IBGE: Inflação de outubro é a menor para o mês desde 1998

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60% (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro ficou em 0,10%. O índice, que é usado como referência para a inflação oficial, foi divulgado nesta quinta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando o IPCA ficou em 0,02%.

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60%. E, nos últimos 12 meses, a variação é de 2,54%, abaixo do índice de 2,89%, encontrado nos 12 meses anteriores.

Três grupos pesquisados apresentaram deflação: habitação (-0,61%), artigos de residência (-0,09%) e comunicação (-0,01%). A queda no grupo de habitação foi puxada pelo item energia elétrica, com 3,22% negativos.

As altas ficaram por conta de vestuário (0,63%), transportes (0,45%) e saúde e cuidados pessoais (0,40%). A maior alta em vestuário foi atribuída a roupas femininas: 0,98%.

Embora a energia elétrica tenha sido uma das responsáveis por puxar o índice para baixo em outubro, o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, prevê uma alta para este mês.

Ele explica que, em outubro, as contas pagas pelos consumidores estavam com bandeira amarela, que adicionava R$ 1,50 a cada 100km/h consumidos.

Para novembro, a variação do item será regida pela bandeira vermelha, que aumentou de R$ 4 para R$ 4,16 a cada 100kw/h consumidos.

“Provavelmente deve ter uma alta de energia elétrica em novembro”, disse o economista do IBGE.

O IPCA é medido pelo IBGE desde 1980 em famílias com renda até 40 salários mínimos em 10 regiões metropolitanas e seis municípios do País. (Agência Brasil)

IBGE: Produção industrial brasileira cresce 0,3% em setembro

É a segunda taxa positiva do indicador, que acumula alta de 1,5% no período de dois meses (Foto: Reprodução)

A produção da indústria brasileira teve um crescimento de 0,3% na passagem de agosto para setembro. Esta é a segunda taxa positiva do indicador, que acumula alta de 1,5% no período de dois meses. Os dados, da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), foram divulgados na última sexta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação com setembro do ano passado, houve alta de 1,1%. Já na média móvel trimestral, teve crescimento de 0,4%. Por outro lado, a indústria acumula quedas de 1,4% no acumulado do ano e no acumulado de 12 meses.

Na passagem de agosto para setembro, três das quatro grandes categorias econômicas tiveram crescimento: bens de consumo duráveis (2,3%), bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) e bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (0,2%). Já os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, tiveram queda de 0,5%.

Onze das 26 atividades pesquisadas mostraram expansão na produção. Entre elas, a indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 4,3%, revertendo um recuo de agosto (-2,4%).

Outros impactos positivos relevantes vieram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,6%), bebidas (3,5%), produtos de metal (3,7%), móveis (9,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,0%) e produtos de borracha e de material plástico (1,4%).

Queda

Entre os 14 ramos que tiveram queda na produção, os desempenhos de maior impacto foram observados em impressão e reprodução de gravações (-28,6%), indústrias extrativas (-1,2%), máquinas e equipamentos (-2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-4,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,8%) e produtos do fumo (-7,7%). (Agência Brasil)

Desemprego tem queda modesta e informalidade bate recorde no País

Desemprego atinge 12,5 milhões de trabalhadores e informalidade representa 41% dos trabalhadores ocupados, mostra pesquisa do IBGE (Foto: Divulgação)

O desemprego continua a persistir no Brasil e atinge 12,5 milhões de trabalhadores conforme divulgado nesta quinta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Segundo o estudo, a informalidade continua em alta e representa 41% dos trabalhadores ocupados.

De acordo com o resultado da Pnad, a taxa de desocupação no País fechou o trimestre móvel encerrado em setembro em 11,8%, o que representa uma ligeira queda em relação ao trimestre anterior finalizado em junho, quando 12% da população estavam sem trabalho.

No que tange ao contingente desocupado, houve uma diminuição de 251 mil pessoas, enquanto que a população ocupada atingiu 93,8 milhões, o que representa um aumento de 459 mil pessoas.

Já os que estão fora da força de trabalho permaneceram estáveis, quando comparado com a última pesquisa, com 64,8 milhões de pessoas. A taxa de subutilização ficou em 24% e teve uma diminuição de 0,8% em relação ao trimestre anterior, somando 27,5 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar mais horas do que atualmente conseguem hoje.

