGE, 12,4 milhões de pessoas estão sem trabalho no País (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A taxa de desocupação no País fechou o trimestre encerrado em outubro em 11,6%, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento divulgado na última sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) considera desocupadas as pessoas que estão sem emprego, mas que buscaram efetivamente um trabalho nos 30 dias anteriores à coleta dos dados. De acordo com o levantamento, cerca de 12,4 milhões de pessoas compõem a população desocupada.

A Pnad Contínua foi realizada a partir de informações levantadas em visitas domiciliares a cerca de 211 mil casas em 3.464 municípios. De acordo com o resumo da pesquisa publicado no site do instituto, a taxa de desocupação “ficou estatisticamente estável tanto em relação ao trimestre de maio a julho de 2019 (11,8%) quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018 (11,7%)”.

Se comparado ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 1,4 milhão de pessoas ocupadas no período, assim como crescimento da força de trabalho (1,5 milhão). Isso significa que mais pessoas estão procurando emprego, disponíveis para trabalhar.

“É um valor considerado estável frente ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2018. Há uma expansão da ocupação, mesmo num ritmo menor. Ainda que essa taxa esteja no patamar de estabilidade, é uma estabilidade que aponta para uma trajetória de queda que vimos desde 2018”, explica Adriana Beringuy, analista do IBGE.

Em relação à população ocupada, na comparação com trimestre anterior, houve leve crescimento de 0,5%, o que representa aproximadamente mais 470 mil pessoas trabalhando. Entre agosto e outubro desse ano, 94,1 milhões de pessoas tiveram algum tipo de trabalho. Na comparação com o mesmo trimestre de 2018, a melhora foi de 1,6%.

Carteira assinada

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, incluindo trabalhadores domésticos, também se manteve estável e fechou em 33,2 milhões. Também houve aumento de trabalhadores informais, que atingiram novo recorde na série histórica desde 2012. Estão trabalhando sem carteira assinada 11,9 milhões de pessoas. No mês passado, o IBGE também havia detectado um recorde na informalidade, que foi novamente superado.

A pesquisa também indica que 64,9 milhões de pessoas que não estão trabalhando, nem procurando trabalho. Este dado também revela estabilidade tanto em relação ao trimestre de maio a julho de 2019 quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018. (Com informações do IBGE e Agência Brasil)

IBGE: Mais de 3 milhões no País buscam emprego há mais de 2 anos

A taxa de desemprego no País no terceiro trimestre deste ano, divulgada no fim de outubro, ficou em 11,8%, abaixo dos 12% registrados no segundo trimestre (Foto: Thiago Freitas)

Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão à procura de emprego há dois anos ou mais no Brasil. Segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua), divulgada nesta terça-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), isso representa 25,2% dos 12,5 milhões de desocupados do País.

De acordo com a pesquisa, cerca de 1,8 milhão, ou 7,1% dos desocupados, estavam há menos de um mês procurando emprego. A taxa de desemprego no País no terceiro trimestre deste ano, divulgada no fim de outubro, ficou em 11,8%, abaixo dos 12% registrados no segundo trimestre.

A Pnad Contínua divulgada hoje trouxe ainda dados sobre taxa de desemprego dos estados. São Paulo foi o único a apresentar queda na taxa de desemprego do segundo para o terceiro trimestre deste ano (veja aqui). O desemprego no estado recuou de 12,8% para 12% no período em São Paulo.

“A taxa de desocupação caiu em São Paulo em função de uma redução significativa da população desocupada, que diminuiu em 217 mil pessoas no trimestre. A redução do desemprego veio mais pela redução do número de desocupados do que por expansão da ocupação”, explicou a analista da pesquisa Adriana Beringuy.

Segundo ela, a construção é um destaque na expansão da ocupação no terceiro trimestre, muito concentrada na região sudeste, sobretudo São Paulo.

“Esse contingente associado à construção era formado principalmente por trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira assinada”, complementou.

Alta

Rondônia foi o único estado com alta na taxa de desemprego, ao passar de 6,7% para 8,2%. As outras 25 unidades da federação tiveram estabilidade na taxa, de acordo com os dados do IBGE.

