Covid-19: Carmen Zanotto defende “linguagem única” no combate à pandemia

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) defendeu, nesta quinta-feira (14), durante seminário virtual promovido pela Câmara, que os governantes falam uma única linguagem no enfrentamento do novo coronavírus.

“A linguagem única é fundamental na superação dessa crise. Também é necessário manter a esperança da população de que sairemos desse momento difícil. Sem união, nós vamos assistir a situações mais complexas”, alertou.

A relatora da Comissão Externa de Enfrentamento ao Coronavírus disse que a continuidade de medidas de isolamento social são necessárias para reduzir o avanço da Covid-19 no país.

“O isolamento social ainda se faz necessário. A pandemia já é grave em algumas regiões. Em Manaus e no Rio de Janeiro, os pacientes já não encontram vagas nos hospitais. Muitos vão a óbito por causa das dificuldades de chegar a uma unidade de saúde”, acrescentou.

Segundo Carmen, o Brasil precisa encontrar um caminho que concilie a recuperação da economia com a “inafástavel” tarefa de salvar vidas.

SUS

Ao manifestar preocupação com os vazios assistenciais em todas as regiões, Carmen Zanotto defendeu o fortalecimento do SUS e da rede hospitalar filantrópica e pediu que os profissionais da área da saúde sejam valorizados.

Covid-19: Jardim e Zanotto reforçam, em nota, necessidade do isolamento social

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), e a deputada federal e relatora de Comissão Externa de Enfrentamento ao Coronavírus, Carmen Zanotto (SC), publicaram nota, nesta quinta-feira (7), reforçando a importância do isolamento social em momento crítico da Covid-19, que já ultrapassa 600 mortes diárias em todo o País. 

Jardim e Zanotto se solidarizam com as vítimas da Covid-19 e suas famílias e alertam para o risco de uma curva mais acentuada da doença devido às aglomerações vistas recentemente. Eles também cobram medidas do governo para intecalar o pagamento do auxílio emergencial e evitar filas nas agências da Caixa Econômica Federal pelo país. 

Leia a nota abaixo:

COVID-19: MOMENTO CRÍTICO DA DOENÇA EXIGE MAIOR RESTRIÇÃO

O Brasil, infelizmente, ultrapassa 600 mortes/dia por coronavírus e, apesar de toda uma ansiedade que a esta altura acomete alguns por conta do isolamento social, agora é hora de resistir um pouco mais e não sair de casa. 

O país já conta com 127 mil pacientes diagnosticados com Covid-19 e 8.500 óbitos em decorrência dela. É preciso, cada vez mais, que todos nós tenhamos responsabilidade para frear a escalada de mortes. 
A disparada dos números da doença se esbarra num cenário ainda mais sombrio: o esgotamento dos leitos de UTI.

Em primeiro lugar, registramos a nossa solidariedade a parentes e amigos dos brasileiros mortos pelo coronavírus.

Algumas unidades da federação registram intensa movimentação de pessoas, dos bairros mais nobres aos mais afastados. É o ambiente perfeito para o inimigo invisível que é implacável com as aglomerações.
Mas há quem, por força do ofício, não tem alternativa: tem que sair de casa. A eles, o nosso lembrete para uso dos chamados EPIs (equipamentos de proteção individual) e, principalmente, a nossa torcida de que vai dar tudo certo.

É preciso lembrar ainda que há uma outra parte da população, aquela atingida abruptamente pela falta de recursos financeiros, e que precisa deixar sua residência para sacar o dinheiro da Renda Básica Emergencial. A sugestão é que apenas um integrante da família compareça à agência bancária. Ao mesmo tempo, exige-se do governo medidas como intercalar o pagamento dos beneficiários para evitar filas intermináveis nesses locais. 

Há muita dúvida em relação a essa doença. Posso isso, faça algo hoje que tenha impacto positivo para o futuro: fique em casa!

Brasília, 7 de maio de 2020.
Arnaldo Jardim (SP) – líder do Cidadania na Câmara dos Deputados
Carmen Zanotto (SC) – relatora da Comissão Externa de enfrentamento ao coronavírus no Brasil”

Eliziane Gama: ‘Isolamento social é extremamente necessário’ para o combate ao coronavírus

A parlamentar foi umas das líderes do Senado que subscreveu o manifesto das lideranças da Casa em defesa da quarentena (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), destacou na sessão remota da Casa nesta segunda-feira (30) a importância da manutenção do isolamento social para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no País.

