Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

CPI da Crise Ambiental e a proposta de reeleição do atual presidente do Senado deram o tom do debate em plenário com sessões semipresenciais (Foto: Agência Senado)

Com a realização de sessões semipresenciais para votar a indicação de autoridades e uma medida provisória (veja abaixo), a semana foi marcada pela volta do debate no plenário do Senado, com destaque para a proposta que prevê a possibilidade de reeleição ao atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e a CPI da Crise Ambiental protocolada pela lider do Cidadania, senadora Elizane Gama (MA), para investigar o desmonte da governança ambiental no âmbito do Poder Executivo e as queimadas na Amazônia e no Pantanal.

Coordenadora da Frente Ambientalista do Senado, Eliziana Gama afirma que política de proteção ambiental do governo de Jair Bolsonaro é “extremamente deficitária”. Ela denuncia que, além das quedas nos recursos orçamentários para a preservação ambiental, o atual governo estaria executando apenas 0,4% das rubricas do setor.

A parlamentar destacou ao anunciar em plenário o protocolo da CPI que diversos setores do agronegócio atualmente também defendem políticas preservacionistas, até para garantir a exportação de alimentos. Ao contrário do discurso do presidente da República, que ela classifica como “negacionista”.

 “O Brasil está pagando muito caro por isso, nossa imagem internacional está muito ruim, nós estamos tendo perdas econômicas significativas, inclusive com possibilidade de boicote, de limitação de compra dos alimentos brasileiros. O nosso País é um dos que tem a maior produção de alimentos do mundo. E hoje, realmente, poderá ser muito prejudicado, inclusive com acordos internacionais que, acabam ficando na berlinda, como é o caso do acordo Mercosul-União Europeia”, alertou a senadora na sessão de quarta-feira (24), ao anunciar a apresentação da CPI.  

O pedido da senadora ainda deverá ser lido no plenário. A expectativa é de que a CPI seja instalada tão logo recomecem as sessões presenciais, suspensas por causa da pandemia de coronavírus. São necessárias 27 assinaturas para a apresentação da CPI, e na sexta-feira (25) o requerimento tinha o apoio de 28 senadores.

Discurso negacionista de Bolsonaro

Eliziane Gama reagiu com indignação ao discurso negacionista do presidente Jair Bolsonaro na abertura da  75ª Assembleia-Geral da ONU (Organizações das Nações Unidas) em relação ao desmatamento e incêndios no Pantanal e na Amazônia. Para ela, o chefe do Executivo não reconhece que o governo não tem feito o mínimo à causa ambiental brasileira (veja aqui).

“O discurso negacionista do presidente não vai apagar os incêndios na Amazônia e no Pantanal, nem reduzir o desmatamento. A verdade é que a “melhor legislação” do mundo sobre o meio ambiente não está respeitando as regras de preservação da natureza no Brasil”, escreveu a parlamentar, coordenadora da Frente Ambientalista no Senado, em seu perfil no Twitter.

Sessões deliberativas semipresenciais

Nas duas primeiras sessões deliberativas semipresenciais desde que começou a pandemia do novo coronavírus, há seis meses, o plenário do Senado aprovou na semana, com a participação efetiva da bancada do Cidadania, indicações de diplomatas para embaixadas brasileiras, de ministros para o STM (Superior Tribunal Miliar), de representante para agência internacional e a medida provisória (MP 980/2020) que recriou o Ministério das Comunicações.

Com três reuniões consecutivas e mais de 12 horas de trabalho, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional aprovou na segunda-feira (21), também sem sessões semipresenciais, as indicações de 32 diplomatas para chefiar embaixadas do Brasil e representar o País em organismo internacional.

A senadora Eliziane Gama foi relatora das indicações dos embaixadores do Brasil em Angola, Mali e Costa do Marfim. Após a apresentação dos relatórios, os diplomatas Rafael de Mello Vidal (Angola), Carlos Eduardo de Ribas Guedes (Mali) e José Carlos de Araújo Leitão (Costa do Marfin) foram sabatinados pela comissão (veja aqui). Todos os nomes dos diplomatas aprovados foram submetidos ao plenário do Senado e aprovados em votação secreta.

A parlamentar do Cidadania, no entanto, chamou atenção para o tratamento desigual entre homens e mulheres, ao comentar que das 32 indicações de diplomatas para ocupar os postos, apenas duas indicações eram de mulheres (veja aqui).

“Infelizmente, o que vemos em vários setores da sociedade, se repete em órgãos de excelência do serviço público como o Itamaraty”, lamentou a parlamentar.

Mulher na corregedoria-geral do CNJ

Eliziane Gama defende maior participação da mulher nos espaços dos Poderes da República (Foto: Pedro França)

Na terça-feira (22), a Comissão de Constituição e Justiça se reuniu para ouvir três indicados ao STM (Superior Tribunal Militar) e a ministra Maria Thereza de Assis Moura, indicada para a corregedoria-geral do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Com o aval do colegiado, o nome da ministra foi referendado por unanimidade pelo plenário para o cargo.

A senadora Eliziane Gama disse que Maria Thereza tem representatividade pelo que significa para o universo das mulheres brasileiras e sua luta histórica pela participação nos mais diversos cargos públicos do País (veja aqui).

“O Brasil é um dos países que têm a menor participação das mulheres na representação política brasileira. Ou seja, a participação das mulheres brasileiras é significativamente menor em relação a todos os países de todas as Américas, do Sul, Central e do Norte”, disse.

Segundo ela, a baixa participação das mulheres nos espaços dos Poderes da República reforça a necessidade de mudanças na legislação para aumentar a participação feminina. 

“É a demonstração clara da necessidade de evoluirmos na nossa política e na legislação para garantirmos, através de elementos mais impositivos, e aí eu apresento a questão das cotas na participação no Legislativo e também no Executivo brasileiros. E, no mesmo sentido, o Judiciário, assim também como a diplomacia, é um órgão dominado por homens”, ressaltou a parlamentar, que defendeu também no plenário aprovação do nome da ministra para o cargo por unanimidade.

Visita de Pompeo ao Brasil

Eliziane Gama disse na Comissão de Relações Exteriores segunda-feira (21) que a visita inesperada do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao Brasil, ultrapassou os ‘limites aceitáveis da interferência norte-americana no País e alertou que soberania nacional é algo que não se pode ‘abrir mão’ (veja aqui)

“Eu vejo que se ultrapassaram os limites aceitáveis da interferência americana no Brasil com a vinda do secretário de Estado Mike Pompeo ao nosso País. Nós precisamos entender que a soberania nacional é algo de que nós não podemos jamais abrir mão”, afirmou a parlamentar, ao lamentar que a ‘rotina histórica’ da diplomacia brasileira de mediar conflitos estava sendo quebrada, e colocando o Brasil numa ‘situação constrangedora’.

“É uma tentativa de acirrar os ânimos em relação aos países aqui da América Latina, nossos vizinhos”, ressaltou a parlamentar.

Parentes de ministros atuando nos tribunais

Jorge Kajuru questiona atuação de parentes de juízes como advogados em tribunais superiores (Foto: Edilson Rodrigues)

Na sabatina de indicação para corregedoria do CNJ na Comissão de Constituição e Justiça, Maria Thereza, admitiu, ao ser questionada pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que a atuação de parentes de juízes em tribunais superiores deve ‘merecer reflexão maior’ (veja aqui).

“Essa minha pergunta é em função de um levantamento feito pela revista Crusoé que encontrou mais de 7 mil processos no Superior Tribunal de Justiça nos quais figuram como advogados parentes de ministros e ex-ministros da Corte. Isso acontece por causa de brechas legais? Será que não afeta negativamente a imagem do Judiciário diante da população esse levantamento trazido pela revista?”, indagou o parlamentar.

Maria Thereza explicou a Kajuru que o Código de Processo Civil disciplina essa atuação de impedimento ou não, mas que não ‘há uma disciplina legal para dizer de filhos ou cônjuges, ou parentes em que grau que pudessem atuar perante os tribunais.

“É muito difícil, é uma questão complexa, mas que eu acho que merece, sim, uma boa reflexão e, quem sabe, inserirem alguma alteração legislativa pensando como fazer, porque o que hoje a lei veda é o magistrado julgar esse caso em que o seu parente próximo atua”, disse Maria Thereza em resposta ao senador do Cidadania.

Reeleição no Senado

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), integrante do grupo ‘Muda, Senado’, afirmou em sessão semipresencial , na quarta-feira (23), que ‘romper a regra do jogo, mais ainda o jogo constitucional, para atender a desejos individuais, arrisca a própria democracia’ (veja aqui).

Ele se referia às manobras para permitir reeleição dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sem retirar a vedação constitucional do artigo 57, parágrafo 4º, que faz restrição expressa à possibilidade de reeleição na Mesa dessas Casas do Congresso Nacional. A mesma previsão é reproduzida no Regimento Interno do Senado, em seu artigo 59.

“O que registro, antes de qualquer coisa, é que baseado, e confiando, na análise da sua conduta como presidente [Alcolumbre], é que, caso se discuta a reeleição, é absolutamente indispensável que se paute e vote uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição]”, apontou Alessandro Vieira, discursando no plenário de frente para Alcolumbre.

O senador do Cidadania de Sergipe também questionou durante a semana a manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, ao STF (Supremo Tribunal Federal) de que quem deve decidir se os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado podem se reeleger ao cargo é o Congresso Nacional, e não a Corte (veja aqui).

“O parecer do procurador-geral da República, para usar uma expressão popular, confunde alhos com bugalhos. Pior: parece fazer isso com plena consciência, posto que não é crível imaginar que o PGR seja um ignorante ou um tolo”, criticou o parlamentar.

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) também trouxe à tona na sessão semipresencial quarta-feira (23) a discussão sobre reeleição para a Presidência do Senado. Ele disse que ser contra a reeleição não é ser contra a gestão do atual presidente da Casa (veja aqui).

“Aqui nada é pessoal. Ser contra a reeleição não é ser contra o trabalho do presidente Davi. A minha opinião é contra a reeleição, que não é a sua, mas a reeleição de qualquer um, mesmo de meu pai, José da Costa. Esse pensamento não é de um senador ou de outro, esse hoje é o pensamento da opinião pública brasileira”, disse o parlamentar do Cidadania.