As maiores taxas foram observadas nos estados da Bahia (16,8%), Amapá (16,7%) e Pernambuco (15,8%). Já os menores níveis foram registrados em Santa Catarina (5,8%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Mato Grosso (8%).

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve altas em Goiás (que passou de 8,9% para 10,8%) e Mato Grosso (de 6,7% para 8%). Três estados tiveram queda neste tipo de comparação: São Paulo (13,1% para 12%), Alagoas (de 17,1% para 15,4%) e Sergipe (17,5% para 14,7%).

Subutilização

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas) foi de 24% no País. Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%) apresentam estimativas acima de 40%.

Por outro lado, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (14,7%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Mato Grosso do Sul (16,3%).

Desalentados

O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) foi de 4,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Os maiores contingentes estavam na Bahia (781 mil) e no Maranhão (592 mil) e os menores em Roraima (17 mil) e Amapá (19 mil).

O percentual de pessoas desalentadas foi de 4,2%. Os maiores percentuais estavam no Maranhão (18,3%) e Alagoas (16,5%) e os menores em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

Empregos formais

Santa Catarina tinha o maior percentual de empregados com carteira assinada (87,7%). Já o menor percentual estava no Maranhão (49,9%).

As unidades da federação com maior percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado foram Maranhão (50,1%), Pará (49,9%) e Piauí (49,9%). As menores taxas foram observadas no Rio Grande do Sul (18,1%) e Santa Catarina (12,3%). (Com informações das Agência Brasil e Agência IBGE Notícias)

Desemprego tem queda modesta e informalidade bate recorde no País

Desemprego atinge 12,5 milhões de trabalhadores e informalidade representa 41% dos trabalhadores ocupados, mostra pesquisa do IBGE (Foto: Divulgação)

O desemprego continua a persistir no Brasil e atinge 12,5 milhões de trabalhadores conforme divulgado nesta quinta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Segundo o estudo, a informalidade continua em alta e representa 41% dos trabalhadores ocupados.

De acordo com o resultado da Pnad, a taxa de desocupação no País fechou o trimestre móvel encerrado em setembro em 11,8%, o que representa uma ligeira queda em relação ao trimestre anterior finalizado em junho, quando 12% da população estavam sem trabalho.

No que tange ao contingente desocupado, houve uma diminuição de 251 mil pessoas, enquanto que a população ocupada atingiu 93,8 milhões, o que representa um aumento de 459 mil pessoas.

Já os que estão fora da força de trabalho permaneceram estáveis, quando comparado com a última pesquisa, com 64,8 milhões de pessoas. A taxa de subutilização ficou em 24% e teve uma diminuição de 0,8% em relação ao trimestre anterior, somando 27,5 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar mais horas do que atualmente conseguem hoje.

A população desalentada, que são aquelas que desistiram de procurar trabalho, soma 4,7 milhões de pessoas. Esse grupo apresentou um recuo de 3,6% na comparação com a ultima pesquisa.

Carteira assinada

Ainda segundo o IBGE, o número de trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada permaneceu em patamar recorde da série histórica da pesquisa iniciada em 2012. As pessoas que trabalham por conta própria chegaram a 24,4 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, representando uma alta de 1,2% em relação ao mesmo período de 2018.

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada seguiu no patamar recorde de 11,8 milhões de pessoas, um crescimento anual de 2,9%. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Concentração de rendimentos entre os mais ricos no País é recorde, diz IBGE

Os 30% da sociedade com menores rendimentos tiveram queda do poder aquisitivo, enquanto as classes com rendimentos mais elevados registraram ganho de 8,4% na renda (Foto: Reprodução)

A diferença de renda entre pobres e ricos está aumentando e é recorde no País, segundo os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) divulgado nesta quarta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A desigualdade aumentou porque o rendimento real do trabalho da metade mais pobre caiu ou subiu bem menos do que o dos mais ricos, sobretudo nos últimos anos.

Entre 2017 e 2018, os 30% da sociedade com menores rendimentos tiveram queda do poder aquisitivo, enquanto as classes com rendimentos mais elevados, que corresponde apenas 1% da população, registraram ganho de 8,4% na renda.

