Novo imposto será derrubado pelo Congresso, diz Carmen Zanotto

A reforma tributária é necessária, mas não aceitamos a criação de qualquer outro imposto”, afirma a deputada do Cidadania-SC (Foto: Robson Gonçalves)

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) disse nesta segunda-feira (10) que qualquer tentativa de parte da equipe econômica para recriar um novo imposto poderá ser derrubada pelo Congresso Nacional.

Para a parlamentar, as alterações no sistema tributário que estão sendo debatidas pelo Congresso Nacional são necessárias para o país, mas a criação de um novo imposto nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) sofrerá resistência dos congressistas e da população.

A intenção da equipe econômica é começar a debater já neste mês de fevereiro com o Congresso Nacional a criação de um ITF (Imposto sobre Transações Financeiras). De acordo com o patrocinador da proposta, ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo precisa ter uma fonte de arrecadação para desonerar a folha de pagamento das empresas.

“A reforma tributária é necessária, mas não aceitamos a criação de qualquer outro imposto. O que a equipe econômica precisa fazer é reduzir essa altíssima carga tributária. Os impostos altos penalizam o setor produtivo, a população e impedem que o país de voltar a crescer e criar empregos”, alertou Carmen Zanotto.

O novo tributo pode ser incluído nas Propostas de Emenda à Constituição nº 45/2019, em tramitação na Câmara, com a nº 110/2019, que está no Senado.

Líder do Cidadania na Câmara, Arnaldo Jardim rechaça criação de novo imposto

“Arrecadação se aumenta é com fomento à produção nacional. Não é hora de o Estado agir como parasita” (Foto: Robson Gonçalves)

O líder do Cidadania na Câmara, deputado federal Arnaldo Jardim (SP), afirmou nesta segunda-feira (10) que a bancada do partido na Casa rechaça a criação de um novo imposto, como tem sonhado diuturnamente a equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro.

O parlamentar explicou que a bancada é simpática às reformas tributária e administrativa, mas atuará em todas as frentes para impedir um eventual aumento da carga tributária.

“É preciso rechaçar qualquer iniciativa que vise o aumento ou a criação de novo imposto no País, que já detém uma das cargas tributárias mais altas do planeta. No caso da reforma tributária, ela precisa acabar com a burocracia, promover o equilíbrio entre os entes federados, mas jamais servir de base para instituir uma nova contribuição”, disse o líder do Cidadania.

Para Arnaldo Jardim, a carga tributária brasileira pode ser comparada a um “parasita” que deixa o setor produtivo nacional enfraquecido, principalmente no quesito competitividade.

“Arrecadação se aumenta é com fomento à produção nacional. Então, não é hora de o Estado agir como sanguessuga que quer combalir ainda mais os setores econômicos que clamam por oxigênio para retomada do crescimento”, acrescentou o deputado do Cidadania.