‘Nova CPMF’

Alessandro Vieira propõe criar um programa novo de renda básica sem modificar o teto de gastos (Foto: Pedro França)

Em declaração ao jornal ‘Estado de Minas’, o senador Alessandro Vieira descartou qualquer proposta de criação de imposto para abrir espaço fiscal para o Renda Brasil, como uma nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), tributo que o ministro da Economia, Paulo Guedes, propõe para compensar a desoneração da folha e que também precisará ser incluída no Orçamento, se o Congresso derrubar o veto (veja aqui).

“Não é preciso criar imposto novo ou nova CPMF. Existem recursos empoçados [parados e sem uso] em ministérios. Entendemos que a PEC dos Fundos é um bom lugar para construir espaço no Orçamento para o novo programa”, avaliou o senador, vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Renda Básica.

“A Frente já se colocou à disposição do presidente e do senador Bittar para um debate sobre o assunto e não tivemos retorno. Temos a convicção de que é possível criar um programa novo de renda básica sem modificar o teto de gastos, focando na realocação dos recursos”, afirmou Alessandro Vieira.

Protocolo de Nagoya

O senador Jorge Kajuru defendeu que o Congresso Nacional dê agilidade à promulgação do PDL 324/2020, que trata da ratificação do Protocolo de Nagoya. O acordo foi assinado pelo Brasil em 2011 e prevê o acesso a recursos genéticos e a repartição dos benefícios obtidos com a exploração da diversidade biológica. Na avaliação do parlamentar, a medida vai contribuir para o desenvolvimento não só do Goiás, mas de todo o País (veja aqui).

“Vamos integrar um acordo internacional ao lado de grandes parceiros comerciais. Além da segurança jurídica, isso possibilitara ao Brasil trazer investimentos para os negócios relacionados à bioeconomia, que transforma recursos genéticos da biodiversidade em produtos químicos, farmacêuticos e cosméticos. Todos eles de altíssimo valor agregado”, defende o parlamentar.

Kajuru também acredita que o protocolo de Nagoya vai ajudar na repartição dos benefícios de uso econômico da biodiversidade. Como o Brasil é detentor de uma das maiores riquezas naturais do planeta, o senador avalia que o país estará entre as nações mais beneficiadas com a medida.

Plenário Virtual

Veja abaixo as propostas aprovadas pelo Senado na semana.

TERÇA-FEIRA – 22/09

Empréstimo para o Rio Grande do Sul: Aprovada autorização para empréstimo de US$ 60 milhões para projeto de modernização de gestão fiscal do Rio Grande do Sul (MSF 50/2020). Texto segue para promulgação.

Reajuste para policiais e bombeiros: Aprovado aumento salarial retroativo para policiais civis e militares e bombeiros militares do DF (MP 971/2020). O texto segue para promulgação.

Contratos do Ministério da Saúde: Aprovada a prorrogação de contratos de trabalho de profissionais temporários de saúde que atuam nos hospitais federais no Rio de Janeiro (PLV 38/2020, oriundo da MP 974/2020). O texto segue para sanção.

Conselho Nacional de Justiça: Aprovado por unanimidade a indicação da jurista Maria Theresa de Assis Moura para o cargo de corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Indicação de autoridades: Foram aprovadas a indicação de 10 autoridades para embaixadas e organismos internacionais.

QUARTA-FEIRA (23/09)

Ministério das Comunicações: Aprovado a MP 980/2020, que cria o Ministério das Comunicações. A matéria, alterada pelo Congresso, vai à sanção.

Incêndios no Pantanal: Senadores aprovaram a realização de audiências públicas na Comissão Temporária Externa do Pantanal para debater atuação do governo na prevenção e no combate às queimadas no bioma.

Indicação de autoridades: O plenário do Senado concluiu a votação da indicação de autoridades para o STM, embaixadas e organismos internacionais.

Jorge Kajuru defende promulgação do Protocolo de Nagoya, que regula exploração da diversidade biológica

Senador diz que a confirmação do acordo vai ajudar na repartição dos benefícios de uso econômico da biodiversidade (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) defendeu a promulgação pelo Congresso Nacional do PDL 324/2020, que trata da ratificação do Protocolo de Nagoya. O acordo foi assinado pelo Brasil em 2011 e prevê o acesso a recursos genéticos e a repartição dos benefícios obtidos com a exploração da diversidade biológica. O PDL foi aprovado na primeira semana de agosto pelo Senado, após 10 anos de espera. Na avaliação do parlamentar, a promulgação do acordo vai contribuir para o desenvolvimento não só do Goiás, mas de todo o País.

“Vamos integrar um acordo internacional ao lado de grandes parceiros comerciais. Além da segurança jurídica, isso possibilitara ao Brasil trazer investimentos para os negócios relacionados à bioeconomia, que transforma recursos genéticos da biodiversidade em produtos químicos, farmacêuticos e cosméticos. Todos eles de altíssimo valor agregado”, defende o parlamentar.

Kajuru também acredita que o protocolo de Nagoya vai ajudar na repartição dos benefícios de uso econômico da biodiversidade. Como o Brasil é detentor de uma das maiores riquezas naturais do planeta, o senador avalia que o país estará entre as nações mais beneficiadas com a medida.

“Os países têm recursos genéticos. Isso significa que a exploração de plantas, animais ou micro-organismos nativos, por empresas ou organizações estrangeiras depende da autorização dos países detentores. Com mais de 10% da biodiversidade do planeta, o nosso País tem que se preparar em vários níveis para colher os benefícios de uma riqueza que a natureza nos deu”, defende o parlamentar. (Com informações da Folha de Goiás)

Ministra do STJ diz a Kajuru que atuação de parentes de juízes em tribunais ‘merece reflexão maior’

De acordo com a matéria da revista Crusoé, 17 parentes – filhos, mulheres e sobrinhos – atuam em uma das mais altas Corte do País, o STJ (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Na sabatina de indicação para corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, nesta terça-feira (22), a ministra do STJ (Superior Tribunal da Justiça), Maria Thereza de Assis Moura, admitiu, ao ser questionada pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que a atuação de parentes de juízes em tribunais superiores deve ‘merecer reflexão maior’.

“Essa minha pergunta é em função de um levantamento feito pela revista Crusoé que encontrou mais de 7 mil processos no Superior Tribunal de Justiça nos quais figuram como advogados parentes de ministros e ex-ministros da Corte. Isso acontece por causa de brechas legais? Será que não afeta negativamente a imagem do Judiciário diante da população esse levantamento trazido pela revista?”, indagou o parlamentar.

Maria Thereza disse que Código de Processo Civil disciplina essa atuação de impedimento ou não, mas que não ‘há uma disciplina legal para dizer de filhos ou cônjuges, ou parentes em que grau que pudessem atuar perante os tribunais.

“Então, eu acho que não é vedado no sentido legal, porque o que é vedado é o magistrado participar do julgamento daquele processo cujo parente participa.  Agora, não sendo ele o juiz do caso, nada impede que o seu parente advogue, a menos que isso também seja objeto – eu acho que merece mesmo uma reflexão maior – de uma previsão legislativa para esses casos”, disse a ministra do STJ.

“É muito difícil, é uma questão complexa, mas que eu acho que merece, sim, uma boa reflexão e, quem sabe, inserirem alguma alteração legislativa pensando como fazer, porque o que hoje a lei veda é o magistrado julgar esse caso em que o seu parente próximo atua”, completou Maria Thereza.

De acordo com a matéria da revista Crusoé citada por Kajuru, são 17 o número de parentes – filhos, mulheres e sobrinhos – atuando em uma das mais altas Corte do País, o STJ.

Após sabatina, a CCJ aprovou a indicação de Maria Thereza  para a corregedoria do CNJ. Pela primeira vez desde o início da pandemia, a reunião do colegiado ocorreu em formato presencial.

Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

Relatórios de Jorge Kajuru e Eliziane Gama a projetos de combate à pandemia do novo coronavírus foram aprovados pelos parlamentares (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O Senado aprovou na quinta-feira (17) dois projetos de grande repercussão social para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 no País, com relatórios elaborados por parlamentares da Bancada do Cidadania na Casa.

O projeto de lei (PL 3229/2020) relatado pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) libera recursos do Suas (Sistema Único de Assistência Social) para a compra de álcool em gel e máscaras de proteção, a serem distribuídos à população em estado de vulnerabilidade durante a pandemia do coronavírus. A proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados (veja aqui).

O texto substitutivo ao projeto apresentado por Kajuru foi aprovado com 60 votos favoráveis e dois contrários, além de uma abstenção. A proposta e de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).

Kajuru apontou que, infelizmente, parte significativa da população brasileira não dispõe de recursos para adquirir esses ou outros produtos visando à sua proteção contra a doença. Segundo o senador, a proteção da camada mais desassistida da população, além de ser meritória em si, é também importante para ajudar a proteger a população como um todo.

“Este é um projeto que favorece a maioria absoluta da população brasileira”, afirmou Kajuru.

Em votação simbólica, o plenário do Senado também aprovou o relatório da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) à proposta (PL 3289/2020)  que autoriza o uso de recursos do FNCA (Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente) nos programas de acolhimento durante o estado de calamidade pública da pandemia de Covid-19. O texto segue agora para a análise da Câmara dos Deputados (veja aqui).

A parlamentar do Cidadania apresentou substitutivo ao projeto do senador senador Wellington Fagundes (PL-MT) incorporando  cinco emendas sugeridas pelos senadores. As modificações ampliam o prazo de uso dos recursos de seis para 12 meses após o fim do estado de calamidade pública e permitem usar o dinheiro para pagar o aluguel social — benefício do governo federal entregue mensalmente a famílias que perderam a moradia em consequência da pandemia.

Para Eliziane Gama, o Congresso Nacional deve se ocupar de legislação “que seja criativa e dê soluções ótimas e temporárias” para crianças e adolescentes, “em particular aqueles desprovidos ou afastados de suas famílias naturais.” Na apresentação de seu relatório, a senadora destacou a importância do projeto:

“Investir em crianças e adolescentes é investir no futuro da nação”, afirmou a parlamentar. 

