Juventude23 de Santa Catarina integra membros de movimentos cívicos do estado

No evento de planejamento do núcleo de jovens, foram realizadas oito filiações ao Cidadania de membros de grupos ligados a movimentos cívicos, sendo que três serão pré-candidatos a vereador nas eleições de 2020 (Foto: Reprodução)

Lideranças da Juventude23 do Cidadania de Santa Catarina promoveram a primeira reunião do núcleo jovem do partido no último sábado (23), em Balneário Camboriú. Participaram do encontro de planejamento de ações e metas da Juventude23 para 2020 representantes dos movimentos cívicos Livres e do Grupo de Educação para políticos do RenovaBR.

Os jovens aproveitaram para fazer um balanço da última gestão da Juventude23 e das ações promovidas em 2019. A Coordenação Provisória do núcleo no estado pretende retomar o protagonismo característico da juventude catarinense e participar de forma coletiva do Cidadania, defendendo uma agenda de políticas públicas para a juventude em sintonia o planejamento partidário.

A secretária estadual de Mulheres-M23, Talien Assis, e a representante do Diversidade-SC, Juliana Nogueira, participaram do encontro colaborando nas discussões e ajudando definir o conjunto de proposta, para a realização de encontro de formação de pré-candidatos dos órgãos de cooperação do Cidadania, no primeiro semestre de 2020.

A presidente estadual do Cidadania de Santa Catarina, deputada federal Carmem Zanotto, gravou mensagem aos jovens do encontro ressaltando a nova fase da Juventude23

“Nós do Cidadania precisamos olhar para frente, precisamos em algum momento pensar em sermos mais ousados nas nossas tomadas de decisão, e tenho certeza de que vocês da Juventude-23 tem essa garra, esse espírito e essa vontade de renovação”, disse.

Filiações

No evento, foram realizadas oito filiações de membros de grupos ligados a movimentos cívicos, sendo que três serão pré-candidatos a vereador na eleições municipais do ano que vem.

Para os integrantes da Juventude23 de Santa Catarina, o Cidadania vive uma nova fase na qual se busca mostrar de forma mais clara os seus princípios políticos de respeito à democracia, às diversidade e comprometimento com País.

“[Estamos] motivados em colaborar com esse novo momento formando um primeiro grupo de jovens de todo o estado que admiram e se identificam com as decisões e posturas dos parlamentares do Cidadania”, disse o coordenador estadual da Juventude23, João Flávio.

Ele ressaltou ainda que o Cidadania busca por meio do “debate democrático, da diversidade de pensamentos e atuação política construir um País menos desigual e de economia forte”.

Alessandro Vieira: Precisamos de novas formas de representação política

O absoluto desencanto dos brasileiros com a sua representação política, que explodiu nos atos de rua em 2013, lançou sementes em diversas direções e seus frutos continuaram em expansão ao longo dos anos, fenômeno que, somado a um quadro agudo de crise econômica e moral, resultou em 2018 na maior renovação da história no Congresso Nacional.

Alguns dos frutos mais visíveis nesse processo são os movimentos de renovação, como MBL, Agora, Acredito, Livres, Bancada Ativista e Brasil 200. Todos eles, cada um ao seu modo, defendem a ocupação do espaço de representação política por pessoas que estão fora do esquema tradicional da política partidária.

Por conta do sistema eleitoral brasileiro, absolutamente engessado e arcaico, a participação no processo demandou o ingresso individual em partidos políticos, o que gerou um previsível potencial de atrito entre cúpulas partidárias que não demonstram o menor interesse na renovação política e parlamentares que representam diretamente este anseio popular.

Há partidos que abraçam com clareza os movimentos de renovação, caso do Cidadania23, que incluiu no próprio Diretório Nacional integrantes dos movimentos Agora, Livres e Acredito, e que está reconstruindo seu estatuto para incorporar a forma fluida de uma democracia mais aberta e participativa.

Outros, por outro lado, como PDT e PSB, preferem virar as costas para a renovação, chegando ao extremo de vetar novos ingressos de cidadãos vinculados aos movimentos, renegar cartas formais de compromisso mutuamente assinadas e ameaçar com expulsão supostos dissidentes.

Não surpreende, ainda que seja lamentável, a postura anacrônica desses partidos, comandados no velho estilo cartorial. Mas surpreende a postura do presidente do partido Novo, que não só endossou as reprimendas como ditou o que ele entende ser o único caminho: criar um novo partido político para cada posicionamento ou forma de pensar e seguir rigidamente as regras que o Novo adota.

