Da Vitória destaca a adoção de energia renovável pelo governo do Espírito Santo

Em reunião na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados que debateu nesta terça-feira (10) políticas públicas para incentivar a adoção de energia renovável, o deputado federal Da Vitória (ES), vice-líder o Cidadania na Casa, destacou o protagonismo do governo do Espírito Santo na adoção de energia renovável nos órgãos públicos.

De acordo com o coordenador da bancada capixaba, já foram instalados equipamentos para captação de energia solar no prédio da Secretaria de Educação e brevemente o programa do governo será levado aos órgãos de Segurança Pública, como a Polícia Militar, hospitais públicos e filantrópicos.

“As boas iniciativas que vêm sendo implantadas no meu estado, que é a substituição da energia dos prédios públicos através da construção de miniusinas solares, já começam a render bons frutos, que é a redução despesas do governo Renato Casagrande (PSB-ES) com o pagamento de energia elétrica”, informou.

Ele defendeu que a experiência do Espírito Santo seja adotada em outros estados.

A declaração do deputado do Cidadania ocorreu após a exposição do diretor de Regulação de Gás Natural e Energia da Agência Reguladora de Serviços Públicos (ARSP) do Espírito Santo, Cláudio Roberto Saade.

“Litro de Luz”

O deputado elogiou o Projeto “Litro de Luz”, que está levando iluminação às localidades do país que não têm abastecimento de energia. A organização não governamental desenvolveu um poste e um lampião de luz, que são abastecidos a partir de energia solar e criado a partir de canos de PVC, lâmpadas LED e garrafas PET.

Aneel

Na reunião, o deputado Da Vitória voltou a defender que o debate em torno da tarifação de energia distribuída seja aprofundado pela Comissão de Minas e Energia. Ele manifestou ao representante da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Christiano Vieira da Silva, preocupação quanto o risco de os consumidores que não têm acesso a esse tipo de energia, sobretudo os de baixa renda, terem de pagar pela tarifa.

William Waack: Os números que não mentem

Números e narrativas não necessariamente coincidem e o Brasil é vítima de uma delas, com relevante repercussão internacional, sobretudo diante do anunciado acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul.

Exemplo clássico de números absolutos que não conseguem “narrar” corretamente uma situação é o da criminalidade. No Atlas da Violência do Ipea, verifica-se que São Paulo, com 4.631 mortos, figura entre os primeiros na lista de homicídios de 2017. Com menos da metade desse número – 2.203 casos – o Rio Grande do Norte está “confortavelmente” lá no meio da lista. Mas, em termos relativos, o Rio Grande do Norte apresentou uma taxa de 62 mortos (arredondando) por 100 mil habitantes em 2017. A mesma taxa para São Paulo era de 10, brutalmente inferior à do Rio Grande do Norte.

Vamos agora a um dos pontos nevrálgicos da discussão que o governo brasileiro terá de enfrentar ao tentar convencer europeus – governos e, especialmente, consumidores de produtos agrícolas brasileiros – de que o País atende aos padrões internacionais para o emprego de agrotóxicos. A narrativa consolidada é a de que o Brasil é o campeão mundial de uso de agrotóxicos, e o número absoluto não mente. Agrotóxicos são commodities, cotadas em dólares, e o valor do consumo brasileiro é o maior do mundo (indicando, portanto, a quantidade de toneladas compradas).

Mas, considerados em relação à área cultivada, ao tamanho da produção e à média de produtividade em função do uso desses agrotóxicos (um cálculo que leva em conta o consumo em dólares de pesticidas em relação à produtividade média por hectare de agricultura), os números da FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura, colocam o Brasil em situação incomparavelmente mais confortável do que potências europeias como França, Alemanha, Itália e Reino Unido (para curiosidade, os grandes vilões nessa comparação são Japão e Coreia).

Em outras palavras, é o Brasil que deveria acusar e não ser acusado de abusar do uso de agrotóxicos. Mas o País está acuado no debate internacional e não foi capaz ainda de encontrar uma fórmula para provar que os números que não mentem e contam como são os fatos relevantes deveriam favorecê- lo nas negociações duríssimas, com intrincados interesses cruzados (objetivamente, ambientalistas e protecionistas, por exemplo), que estão apenas começando.

Nessa questão específica, a do uso de agrotóxicos, sucessivos governos brasileiros perderam a batalha de comunicação doméstica também. Projeto de lei tramitando no Congresso para atualizar normas legais e permitir acesso a agrotóxicos mais modernos (menos tóxicos e venenosos, e que podem ser aplicados em dosagem menor) virou “PL do veneno”. O debate já se afastou dos argumentos científicos, suplantados pelo berreiro ideologizado.