Corte de R$ 1,57 bi da Educação

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, responsabilizou os ‘gestores anteriores’ e o Ministério da Economia pelo corte de R$ 1,57 bilhões do orçamento da pasta determinado pela Junta de Execução Orçamentária – responsável pela condução da política fiscal do governo -, ao ser questionado quinta-feira (17) pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sobre a ‘tesourada’ do órgão nos recursos do MEC durante audiência pública remota da comissão mista da Covid-19 (veja aqui).

“Nós temos R$1,5 bilhão de orçamento, que possivelmente será cortado em função do Pró-Brasil, e o impacto maior será exatamente na área da educação. Quais ações que o MEC estará fazendo para realizar a compensação desta perda?”, perguntou a parlamentar, vice-presidente da comissão.

“Eu fui pessoalmente ao [Palácio] Planalto tentar reverter, mas o assunto estava já encaminhado, considerando que os gestores anteriores não empenharam e executaram os valores, e o povo lá da Economia, que quer economizar de todo o jeito, eles viram que havia lá um valor considerável, praticamente parado, no segundo semestre. E eles, simplesmente, estenderam a mão e mudaram essa rubrica e tiraram da gente. Então, foi isso o que aconteceu”, afirmou o ministro da Educação.

‘Cartão vermelho’ para propostas que retiram direitos

A senadora Eliziane Gama disse que o ‘cartão vermelho’ prometido pelo presidente Jair Bolsonaro para integrantes de seu governo que propuserem congelar aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem de ser apresentando de fato para as propostas que retiram direitos dos brasileiros mais pobres (veja aqui).

“O cartão vermelho precisa ser erguido sempre que reformas e ajustes fiscais retirem direitos  de quem já não tem quase nada para sobreviver”, defendeu a parlamentar em seu perfil no Twitter, após a ameaça do presidente e da sua decisão de ‘congelar’ o Renda Brasil, programa em estudo pela equipe econômica para substituir o Bolsa Família.  

Segundo ela, ‘o momento é oportuno para discutir uma renda básica da primeira infância’. Eliziane Gama é autora do  PLP 213/2020, que estabelece uma renda mensal de R$ 800 para famílias vulneráveis com crianças de até seis anos de idade.

Desoneração da folha de pagamento

Protelação da votação de veto à proposta traz ‘prejuízo econômico muito grande’, diz Eliziane Gama (Foto: Leopoldo Silva)

Em entrevista ao ‘Jornal Nacional’ (veja aqui) segunda-feira (15), a senadora Eliziane Gama defendeu a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro à desoneração da folha de pagamento. Segundo ela, o adiamento por quase dois meses da sessão do Congresso Nacional para análise do veto não se justifica porque a ‘protelação da matéria traz prejuízo econômico muito grande para o Brasil e deixa o mercado instável’ (veja aqui).

“Existe hoje a disposição dos líderes e também dos parlamentares, para a derrubada desse veto presidencial. Os países em todo o mundo atingidos pela pandemia da Covid-19 estão cortando tributos para preservar os empregos e também as suas empresas”, afirmou Eliziane Gama ao JN.

CPI da Crise Ambiental

A senadora Eliziane Gama apresentou sexta-feira (18) um requerimento para a instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o desmonte da governança ambiental no âmbito do Poder Executivo e as queimadas na Amazônia e no Pantanal (veja aqui).

A parlamentar destaca no pedido que o Brasil já foi reconhecido como um dos países que mais avançou no controle do desmatamento ao longo dos últimos anos, construindo um sólido e coerente arcabouço institucional na área ambiental que agora está sob ameaça.

“É estarrecedor testemunhar o quão rapidamente toda essa maturação socioambiental foi desconstruída pelo atual governo. Demonização e desautorização de fiscais ambientais; substituição de profissionais de carreira com experiência em gestão por profissionais sem experiência e sem qualificação técnica; extinção de órgãos e secretarias fundamentais, a exemplo da Secretaria de Mudança do Clima e Florestas; ameaças e punições injustificadas a servidores; eliminação da participação popular de comitês e outros fóruns de decisão; inexecução de recursos orçamentários da pasta ambiental. A lista poderia se estender praticamente ad infinitum, tantos são os exemplos que poderíamos elencar. Em suma, a política ambiental brasileira se caracteriza, pela atual gestão, como não política ambiental”, afirma a parlamentar.

Ampliação da assistência aos mais pobres

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse terça-feira (15) que a proposta da equipe econômica de congelamento de salários e pensões para a criação de um programa de assistência social para substituir o Bolsa Família, o Renda Brasil, não melhora o atendimento aos brasileiros mais vulneráveis (veja aqui).

“Sou 100% contra o congelamento de salários e pensões. Não precisa de nada disso para ampliar e melhorar a assistência aos mais carentes, através da reformulação do Bolsa Família. E não importa o nome que se escolha, o essencial é garantir um programa robusto e fiscalmente viável”, escreveu o senador em seu perfil no Twitter.

Ao site ‘O Antagonista’, Alessandro Vieira disse também que não dá para falar em ‘fim do Renda Brasil’, o programa em estudo pelo governo federal para substituir o Bolsa Família (veja aqui).

“Fim de algo que nem sequer começou? O Renda Brasil virou a Viúva Porcina dos programas sociais”, ironizou o parlamentar.

Moradia popular

O senador Alessandro Vieira apresentou emenda à medida provisória (MP 996/2020) que institui o Programa Casa Verde e Amarela para garantir a efetivação do financiamento de moradias populares para a população de baixa renda (veja aqui).

Ele propõe que, nesse segmento, a subvenção incidirá não apenas sobre os juros, mas também sobre o valor do financiamento, de modo a reduzir o saldo devedor a ser amortizado pelo mutuário.

O parlamentar do Cidadania explica que a sua emenda assegura uma redução do principal a ser amortizado, além da redução da taxa de juros sobre ele incidente, para que, desse modo, a política de financiamento seja direcionada efetivamente para os brasileiros de menor renda.

Pacote de projetos contra corrupção

Alessandro apresentou 9 propostas que estão sendo chamadas ‘As Novas Medidas contra a Corrupção’ (Foto: Pedro França)

Alessandro Vieira protocolou quinta-feira (17) um pacote de projetos de combate à corrupção. As propostas que passam a tramitar no Senado foram apresentadas na Câmara dos Deputados pelo Partido Novo (veja aqui).

Dentre os nove projetos do pacote para combater a corrupção no País, está o que propõe a a criação do crime por corrupção privada e o que prevê o aumento de cinco para para 10 anos da prescrição em ações de improbidade administrativa.

Tribunal Regional em Minas

Em declaração ao jornal ‘Gazeta do Povo’, senador Alessandro Vieira avaliou que a criação do TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6ª Região), com sede em Belo Horizonte e jurisdição no estado de Minas Gerais, é desnecessária (veja aqui).

Para ele, o Poder Judiciário deveria adotar antes medidas de contenção de gastos ou de melhoria de gestão. O jornal lembra que o parlamentar ‘foi um dos principais articuladores da chamada CPI da Lava Toga, que tinha como objetivo investigar gastos e abusos do Judiciário em todo o Brasil. O presidente do Senado, porém, barrou essa investigação, e com apoio do Planalto.

O projeto do TRF-6 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 26 de agosto e aguarda deliberação pelo plenário do Senado.

Emendas participativas para 2021

O senador Alessandro Vieira divulgou nesta semana o resultado final dos projetos contemplados pelo Edital de Emendas Participativas para 2021. Pelo segundo ano seguido, o parlamentar ouviu a população para saber quais as propostas no estado que devem receber os recursos de emendas parlamentares que estarão disponíveis no ano que vem (veja aqui).

Ao todo foram 51 projetos selecionados, que abrangem iniciativas em todos os seis territórios sergipanos, atendendo ações  nas áreas de Assistência Social, Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura e Empreendedorismo.

“Para destinar os mais de R$16 milhões a que temos direito pelas emendas individuais como parlamentar no orçamento da União, decidimos pelo segundo ano consecutivo consultar a população sergipana e abrir processo seletivo. Foram quase 200 projetos inscritos este ano, de todos os cantos de Sergipe. Isso mostra a força da participação social em nosso mandato no Senado Federal”, disse o parlamentar.

Destaque na defesa dos municípios

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) está entre os 10 senadores que mais trabalham em defesa do municipalismo, de acordo com ranking da CNM (Confederação Nacional de Municípios).

Com 248 pontos, o parlamentar está em 9º lugar no ranking nacional do Observatório Político, da CNM, cujo objetivo é identificar e classificar os parlamentares federais que atuam em consonância com os interesses dos municípios.

“Fico feliz com o reconhecimento da CNM e dos prefeitos sergipanos. Entendo que nossa missão é trabalhar para melhorar a vida dos sergipanos, e isso se faz fortalecendo as gestões municipais”, disse.

Reeleição no Senado

Alessandro Vieira classificou de ‘escandalosa’ o posicionamento da AGU (Advocacia-Geral da União) ao STF (Supremo Tribunal Federal) de que a discussão sobre a possibilidade de reeleição para o comando das Mesas diretoras do Senado Federal e da Câmara dos Deputados é assunto interno do Poder Legislativo (veja aqui).

“A manifestação da AGU é escandalosa, pois afronta dispositivo constitucional expresso. Como já disse o ministro Marco Aurélio, o reconhecimento da impossibilidade de reeleição não exige esforço interpretativo, a regra é cristalina. É lamentável constatar o rebaixamento institucional da AGU, que se coloca a serviço de uma tese personalista e absolutamente inconstitucional. A manifestação da AGU é absolutamente política”, disse o senador.

Dia Internacional da Democracia

A senadora Eliziane Gama destacou o Dia Internacional da Democracia, celebrado em 15 de setembro. Segundo ela, a Constituição de 1988 deu ao País uma base democrática robusta, que vem mantendo as instituições funcionando frente aos ‘desvarios autoritários do atual governo federal’ (veja aqui).

Ela citou o comportamento sóbrio das Forças Armadas e a adesão do seu corpo estruturado à causa da liberdade. A senadora apontou, no entanto, que a crise econômica, reforçada pela pandemia de Covid-19, é um fator de risco para a democracia e que é preciso combater a corrupção e o crime organizado em todos os níveis.

“Os movimentos protofascistas que tentam desmoralizar nossas instituições, em especial a Justiça, têm que ser estancados politicamente e punidos com a lei”, alertou Eliziane Gama.

