Em nota, Cidadania lamenta morte de Ibsen Pinheiro

Ex-deputado federal presidiu a Câmara dos Deputados no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor (Foto: Galileu Oldenburg/MDB)

Em nota pública (veja abaixo), o presidente do Cidadania, Roberto Freire, lamentou a morte do ex-deputado federal Ibsen Pinheiro, aos 84 anos. Ele Ele foi presidente da Câmara dos Deputados durante o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992.

Ibsen estava internado no Hospital Dom Vicente Scherer, na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre. Segundo familiares, Ibsen tinha descoberto em dezembro um tipo de câncer na medula e estava em tratamento.

“Tive o prazer de compartilhar com ele de grandes momentos, na vida política nacional, na defesa das causas maiores dos brasileiros, particularmente de sempre mais liberdade e oportunidades iguais para todos, durante nossa presença conjunta na Câmara dos Deputados, por mais de uma década”, diz nota assinada por Freire que se solidariza com a família de Ibsen.

“O Brasil perdeu uma grande figura

Vítima de uma parada cardiorrespiratória, faleceu, ontem [24/01], em Porto Alegre, aos 84 anos, o grande cidadão e político gaúcho Ibsen Pinheiro, cuja trajetória deixou uma profunda marca não apenas em seu Estado natal mas no país, sobretudo considerando-se sua intensa participação nas mais diversas batalhas para isolar o regime civil-militar implantado em 1964 e derrotá-lo no fim dos anos 1970.

Depois de ter sido eleito vereador em Porto Alegre, em 1972, deputado estadual em 1978, e deputado federal, nos pleitos de 1982, 1986, 1990 e 1994, presidiu a Câmara Federal, entre 1991 e 1993, quando do processo de impeachment do então presidente da República, Fernando Collor, e integrou a Assembleia Nacional Constituinte, com rica contribuição na redação do texto da Carta Magna de 1988, utilizando seus conhecimentos de jornalista, radialista, advogado, promotor e procurador de Justiça. Por conta de ter sido alvo de um processo montado para desmoralizá-lo e afastá-lo do Congresso Nacional, ele teve seu mandato cassado, em maio de 1994, pela CPI que investigou as irregularidades no Orçamento da União, acusado de participar do “Escândalo dos Anões do Orçamento”, um esquema de desvio de verbas, e condenado a ficar afastado da vida pública por oito anos. Não apenas ele, mas todos os seus amigos muito sofreram com o ocorrido, sobretudo porque estava evidente ter havido falsificação de dados e informações. Em 2000, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo em que era acusado de sonegação fiscal.

Tive o prazer de compartilhar com ele de grandes momentos, na vida política nacional, na defesa das causas maiores dos brasileiros, particularmente de sempre mais liberdade e oportunidades iguais para todos, durante nossa presença conjunta na Câmara dos Deputados, por mais de uma década.

Nossos sinceros e fraternos pêsames à sua companheira, a seus filho e neto, pela perda de tão fraterna e batalhadora figura.

Brasília, 25 de janeiro de 2020

Roberto Freire
Presidente do Cidadania23