De fato, o Brasil tem exemplos a dar para o mundo em energia renovável, biocombustíveis, aumento da produtividade na agropecuária e é uma formidável potência produtora de alimentos – sem, para isso, ter aumentada a área cultivada. Mas não é esta sua imagem externa, uma situação apenas em parte criada por grupos organizados vinculados ou não a interesses governamentais estrangeiros e comerciais. Diante das avenidas que podem se abrir com o acordo entre Mercosul e União Europeia, o governo brasileiro está diante da urgente necessidade de desenhar uma estratégia que o tire da atual postura defensiva.

Proferir frases contundentes em reuniões internacionais de cúpula, como o G-20, energiza e mobiliza o público cativo interno. Mas é pouco. (O Estado de S. Paulo -04/07/19)

Da Alemanha, no Dia Mundial do Meio Ambiente, Arnaldo Jardim defende energia renovável

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho,  o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) defendeu a sustentabilidade, com foco na energia renovável, na preservação e na implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Jardim está em missão oficial da Câmara na Alemanha, discutindo questões relativas ao meio ambiente e conhecendo experiências do mundo desenvolvido na economia de baixo carbono.

“Cuidar do meio ambiente é cuidar do futuro, futuro com qualidade de vida. Sempre entendi que sustentabilidade veio para ficar”, disse o parlamentar.

O programa da viagem ao país europeu é intenso, contou Jardim. Nesta quarta-feira (05) ele vai conhecer o Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático pela manhã. À tarde, será a vez de visitar a aldeia de Bollewick, que em 2012 tornou-se bioenergética. Na localidade, estão instaladas duas centrais de biogás e centrais fotovoltaicas geram 8,19 milhões de kWh/ano de eletricidade e mais de 6 milhões de kWh/ano de calor, que abastecem a população.

O parlamentar do Cidadania  falou sobre seu trabalho em prol do meio ambiente.

“Desde o início, indo além de modismos, compreendendo que, afora mudança cultural e comportamental, precisamos buscar a sustentação econômica para isto”, defendeu.

O parlamentar ressaltou seu compromisso com a energia limpa, pela qual trabalha em vários setores na Câmara dos Deputados, como as frentes parlamentares da Economia Verde e do Setor Sucroenergético. Jardim foi relator da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada pelo Congresso, e é defensor de sua total implementação. Uma das bandeiras do deputado é a aprovação da proposta de pagamento por serviços ambientais.

Biocombustíveis

O parlamentar esteve recentemente nos Estados Unidos debatendo a viabilidade e a necessidade dos biocombustíveis, principalmente do etanol e do bioquerosene e agora está na Alemanha, que faz uma grande mudança na sua matriz energética e lidera a Europa nesse movimento.

“Saí convencido de que o Brasil pode, e deve, ser a vanguarda mundial da nova economia ou economia verde ou economia de Baixo Carbono. Temos vantagem geográfica, legislação consolidada e histórico que permitiu avanço tecnológico. Vamos ao trabalho”, disse.

Energias renováveis

Na Alemanha, nesta terça-feira, Jardim e os demais deputados brasileiros que compõem a comitiva da missão oficial conheceram o grupo Agora Energiewende, que formula uma visão de como pode ser concebido um sistema elétrico baseado em energias renováveis. Essa equipe se tornou conhecida como um dos principais atores no domínio da política energética, colaborando com institutos de pesquisa e desenvolvendo suas próprias análises e estudos. O grupo apresentou estudos para eliminar gradualmente a energia obtida a partir do carvão.

Ainda ontem (04),  Arnaldo Jardim esteve com a presidente da Comissão de Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear do Bundestag Alemão, Sylvia Kotting-Uhl, e com demais membros da comissão. O parlamentar conheceu também o Centro de Congressos de Berlim e o Conselho Alemão para o Desenvolvimento Sustentável, responsável pelo aconselhamento do governo alemão sobre questões de sustentabilidade. Outra tarefa do colegiado é reforçar o debate social para aumentar o grau de conscientização para a importância da sustentabilidade.

Conferência

Os parlamentares do Brasil participaram do painel de encerramento da 19.ª Conferência Anual do Conselho de Desenvolvimento Sustentável, que contou com a presença do ministro federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, Gerd Müller, e da ministra federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear, Swenja Schulze.