Falta de coordenação no combate à Covid-19

Jorge Kajuru lamenta conduta do governo federal nas ações contra a pandemia do novo coronavírus (Foto: Leopoldo Silva)

Ao analisar os dados da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados mostrando que o governo já gastou mais de 70% da verba aprovada contra Covid-19, o senador Jorge Kajuru disse que não falta recursos para o combate à doença, mas coordenação do Executivo na luta contra à pandemia no País (veja aqui).

“Isso em decorrência da postura dúbia que caracterizou o Executivo federal nesta guerra à Covid-19, apesar da destinação de recursos a empresas, estados e municípios e do auxílio emergencial, que o governo queria que fosse R$ 200, no início, e o valor foi mudado graças ao Congresso Nacional”, avaliou o parlamentar. 

Cancelamento de sessões

O senador Jorge Kajuru reclamou do cancelamento de sessões virtuais do plenário do Senado nesta semana em que a Casa novamente apenas uma reunião, na quinta-feira (17). Segundo ele, o cancelamento teria ocorrido em função do foco dos parlamentares nas eleições municipais (veja aqui). Na semana passada, impactada pelo feriado do Dia da Independência, o Senado realizou sessão somente na quarta-feira (09).

Plenário virtual

Veja abaixo as propostas aprovadas pelo Senado:

QUINTA-FEIRA – 17/09

Empréstimo para o Espírito Santo: Autorizado empréstimo de US$ 37,8 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Espírito Santo (Mensagem 49/2020). Os recursos serão aplicados na gestão fiscal do estado. A proposta segue para promulgação.

Policial legislativo: Aprovada validade nacional para as carteiras de identidade funcional de policial legislativo emitidas pela Câmara e pelo Senado (PL 6.463/2019). A proposta segue para sanção.

Campanha Junho Verde: Aprovada a criação da campanha Junho Verde, no âmbito do Senado (PRS 52/2019). A proposta tem objetivo de conscientizar sobre a importância da preservação do meio ambiente. Proposta segue para promulgação.

Incêndios no Pantanal: Os membros suplentes da comissão externa que acompanhará ações contra incêndios no Pantanal serão os senadores Carlos Fávaro, Esperidião Amin, Fabiano Contarato e Jayme Campos.

Álcool em gel e máscaras: Aprovado o uso de recursos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) para a compra de produtos de proteção de pessoas em estado de vulnerabilidade durante a pandemia (PL 3.229/2020). Projeto segue para votação na Câmara.

Acolhimento familiar: Aprovado o uso de recursos do Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente para auxiliar programas de acolhimento familiar ou institucional, em decorrência da pandemia de covid-19 (PL 3.289/2020). Texto vai à Câmara. (Texto atualizado para complementação de informações)

Aprovado projeto relatado por Jorge Kajuru que libera recursos para compra de máscaras e álcool em gel

“Este é um projeto que favorece a maioria absoluta da população brasileira”, afirmou o senador do Cidadania (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

O Senado aprovou, nesta quinta-feira (18), o projeto de lei (PL 3229/2020) relatado pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) que libera recursos do Suas (Sistema Único de Assistência Social) para a compra de álcool em gel e máscaras de proteção, a serem distribuídos à população em estado de vulnerabilidade durante a pandemia do coronavírus. A proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

O texto substitutivo ao projeto apresentado por Kajuru foi aprovado com 60 votos favoráveis e dois contrários, além de uma abstenção. A proposta e de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).

O senador do Cidadania de Goiás afirmou que, quanto ao mérito, o projeto não pode ser questionado. Ele lembrou que a máscara e o álcool em gel estão entre as principais recomendações para o enfrentamento da Covid-19.

Kajuru disse ainda que, infelizmente, parte significativa da população brasileira não dispõe de recursos para adquirir esses ou outros produtos visando à sua proteção contra a doença. Segundo Kajuru, a proteção da camada mais desassistida da população, além de ser meritória em si, é também importante para ajudar a proteger a população como um todo.

“Este é um projeto que favorece a maioria absoluta da população brasileira”, afirmou Kajuru.

O Suas é um serviço público que busca garantir proteção social aos cidadãos, por meio de benefícios, programas e projetos que apoiam indivíduos, famílias e comunidades no enfrentamento de dificuldades.

Substitutivo

Jorge Kajuru elogiou a iniciativa, mas propôs um substitutivo para que a proposta se torne uma lei autônoma — o texto original fazia modificações na Lei da Assistência Social (Lei 8.742, de 1993). O senador argumentou que o projeto está relacionado à pandemia, o que tornaria uma lei específica mais adequada para o atual momento de estado de emergência.

O parlamentar disse que foram apresentadas oito emendas ao projeto, das quais ele acatou quatro de forma total ou parcial. Com base em uma sugestão do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), o texto aprovado no Senado prevê que as máscaras adquiridas devem ter comprovada qualidade de proteção, mas não devem ficar restritas a um material específico.

A senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) também teve uma emenda acatada. De acordo com essa emenda, os indivíduos beneficiados não poderão vender ou repassar para terceiros os itens que tiverem recebido gratuitamente. O relator também acatou uma emenda da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) que visa ampliar a distribuição gratuita para as pessoas que exercem a função de cuidador ou atendente pessoal para o público previsto no projeto.

Outra sugestão acatada, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), estabelece que, além de estar em situação de vulnerabilidade, a família beneficiada precisa estar inscrita no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo). A emenda de Randolfe também prevê que o poder público poderá entregar as máscaras e o álcool em gel diretamente para Cras (Centros de Referência de Assistência Social) e ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos).

“Este é um projeto simples, porém humano. Projetos não são decididos só por uma pessoa. Dependem também da sensibilidade de nós senadores e da Câmara dos Deputados”, disse Kajuru ao agradecer todos os envolvidos na aprovação da matéria. (Com informações da Agência Senado)

Jorge Kajuru: Não falta recursos para combate à Covid-19, mas coordenação na luta contra pandemia no País

Segundo o senador do Cidadania de Goiás, um exemplo visível dessa falta de coordenação ocorre agora na área da educação (Foto: Reprodução/Internet) 

Ao analisar os dados da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados mostrando que o governo já gastou mais de 70% da verba aprovada contra Covid-19 (veja abaixo), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que não falta recursos para o combate à doença, mas coordenação do Executivo na luta contra à pandemia no País.

“Isso em decorrência da postura dúbia que caracterizou o Executivo federal nesta guerra à Covid-19, apesar da destinação de recursos a empresas, estados e municípios e do auxílio emergencial, que o governo queria que fosse R$ 200, no início, e o valor foi mudado graças ao Congresso Nacional”, avaliou o parlamentar. 

Segundo ele, um exemplo visível dessa falta de coordenação ocorre agora na área da educação. 

“Os bares estão lotados; e as praias, cheias enquanto as escolas seguem vazias, em sua maioria. Cada estado, cada cidade age como bem deseja. Em alguns casos, a Justiça desfaz decisões, e nossas crianças e adolescentes acabam vítimas de decisões aleatórias, sem que se vislumbre qualquer ação coordenada. Uma lástima”, lamentou Kajuru.

Levantamento

Segundo o levantamento da Consultoria da Câmara dos Deputados, o orçamento para dar conta do estado de calamidade pública acumula R$ 524 bilhões em despesas autorizadas, sendo que 73,5% já foram pagos até 8 de setembro. A maior parte das despesas (R$ 254 bilhões) foi destinada ao auxílio emergencial de R$ 600 aprovado em março pelo Congresso Nacional. (Com informações da Agência Senado)

Jorge Kajuru critica presidente do Senado por cancelamento de sessões nesta semana

De acordo com o parlamentar, a suspensão das reuniões teria ocorrido em função do foco dos parlamentares nas eleições municipais (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Senador Kajuru reclama de sessão cancelada: “só se pensa em eleição municipal”

Congresso em Foco

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) reclamou do cancelamento da sessão virtual do Plenário do Senado, que, segundo ele, teria ocorrido em função do foco dos parlamentares nas eleições municipais. Em postagem publicada no Twitter (veja abaixo) nesta segunda-feira (14), ele citou a candidatura do irmão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), à prefeitura de Macapá.

Oficialmente, a sessão não havia sido agendada, porém existia expectativa para convocação na terça-feira (15). Ainda não há previsão de pauta de votações. Na semana passada, impactada pelo feriado do Dia da Independência, o Senado realizou apenas uma sessão, na quarta-feira. O presidente da Casa não estava presente.

Davi é o maior cabo eleitoral do irmão José Samuel Alcolumbre (DEM), o Josiel, à prefeitura de Macapá, o que tem o levado a se afastar das sessões virtuais do Plenário do Senado. Se Josiel for eleito, espera-se que ele ajude a pavimentar o caminho para que Davi concorra ao governo do estado em 2022.

As eleições municipais deste ano foram adiadas pelo Congresso em função da pandemia do novo coronavírus. O primeiro turno deve ocorrer em 15 de novembro e o segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro. As datas anteriores eram 4 e 25 de outubro.

Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

Líder do partido na Casa, Eliziane Gama lembra que a maioria dos programas que estão hoje em execução para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 foram resultado de ações do Congresso Nacional (Foto: Reprodução)

Na semana em que o Senado aprovou em um único dia quatro propostas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 (veja abaixo), a líder do partido na Casa, Eliziane Gama (MA), destacou o protagonismo do Congresso Nacional na apresentação e aprovação de proposições visando o combate aos efeitos da doença do ponto de vista sanitário e econômico.

“Tem evoluído, inclusive, com ações importantes e programas. Aliás, acho que a maioria dos programas que estão hoje em execução foram fruto de ações do Congresso Nacional”, afirmou a parlamentar, ao encaminhar o voto sim da bancada do partido ao projeto de lei (PLP 195/2020), que cria o Pronaieeb (Programa Nacional de Auxílio às Instituições de Ensino da Educação Básica) e que agora segue para sanção presidencial (veja aqui).

Eliziane Gama disse também que o Cidadania é uma legenda que ‘soma’ e ‘ajuda a aprimorar o que é possível’, e também não ‘atrapalha’ as votações das matérias de interesse da sociedade no Senado.

“O Cidadania é um partido que é responsável com a população brasileira”, afirmou a senadora.