A população desalentada, que são aquelas que desistiram de procurar trabalho, soma 4,7 milhões de pessoas. Esse grupo apresentou um recuo de 3,6% na comparação com a ultima pesquisa.

Carteira assinada

Ainda segundo o IBGE, o número de trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada permaneceu em patamar recorde da série histórica da pesquisa iniciada em 2012. As pessoas que trabalham por conta própria chegaram a 24,4 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, representando uma alta de 1,2% em relação ao mesmo período de 2018.

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada seguiu no patamar recorde de 11,8 milhões de pessoas, um crescimento anual de 2,9%. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Prévia da inflação registra menor taxa para outubro desde 1998

Segundo o IBGE, as quedas que estabeleceram deflação foram identificadas na alimentação e bebidas, habitação e artigos de residência (Foto: Reprodução)

A prévia de inflação, calculada pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), registrou 0,99% em outubro e é a mais baixa desde o mesmo período de 1998. As informações foram divulgadas, nesta terça-feira (22), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo a pesquisa, a alta acumulada para o ano é de 2,69% e nos últimos 12 meses ficou em 2,72%. Os grupos de saúde e cuidados pessoais, 0,85%, e transportes, 0,35%, foram os principais responsáveis pela alta do índice em outubro nos nove grupos analisados.

No caso dos transportes, a alta foi puxada pela gasolina, que havia apresentado pequena queda no mês de setembro (-0,06%) e registrou aumento de 0,76% em outubro. Já o diesel, apesar de ter apresentado a maior alta (3,33%), não teve a mesma influência no grupo, assim como o etanol (0,52%) e o gás veicular (0,23%). A inflação dos combustíveis foi de 0,77%.

Por outro lado, as quedas que estabeleceram deflação foram identificadas na alimentação e bebidas (-0,25%), habitação (-0,23%) e artigos de residência (-0,21%).

A queda na alimentação foi causada pelos dos tubérculos, raízes e legumes, que vêm caindo nos últimos meses, com destaque para a cebola (-17,65%), a batata-inglesa (-14,00%) e o tomate (-6,10%). Contudo, os preços das carnes subiram 0,59%, depois de queda de 0,38% em setembro.

No grupo da habitação, a segunda maior variação negativa para o mês foi influenciada pela queda nos preços da energia elétrica (-1,43%) em virtude da mudança das bandeiras tarifárias. Em setembro, a bandeira vermelha impulsionou a alta do índice, sendo compensada em outubro, com a mudança para a tabela amarela. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Concentração de rendimentos entre os mais ricos no País é recorde, diz IBGE

Os 30% da sociedade com menores rendimentos tiveram queda do poder aquisitivo, enquanto as classes com rendimentos mais elevados registraram ganho de 8,4% na renda (Foto: Reprodução)

A diferença de renda entre pobres e ricos está aumentando e é recorde no País, segundo os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) divulgado nesta quarta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A desigualdade aumentou porque o rendimento real do trabalho da metade mais pobre caiu ou subiu bem menos do que o dos mais ricos, sobretudo nos últimos anos.

Entre 2017 e 2018, os 30% da sociedade com menores rendimentos tiveram queda do poder aquisitivo, enquanto as classes com rendimentos mais elevados, que corresponde apenas 1% da população, registraram ganho de 8,4% na renda.

Segundo a pesquisa, o rendimento real da parcela mais rica era de R$ 27.744, o que representa 33,8 vezes o rendimento dos 50% da população com os menores rendimentos, ou R$ 820. A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita cresceu 4,8%, subindo de R$ 264,9 bilhões em 2017 para R$ 277,7 bilhões, em 2018.

Mas os dados mostram que a desigualdade social só cresceu no Brasil. É que Índice Gini de rendimento médio mensal real domiciliar per capita voltou a subir e ficou em 0,545 em 2018. O indicador mundial varia entre zero e um, e quanto mais alto, maior é a desigualdade social.

De acordo com a Pnad, entre 2012 e 2015 houve uma redução de 0,540 para 0,524. Porém, em 2016. O índice aumentou para 0,537, chegando aos 0,545 em 2018, conforme mencionado. Quando calculado para o rendimento médio mensal recebido de todos os trabalho, o Índice Gini foi de 0,509 em 2018.