Segundo a pesquisa, o rendimento real da parcela mais rica era de R$ 27.744, o que representa 33,8 vezes o rendimento dos 50% da população com os menores rendimentos, ou R$ 820. A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita cresceu 4,8%, subindo de R$ 264,9 bilhões em 2017 para R$ 277,7 bilhões, em 2018.

Mas os dados mostram que a desigualdade social só cresceu no Brasil. É que Índice Gini de rendimento médio mensal real domiciliar per capita voltou a subir e ficou em 0,545 em 2018. O indicador mundial varia entre zero e um, e quanto mais alto, maior é a desigualdade social.

De acordo com a Pnad, entre 2012 e 2015 houve uma redução de 0,540 para 0,524. Porém, em 2016. O índice aumentou para 0,537, chegando aos 0,545 em 2018, conforme mencionado. Quando calculado para o rendimento médio mensal recebido de todos os trabalho, o Índice Gini foi de 0,509 em 2018.

Rendimentos

A pesquisa também mostra que os 10% da população com menores rendimentos detinham 0,8% da massa de rendimento, enquanto que os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1% da renda.

“O rendimento médio real de todas as fontes teve crescimento de cerca de 5,1% de 2012 (R$ 2.072) a 2014 (R$ 2.177), depois caiu 3,1%, em 2015 (R$ 2.110). Em 2016 e 2017, manteve relativa estabilidade e, em 2018, subiu 2,8%, para R$ 2.166”, destacou o IBGE.

Pessoas ocupadas

O mercado de trabalho brasileiro registrou 90,1 milhões de pessoas ocupadas com idade igual ou superior a 14 anos. Entre 2012 e 2015, o crescimento médio anual foi de 1,2%, com a trajetória interrompida em 2016 quando houve queda de 1,0%. Em 2017, o patamar ficou estável para em 2018 ter uma ligeira alta de 1,5%. Entre 2012 e 2018 a alta foi de 4,6%.

Desigualdade salarial

O IBGE destacou ainda que, embora as mulheres representem mais da metade da população em idade para trabalhar (52,3%), coube aos homens a maior parcela de trabalhadores, de 56,7%. A participação masculina no mercado de trabalho supera a feminina em todas as regiões do País.

Ao analisar os rendimentos dos brasileiros também é possível identificar a diferença salarial entre homens e mulheres. Em 2018, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos ficou em R$ 2,234. Enquanto a parcela masculina alcançava R$ 2.460, as mulheres não passavam de R$ 1.938.

“A gente está pegando todos os rendimentos de mulheres e homens ocupados e está vendo a média que ainda é uns 20% abaixo”, disse a gerente da PNAD, Maria Lúcia Vieira.

Cor

Ao analisar a questão racial, a pesquisa indica que em 2018 a população branca somou 45,2% da população ocupada, seguida pelos pardos (43,6%) e a preta (10,1%). As pessoas brancas apresentaram rendimentos 29,7% superiores a média nacional, de R$ 2.234.

“A gente percebe que a população branca tem rendimentos superiores na ordem de dois mil e poucos reais, enquanto a população preta e parda está na ordem de R$ 1,6 mil. Então, essa população preta e parda percebe, ainda, salários inferiores ao da população branca”, afirmou a gerente. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

38,8 milhões de pessoas no Brasil estão na informalidade

Informalidade no país atinge quase 40 milhões de pessoas, diz IBGE

Número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,3 milhões, novo recorde

Nicola Pamplona – Folha de S. Paulo

A informalidade no mercado de trabalho brasileiro bateu recorde no trimestre encerrado em agosto.

Ao todo, foram 38,8 milhões de pessoas nessas condições, informou nesta sexta-feira (27) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O número considera empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria e empregadores sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

Esse contingente representa 41,4% da população empregada no país, a maior taxa desde que o IBGE passou a calcular esse indicador, em 2016.

O número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,3 milhões, novo recorde na série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar) Contínua, iniciada em 2016.

Também houve recorde no número de empregados da iniciativa privada sem carteira assinada: 11,8 milhões.

A analista do IBGE Adriana Beringuy diz que o aumento da informalidade ocorre até em setores em tradicionalmente se contrata com carteira assinada, como a indústria e a as atividades de informação.

“Temos um mercado de trabalho que absorve pessoas, mas essa inserção não se dá pelos vínculos tradicionais da carteira”, diz.