Queda na cobertura de vacina infantil

Eliziane Gama classificou de preocupante na queda da cobertura de vacinação infantil no Brasil, ao analisar os dados da PNI (Programa Nacional de Imunização), do Ministério da Saúde, apontando que pouco mais da metade das crianças brasileiras não recebeu todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização em 2020 (veja aqui).

“Em alguns casos, como os dos imunizantes contra tuberculose (BCG) e poliomielite, o porcentual de crianças vacinadas em 2019 é o menor em 20 anos. Vacina salva vidas e diminui os gastos com saúde pública”, disse.

Segundo os índices do PNI, atualizados até o dia 7 de setembro, a cobertura vacinal estava em 51,6% para as imunizações infantis. O recomendado pela OMS (Organização Mundia de Saúde) é entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo, coqueluche, meningite e poliomielite.

A cobertura da BCG atingiu 53,06% e da poliomielite 54,70% das crianças que deveriam receber as vacinas, nos casos citados pela senadora.

Transparência nos dados da Saúde

Eliziane Gama cobrou do DataSus os números da ocupação de leitos de UTI no País (Foto: Marcos Oliveira)

A líder do Cidadania no Senado também cobrou na terça-feira (08) durante audiência pública da comissão mista da Covid-19 para debater as atualizações dos dados científicos relacionados à pandemia, uma maior transparência do governo federal em relação aos dados de ocupação de leitos de UTI no SUS (Sistema Único de Saúde) em âmbito nacional (veja aqui).

Ela disse que apesar da abertura de novos leitos de UTIs no País com a pandemia do novo coronavírus, o que se observa, no entanto, é o elevado número de judicialização por vagas em leitos em vários estados.   

“Nós tínhamos, inclusive, algumas informações de que o próprio TCU [Tribunal de Contas da União], em julho, chegou a recomendar ao Ministério da Saúde a necessidade de ampliar a transparência dessas informações”, disse a parlamentar, ao questionar o representante do DataSUS  (Departamento de Informática do SUS), Jacson Venâncio Barros, sobre as providências do Ministério da Saúde para ampliar a transparência relativa à parte de ocupação de leitos de UTI no País.

“Há muita coisa a ser feita ainda em relação à troca de informações. Nós construímos um sistema de notificação compulsória para que todos os estabelecimentos de saúde pudessem apontar diariamente os seus leitos, dividido em seis variáveis, que compreendem a quantidade de pessoas deitadas naquele dia, a quantidade de altas e a quantidade de óbitos”, explicou Barros.

Já do representante da Unidade de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres da OMS (Organização Mundial da Saúde), Juan Cortéz, a senadora Eliziane Gama quis saber quais as diretrizes que deveriam ser priorizadas pelo governo federal para o futuro plano de imunização da população contra a Covid-19.

“O Ministério da Saúde tem anunciado a perspectiva de que a vacinação contra a Covid-19 pode ser iniciada ainda no primeiro semestre do próximo ano, e as informações que são apresentadas pelo Tribunal de Contas da União são de que a pasta ainda não divulgou um plano nacional de vacinação”, disse Eliziane Gama.

“Como sempre, a Opas, assim como em outras oportunidades, está sempre com as portas e canais abertos para conversar e discutir, para poder apoiar o Ministério da Saúde e o governo brasileiro com as melhores recomendações para esse processo de vacinação da população. Obviamente, cada governo tem a estrutura e as equipes para poder definir os critérios e as formas de como seria essa vacinação”, explicou Cortéz.

Reforma administrativa

Para Eliziane Gama, o principal objetivo da reforma administrativa tem de ser o de tornar o ‘Estado mais ágil e eficiente’ para combater os privilégios nos três Poderes, com a valorização dos servidores públicos (veja aqui).

“O Brasil precisa de uma reforma administrativa sim, uma reforma que combata privilégios no Judiciário, Executivo e Legislativo; uma reforma que torne o Estado mais ágil e eficiente sem que os servidores públicos sejam tratados como problema ou como inimigos”, defendeu a parlamentar.

Segundo ela, o texto da reforma enviado pelo governo federal do Congresso Nacional ‘precisa ser ajustado para manter isonomia e não deixar privilégios para as altas castas de servidores’.

“Apoiamos uma reforma adminstrativa, mas não uma que mantenha privilégios no topo do Judiciário, Executivo e Legislativo e pese a mão nos servidores que já recebem menos”, disse.

Pontos de apoio para garis

Para tentar mudar a realidade da árdua rotina dos garis agravada pelo desrespeito às normas de locais adequados para descanso, alimentação e higienização, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), apresentou um projeto de lei (PL 4505/2020) que estabelece regras para instalação de pontos de apoio com essas finalidades (veja aqui).

De acordo com o texto, os municípios e o Distrito Federal deverão manter dois tipos de pontos de apoio: o intermediário e o principal. O ponto de apoio principal terá estrutura mínima que contenha sanitários e vestiários masculinos e femininos; chuveiros individuais, sala de descanso, com sofás, bebedouros, eletricidade e, se possível, acesso à internet sem fio e ar condicionado, além de espaço para refeições. Ainda conforme a proposta, a estrutura deverá ser instalada em cada bairro do município ou em cada região administrativa do Distrito Federal.

A matéria ainda prevê que nas regiões onde o serviço de limpeza urbana for realizado pela iniciativa privada, o concessionário ou permissionário será responsável pela manutenção e o funcionamento dos pontos de apoio, podendo o edital de licitação e o respectivo contrato de concessão do serviço preverem também que o parceiro privado realizará a construção e a instalação de novos pontos de apoio.

Para justificar a aprovação do projeto, Kajuru detalha as condições a que os garis estão submetidos no dia a dia de trabalho.

“Os garis, mulheres e homens batalhadores, normalmente entram em serviço às sete horas da manhã e trabalham ininterruptamente pelo menos até as 14 horas de cada dia, não tendo eles acesso a nenhum ponto de apoio para suas necessidades. Ficam na dependência da boa vontade de comerciantes e outros lojistas, que nem sempre têm a solidariedade de prestar-lhes alguma ajuda. As refeições são feitas sem nenhuma condição, com os garis sentados no chão, em completo desrespeito a sua dignidade e ao dever estatal de assegurar o bom ambiente de trabalho”, argumentou o senador.

Homenagem a Ferreira Gullar

Jorge Kajuru homenageou o poeta que completaria 90 anos dia 10 de setembro (Foto: Pedro França)

O senador Jorge Kajuru registrou na sessão remota do Senado os 90 anos de nascimento do poeta Ferreira Gullar na quinta-feira (10). Escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, membro da Academia Brasileira de Letras, o poeta foi um dos fundadores do neoconcretismo. Ferreira Gullar nasceu em São Luís, com o nome de José Ribamar Ferreira (veja aqui).

“Se vivo estivesse, Ferreira Gullar completaria 90 anos. Em homenagem a esse ser humano raro, com quem eu tive a oportunidade de conviver, entre tantos outros, desde o Poetinha [Vinícius de Moraes], eu queria aqui rapidamente lembrar: Uma parte de mim é todo mundo; /outra parte é ninguém: fundo sem fundo./ Uma parte de mim é multidão;/ outra parte, estranheza e solidão./ Uma parte de mim pesa, pondera;/ outra parte delira./ Uma parte de mim almoça e janta;/ outra parte se espanta./ Uma parte de mim é só vertigem;/ outra parte, linguagem./ Traduzir-se uma parte na outra parte — que é uma questãode vida ou morte — será arte? [dizia Gullar e canta [Raimundo]Fagner: será arte?]”, disse Kajuru, ao citar a letra da música ‘Traduzir-se’ do poeta.

Dia Nacional do Cerrado

O senador Jorge Kajuru destacou o Dia Nacional do Cerrado comemorado em 11 de setembro. Para ele, data chama a atenção da população brasileira para os graves problemas que acometem o meio ambiente no Brasil (veja aqui).

O parlamentar é autor de três projetos que reforçam leis para proteção e conservação do bioma. De acordo com Kajuru, a conscientização vem por meio da educação ambiental.

“Educação ambiental que permita ao brasileiro pelo menos saber o significado do que seja uma Unidade de Conservação Ambiental, a fim de que ele possa contribuir para a sua preservação. A população brasileira deve saber que o Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, menor apenas do que a Amazônia. É a savana de maior diversidade de espécies do planeta: concentra cerca de 5% da biodiversidade mundial e 30% da biodiversidade brasileira”, disse.

Punição de Deltan Dallagnol

O senador Alessandro Vieira criticou a decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) de punir o procurador da República Deltan Dallagnol por mensagens em rede social nas quais ele se posicionou contra a eleição do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a presidência do Senado, em 2019 (veja aqui).

“É o vale-tudo para castigar quem teve a ousadia de fazer o seu trabalho com independência e altivez. O sistema se reorganizou e está atuando com toda força para fazer o Brasil retroceder 20 anos no combate à corrupção. Vergonha”, afirmou o parlamentar ao site O Antagonista.

Os conselheiros do CNMP entenderam, por 9 votos a um, que  Dallagnol extrapolou limites da simples crítica e o puniu com a pena de censura.

Contra a reeleição no Senado e Câmara

Alessandro Vieira fez na quarta-feira (09), durante questão de ordem na sessão virtual, um duro discurso contra a reeleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP), no Senado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), na Câmara dos Deputados (veja aqui).

“Eu sou contrário a qualquer possibilidade de reeleição, tenho essa defesa com base técnica, texto constitucional, e mostro com muita clareza com um exemplo concreto, o meu, da inviabilidade do apego ao poder”, disse.

Alessandro Vieira afirmou que está sendo ignorado por Alcolumbre desde que se posicionou.

 “Depois que manifestei minha opinião contrária à reeleição, deixei de ser atendido pelo presidente Davi Alcolumbre, meus projetos não são pautados – mesmo projetos humanitários, como a definição de parâmetros para a distribuição de vacinas. Esta é a forma de quem quer permanecer no poder a qualquer custo. Isso não é democracia”, afirmou.

Prorrogação da Lava Jato

‘Os poderosos deste País tentam matar a todo custo’ a Lava Jato, diz Alessandro Vieira (Foto: Marcos Oliveira)

Alessandro Vieira comemorou a decisão da PGR (Procuradoria-Geral da República) de prorrogar a força-tarefa da operação Lava Jato até 31 de janeiro do ano que vem (veja aqui). O prazo terminaria na quinta-feira (10).