Rendimentos

A pesquisa também mostra que os 10% da população com menores rendimentos detinham 0,8% da massa de rendimento, enquanto que os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1% da renda.

“O rendimento médio real de todas as fontes teve crescimento de cerca de 5,1% de 2012 (R$ 2.072) a 2014 (R$ 2.177), depois caiu 3,1%, em 2015 (R$ 2.110). Em 2016 e 2017, manteve relativa estabilidade e, em 2018, subiu 2,8%, para R$ 2.166”, destacou o IBGE.

Pessoas ocupadas

O mercado de trabalho brasileiro registrou 90,1 milhões de pessoas ocupadas com idade igual ou superior a 14 anos. Entre 2012 e 2015, o crescimento médio anual foi de 1,2%, com a trajetória interrompida em 2016 quando houve queda de 1,0%. Em 2017, o patamar ficou estável para em 2018 ter uma ligeira alta de 1,5%. Entre 2012 e 2018 a alta foi de 4,6%.

Desigualdade salarial

O IBGE destacou ainda que, embora as mulheres representem mais da metade da população em idade para trabalhar (52,3%), coube aos homens a maior parcela de trabalhadores, de 56,7%. A participação masculina no mercado de trabalho supera a feminina em todas as regiões do País.

Ao analisar os rendimentos dos brasileiros também é possível identificar a diferença salarial entre homens e mulheres. Em 2018, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos ficou em R$ 2,234. Enquanto a parcela masculina alcançava R$ 2.460, as mulheres não passavam de R$ 1.938.

“A gente está pegando todos os rendimentos de mulheres e homens ocupados e está vendo a média que ainda é uns 20% abaixo”, disse a gerente da PNAD, Maria Lúcia Vieira.

Cor

Ao analisar a questão racial, a pesquisa indica que em 2018 a população branca somou 45,2% da população ocupada, seguida pelos pardos (43,6%) e a preta (10,1%). As pessoas brancas apresentaram rendimentos 29,7% superiores a média nacional, de R$ 2.234.

“A gente percebe que a população branca tem rendimentos superiores na ordem de dois mil e poucos reais, enquanto a população preta e parda está na ordem de R$ 1,6 mil. Então, essa população preta e parda percebe, ainda, salários inferiores ao da população branca”, afirmou a gerente. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

IBGE inclui aplicativos de transporte e gastos com pets no cálculo da inflação

Pela primeira vez, o grupo transporte ultrapassa as despesas com alimentação e bebidas, que eram o principal componente do IPCA (Foto: Reprodução)

Os gastos com transportes passam a ser, a partir de janeiro do ano que vem, o principal componente do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial. Pela primeira vez, o grupo ultrapassa as despesas com alimentação e bebidas, que eram o principal componente do IPCA.

A mudança do cálculo do IPCA será feita devido à divulgação, na semana passada, da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2017-2018, a qual avalia o peso de cada gasto dentro do orçamento das famílias brasileiras. Atualmente, o cálculo do IPCA é feito com base na POF 2008-2009.

Os alimentos, que respondiam por 22,1% do IPCA passarão a representar 19%. Já os transportes, que correspondiam a 22% passam a compor 20,8% do índice.

Em seguida aparecem os gastos com habitação, que eram 14,3% do índice e passam a ser 15,2% e saúde e cuidados pessoais, que passam de 11,1% para 13,5%. Os demais componentes passam a responder pelos seguintes percentuais da taxa: despesas pessoas, 10,6%; comunicação, 6,2%; educação, 6%; vestuário, 4,8%, e artigos de residência, 4%.

De acordo com o IBGE, 377 produtos e serviços serão analisados no novo IPCA, com a inclusão de 56 novos itens que refletem novos hábitos de consumo dos brasileiros, como transporte por aplicativo, integração transporte público, serviços de streaming e combo de telefonia, internet e TV por assinatura, além de cuidados com animais de estimação.

Outros produtos e serviços que perderam espaço no consumo dos brasileiros serão excluídos do cálculo, como aparelho de DVD, assinatura de jornal, máquina fotográfica, revelação de fotos e fotocópias. (Agência Brasil)

gráfico inflação IBGE

Setor de serviços registra recuo de 0,2% de julho para agosto

Na passagem de julho para agosto, três segmentos tiveram queda, dentre eles, os serviços prestados às famílias, mostra a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE (Foto: Reprodução)

O volume do setor de serviços no País caiu 0,2% na passagem de julho para agosto, segundo dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A queda, a quinta do ano, veio depois de uma alta de 0,7% na passagem de junho para julho.

