Regis Cavalcante defende frente em prol da democracia e repudia autoritarismo de Jair Bolsonaro

Presidente do Cidadania em Alagoas falou sobre a possibilidade de impeachment do presidente da República

O presidente do Cidadania em Alagoas, Regis Cavalcante, falou nesta quinta-feira (11) sobre a atual conjuntura política nacional, durante a live “Ato Pela Democracia, Contra o Racismo e em Defesa da Vida”. Na ocasião, ele se solidarizou com as mais de 40 mil vítimas da covid-19 no país e culpou o governo Bolsonaro pela velocidade da doença no país.

“Não respeita a dor de milhares de famílias vítimas dessa doença. Há um descaso em relação à vida dos mais pobres, um discurso alimentado de ódio. Cotidianamente, usa as redes sociais para desdenhar desta realidade cruel que estamos atravessando”, protestou.

Para Cavalcante, o momento é de respeito à vida dos brasileiros e à democracia. “Podemos construir um país mais coeso e compromissado com as causas sociais. Todos aqueles que vivenciaram momentos autoritários nesse país, que têm horror à ditadura e ditadores, não podem concordar com essa realidade”, disse.

Basta

Ele também falou sobre os movimentos que estão surgindo pró-democracia. “Essa é a luta que devemos desempenhar nesse momento, fazer com que todos os brasileiros e instituições de compromisso com a democracia mostrem seu repúdio, nesse momento em que as ruas não podem ser ocupadas, a essa forma de chantagear a sociedade, de querer impor um autogolpe nesse país, fazendo com que as instituições, especialmente os poderes, sejam desrespeitados”, apontou.

Durante o bate papo, Cavalcante também condenou a participação do presidente em manifestações pró-governo que incitam a violência contra o Judiciário e Legislativo. “Precisamos ampliar com todos os democratas a possibilidade de fazer uma grande movimentação nesse país, respeitando o devido isolamento social, para dar um basta nessa postura e caminharmos, se for necessário, ao impeachment do presidente”, defendeu.

Roberto Freire defende Frente Democrática ampla para combater tentativas antidemocráticas de Bolsonaro

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, defendeu nesta quinta-feira (8) uma grande mobilização política da sociedade civil em defesa da democracia e da liberdade no País. O dirigente mostrou preocupação com o viés autoritário e ditatorial do presidente da República, Jair Bolsonaro, por suas posições e ações à frente do governo federal.

“Visão anacrônica e reacionária”

“Há algum tempo que o Brasil vem sendo diuturnamente agredido na sua concepção democrática, seja nas suas expressões culturais, no respeito à liberdade e, especialmente, ao Estado Democrático de Direito e a nossa Constituição. O presidente Bolsonaro é costumas nesses ataques, um órfão da ditadura de 1964. O risco maior é que isso possa ser um método claramente antidemocrático e que isso expressa uma visão anacrônica e reacionária ao imaginar, por exemplo, que pode haver uma recidiva ditatorial no País”, alertou.

Frente Democrática

Freire defendeu que as forças democráticas do País se unam, independentemente da bandeira ou ideologia, para lutar contra as posturas do governo Bolsonaro.

“Lembro que para fazer uma oposição firme, como nós do Cidadania fazemos, tem que levar em consideração a necessidade de se criar uma ampla Frente Democrática. Deixar de veleidades, isolacionismos e de imaginar que o confronto político com esse governo se dará sem ter como ponto central a questão democrática e a defesa da Constituição de 1988. É com isso  que temos que começar a nos preocupar”, afirmou.

Ditadura Militar

Roberto Freire lembrou que a mobilização que ocorreu durante a ditadura militar foi fundamental para derrubar o regime e restabelecer a democracia no País.

“A derrota da ditadura se deu por conta de uma ampla Frente Democrática que se construiu no País. Foi um trabalho constante e permanente da sociedade civil, de seus movimentos e dos seus sindicatos. Isso teve algo emblemático em torno do então MDB [Movimento Democrático Brasileiro]. Não imaginar uma repetição porque a realidade hoje é outra, mas a lucidez daquela movimentação, do que aquilo que representou e do que foi efetivo tem que nos levar para saber que agora, com nova realidade, a questão democrática deve ser central na nossa luta política. O que está em jogo é questão da democracia e da liberdade”, afirmou.