O senador apontou que “os poderosos deste País tentam matar a todo custo” a Lava Jato. Na opinião dele, a força-tarefa “arrancou a máscara da face oculta do esquema de corrupção que parasita o Brasil”.

Nas redes sociais

Plenário Virtual

Veja abaixo as propostas aprovadas pelo Senado na semana:

QUARTA-FEIRA – 09/09

Pandemia: Aprovada ampliação do prazo para uso de recursos da União em ações contra a covid-19 em estados e municípios (PL 4.078/2020). Pela proposta, recursos poderão ser utilizados até 31 de dezembro de 2021. O texto vai à Câmara.

Cães e gatos: Aprovada a ampliação da pena prevista ao crime de maus-tratos aos animais quando se tratar de cão ou gato (PL 1.095/2019) e prevê punição a estabelecimentos comerciais que facilitarem o crime. Texto vai a sanção.

Auxílio a escolas privadas: Aprovou o projeto que institui auxílio a instituições privadas de ensino que tenham sido afetadas pela pandemia da covid-19 (PLP 195/2020). A proposta segue para votação na Câmara dos Deputados.

Cadastro de estupradores: Aprovada a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro (PL 5.013/2019). O cadastro terá as características dos condenados e só poderá ser acessado por autoridades da área criminal. Texto vai à sanção.

Combate à covid-19: Aprovada a MP 969/2020, que abre crédito de R$ 10 bilhões para combate à covid-19. Os recursos, destinados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), serão repassados e estados, DF e municípios. Texto segue para promulgação.

Ministério da Saúde: Aprovada a MP 967/2020, que abre crédito extraordinário de R$ 5,5 bilhões em favor do Ministério da Saúde para ações de combate à Covid-19. A matéria segue a promulgação.

Dia do Cerrado: Jorge Kajuru tem três projetos que reforçam leis para proteção do bioma

Para o parlamentar, data chama a atenção da população brasileira para os graves problemas que acometem o meio ambiente no Brasil (Foto: Marcio Isensee e Sá)

Neste 11 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Cerrado. A data foi instituída em 2003 com objetivo de conscientizar sobre a importância da conservação do segundo maior bioma da América do Sul — com área que se estende por pouco mais de dois milhões de quilômetros quadrados, e abrange cerca de 22% do território brasileiro.

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) é autor de três projetos para proteção e conservação do bioma. Para ele, o Dia Nacional do Cerrado é capaz de chamar a atenção da população brasileira para os graves problemas que acometem o meio ambiente no Brasil. De acordo com ele, a conscientização vem através da educação ambiental.

“Educação ambiental que permita ao brasileiro pelo menos saber o significado do que seja uma Unidade de Conservação Ambiental, a fim de que ele possa contribuir para a sua preservação. A população brasileira deve saber que o Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, menor apenas do que a Amazônia. É a savana de maior diversidade de espécies do planeta: concentra cerca de 5% da biodiversidade mundial e 30% da biodiversidade brasileira”, disse.

Reserva legal no Cerrado

Kajuru reforçou que a preservação ambiental é uma das temáticas prioritárias de seu mandato e se mostrou preocupado com a crescente expansão do desmatamento na região. Para o senador, “é preciso defender o Cerrado para assegurar a preservação de importantes bacias hidrográficas”.

Um dos seus projetos (PL 1459/2019) amplia a proteção da vegetação nativa para redefinir em 35% o percentual de Reserva Legal nos imóveis rurais localizados no bioma Cerrado, hoje limitado a 20%. O senador ressaltou que o desmatamento ocorre devido a atividades como a agricultura e pecuária, mas defendeu a alteração do percentual, para garantir boas condições para a própria produção de alimentos.

“Isso, então, significa conferir ao Cerrado um percentual adicional de reserva legal de 15% em relação à legislação vigente. A ampliação da reserva legal para além dos atuais 20% é uma medida que garantirá aumento na proteção da vegetação nos imóveis privados, sem, contudo, congelar totalmente a propriedade para uso alternativo do solo”, explicou Kajuru em 2019.

O projeto de Lei (PL 4203/2019), também apresentado pelo parlamentar do Cidadania, determina que sejam suspensas por 10 anos as autorizações de desmatamento no Cerrado, exceto aquelas para atividades de utilidade pública, interesse social ou de baixo impacto.

Já o PL 1600/2019 cria o Fundo Nacional do Meio Ambiente para incluir como prioritárias as aplicações de recursos financeiros no Cerrado.

Bioma não tem apresentado relevantes ações de preservação, afirma o senador do Cidadania (Foto: Marcos Oliveira)

“Devemos notar que o Cerrado, importante bioma brasileiro que exibe esta diversidade significativa, até o presente momento não tem apresentado relevantes ações de preservação. O Cerrado tem a cada dia sido um dos mais ameaçados. Aproximadamente 80% da biodiversidade já sofreu alterações significativas em sua fauna e flora. Está perda tem sido ocasionada principalmente pela avidez da agropecuária e da expansão excessiva de algumas culturas agrícolas”, justificou o senador.

‘Berço das águas’

O Cerrado é considerado o ‘berço das águas’ no Brasil, onde estão as nascentes das maiores bacias hidrográficas, elementos necessários para garantir água para o País.

A área do Cerrado brasileiro envolve os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos enclaves no Amapá, Roraima e Amazonas. O bioma é responsável pela produção de 40% da água no Brasil e abriga as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul — Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata, o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade. (Com informações da Agência Senado)

Senador Jorge Kajuru celebra os 90 anos de nascimento do poeta Ferreira Gullar, militante histórico do PCB

O poeta nasceu em São Luís, com o nome de José Ribamar Ferreira, em 10 de setembro de 1930 (Foto: Reprodução/Internet)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) registrou na sessão remota do Senado os 90 anos de nascimento de Ferreira Gullar nesta quinta-feira (10). Escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, membro da Academia Brasileira de Letras, o poeta foi um dos fundadores do neoconcretismo. Ferreira Gullar nasceu em São Luís, com o nome de José Ribamar Ferreira.

“Se vivo estivesse, Ferreira Gullar completaria 90 anos. Em homenagem a esse ser humano raro, com quem eu tive a oportunidade de conviver, entre tantos outros, desde o Poetinha [Vinícius de Moraes], eu queria aqui rapidamente lembrar: Uma parte de mim é todo mundo; /outra parte é ninguém: fundo sem fundo./ Uma parte de mim é multidão;/ outra parte, estranheza e solidão./ Uma parte de mim pesa, pondera;/ outra parte delira./ Uma parte de mim almoça e janta;/ outra parte se espanta./ Uma parte de mim é só vertigem;/ outra parte, linguagem./ Traduzir-se uma parte na outra parte — que é uma questãode vida ou morte — será arte? [dizia Gullar e canta [Raimundo]Fagner: será arte?]”, disse ao citar a letra da música ‘Traduzir-se’ do poeta.

Ferreira Gullar foi militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Exilado pela ditadura militar, viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Foi autor de 30 livros, exerceu jornalismo, locução radiofônica, e fez biografias. Suas poesias ganharam dimensão popular em outras músicas interpretadas por Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Marisa Montes.

O poeta morreu em 4 de dezembro de 2016, no Rio de Janeiro, em decorrência de problemas respiratórios. Gullar ocupava a trigésima sétima cadeira da ABL.

Projeto de Jorge Kajuru prevê regras para instalação de pontos de apoio aos garis

De acordo com a proposta do senador do Cidadania, os municípios e o Distrito Federal deverão manter instalações para higienização, alimentação e descanso dos trabalhadores (Foto: Reprodução/Internet)

Fundamentais para a manutenção da limpeza urbana, os garis encaram ainda hoje uma árdua rotina que muitas vezes é agravada pelo desrespeito às normas gerais para instalação e manutenção de pontos de apoios a esses profissionais nos municípios e no Distrito Federal.

Para tentar mudar essa realidade, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), apresentou um projeto de lei (PL 4505/2020) que estabelece regras para instalação e funcionamento desses estabelecimentos que servirão para higienização, alimentação e descanso dos garis. O PL também prevê penalidades caso as normas não venham a ser cumpridas.

De acordo com o texto, os municípios e o Distrito Federal deverão manter dois tipos de pontos de apoio: o intermediário e o principal.

Estrutura mínima

O ponto de apoio principal terá estrutura mínima que contenha sanitários e vestiários masculinos e femininos; chuveiros individuais, sala de descanso, com sofás, bebedouros, eletricidade e, se possível, acesso à internet sem fio e ar condicionado, além de espaço para refeições. Ainda conforme a proposta, a estrutura deverá ser instalada em cada bairro do município ou em cada região administrativa do Distrito Federal.

Já o ponto de apoio intermediário, como descreve o projeto, contará com, no mínimo, sanitários masculino e feminino e bebedouro. Será uma estrutura para suprir as necessidades imediatas dos garis, quando o ponto de apoio principal for muito longe do local de trabalho.

Os municípios e o Distrito Federal deverão manter os pontos de apoio e suas instalações e equipamentos em perfeito funcionamento, além de garantir que eles estejam a uma distância razoável da área de trabalho do gari. Além disso, as administrações não poderão adotar como permanente a solução dos pontos de apoio intermediários, devendo estabelecer novos pontos de apoio principais quando comprovada a efetiva necessidade.

Dignidade

A matéria ainda prevê que nas regiões onde o serviço de limpeza urbana for realizado pela iniciativa privada, o concessionário ou permissionário será responsável pela manutenção e o funcionamento dos pontos de apoio, podendo o edital de licitação e o respectivo contrato de concessão do serviço preverem também que o parceiro privado realizará a construção e a instalação de novos pontos de apoio.

Para justificar a aprovação do projeto, Kajuru detalha as condições a que os garis estão submetidos no dia a dia de trabalho.

“Os garis, mulheres e homens batalhadores, normalmente entram em serviço às sete horas da manhã e trabalham ininterruptamente pelo menos até as 14 horas de cada dia, não tendo eles acesso a nenhum ponto de apoio para suas necessidades. Ficam na dependência da boa vontade de comerciantes e outros lojistas, que nem sempre têm a solidariedade de prestar-lhes alguma ajuda. As refeições são feitas sem nenhuma condição, com os garis sentados no chão, em completo desrespeito a sua dignidade e ao dever estatal de assegurar o bom ambiente de trabalho”, argumentou o senador.