Na comparação com agosto do ano passado, o recuo foi ainda maior (-1,4%). No acumulado do ano, o setor teve alta de 0,5%. Já em 12 meses, os serviços acumulam crescimento de 0,6% em seu volume.

Na passagem de julho para agosto, três segmentos tiveram queda, dentre eles, os serviços prestados às famílias (-1,7%). Também anotaram redução as atividades de transportes, serviços auxiliares de transporte e correios (-0,9%) e outros serviços (-2,7%).

Apresentaram altas os segmentos de serviços de informação e comunicação (0,4%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%).

Panorama

Para o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, as cinco taxas negativas do setor em 2019 definem o panorama do ano até aqui.

“A variação negativa de 0,2% é moderada, mas as cinco taxas negativas foram mais intensas do que as positivas, fazendo o setor de serviços ficar 1,5% abaixo do nível de dezembro de 2018”, explicou. (Com informações da Agência IBGE e Agência Brasil)

Inflação oficial registra deflação de 0,04% puxada pelo setor de alimentos

De acordo com o IBGE, a deflação foi influenciada pela queda de preços de 0,43% dos alimentos e bebidas (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou deflação de 0,04% em setembro. A inflação oficial do País acumula 2,49% no ano e 2,89% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) .

O índice é o menor que a inflação de 0,11% registrada em agosto de 2019 e de 0,48% do mesmo período do ano passado. De acordo com o IBGE, a deflação foi influenciada pela queda de preços de 0,43% dos alimentos e bebidas. Já os alimentos consumidos em casa passaram a custar 0,70% menos no período.

As principais quedas foram observadas pelo tomate com baixa de -16,17%; a batata-inglesa (-8,42%); a cebola (-9,89%) e as frutas (-1,79%). Por outro lado, tiveram alta na área de alimentos o o leite longa vida (1,58%) e as carnes (0,25%).

O IBGE também registrou deflação nos grupos de comunicação (-0,01%) e artigos de residência (-0,76%). Estes últimos foram puxados pelo recuo de preços dos eletrodomésticos e equipamentos (-2,26%) e dos itens de TV, som e informática (-0,90%).

Alta

Os gastos com saúde e cuidados pessoais tiveram a maior alta de preços em setembro registrando 0,58%. O aumento foi influenciado pelas inflações de 1,65% dos artigos de higiene pessoal, e de 0,57% dos planos de saúde.

Os transportes ficaram estáveis para o período. A habitação registrou alta de 0,02%; vestuário com 0,27%; despesas pessoais aumento de 0,04%; e educação com alta de 0,04%. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

De acordo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, os maiores avanços ocorreram no Amazonas e Pará (Foto: Reprodução)

A produção da indústria brasileira cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na passagem de julho para agosto deste ano. Segundo a PIMR (Pesquisa Industrial Mensal Regional), os maiores avanços ocorreram no Amazonas (7,8%) e no Pará (6,8%).

Outros locais que registraram expansão foram São Paulo (2,6%), Ceará (2,4%), Pernambuco (2,1%), Rio de Janeiro (1,3%), Mato Grosso (1,1%), Minas Gerais (1%), Paraná (0,3%), Região Nordeste (0,2%) e Goiás (0,2%).

Quatro locais tiveram queda forma Rio Grande do Sul (-3,4%), Santa Catarina (-1,4%), Espírito Santo (-1,4%) e Bahia (-0,1%). (Agência Brasil)

Famílias estão gastando mais com impostos e dívidas

O pagamento de despesas correntes, como os impostos e contribuições trabalhistas, consumiu 11,7% do orçamento domésticos dos brasileiros, mostra IBGE (Foto: Reprodução)

Em 10 anos, famílias gastam mais com impostos e dívidas, mostra POF do IBGE

Apenas 4,1% do orçamento familiar foram dirigidos ao aumento do ativo, como aquisição de imóveis e de títulos de capitalização

Em uma década, os brasileiros passaram a gastar mais com impostos e com o pagamento de dívidas, encurtando o espaço no orçamento para investimentos no patrimônio, segundo os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As famílias brasileiras gastaram, em média, R$ 4.649,03 por mês em 2018. As despesas de consumo absorveram 81,0% do orçamento familiar (contra 81,3% na POF anterior, de 2008-2009), enquanto o pagamento de outras despesas correntes, como os impostos e contribuições trabalhistas, consumiu outros 11,7% (ante uma fatia de 10,9% na POF anterior), e 3,2% foram destinados à diminuição de dívidas (ante 2,1% na POF 2008-2009).

