Caso Flordelis: Foro privilegiado põe país longe da verdadeira justiça, diz Calero

O deputado Marcelo Calero (Cidadania/RJ) lamentou  nesta segunda-feira (24) que o foro privilegiado seja usado para evitar  prisões de parlamentares. O parlamentar se referia à deputada Flordelis (PSD-RJ) acusada de mandar matar o marido,  Anderson do Carmo, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, e que permanece em liberdade.

 Na rede social Twitter, o parlamentar postou mensagem afirmando  que “é uma vergonha que em uma República um cidadão acusado de homicídio triplamente qualificado permaneça livre pelo simples fato de ter mandato parlamentar”.

No entender de Calero, “o foro privilegiado é exemplo gritante de um país ainda distante do caminho da verdadeira justiça”, afirmou Calero.

A investigação comandada pela Polícia Civil do Estado concluiu que a parlamentar, que virou ré, foi a mandante do assassinato. Flordelis foi denunciada  pela polícia à Justiça por cinco crimes. Sete pessoas foram presas, entre elas cinco filhos e uma neta de Flordelis na manhã de hoje. A denúncia oferecida pelo ministério público ao Judiciário foi aceita.

Além de homicídio triplamente qualificado, Flordelis vai responder por associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Pelo envenenamento do pastor, a deputada responderá por tentativa de homicídio.

“Ameaça de intervenção no STF é gravíssima”, afirma deputado federal Marcelo Calero

O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania/RJ) considerou “gravíssima” a revelação de que o presidente Jair Bolsonaro teria externado o desejo de intervir no Supremo Tribunal Federal (STF), em maio deste ano.

Segundo matéria da Revista Piauí, o chefe do Executivo “queria mandar tropas para o Supremo“, mas teria sido desencorajado. Ainda de acordo com a publicação, Bolsonaro acreditava que os magistrados “estavam passando dos limites em suas decisões e achincalhando sua autoridade”.

“O que a matéria revela é de uma gravidade enorme. O fato de termos o Presidente cogitando um golpe com o apoio de generais, revela o grau de deterioração institucional que o atual governo está patrocinando. Espero que as instituições possam dar uma resposta à altura da ameaça”, disse Calero.

Cidadania na Câmara e a reforma tributária: conheça os principais pontos defendidos pelos deputados

Finalmente, o país caminha para apreciar uma proposta de Reforma Tributária. Avaliamos que esse processo já deveria ter sido feito antes.

Diante da complexidade do Sistema Tributário Nacional, que impõe elevados custos às empresas, inibe investimentos e a criação de empregos, é imperativo que se adote um novo modelo para simplificar e harmonizar as regras tributárias atuais.

O Congresso Nacional sempre entendeu a relevância e urgência da questão, tanto que foram instaladas, no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, Comissões Especiais para analisar propostas sobre o tema. E, num esforço para dar maior celeridade à discussão, o próprio Congresso Nacional instalou, em fevereiro de 2020, a Comissão Mista Temporária da Reforma Tributária, para analisar e formular um texto único para ser votado pelas duas casas.

A sociedade também exige mudanças. De acordo com o Banco Mundial, o Brasil é um dos 10 piores países do mundo para pagar impostos, ocupando o 184º lugar entre 190 países. Entre 1988 e 2016, foram editadas 31.221 federais, 110.610 estaduais e 221.948 normas tributárias municipais.

Se já era importante antes, torna-se mais necessária agora a aprovação de uma reforma tributária, dado o momento de crise e com o objetivo de estimular a retomada do crescimento pós-pandemia.

Mas o Executivo, até hoje, não encaminhou uma única proposta de reforma.

A bancada do Cidadania na Câmara dos Deputados está preparada para discutir, votar e aprovar alterações na legislação. Mas não um projeto que se resuma a um simples ajuste. Deve ser propositivo, indicando, obrigatoriamente, os setores que terão protagonismo nesse processo de retomada da economia. Deve prever princípios que visem ao desenvolvimento econômico-social do país, dentre os quais destacamos:

1 – Simplificação das regras tributárias, para que empreendedores possam investir tempo e dinheiro no que realmente importa: inovar, crescer e gerar empregos e desenvolvimento para o país;

2 – Priorização dos modos de produção da chamada “Economia Verde”, com a adoção de alíquotas adequadas para segmentos que prezam pela sustentabilidade;

3 – Progressividade da tributação, que incide sobre a renda, como forma de reduzir as desigualdades e evitar a concentração de riqueza; e

4 – Rejeição, desde já, da criação de uma nova CPMF, um imposto regressivo que onera, demasiadamente, produtos da cesta básica

Os deputados federais do Cidadania atuarão de maneira responsável para entregar ao Brasil uma reforma tributária que estimule a produtividade, a inovação e o crescimento econômico.

Brasília, 17 de julho de 2020.

Arnaldo Jardim
Alex Manente
Carmen Zanotto
Daniel Coelho
Da Vitória
Marcelo Calero
Paula Belmonte
Rubens Bueno