O recorde na informalidade ajudou a baixar a taxa de desemprego do país para 11,8% no trimestre encerrado em agosto, contra 12,3% no trimestre encerrado maio. No mesmo trimestre do ano anterior, a taxa era de 12,1%.

APLICATIVOS E CONSTRUÇÃO

Em relação ao trimestre anterior, houve aumento do emprego na indústria e na construção. Segundo Beringuy, nos dois casos, o crescimento está ligado a trabalhadores por conta própria —com confecções, beneficiamento de alimentos e construção de imóveis.

Já comparação com o ano anterior, os setores que se destacam são transporte, armazenagem e correio, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias profissionais e administrativas e outros serviços.

No caso do transporte, a alta foi provocada pela busca pela renda como motorista de aplicativos, diz a analista do IBGE. Foram 226 mil novos trabalhadores nesse setor em um ano.

Com o aumento do emprego informal, a população ocupada bateu recorde no país, chegando a 93,6 milhões de pessoas. São 604 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior.

Deste total, 596 mil (ou 87,1%) são trabalhadores considerados informais. Dentre eles, 411 mil começaram a trabalhar sem carteira assinada para o setor privado.

Na comparação anual, o número de brasileiros que conseguiu ocupação informal chegou a 1,8 milhão. Neste caso, houve grande influência também de empregadores sem CNPJ (749 mil pessoas a mais).

“Do ponto de vista quantitativo, temos a expansão, sim, da ocupação. No entanto, do ponto de vista qualitativo, o processo de inserção desses trabalhadores tem sido em função da informalidade”, disse Beringuy.

De acordo com ela, a maior informalidade pode explicar também por que o aumento da população empregada não se reflete em crescimento no contingente de contribuintes ao INSS, que está perto do piso histórico, em 62,4% do total.

“Normalmente, com mais trabalhadores [ocupados], seria de se esperar aumento no contingente que contribui”, comentou a analista, ressaltando que os novos empregos são sem carteira ou de empregadores sem CNPJ, grupos que não costumam contribuir.

O maior número de informais pressiona ainda o rendimento médio do trabalhador, que fechou o trimestre em R$ 2.298, que vem se mantendo estável apesar da queda do desemprego.

Nesta semana, o governo Jair Bolsonaro comemorou a retomada do emprego com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostrou saldo positivo de 121 mil vagas formais em agosto. Foi o quinto mês seguido de alta.

De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores com carteira ficou estável, em 33 milhões de pessoas.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,3%, estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No trimestre, houve recorde no número de pessoas subutilizadas por insuficiência de horas —isto é, trabalham menos do que gostariam. São 7,2 milhões de pessoas.

Fonte:  https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/09/quase-40-milhoes-de-trabalhadores-estao-na-informalidade-diz-ibge.shtml

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Ligeira queda do desemprego em agosto contrasta com informalidade recorde no País, mostra IBGE

O Brasil registrou uma ligeira queda do desemprego no trimestre encerrado em agosto deste ano e um recorde no contingente de trabalhadores ocupados sem carteira de trabalho assinada e sem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O índice de desemprego no País passou de 12,3% para 11,8%.

Segundo a pesquisa, o total de pessoas sem emprego é inferior aos 12,1% registrados no mesmo período do ano passado. O número de desempregados em termos absolutos chegou a 12,6 milhões em agosto. O total é 3,2% (419 mil) menor do que em maio de 2019, porém estável ao mesmo período de 2018.

Já a população ocupada, de 93,6 milhões, cresceu 0,7% , ou 684 mil trabalhadores a mais em relação a maio, e 2% na comparação com agosto do ano passado, o que representa 1,84 milhão de pessoas incluídas no mercado.

Para o diretor adjunto de pesquisa, Cimar Azeredo, o crescimento da ocupação não foi suficiente para aumentar massa de rendimento.

“O aumento na ocupação não foi suficiente para aumentar a massa de rendimento, porque o emprego gerado foi voltado para postos de trabalho na área informal. E é essa massa de rendimento que movimenta o mercado de trabalho de forma virtuosa”, disse.