Apenas 4,1% do orçamento familiar foram dirigidos ao aumento do ativo, ou seja, a despesas com aquisição de imóveis, construção ou melhoramento de imóveis próprios e investimentos em títulos de capitalização, títulos de clube e aquisição de terrenos para jazigo, por exemplo. Na pesquisa de 2008-2009, as famílias destinavam 5,8% do orçamento familiar mensal para esse fim.

A capacidade de investimento das famílias diminuiu, confirmou André Martins, gerente da POF no IBGE.

“Pode ser a crise, as famílias estariam adquirindo menos e pagando mais dívidas”, disse André Martins, gerente da POF no IBGE. “Se você gasta muito dinheiro com a manutenção, sobra pouco espaço para fazer investimento”, completou.

Quase um quinto do que as famílias consumiam não envolvia pagamento com recursos financeiros. As despesas monetárias – aquelas realizadas mediante pagamento em dinheiro, cheque ou cartão de débito ou crédito – representavam 81,9% do total consumido pelas famílias, enquanto os outros 18,1% eram despesas não monetárias, ou seja, provenientes de produção própria, retiradas do negócio, troca, doação e outras formas de obtenção que não envolveram pagamentos monetários.

“O consumo dos brasileiros é acima do gasto monetário. Tem uma parte do consumo do brasileiro que sai do próprio bolso, outra parte que não. Que se dá por bens, por serviços, que são dados para ele pela família, pelo governo”, explicou Leonardo Vieira, analista da POF no IBGE.

As despesas não monetárias foram mais relevantes nas áreas rurais, colaborando com uma fatia de 22,5% do orçamento mensal das famílias, contra uma participação de 17,7% da despesa das famílias de áreas urbanas. (Agência Estado)

Transporte pesa mais no bolso do brasileiro que alimentação

Gastos com transporte representam 9,4% das despesas dos mais pobres, enquanto para os mais ricos chega a 15,3% (Foto: Reprodução)

O peso do transporte no orçamento familiar ultrapassa o da alimentação pela primeira vez, aponta IBGE

Habitação ainda é responsável pela maior parte das despesas dos brasileiros. Despesas de consumo correspondem a 81% dos gastos.

Daniel Silveira – G1

Pela primeira vez, as despesas de consumo das famílias com transporte ultrapassam os gastos com alimentação no Brasil. É o que indica a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que traz dados de 2018.

Historicamente, os gastos com habitação são os que mais pesam no orçamento das famílias brasileiras. A alimentação aparecia em segundo lugar, sendo superada pelo transporte pela primeira vez no ano passado. Esta foi a terceira edição da POF, que substituiu o Estudo Nacional da Despesa Familiar (Endef), realizado entre os anos de 1974 e 1975.

De acordo com o novo levantamento, em média, as despesas com habitação correspondem a 36,6% de todas as despesas de consumo das famílias brasileiras. Na edição anterior da pesquisa, realizada entre 2008 e 2009, essa participação era de 35,9%.

Já a alimentação, que há dez anos comprometia 19,8% do orçamento familiar, teve sua participação reduzida para 17,5%. As despesas com transportes também apresentaram queda na composição dos gastos, porém menos acentuada – passaram de 19,6% para 18,1%, superando assim os gastos com alimentação.

Despesas de consumo são aquelas feitas para aquisições de bens e serviços utilizados para atender diretamente às necessidades e desejos pessoais das famílias e seus integrantes. Não são entendidas pelo IBGE como parte delas: impostos, contribuições trabalhistas, serviços bancários, pensões, mesadas, doações e outras despesas correntes. Em média, as despesas de consumo representam 81% dos gastos das famílias brasileiras – ou R$ 3.764,51 mensais.