Penalidades

Entre as penalidades, o projeto estabelece advertência, na primeira ocorrência e caso o descumprimento se mantenha, aplicação de multa de até R$ 10 mil para o infrator, se pessoa física, e de até R$ 500 mil, se pessoa jurídica. A definição dos valores obedecerá uma gradação, que levará em conta, entre outros fatores, reincidência, gravidade do fato e capacidade econômica do infrator.

A proposição prevê ainda a destituição do cargo em comissão, se for o caso, ainda que seja cargo de natureza política, cumulativamente ou não com impedimento de retorno ao serviço público por até cinco anos; caducidade do contrato de concessão ou permissão do serviço de limpeza urbana, quando for o caso, assegurada a continuidade do serviço público.

O PL estabelece também que a omissão dolosa no cumprimento das regras caracterizará ato de improbidade administrativa e que a destituição do cargo em comissão e a caducidade do contrato de concessão ou permissão somente serão aplicadas nos casos reconhecidamente graves, após diversas reincidências e aplicação de multa ao menos duas vezes.

Caso seja aprovado e sancionado, o texto estabelece que a nova lei entre em vigor 90 dias após a sua publicação e que as administrações tenham um ano para se adaptar as novas regras. (Agência Senado)

Dia da Amazônia: Conheça os projetos dos senadores do Cidadania para preservar a floresta

Alessandro Vieira e Jorge Kajuru são autores de três propostas para combater o desmatamento e garantir o uso sustentável do bioma (Foto: Paulo Vitale/Reprodução)

Neste 5 de setembro é comemorado o ‘Dia da Amazônia’. Conscientes da necessidade de preservação do bioma há muito chamado de “pulmão do planeta”, os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) apresentaram projetos de lei com a finalidade de preservar e manter a maior floresta tropical do planeta, com sete milhões de quilômetros quadrados e responsável pela manutenção do regime de chuvas em todo o Brasil.

A Amazônia ocupa cerca de 59% do território brasileiro e abrange nove países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. Apesar de sua importância ambiental para o mundo, a reserva natural tem sido constantemente ameaçada por atividades predatórias, como desmatamento, queimadas e garimpo ilegal.

Com o objetivo de proteger o Fundo Amazônia e permitir a continuidade da atuação em prol do meio ambiente, o senador Jorge Kajuru apresentou o PL 415/2020, que declara o Fundo Amazônia como uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado, que tem objetivode  destinar o valor das doações recebidas em espécie para a realização de aplicações não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia Legal.

O parlamentar justificou o projeto argumentando que o atual fundo “está sob ataque do governo federal, com base em acusações infundadas de irregularidades na utilização dos recursos e de priorizar o atendimento aos interesses dos doadores internacionais”.

Kajuru é autor de outra proposta no mesmo sentido, o projeto de lei (PL 5079/2019) que estabelece a aplicação obrigatória dos recursos do Fundo Social na conservação florestal da Amazônia Legal para conservação florestal, com distribuição proporcional à área de floresta preservada em cada ente federativo.

Corte raso

Com o argumento de que a Amazônia brasileira tem sofrido todo tipo de agressões humanas, por meio de atividades predatórias “cujos lucros são ínfimos e os impactos à biodiversidade e à atmosfera, enormes”,  o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou o PL 5315/2019, que torna crime realizar corte raso de árvores de Floresta Amazônica sem permissão. A proposta exige prévia autorização do Congresso Nacional para corte e supressão de vegetação de Floresta Amazônica primária e secundária em estado avançado de regeneração.

O senador destaca que a Floresta Amazônica é um patrimônio nacional. A utilização de seus recursos, portanto, deve ser feita dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. O projeto garante regime especial de proteção à Floresta Amazônica “devido à sua importância para a regulação climática e conservação da biodiversidade não só no Brasil, mas no planeta”, salienta Alessandro Vieira.

“Para tornar mais efetivo o sistema punitivo aplicável aos desmatadores da Floresta Amazônica, o novo tipo penal prevê pena de reclusão de dois a seis anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente, bem como a redução da pena pela metade nos casos de crimes culposos. Dessa forma, a depender da gravidade e da extensão do crime, o Poder Judiciário terá condições de aplicar aos infratores penas que ensejem prisão em regime fechado, coibindo ainda mais a prática do desmatamento”, explicou Alessandro. (Com informações da Agência Senado)

Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

A atuação dos parlamentares do partido também foi marcada pela ação apresentada ao STF para barrar a possibilidade de reeleição nas Mesas do Senado e da Câmara (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

A bancada do Cidadania participou ativamente das deliberações remotas do Senado na semana, ajudando aprovar projetos como o que garante recursos para a segurança sanitária no retorno às aulas presenciais nas escolas públicas, a manutenção de bolsas de estudos na pandemia e a nova Política Nacional de Segurança de Barragens (veja abaixo).

A atuação dos parlamentares do partido também foi marcada pela ação apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar a possibilidade de reeleição nas Mesas do Senado e da Câmara (veja aqui).

Os senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) em conjunto com um grupo de senadores ingressam, na segunda-feira (31), com petição em uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que tramita no Supremo, ajuizada pelo PTB, contrária à reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A petição, que reforça e complementa os argumentos no sentido da impossibilidade da recondução, é acompanhada de parecer do jurista Adilson Dallari, professor titular da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.

Ambas as peças sustentam que tanto as normas dos regimentos internos do Senado e da Câmara quanto a Constituição vedam a reeleição na mesma legislatura para as presidências das duas Casas legislativas.

Só uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) poderia alterar a regra constitucional e regimental. Além disso, os senadores combatem a tese da advocacia do Senado de que seria possível empregar, por analogia, o artigo 14, parágrafo 5º, da Constituição Federal, que permite a reeleição para um único período subsequente do presidente da República, governadores e prefeitos.

“O único e legítimo meio para se permitir a recondução dentro da mesma legislatura seria através da aprovação, nas duas Casas e em dois turnos, de Proposta de Emenda à Constituição”, escrevem os senadores na petição.

Para Jorge Kajuru, qualquer disputa pelo cargo envolvendo o atual presidente do Senado não será justa. Segundo ele, a campanha para a próxima eleição da Presidência da Casa já começou (veja aqui). 

“Esse poder é tão descomunal que não há concorrência. [O presidente] tem tudo na mão, conquista os 49 votos rindo”, avaliou.

Dispensa de licitação na pandemia

Alessandro Vieira encaminhou voto contrário do Cidadania à ampliação de dispensa de licitação (Foto: Jefferson Rudy)

O senador Alessandro Vieira encaminhou o voto contrário da bancada do Cidadania à Medida Provisória 961/2020, que muda regras para licitação durante o período de Estado de Calamidade Pública em virtude do Covid-19. Segundo ele,  MP já produziu resultados suficientes para auxiliar a administração pública durante a pandemia (veja aqui).

O parlamentar disse que a aprovação da proposta pelo Senado quinta-feira (03) sintetiza frase do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de ‘passar a boiada’ enquanto o foco das pessoas está na pandemia.

“Projetos dessa natureza, votados dessa forma, representam exatamente isso, ou seja, a passagem da boiada”, afirmou.

O texto aprovado e que segue para sanção estende para todas as licitações o RDC (Regime Diferenciado de Contratações). A flexibilização valerá para obras, serviços, compras, alienações e locações durante a pandemia. Se não fosse votada quinta-feira (03), a MP perderia a validade.

Segurança de barragens

O senador Jorge Kajuru considerou irrisória o valor da multa aprovada pelo Senado, quarta-feira (02), no projeto de lei (PL 550/2019) da nova Política Nacional de Segurança de Barragens, que segue agora para sanção. Ficou estipulada em até R$ 1 bilhão a multa administrativa para empresas que descumprirem normas de segurança (veja aqui).

O parlamentar do Cidadania tentou restabelecer no texto do projeto, por meio de destaque, os valores originais para as multas aplicadas por falhas em barragens, mas a proposta foi derrotada por 52 votos a 22.

O Senado havia aprovado multas entre R$ 10 mil e R$ 10 bilhões e a Câmara reduziu a margem para entre R$ 2 mil e R$ 1 bilhão, o que foi mantido pelo relator da matéria, senador Antonio Anastasia (PSD-MA). Kajuru também classificou a alteração de “brutal”.

“A Câmara fez uma mudança brutal, pois o Senado foi rigoroso na medida justa com as multas, determinando que o valor da indenização devida, no caso de falhas na barragem, será calculado em função da extensão do dano e do potencial econômico do infrator. Os valores que aprovou a Câmara são irrisórios”, afirmou o senador.

Reforma administrativa

Reforma administrativa é urgente para racionalizar o setor público, diz Jorge Kajuru (Foto: Jefferson Rudy)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que o País não pode perder tempo na luta para recuperar as atividades econômicas na pós-pandemia, e que a reforma administrativa enviada pelo governo ao Congresso Nacional quinta-feira (03) é urgente para trazer um pouco de racionalidade ao setor público. No entanto, o parlamentar alerta que será preciso debater com responsabilidade a proposta (veja aqui).

“Desde que comecei o meu mandato, em fevereiro de 2019, tenho feito vários pronunciamentos na defesa do enxugamento da máquina pública brasileira, uma das mais caras do mundo. A reforma administrativa, espero, vai trazer um pouco de racionalidade ao setor público, que tem se caracterizado por gerar desigualdades abismais. Não se chega ao fim sem um começo. Vamos discuti-la com a devida responsabilidade e modificá-la se preciso”, afirmou. 

Focalização na 1ª infância

O ministro da Economia Paulo Guedes disse terça-feira (01) na comissão mista da Covid-19, em resposta à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que a estratégia do governo para as fontes de recursos do programa Renda Brasil será ‘pegar dinheiro’ do ‘andar de cima’ e ‘jogar lá embaixo, para ‘focalizar’ na primeira infância por meio da tributação dos mais ricos, assim como propõe projeto de lei apresentado pela parlamentar maranhense (veja aqui).