Informalidade

No trimestre até agosto, o trabalho informal foi responsável por 87,1% das novas ocupações. Foram mais 411 mil empregados sem carteira assinada; mais 101 mil trabalhadores domésticos sem carteira; outros 110 mil por conta própria sem CNPJ; mais 33 mil trabalhadores familiares (pessoas que ajudam outros membros da família, sem salário).

Com o resultado, a informalidade seguiu batendo recordes no País. De acordo com o IBGE, a taxa de informalidade chegou a 41,4% no trimestre móvel até agosto, acima da taxa de 41% registrada no trimestre móvel até maio. O percentual atual corresponde a 38,763 milhões de pessoas em trabalhos informais no Brasil.

“A informalidade cresce porque não há geração de postos com carteira. Mesmo as atividades que costuma gerar vagas com carteira, como indústria, não têm contratado de maneira formal”, disse Adriana Beringuy, analista do IBGE, durante entrevista coletiva para apresentar os resultados do mercado de trabalho de agosto.

O setor privado cortou 180 mil vagas com carteira no trimestre móvel até agosto. O resultado diverge novamente do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostrou a geração líquida de 225.769 vagas no período, já com ajuste dos dados entregues fora do prazo pelas empresas. As divergências entre as pesquisas são comuns no curto prazo, mas há uma tendência de convergência no longo prazo.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que o País tinha 4,712 milhões de desalentados no trimestre móvel de junho a agosto. Trata-se de uma queda de 3,9% frente ao três meses anteriores (março a maio) e estabilidade frente ao mesmo período de 2018.

Desalentado

É considerado desalentado quem está fora da força de trabalho — ou seja, não está empregado nem tomou providências para conseguir emprego — mas que aceitaria uma vaga se alguém oferecesse. São pessoas de 14 anos ou mais que desistem de procurar vaga por acreditar que “não vão conseguir”, “não têm experiência” ou se consideram “jovem ou idosa demais”.

Os desalentados fazem parte da mão de obra “desperdiçada” do País. O Brasil tinha 27,755 milhões de trabalhadores subutilizados no trimestre móvel de junho a agosto deste ano. Esse número é 2,7% menor frente aos três meses anteriores (de março a maio), mas 1,5% maior do que o mesmo período do ano passado.

O contingente de trabalhadores subutilizados abrange trabalhadores em três situações: os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas (pessoas empregadas, mas que gostariam e poderiam trabalhar mais) e a força de trabalho potencial (pessoas que não buscam emprego, mas estão disponíveis para trabalhar).

O total de 27,755 milhões de trabalhadores corresponde a 24,3% da força de trabalho ampliada do país (que soma a força de trabalho com a força de trabalho potencial). Essa proporção é a chamada taxa de subutilização, que estava em 25% no trimestre móvel encerrado em maio. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

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Desemprego no País fica em 11,8% no trimestre encerrado em julho

Ainda são 12,6 milhões de desempregados, mesmo com o recuo de 4,6% em relação aos três meses anteriores, segundo o IBGE; número de trabalhadores por conta própria atinge o recorde de 24,2 milhões

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 11,8% no trimestre encerrado em julho, de acordo com os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2018, a taxa estava em 12,3% e no trimestre até junho deste ano ficou em 12,0%. No período de março a abril foi de 12,5%.

A população desocupada somou 12,6 milhões de pessoas, com recuo 4,6% frente ao trimestre anterior – o que corresponde a menos 609 mil pessoas – e ficou estatisticamente estável em relação a igual período de 2018 (12,8 milhões).

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.286,00 no trimestre até julho, com queda de 0,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 208,6 bilhões no trimestre até julho, alta de 2,2% ante igual período do ano anterior.

Foram registrados 1,219 milhão de ocupados a mais no mercado de trabalho em um trimestre, enquanto 609 mil pessoas deixaram o contingente de desempregados. A população ocupada alcançou o recorde de 93,584 milhões de pessoas. Apesar do aumento mais expressivo na ocupação, o contingente de desempregados não recuou mais porque houve pressão da redução na população inativa. A população inativa totalizou 64.822 milhões no trimestre encerrado em julho, 129 mil a menos que no trimestre anterior.