“Na alimentação, a pessoa consegue fazer algumas escolhas, trocar alguns produtos por outros [para economizar]. Já no transporte, não há muita possibilidade de escolha”, apontou o gerente da pesquisa, André Martins.
Em 1975, quando o IBGE realizou o primeiro estudo sobre o orçamento familiar, a alimentação era o que mais pesava no bolso dos brasileiros – ela correspondia a 33,9% das despesas, enquanto a habitação representava 30,4%. Em 2003, elas se inverteram, com a habitação representando 35,5% dos gastos e a alimentação, 20,8%.

“Com o aumento da renda, tende-se a diminuir a participação da alimentação nos gastos de consumo das famílias”, ponderou o analista do IBGE, Leonardo Oliveira.

Alimentação pesa mais para os mais pobres

“A alimentação exerce maior peso no orçamento das famílias de baixa renda, enquanto o transporte tem mais peso para as de alta renda”, enfatizou o gerente da pesquisa, André Martins.

De acordo com a pesquisa, para as famílias com rendimento total de até dois salários mínimos (R$ 1.908), a alimentação representa 22% da despesa mensal total. Já para as famílias com rendimento total de até 25 salários mínimos (R$ 23.850), esse percentual despenca para 7,6%.

Já os gastos com transporte representam 9,4% das despesas dos mais pobres, enquanto para os mais ricos chega a 15,3%.

Os gastos com habitação também pesam mais para os mais pobres – 39,2% das despesas totais, enquanto para os mais ricos essa participação é de 22,6%.

O IBGE destacou que habitação, alimentação e transporte, juntos, representam 72% da despesa de consumo médio das famílias brasileiras. Para aquelas mais pobres, esta média é de 70,6%, enquanto para os mais ricos, 45,5%.

Diferenças regionais

O orçamento familiar varia de acordo com o local de moradia e, sobretudo, de acordo com a faixa de rendimento, conforme destacou o IBGE. Enquanto a média de despesa da família brasileira é de R$ 4.649,03, para aquelas que moram na área urbana essa média salta para R$ 4.985,39. Já aquelas que vivem em área rural têm uma despesa média 45,3% menor que a geral, chegando a 2.543,15.

As despesas de consumo (alimentação, habitação, vestuário, transporte, higiene e cuidados pessoais, assistência à saúde, educação, recreação e cultura, fumo, serviços pessoais e despesas diversas) correspondem à 81% da despesa total na média geral do país. Para os domicílios urbanos, esse percentual cai para 80,7%, enquanto para os da área rural sobe para 84,9%.

Enquanto as despesas de consumo são maiores na área rural, as outras despesas correntes (impostos, contribuições trabalhistas, serviços bancários, pensões, mesadas, doações e outras) são maiores na área urbana. Na média geral, elas correspondem a 11,7% das despesas totais. Na média urbana, elas chegam a 12,1% e na rural a 6,8%.

Assim, a média geral das despesas correntes é de 92,7%, enquanto na área urbana é de 92,8% e na rural, de 91,7%. Regionalmente, este percentual varia de 90,4% no Sul e 93,7% no Sudeste.

Industria cresce 0,8% em agosto, mas tem queda de 2,3% na comparação com mesmo período de 2018

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou, nesta terça-feira (1), a PIM (Pesquisa Industrial Mensal) que aponta crescimento de 0,8% da produção industrial brasileira entre julho e agosto. Segundo o levantamento, a alta contribuiu na recuperação de parte da perda de 0,9% entre os meses de maio e julho.

Por outro lado, a indústria apresentou queda de 2,3% na comparação com o agosto de 2019 e de 1,7% tanto no acumulado do ano quanto no acumulado de 12 meses. A alta no período se deu exclusivamente pelos chamados bens intermediários, que são os insumos industrializados usados no setor produtivo. O crescimento foi de 1,4%.

No caminho inverso, tiveram queda o bens de capital como máquinas e equipamentos (-0,4%), os bens de consumo duráveis (-1,8%) e os bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%).

Das 26 atividades pesquisadas, 10 tiveram alta e sustentaram o crescimento médio da indústria com estaque para indústrias extrativas, que avançaram 6,6% de julho para agosto. Também tiveram altas os setores de derivados de petróleo e biocombustíveis (3,6%) e de produtos alimentícios (2%).