“Pegar dinheiro desse andar de cima, jogar lá embaixo e ir consolidando é um princípio básico de política pública que acontece. Então, o foco na primeira infância, tributar o andar de cima, tirar privilégio do andar de cima e transferir para o debaixo é o que tem de ser feito”, disse o ministro sobre o Renda Brasil, programa que vai substituir o Bolsa Família.

Eliziane Gama é autora do projeto de lei (PLP 213/2020) que pretende garantir uma renda básica na primeira infância à criança vulnerável. A renda básica substituirá o benefício variável do Programa Bolsa Família para as famílias com crianças de 0 a 6 anos, com a criação de um benefício de R$ 800 bancado pela tributação progressiva.

Nas redes sociais

Em seu perfil no Twitter, a senadora Eliziane Gama comentou o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre deste ano que registrou uma queda histórica e colocou o País em recessão técnica.

“A divulgação do tombo recorde de 9,7% no PIB e de mais de 12% no consumo das famílias mostra que o Brasil entrou numa grave recessão. É hora de aproveitar o momento para rediscutir a cobrança de impostos, distribuir melhor a renda. Essa conta não pode estourar no bolso dos mais pobres”, postou.

A líder do Cidadania destacou ainda na rede social algumas das sete propostas aprovadas pelo Senado na quarta-feira (02/09).

Eliziane Gama cita sessão produtiva do Senado com a aprovação de sete propostas na quarta-feira (Foto: Waldemir Barreto)

“O dia foi produtivo no Senado Federal. Aprovamos empréstimo de 70 milhões para saneamento básico de Paraupebas (PA); o Dia Nacional da Pessoa com AME, relatado pela querida Mara Gabrilli; aprovamos projeto que reforça a segurança nas barragens e mantivemos bolsas de estudo durante a pandemia”, escreveu.

O senador Alessandro Vieira prestou homengagem ao procurador Deltan Dallagnol, que deixa a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba após seis anos à frente da operação de combate à corrupção.

” ‘Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé’. Enfrentar o sistema corrupto exige coragem e sacrifício não só do combatente, mas de sua família e amigos. Deltan Dallagnol é um herói brasileiro. As mentiras impulsionadas com dinheiro sujo não vão apagar a história. #LavaJato”, postou o parlamentar no Twitter.

O parlamentar do Cidadania de Sergipe também comentou a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro com valor de R$ 300, e o envio da reforma administrativa ao Congresso.

“Muito positivo o anúncio do presidente Jair Bolsonaro, garantindo a prorrogação do auxílio emergencial, mesmo que reduzido, e o envio da reforma administrativa. São medidas essenciais para o momento. Caberá ao Congresso fazer os aprimoramentos, votar e aprovar com total celeridade”, escreveu na rede social.

Plenário Virtual

Veja abaixo as propostas aprovadas pelo Senado na semana:

TERÇA-FEIRA – 01/09

Assinatura eletrônica: Aprovado o projeto que simplifica o uso de documentos assinados digitalmente. O PLV 32/2020, oriundo da MP 983/2020, vai para sanção presidencial.

Recursos para escolas: Aprovado, por unanimidade, o projeto que garante recursos federais para a segurança sanitária no retorno a aulas presenciais nas escolas públicas. O PL 3.892/2020 segue para a Câmara dos Deputados.

QUARTA-FEIRA – 02/09

Empréstimo para Guarulhos: Aprovada autorização para operação de crédito no valor de até US$ 96 milhões para financiamento parcial do Programa de Macrodrenagem e Controle de Cheias do Rio Baquirivu-Guaçu, em Guarulhos (SP). A proposta segue para a promulgação.

Crédito para Parauapebas: Aprovada autorização de empréstimo de US$ 70 milhões para saneamento básico em Parauapebas (PA). A matéria segue para promulgação.

Dia Nacional da Pessoa com Atrofia Muscular Espinhal: Aprovado o projeto (PL 5.101/2019) que institui o Dia Nacional da Pessoa com Atrofia Muscular Espinhal, a ser celebrado anualmente em 8 de agosto. A proposta segue para sanção presidencial.

Fiscalização de barragens: Aprovado o substitutivo da Câmara dos Deputados ao PL 550/2019, com medidas para reforçar segurança de barragens na exploração mineral. O texto amplia regras de fiscalização e exige Plano de Ação Ambiental. O projeto vai a sanção.

Manutenção de bolsas de estudo na pandemia: Aprovado o projeto que proíbe o corte de bolsas de estudo, pesquisa e docência, durante o estado de calamidade pública provocado pela pandemia (PL 4.108/2020). A proposta segue para votação na Câmara dos Deputados.

Infraestrutura turística: Aprovada a MP 963/2020, que garante crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para o financiamento da infraestrutura turística nacional. A medida vai à promulgação presidencial.

Crédito para Juazeiro do Norte: Aprovada a autorização de empréstimo para programa de saneamento básico em Juazeiro do Norte (CE). Os recursos, de até US$ 80 milhões, são para o Programa de Saneamento e Infraestrutura Urbana. A matéria vai à promulgação.

QUINTA-FEIRA – 03/09

Regime Diferenciado de Contratações Públicas: Aprovado o PLV 36/2020, proveniente da MP 961/2020, que autoriza pagamentos antecipados nas licitações e contratos, altera limites de dispensa de licitação e amplia o uso do RDC na pandemia. A proposta vai para sanção.

Crédito extraordinário: Aprovado o crédito extraordinário de R$ 418 milhões para os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações, das Comunicações e das Relações Exteriores, no enfrentamento do coronavírus (MP 962/2020). A proposta vai a promulgação.

Alterações no Código de Trânsito: Aprovado o PL 3.267/2019, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A proposta muda regras da CNH, de exames de aptidão física e mental, do uso da cadeirinha por crianças, entre outras. A matéria volta para votação na Câmara.

Reforma administrativa é urgente, mas será preciso discuti-la com responsabilidade, diz Jorge Kajuru

Para o senador do Cidadania, a reforma será ‘um elemento para reduzir o custo da máquina oficial’ e contribuir na recuperação da grave crise provocada pela pandemia de Covid-19 no País (Foto: Reprodução/Internet)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que o País não pode perder tempo na luta para recuperar as atividades econômicas na pós-pandemia, e que a reforma administrativa é urgente para trazer um pouco de racionalidade ao setor público. No entanto, o parlamentar alerta que será preciso debater com responsabilidade a proposta apresentada pelo governo federal.

“Desde que comecei o meu mandato, em fevereiro de 2019, tenho feito vários pronunciamentos na defesa do enxugamento da máquina pública brasileira, uma das mais caras do mundo. A reforma administrativa, espero, vai trazer um pouco de racionalidade ao setor público, que tem se caracterizado por gerar desigualdades abismais. Não se chega ao fim sem um começo. Vamos discuti-la com a devida responsabilidade e modificá-la se preciso”, afirmou. 

Para Kajuru, a reforma administrativa será ‘um elemento para reduzir o custo da máquina oficial’ e contribuir na recuperação da grave crise provocada pela pandemia de Covid-19.

“O fato é que não podemos perder tempo na luta para recuperar a economia do País pós-pandemia do coronavírus”, disse o parlamentar do Cidadania.

Em linhas gerais, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma administrativa encaminhada ao Congresso Nacional acaba com o ‘regime jurídico único’  – as atuais regras de contratação do servidor público – e restringe a estabilidade dos servidores às carreiras típicas de Estado.

Para Jorge Kajuru, multa para empresas por desastres em barragens é irrisória

O Senado havia aprovado multas entre R$ 10 mil e R$ 10 bilhões e a Câmara reduziu a margem para entre R$ 2 mil e R$ 1 bilhão, valores mantidos pelo relator da matéria (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) considerou irrisória o valor da multa aprovada pelo Senado, nesta quarta-feira (02), no projeto de lei (PL 550/2019) da nova Política Nacional de Segurança de Barragens, que segue agora para sanção. Ficou estipulada em até R$ 1 bilhão a multa administrativa para empresas que descumprirem normas de segurança.

O parlamentar do Cidadania tentou restabelecer no texto do projeto, por meio de destaque, os valores originais para as multas aplicadas por falhas em barragens, mas a proposta foi derrotada por 52 votos a 22.

O Senado havia aprovado multas entre R$ 10 mil e R$ 10 bilhões e a Câmara reduziu a margem para entre R$ 2 mil e R$ 1 bilhão, o que foi mantido pelo relator da matéria, senador Antonio Anastasia (PSD-MA). Kajuru também classificou a alteração como “brutal”.

“A Câmara fez uma mudança brutal, pois o Senado foi rigoroso na medida justa com as multas, determinando que o valor da indenização devida, no caso de falhas na barragem, será calculado em função da extensão do dano e do potencial econômico do infrator. Os valores que aprovou a Câmara são irrisórios”, afirmou o senador.

Ao defender a aprovação de seu destaque para aumentar o valor da multa às empresas, Kajuru citou matéria do jornal ‘Valor Econômico’ do ano passando mostrando que  a Vale gastou US$1,6 bilhão com o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

“Esses valores incluem indenizações e despesas para a reparação da cidade após o rompimento de barragem. A própria companhia, em reunião com os seus acionistas, disse que, no período de 2023 a 2031, os gastos estimados são de cerca de US$8 bilhões”, argumentou o parlamentar.

“Dessa forma, o Senado não pode aceitar, a meu ver, o valor estabelecido pela Câmara, pois, em muitos casos, como em Brumadinho, é um valor miserável e não cobre o tamanho dos danos causados”, disse, ao encaminhar o voto da bancada do Cidadania pela aprovação do destaque.

Anastasia, no entanto, justificou que a medida não impede que o Judiciário venha a estipular valores mais altos por meio de indenizações.

Outras mudanças

O PL 550/2019 é de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF). Os senadores acolheram ainda as mudanças dos deputados que retiram do projeto a classificação de poluição ambiental que provoca morte como crime hediondo; a pena de até 20 anos de reclusão para crimes ambientais que resultem em morte; e o aumento no valor de multas já citado. Esses temas serão tratados em outros projetos que já tramitam no Congresso Nacional.

A nova lei também deixará de exigir seguro por parte das mineradoras porque essa exigência será feita, caso a caso, pela ANM (Agência Nacional de Mineração).