Por conta própria

O trabalho por conta própria alcançou um número recorde de 24.227 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em julho – esse grupo de trabalhadores ganhou mais 1,192 milhão de pessoas em apenas um ano. Em um trimestre, foram 343 mil a mais nessa condição.

O trabalho sem carteira assinada no setor privado também cresceu, para um recorde de 11,658 milhões de ocupados nessa situação, com mais 619 mil vagas em um ano. Em um trimestre, foram 441 mil trabalhadores a mais.

Os trabalhadores sem carteira assinada chegaram a 11,7 milhões em julho, também um recorde na série histórica do IBGE. A alta chegou a 3,9% em relação a abril (mais 441 mil pessoas) e a 5,6% em relação a julho de 2018 (mais 619 mil pessoas).

Desalentados

O Brasil tinha uma população de 4,831 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em julho. O resultado significa 44 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em abril. Em um ano, porém, 59 mil pessoas a mais caíram no desalento.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial. (Com informações do Estadão Conteúdo)

IBGE: 40% da população não têm ensino fundamental

O IBGE divulgou, nesta quarta-feira (19), a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) que aponta para um fato preocupante. Segundo os dados, 40% da população acima de 25 anos não têm ensino fundamental ou sequer completaram essa etapa educacional. Além disso, metade da população (52,6%), ou 70,3 milhões de pessoas, não completaram a educação básica.

Por outro lado, o ensino superior foi a que apresentou os melhores resultados quando comparado com as demais etapas de escolarização. Desde 2016, quando iniciou a divulgação do suplemento da educação na pesquisa, a taxa de pessoas com 25 anos ou mais com nível superior completo passou de 15,3% para 16,5% em 2018.

De acordo com a Pnad, o brasileiro cumpre em média 9,3 anos de estudo. Já a média para aqueles que completam todos os níveis de escolaridade é de 16 anos. Em relação ao gênero, o sexo masculino estuda em média 9 anos e o feminino 9,5 anos.

Negros e brancos

O estudo também aponta diferenças entre negros e brancos. Se por um lado a média dos brancos é de 10,3 anos, o dos negros é de 8,4 anos. O estudo indica ainda uma outra disparidade social. Enquanto na região Nordeste a média de estudo é de 7,9 anos no Sudeste o número sobe para 10 anos.

Apesar do aspecto negativo da pesquisa, a analista do IBGE, Marina Aguas, acredita que a tendência é que o indicador melhore com o passar dos anos.

“Esse percentual de pessoas com ensino fundamental incompleto diz muito sobre essa estrutura da população. Com o tempo, tem a questão demográfica da mortalidade e os jovens vão compondo esse grupo de 25 anos ou mais, esse grupo é mais escolarizado. Em tese, nossos indicadores educacionais vão melhorando. Observando cada etapa da escolarização, o ensino superior foi a que apresentou maior evolução desde 2016, quando começou a ser divulgado o suplemento da educação da Pnad Contínua. Enquanto naquele ano a taxa de pessoas com 25 anos ou mais com superior completo era de 15,3%, em 2018, chegou a 16,5%”, disse. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Taxa de desemprego fica em 12,5% e subutilização da força de trabalho atinge 28,4 milhões de pessoas

O desemprego no Brasil teve um ligeiro aumento na comparação do primeiro trimestre do ano com o último de 2018. De acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgada nesta sexta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o País registrou taxa de desocupação de 12,5%, com 13,2 milhões de brasileiros desempregados e 552 mil pessoas sem emprego a mais quando analisado o último trimestres de 2018. 

Nos três últimos meses do ano passado, o  desempregados ficou em 12%. A taxa do primeiro trimestre, no entanto, é inferior ao mesmo período do ano passado (12,9%). 

De acordo com a pesquisa, a população ocupada de 92,4 milhões se mostrou equilibrada com o trimestre anterior – 92,3 milhões de trabalhadores – e cresceu 2,1% na comparação com os três primeiros anos de 2018. 

Já número de brasileiros que não trabalham ou trabalham menos do que gostariam, a subutilização da força de trabalho, bateu novo recorde em abril. São 28,4 milhões de pessoas, o equivalente a 24,9% dos brasileiros em idade para trabalhar.