Já os 16 segmentos que apresentaram queda se destacam os veículos automotores (-3%), artigos de vestuário e acessórios (-7,4%), máquinas e equipamentos (-2,7%) e produtos farmacoquímicos e farmacêuticos (-4,9%). (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Ligeira queda do desemprego em agosto contrasta com informalidade recorde no País, mostra IBGE

O Brasil registrou uma ligeira queda do desemprego no trimestre encerrado em agosto deste ano e um recorde no contingente de trabalhadores ocupados sem carteira de trabalho assinada e sem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O índice de desemprego no País passou de 12,3% para 11,8%.

Segundo a pesquisa, o total de pessoas sem emprego é inferior aos 12,1% registrados no mesmo período do ano passado. O número de desempregados em termos absolutos chegou a 12,6 milhões em agosto. O total é 3,2% (419 mil) menor do que em maio de 2019, porém estável ao mesmo período de 2018.

Já a população ocupada, de 93,6 milhões, cresceu 0,7% , ou 684 mil trabalhadores a mais em relação a maio, e 2% na comparação com agosto do ano passado, o que representa 1,84 milhão de pessoas incluídas no mercado.

Para o diretor adjunto de pesquisa, Cimar Azeredo, o crescimento da ocupação não foi suficiente para aumentar massa de rendimento.

“O aumento na ocupação não foi suficiente para aumentar a massa de rendimento, porque o emprego gerado foi voltado para postos de trabalho na área informal. E é essa massa de rendimento que movimenta o mercado de trabalho de forma virtuosa”, disse.

Informalidade

No trimestre até agosto, o trabalho informal foi responsável por 87,1% das novas ocupações. Foram mais 411 mil empregados sem carteira assinada; mais 101 mil trabalhadores domésticos sem carteira; outros 110 mil por conta própria sem CNPJ; mais 33 mil trabalhadores familiares (pessoas que ajudam outros membros da família, sem salário).

Com o resultado, a informalidade seguiu batendo recordes no País. De acordo com o IBGE, a taxa de informalidade chegou a 41,4% no trimestre móvel até agosto, acima da taxa de 41% registrada no trimestre móvel até maio. O percentual atual corresponde a 38,763 milhões de pessoas em trabalhos informais no Brasil.

“A informalidade cresce porque não há geração de postos com carteira. Mesmo as atividades que costuma gerar vagas com carteira, como indústria, não têm contratado de maneira formal”, disse Adriana Beringuy, analista do IBGE, durante entrevista coletiva para apresentar os resultados do mercado de trabalho de agosto.

O setor privado cortou 180 mil vagas com carteira no trimestre móvel até agosto. O resultado diverge novamente do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostrou a geração líquida de 225.769 vagas no período, já com ajuste dos dados entregues fora do prazo pelas empresas. As divergências entre as pesquisas são comuns no curto prazo, mas há uma tendência de convergência no longo prazo.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que o País tinha 4,712 milhões de desalentados no trimestre móvel de junho a agosto. Trata-se de uma queda de 3,9% frente ao três meses anteriores (março a maio) e estabilidade frente ao mesmo período de 2018.

Desalentado

É considerado desalentado quem está fora da força de trabalho — ou seja, não está empregado nem tomou providências para conseguir emprego — mas que aceitaria uma vaga se alguém oferecesse. São pessoas de 14 anos ou mais que desistem de procurar vaga por acreditar que “não vão conseguir”, “não têm experiência” ou se consideram “jovem ou idosa demais”.

Os desalentados fazem parte da mão de obra “desperdiçada” do País. O Brasil tinha 27,755 milhões de trabalhadores subutilizados no trimestre móvel de junho a agosto deste ano. Esse número é 2,7% menor frente aos três meses anteriores (de março a maio), mas 1,5% maior do que o mesmo período do ano passado.

O contingente de trabalhadores subutilizados abrange trabalhadores em três situações: os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas (pessoas empregadas, mas que gostariam e poderiam trabalhar mais) e a força de trabalho potencial (pessoas que não buscam emprego, mas estão disponíveis para trabalhar).

O total de 27,755 milhões de trabalhadores corresponde a 24,3% da força de trabalho ampliada do país (que soma a força de trabalho com a força de trabalho potencial). Essa proporção é a chamada taxa de subutilização, que estava em 25% no trimestre móvel encerrado em maio. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

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