Alex Manente lamenta ataque de Bolsonaro a pai de Michelle Bachelet

O secretário de Relações Internacionais da Câmara, deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP), usou as redes sociais, nesta quarta-feira (4) para lamentar as declarações do presidente da República sobre o pai da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que, hoje, é alta comissária da ONU (Organização das Nações Unidas) para direitos humanos. Alberto Bachelet foi morto pela ditadura militar de Augusto Pinochet.

“A diplomacia presidencial de Jair Bolsonaro é uma tragédia. Lamentamos o ataque desproporcional do Presidente da República à Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU. A declaração do presidente fere princípios constitucionais e vai na contramão da nossa tradição diplomática”, afirmou Alex Manente.

Bolsonaro se dirigiu a ex-presidente do Chile e disse que “se não fosse o pessoal do Pinochet derrotar a esquerda em 1973, entre eles o teu pai, hoje o Chile seria uma Cuba. Eu acho que não preciso falar mais nada para ela. Quando tem gente que não tem o que fazer, vai lá para a cadeira de Direitos Humanos da ONU”.

Declarações de Bolsonaro causam danos ao Brasil, diz Marcelo Calero

 

O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) rechaçou a declaração do presidente Jair Bolsonaro atentatória à ex-presidente do Chile e alta comissária da ONU (Organizações das Nações Unidas), Michelle Bachelet, e ao pai dela, morto por torturas causadas pela ditadura militar de Augusto Pinochet.

“Foi um episódio lamentável, uma apologia a um crime bárbaro, que foi a morte de seu pai pela ditadura”, classificou o parlamentar.

Segundo Calero, que é diplomata, com falas de Bolsonaro como a desta quarta-feira o Brasil perde muito. 

“Estávamos construindo uma candidatura para o Conselho de Direitos Humanos da ONU e agora teremos dificuldade de conseguir essa vaga por causa dessa agressão”, avaliou o deputado.

As declarações de Bolsonaro também podem vir a causar danos também a questões econômicas do Brasil, alertou o parlamentar.

Para Calero, Bolsonaro expressou uma posição “bárbara, desumana, que não representa os valores da nossa gente, que são ligados ao humanismo, à nossa empatia natural, à nossa essência civilizatória enquanto povo”. O parlamentar advertiu que o país está caminhando para ser um verdadeiro pária internacional, pois o atual governo quebrou a tradição diplomática que o Brasil tinha.