É o maior número da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre encerrado em janeiro, houve crescimento de 3,9%, ou 1,06 milhão de pessoas.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destacou, porém, que o mercado de trabalho mostrou sinais de reação, com estabilidade na população ocupada e melhora, pela primeira vez em 16 trimestres, no número de brasileiros com carteira assinada.

“É um primeiro sinal de recuperação do mercado. Se isso vai se firmar, não dá para garantir”, disse ele. “O ponto negativo, que ainda vai durar por um tempo, é esse volume de pessoas na subutilização”, ponderou.

Subutilização 

O índice de subutilização é composto por pessoas que estão procurando emprego, trabalhadores subocupados (que trabalham menos horas do que gostariam) e desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar mas não procuraram emprego no período.

Os contingentes de pessoas subocupadas e desalentadas também bateram recorde no trimestre encerrado em abril. No primeiro caso, foram 7 milhões de trabalhadores, 3,3% a mais do que no trimestre anterior. No segundo grupo, são 4,9 milhões, alta de 4,3%.

Azeredo frisa que o desalento afeta principalmente mulheres, pretos e pardos, o que gera necessidade de formulação de políticas públicas para trazer esse grupo de volta ao mercado de trabalho.

“É um primeiro sinal de recuperação do mercado. Se isso vai se firmar, não dá para garantir”, disse ele. “O ponto negativo, que ainda vai durar por um tempo, é esse volume de pessoas na subutilização”, ponderou.

O índice de subutilização é composto por pessoas que estão procurando emprego, trabalhadores subocupados (que trabalham menos horas do que gostariam) e desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar mas não procuraram emprego no período.

Os contingentes de pessoas subocupadas e desalentadas também bateram recorde no trimestre encerrado em abril. No primeiro caso, foram 7 milhões de trabalhadores, 3,3% a mais do que no trimestre anterior. No segundo grupo, são 4,9 milhões, alta de 4,3%.

Segundo Azeredo, o desalento afeta principalmente mulheres, pretos e pardos, o que gera necessidade de formulação de políticas públicas para trazer esse grupo de volta ao mercado de trabalho. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Taxa de desemprego cresce em 14 estados no primeiro trimestre do ano

A taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua), divulgada nesta quinta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nas outras 13 unidades, a taxa manteve-se estável.

Em 13 estados, houve recorde na taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, pessoas que trabalham menos do que gostariam e aqueles que desistiram de procurar emprego mas gostariam de trabalhar.

No primeiro trimestre, a taxa de desemprego no País foi de 12,7%, 1,1% acima do registrado no trimestre anterior, com 13,4 milhões de pessoas procurando emprego. A taxa de subutilização bateu recorde de 25%, o equivalente a 28,3 milhões.

Segundo o IBGE, houve aumento do desemprego em todas as regiões do País. A maior taxa de desemprego foi registrada no Nordeste, onde 15,3% das pessoas com mais de 14 anos procuraram emprego no primeiro trimestre.

De acordo com o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, os dados mostram que a crise no mercado de trabalho está espalhada por todo o país e não dá sinais de recuperação. “

É uma crise generalizada”, afirmou.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, no entanto, apenas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego.

Na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, as maiores altas da taxa de desemprego foram observadas no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, os estados que registraram alta na taxa foram Roraima (de 10,3% para 15%), Acre (de 14,4% para 18%), Amazonas (de 13,9% para 14,9%) e Santa Catarina (de 6,5% para 7,2%).

Já os estados que tiveram queda na taxa, nesse tipo de comparação, foram Pernambuco (de 17,7% para 16,1%), Minas Gerais (de 12,6% para 11,2%) e Ceará (de 12,8% para 11,4%).

Subutilização

A taxa de subutilização – os que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam e que estavam disponíveis para trabalhar mas não conseguiram procurar emprego – do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica, iniciada em 2012, em 13 das 27 unidades da Federação.

As maiores taxas foram observadas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica.

Os maiores contingentes de desalentados – aqueles que desistiram de procurar emprego – no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

Os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada estavam em Santa Catarina (88,1%), no Rio Grande do Sul (83,2%) e Rio de Janeiro (81,8%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,5%) e Pará (53,0%).

As maiores proporções de trabalhadores sem carteira foram observadas no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores, em Santa Catarina (13,2%), no Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%).