A parlamentar foi umas das líderes do Senado que subscreveu o manifesto das lideranças da Casa em defesa do isolamento social como “a medida mais eficaz de minimização dos efeitos da pandemia”, conforme recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde).

No manifesto (veja abaixo), os senadores cobram do Estado “apoiar as pessoas vulneráveis, os empreendedores e segmentos sociais que serão atingidos economicamente pelos efeitos do isolamento”.

“A experiência no mundo inteiro é apenas uma: a medida para combater a epidemia desse vírus é o o isolamento social. [Mas] a gente percebe que o presidente da República está ficando isolado nessa defesa dele de aglomerações”, disse, ao citar as manifestações das mais diversas autoridades sobre a necessidade da quarentena.

Para Eliziane Gama, o Senado Federal tem feito o seu papel e ganhado protagonismo porque mesmo neste período de pandemia, com a necessidade do isolamento social, tem aprovado medidas por meio de sessões virtuais para fazer frente à crise econômica e sanitária, como o auxílio emergencial de R$ 600 por três meses aos trabalhadores informais e autônomos.

Manifesto

“A pandemia do coronavírus impõe a todos os povos e nações um profundo desafio no seu enfrentamento.

A experiência dos países que estão em estágios mais avançados de disseminação da doença deixa claro que, diante da inexistência de vacina ou de tratamento médico plenamente comprovado, a medida mais eficaz de minimização dos efeitos da pandemia é o isolamento social.

Somente o isolamento social, mantidas as atividades essenciais, poderá promover o “achatamento da curva” de contágio, possibilitando que a estrutura de saúde possa atender ao maior número possível de enfermos, salvando assim milhões de vida, conforme apontam os estudos sobre o tema.

Ao Estado cabe apoiar as pessoas vulneráveis, os empreendedores e segmentos sociais que serão atingidos economicamente pelos efeitos do isolamento.

Diante do exposto, o Senado Federal se manifesta de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde e apoia o isolamento social no Brasil, ao mesmo tempo em que pede ao povo que cumpra as medidas ficando em casa.”

“Não podemos politizar o combate ao coronavírus”, diz Carmen Zanotto

A relatora da comissão externa disse a união de forças pode ajudar o país a enfrentar a pandemia (Foto: Robson Gonçalves)

A relatora da comissão externa do coronavírus , deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), disse, nesta quarta-feira, que as disputas políticas não podem contaminar as medidas de combate à propagação do coronavírus.

“O País só sairá dessa crise se houver união. A batalha contra esse vírus não pode ser transformar em palanque político, numa guerra federativa, alertou.

Para a parlamentar, o momento de crise na saúde exige que as dissensões políticas devem ser deixadas de lado.

“Não podemos politizar o combate ao coronavírus. Temos que buscar a convergência. Só com união de forças poderemos enfrentar essa pandemia.Todos devem seguir as recomendações do Ministério da Saúde, que é autoridade sanitária máxima: do presidente da República ao cidadão comum deste país”, ressaltou a deputada.

A fala de Carmen Zanotto aconteceu em reunião, por teleconferência, da comissão externa, que aprovou moção de apoio ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que vem enfrentando críticas por causa do distanciamento social, que atinge, principalmente por idosos e portadores de doenças crônicas.

Para colegiado, que tem médicos e especialistas entre seus integrantes, Mandetta e os técnicos do Ministério da Saúde vêm seguindo, “com responsabilidade e competência”, as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O nosso apoio é incondicional ao trabalho desenvolvido por Mandetta e pelos técnicos do Ministério da Saúde. O isolamento social é importante para evitar um colapso no SUS. A correria aos hospitais é tudo que não precisamos neste momento”, afirmou Carmen Zanotto, que coordena a Frente Parlamentar Mista da Saúde.

O apoio oficial da comissão foi extensivo aos gestores públicos nos estados e municípios, médicos, enfermeiros, pesquisadores e demais trabalhadores que trabalham “diuturnamente” na batalha contra o coronavírus.