No Janelas Pela Democracia, Freire, Cristovam, Raquel Dias e Jordy defendem impeachment de Bolsonaro


O movimento “Janelas pela Democracia”, grupo formado pelos partidos Cidadania, PDT, PSB, PV e Rede realizou, nesta quinta-feira (4), encontro virtual em defesa da democracia brasileira e do impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro. Lideranças dos diversos partidos criticaram duramente a omissão do governo federal no combate à pandemia que já matou mais de 228 mil brasileiros.

Em vídeo, representantes do Cidadania externaram as suas preocupações com a crise. O presidente da legenda, Roberto Freire, afirmou que a atual gestão firmou um pacto com a morte.

“O momento é agora. O Brasil cansou e percebemos claramente que o governo Bolsonaro pratica cotidianamente crimes de responsabilidade. Vidas brasileiras estão sendo perdidas. As famílias choram exatamente por conta do negaciosismo dessa gestão, que fez um pacto com a morte. Por tudo isso, somos favoráveis ao impeachment”, afirmou.

O ex-senador Cristovam Buarque defendeu a união das oposições no enfrentamento a Bolsonaro e para as eleições de 2022.

“Nós, democratas, devemos lutar pelo impeachment. Um governo genocida que destroça o tecido social. Caso não ocorra agora, devemos estar preparados para vencermos as eleições de 2022. O desafio é construirmos uma unidade, se possível no primeiro turno, para lutarmos contra as forças que o presidente [Bolsonaro] possui. Definir linhas claras para mantermos as conquistas democráticas”, defendeu.

Já o ex-deputado federal Arnaldo Jordy destacou a necessidade de um projeto alternativo para interromper “a insanidade” praticada pelo atual presidente da República.

“Milhares de pessoas abatidas pela pandemia. Mortes que poderiam ser evitadas se não fosse a irresponsabilidade do atual presidente e do ministro da Saúde. Mais do que isso, nós temos 14 milhões de brasileiros desempregados. O Brasil precisa mudar. Além disso, esse presidente fez aliança, com direito a cerimônia de festejo, com o grupo mais corrupto do País, o chamado Centrão. Precisamos criar um projeto alternativo e interditar as loucuras praticadas por essa gestão”, afirmou.

A dirigente partidária e integrante do Mulheres 23 Raquel Dias também criticou a atuação do governo federal no combate da pandemia e lembrou que Bolsonaro utilizou milhões dos cofres públicos para garantir a vitória de aliados no Congresso Nacional.

“Mais de 228 mil mortos pela Covid-19. Alguns desses brasileiros morreram sem poder respirar por falta de oxigênio e pela insanidade desse governo, que deveria estar à frente da luta contra a pandemia. No entanto, o que vimos foi o gasto de mais de R$ 3 bilhões para garantir o controle dos poderes nas presidências do Congresso Nacional. Por conta de tudo isso, o Brasil precisa de nós. Os democratas precisam se unir e dizer: fora Bolsonaro”, reforçou.

O encontro também contou com a participação do presidente do PDT, Calos Lupi; da presidente da Rede, Marina Silva; do presidente do PV, José Luiz Penna; do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT); da deputada federal do PSB, Lidice da Mata (BA); do deputado federal, Camilo Capiberibe (PSB-AP); do deputado federal, Alessandro Molon (PSB-RJ); do deputado federal Israel Batista (PV-DF); e do senador, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Lideranças do Cidadania pedem união contra Jair Bolsonaro no Janelas pela Democracia

Roberto Freire, Eliziane Gama, Cristovam Buarque, Stepan Nercessian e Raquel Dias participaram do ato suprapartidário nesta quinta-feira; cineasta Zelito Viana também marcou presença a convite do partido, que ainda homenageou os profissionais do SUS lembrando Sérgio Arouca, figura central na idealização so sistema

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Ao Metrópoles, Freire diz que Janelas Pela Democracia devem estar abertas a dissidentes do bolsonarismo

Em entrevista ao site Metrópolis, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, defende a necessidade de incluir os dissidentes bolsonaristas na tentativa de formação de uma frente ampla democrática contra o presidente Jair Bolsonaro. Para ele, o movimento Janelas Pela Democracia deve estar aberto a todos que queiram fazer oposição e não pode ter como perspectiva as eleições de 2022 a fim de conciliar propostas e programas de diversos matizes.

“Nós, do velho PCB, tínhamos essa mesma compreensão na luta contra a ditadura. Quem quisesse lutar contra a ditadura que viesse se integrar e não tínhamos por que vetar. Teotônio era da Arena, tinha apoiado o golpe em 1964. Ele veio e se transformou em um símbolo da luta pela anistia e pela democracia. Por isso, eu não tenho porque vetar quem quiser vir defender a democracia e se opor a esse governo obscurantista e irresponsável”, argumenta.

Para o ex-parlamentar, não se trata de aliança com vistas à disputa de mandatos, pois o ingrediente eleitoral impediria que interesses conflitantes se concentrassem no que é substantivo. “ Se eu antecipar essa discussão, eu me esqueço de qual é a nossa tarefa imediata”, pondera. “Todo movimento que for em defesa da democracia, que está sendo ameaçada, é evidente que conta conosco. Se for de oposição a Bolsonaro, melhor ainda”, completa.

Na entrevista, Freire explica que o Cidadania ainda discute a viabilidade do impeachment, ponderando que há ainda no partido quem ache que o momento não chegou. Pontua, contudo, que a “insensatez e a irresponsabilidade” de Bolsonaro parecem não deixar alternativa. Ele ainda adianta que tem mantido conversas com PSDB, MDB e DEM na tentativa de atrair forças diversas para o movimento e aponta Lula como um “estorvo” para os petistas que desejam uma frente ampla.

Para ler a entrevista completa, clique abaixo:

Roberto Freire defende inclusão de “arrependidos” em frente anti-Bolsonaro

Alexandre Pereira: Cidadania Já!

Os acontecimentos ocorridos na última semana me trouxeram sensações diversas e antagônicas. Me vi indignado ao constatar a brutalidade do racismo estrutural ainda tão presente em nossa sociedade. Perplexo que em pleno século XXI, omitir informações sobre uma Pandemia de gravidade incalculável, seja ação de governo. Por fim, me fez sentir profunda esperança com as reações da sociedade “desorganizada” sem tutelas ideológicas ou politicopartidárias, mas da comunhão de valores como justiça social e democracia em todo o mundo.

A vivacidade da nossa democracia, impôs sua agenda e obrigou que agentes públicos da melhor qualidade e das mais diversas matrizes ideológicas deixassem as divergências em segundo plano e centralizassem um discurso racional , republicano e democrático em prol do Brasil.

O surgimento de movimentos suprapartidários e progressistas nos últimos meses, dos quais destaco o #juntos com mais de 300 mil signatários e o “Janelas para a Democracia” que une 05 partidos políticos, PDT , PSB , PV , Rede e Cidadania 23. Este, tem como objetivo, superar a grave crise sanitária e política por qual passamos, discutindo novos rumos para o Brasil, fugindo do hegemonismo dos extremos e abrindo espaço para novos atores e propostas.

O momento nos exige inteligência e parcimônia, não é chegado a hora de irmos para as ruas. Evitemos aglomerações como nos orienta a comunidade científica mundial e coloquemos a vida em primeiro lugar.

Por enquanto, fique em casa, mas alerta!

Alexandre Pereira
Presidente Estadual do Cidadania Ceará