Em relação ao tempo de procura de emprego no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos. (Com informações do IBGE e agência de notícias)

Desemprego sobe para 12,7% com 13,4 milhões de pessoas desempregadas no País

A taxa de desemprego do País ficou em 12,7% no primeiro trimestre de 2019, mostram dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística).

A taxa ficou 1,1% acima da registrada no quarto trimestre de 2018, quando o desemprego estava em 11,6% da força de trabalho. Frente a um ano antes, porém, a taxa de desemprego está 0,4% menor – na ocasião, estava em 13,1%.

Mais de 1,2 milhão de pessoas ficaram sem emprego no primeiro trimestre do ano, na comparação com o último trimestre de 2018.

A população desempregada — pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego sem encontrar — somou 13,387 milhões no primeiro trimestre de 2019. Isso significa um aumento de 10,2% frente ao fim do ano passado, ou 1,235 milhão a mais de desempregados. Em relação ao primeiro trimestre de 2018, o contingente recuou 1,8%.

Ao mesmo tempo, nos três meses até março, 91,863 milhões de trabalhadores estavam ocupados — como empregados, empregadores, servidores públicos, 0,9% a menos do que nos três meses finais do ano passado. Frente ao mesmo período de 2018, era 1,8% maior, ou 1,591 milhão a mais.

O começo de ano costuma ser marcado por dispensas de temporários contratados no fim do ano anterior. O movimento também foi notado nos trimestres móveis encerrados em janeiro e fevereiro deste ano. A lenta recuperação da economia também pesa.

“Existe uma sazonalidade na administração pública, representada principalmente pelas prefeituras, que contratam servidores temporários e os demitem no início do ano”, explica o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

O contingente de 32,9 milhões de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada ficou estável frente ao último trimestre de 2018. Já a categoria dos empregados desse setor sem carteira de trabalho assinada registrou perda de 365 mil postos de trabalho, caindo para 11,1 milhões de pessoas. Observou-se também um aumento no rendimento médio dos trabalhadores sem carteira.

“O mercado jogou 1,2 milhão de pessoas na desocupação e a carteira de trabalho não teve recuperação. Os trabalhadores sem carteira que tinham sido contratados como temporários para vendas, como na Black Friday e no Natal, ou que trabalharam nas eleições, saíram do emprego no início do ano. Como esses postos de trabalho pagam menos, a média de rendimentos do setor aumentou sem que houvesse um ganho real nos rendimentos dos trabalhadores”, analisa Cimar Azeredo.

Subutilizados

O País tinha 28,324 milhões de trabalhadores subutilizados entre janeiro e março, 5,6% acima do quarto trimestre de 2018. Isso corresponde a 1,496 milhão de pessoas a mais nessa condição.

A subutilização — frequentemente chamada de mão de obra “desperdiçada” do País — inclui três grupos de trabalhadores: os desempregados; os subocupados (pessoas empregadas, mas que gostariam e poderiam trabalhar mais); e a força de trabalho potencial (pessoas que não buscam emprego, mas estão disponíveis para trabalhar).

A taxa de subutilização estava em 25% da força de trabalho ampliada – que soma a força de trabalho com a força de trabalho potencial – no primeiro trimestre, recorde na série histórica da pesquisa do IBGE.

Já o desalento — medida que integra o conjunto de subutilizados — chegou a 4,843 milhões de pessoas no primeiro trimestre, 180 mil pessoas a mais na comparação ao trimestre móvel anterior. Quando comparado ao mesmo período de 2018, o desalento cresceu 5,6%.

Renda

Com ajuda do reajuste do salário mínimo, o rendimento médio real dos trabalhadores, considerando o valor recebido em todos os trabalhos, cresceu 0,7% em relação ao quarto trimestre de 2018, somando R$ 2.291 nos três primeiros meses deste ano.

Quando comparado ao mesmo período de 2018, a renda teve alta de 1,4%.

A massa de rendimentos habitualmente recebidos pelas pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) somou R$ 205,289 bilhões no primeiro trimestre, queda real de 0,3% frente aos três meses antecedentes e avanço de 3,3% perante igual intervalo de 2018 já descontando a inflação do período. (Com informações do IBGE e agências de notícias)