Com voto do Cidadania, plenário da Câmara conclui votação da nova Lei de Licitações

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o projeto (PL 1292/1995) que institui uma nova lei de licitações e contratos da administração públicas. Com a conclusão da análise dos destaques, o projeto retorna ao Senado Federal.

O projeto cria modalidades de contratação, exige seguro-garantia para grandes obras, tipifica crimes relacionados ao assunto e disciplina vários aspectos do tema para as três esferas de governo (União, estados e municípios).

A bancada do Cidadania na Casa votou contra a todas as propostas que tentavam alterar o texto. 

Na orientação do voto da bancada, o deputado federal  Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) manifestou a posição do partido contrária ao destaque que pretendia retirar  a determinação de os órgãos de controle se orientarem pelas súmulas do Tribunal de Contas da União (TCU) relativas à aplicação da futura lei.

“Todo nosso esforço é para aprovar uma Lei de Licitações moderna que unifique o entendimento dos órgãos de controle de todo o país. Se retiramos esse artigo (171), estaremos abrindo aí uma duplicidade, isso é tudo que não se quer. As súmulas do TCU são importantes porque evitarão a dispersão e o conflito entre os tribunais”, argumentou Jardim.

De acordo com o projeto, administrador poderá contar com modalidades de licitação diferentes das atuais, e a inversão de fases passa a ser a regra: primeiro se julga a proposta e depois são cobrados os documentos de habilitação do vencedor.

Bancada do Cidadania na Câmara vota por aperfeiçoamento da Lei de Licitações

O plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (11), destaques ao projeto de lei que estabelece reformulações na Lei de Licitações (8666/1993). Ainda ficaram faltando quatro destaques. O relator da matéria,  deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade-PE), acatou proposta do líder do Cidadania, deputado federal Daniel Coelho (PE), de incluir no texto previsão para dispensa do procedimento licitatório para compra de medicamentos destinados exclusivamente a tratamento de doenças raras, apontadas conforme definição do Ministério da Saúde.

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) encaminhou as votações pelo partido à tarde e à noite sobre a nova legislação, constante do PL 1292/1995. O parlamentar defendeu que as aquisições de itens de luxo fossem feitas por meio de licitação.

“Nós apostamos na transparência. Se esses artigos não forem comprados por licitação, vão ser adquiridos como? Por excepcionalidade, sem concorrência, sem transparência”, disse, ao optar pelo texto principal da matéria, em detrimento da emenda do Novo.

Mesmo com o apelo do deputado, o plenário aprovou a emenda.

Destaque

O deputado federal Da Vitória (ES), vice-líder do Cidadania na Câmara, indicou voto favorável do partido ao destaque do PDT, que manteve o texto da Lei 8666 fixando o valor do seguro garantia em 5 a 10% da obra e não em 10% a 20%, conforme estabelecia o PL.

“Trazer mais dificuldade e onerar mais as empresas não coloca o Brasil em posição de competitividade. Apoiamos o destaque para dar mais flexibilidade e para que os pequenos empresários possam participar das licitações que o poder público promove”, disse o parlamentar.

De acordo com o texto-base do projeto, o administrador poderá contar com modalidades de licitação diferentes das atuais, e a inversão de fases passa a ser a regra: primeiro se julga a proposta e depois são cobrados os documentos de habilitação do vencedor.

Das modalidades existentes, o texto mantém o pregão, a concorrência, o concurso e o leilão. É criada a modalidade de diálogo competitivo.