Com todo o respeito, parece-me manifestação evidente de incompreensão do que nosso momento histórico exige. Não precisamos de novos partidos ou de novos caciques ditando regras. Precisamos de novas formas de exercer a representação política, cada vez mais próxima da sociedade, mais transparente e mais aberta ao diálogo com a diversidade de pensamentos e comportamentos existentes.

Precisamos de democracia real, participativa e viva. (O Estado de S. Paulo – 24/07/2019)

ALESSANDRO VIEIRA, SENADOR DA REPÚBLICA (CIDADANIA-SE) E INTEGRANTE DO MOVIMENTO ACREDITO

Chamar movimentos de “partidos clandestinos é policialesco”, diz Roberto Freire

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, criticou a postura e declarações de partidos políticos e dirigentes partidários contra parlamentares, integrantes dessas siglas, que votaram a reforma da Previdência contra a orientação de suas legendas. Para Freire, chamar movimentos de renovação política de “partidos clandestinos é policialesco”.

“Um destempero mais do que verbal por ser atentatório à democracia está sendo assacado pelos que pretendem impor voto partidário sobre consciências, contra movimentos de renovação política. Chamá-los de partidos clandestinos é uma atitude policialesca e imprópria para um democrata”, afirmou Freire nas redes sociais.

A declaração de Roberto Freire ocorreu após o PDT e o PSB ameaçarem de expulsão deputados federais integrantes de ambas as siglas que votaram favoravelmente a aprovação da reforma da Previdência. Alguns deles integrantes de movimento Agora! e Acredito, como os deputados federais  Tabata Amaral (PDT-SP) e  Felipe Rigoni (PSB-ES).

Órgãos de cooperação do Cidadania divulgam carta de apoio a movimentos cívicos e deputados Tabata e Rigoni

O Igualdade 23, Secretaria Nacional de Mulheres M23 e Diversidade divulgaram carta de apoio e solidariedade (veja abaixo) aos movimentos cívicos e aos deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).

Além de destacar a independência de seus membros com o mandato eletivo, o documento ressalta que o “Cidadania tem compromisso real com os movimentos cívicos, inclusive incluindo-os nos núcleos decisórios do partido”.

O Cidadania tem em seus quadros o deputado federal Marcelo Calero (RenovaBR-RJ) e o senador Alessandro Vieira (Acredito-SE), integrantes de movimentos cívicos.

CARTA DE SOLIDARIEDADE AOS MOVIMENTOS CÍVICOS E DEPUTADOS TABATA AMARAL E FELIPE RIGONI

Os órgãos de cooperação do Cidadania que abaixo subscrevem, se solidarizam e apoiam a independência dos membros com mandato eletivo dos Movimentos Cívicos.

No RenovaBR as pautas reformistas foram amplamente divulgadas, mesmo antes das filiações de Tábata Amaral e Felipe Rigoni, o que nos faz vir a público e nos solidarizarmos com ambos os deputados.

Nosso apoio a deputada TÁBATA AMARAL, cofundadora do Movimento Mapa Educação e do Movimento Acredito, vítima ainda deste universo político carregado de machismo, de uma exposição cruel e de linchamento. Ela, jovem, sempre foi muito clara em suas posições, compromissos e ideias.

O Cidadania, que tem em seus quadros com mandato eletivo, o deputado federal Marcelo Calero (RenovaBR ) e o senador Alessandro Vieira (Acredito ), respeita os valores impingidos que, independente de cartas-compromisso, exercem na prática a autonomia e o respeito vindos dos Movimentos Cívicos.

O Cidadania tem compromisso real com os movimentos cívicos, inclusive incluindo-os nos núcleos decisórios do Partido.

A lição disso tudo o que vem acontecendo é fundamental ao mundo da política e das já envelhecidas estruturas partidárias; é imperativo o respeito a cláusula de independência existente com os Movimentos Cívicos, e que os políticos tradicionais assumam a postura ética, séria e responsável diante do pactuado.

Brasília-DF, 15 de julho de 2019.

Diversidade 23
Secretaria de Mulheres M23
Igualdade 23

Blog destaca comunicado de Carmen Zanotto sobre mudança de nome do partido

Carmen Zanotto comunica que seu partido passa a se chamar Cidadania

Blog do Prisco

A deputada federal Carmen Zanotto, principal liderança do PPS em Santa Catarina, comunica que seu partido aprovou no último sábado (23), em Congresso Extraordinário, a alteração do nome, passando a se chamar Cidadania.

Diversos movimentos sociais estão integrados como Agora, Livres, Acredito, Renova, RAPS e outros.

De acordo com deputada Carmen, essa nova formatação partidária reafirma seus compromissos com a cidadania, a liberdade, o humanismo, a diversidade, o meio ambiente, o estado democrático de direito e os princípios republicanos.

O Cidadania conta hoje com bancada de oito deputados federais e três senadores.