Alessandro Vieira: Araújo não mostrou capacidade para ocupar o cargo de ministro

‘Despreparado e com posicionamentos radicais, causou prejuízos severos para o País, em especial na disputa geopolítica pelas vacinas’, assinalou o senador em nota (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), divulgou nota pública sobre o pedido de demissão nesta segunda-feira (29) do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, do cargo. Para ele, o chanceler do presidente Jair Bolsonaro não mostrou capacidade como ministro e causou prejuízos ao Brasil no caso da compra de vacinas contra a Covid-19

“O ministro Ernesto Araújo não mostrou em nenhum momento capacidade para ocupar uma cadeira tão importante. Despreparado e com posicionamentos radicais, causou prejuízos severos para o País, em especial na disputa geopolítica pelas vacinas”, assinalou o senador na nota.

Sob forte pressão do Congresso Nacional, a situação política de Araújo vinha se deteriorando com críticas de parlamentares na forma como ele conduziu as negociações para a obtenção de doses de vacina para combater o coronavirus.

Ele foi duramente criticado durante audiência no Senado na última quinta-feira (25), quando diversos parlamentares pediram sua demissão, e no fim de semana o ministro passou a acusar na rede social a senadora Kátia Abreu (PP-TO) de lobby pela implantação da tecnologia 5G no Brasil.

“É oportuno registrar que a manutenção de um ministro incompetente, irresponsável e que trabalha contra os interesses nacionais é um grave erro e terá consequências”, alertou Alessandro Viera sobre os ataques de Araújo à senadora do PP.

‘Diplomacia belicosa’ de Ernesto Araújo trouxe isolamento para o Brasil, afirma Eliziane Gama

Para a senadora,  chanceler de Bolsonaro ‘só contribuiu para  o acirramento das tensões entre os Poderes’ (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A líder do bloco parlamentar Senado Independente, Eliziane Gama (Cidadania-MA), disse que o pedido de demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, é um ‘alento’ e que sua atuação como chanceler só ‘trouxe isolamento’ para o País. 

“A saída do ministro Ernesto Araújo é um alento. Sua política diplomática belicosa trouxe isolamento para o Brasil, apequenou o País no cenário mundial e, internamente, só contribuiu para o acirramento das tensões entre os Poderes. Que o novo chanceler saiba fazer a boa diplomacia”, desejou a parlamentar na rede social.

O chanceler pediu demissão nesta segunda-feira (29) sob forte pressão do Congresso Nacional após mais de dois anos no cargo e muitas polêmicas. A situação política de Araújo vinha se deteriorando com críticas de parlamentares na forma como ele conduziu as negociações para a obtenção de doses de vacina contra a Covid-19.

Na quinta (25), ele foi duramente criticado durante audiência no Senado e diversos parlamentares pediram sua demissão.  O último episódio ocorreu no fim de semana, quando Ernesto passou a acusar a senadora Kátia Abreu (PP-TO) de lobby pela implantação da tecnologia 5G no Brasil.

Eliziane Gama repudiou as declarações do ministro envolvendo a senadora e considerou os ataques ‘uma ação contra o Senado e igualmente uma tentativa de jogar a sociedade contra o Parlamento’.

Jorge Kajuru quer que ex-presidente do Banco do Brasil explique pedido de demissão do cargo

Ex-presidente do banco declarou não ter se adaptado ‘à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília’ em entrevista à imprensa (Foto: Reprodução)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) apresentou requerimento no qual convida o ex-presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, para ele explicar no Senado o motivo de seu pedido de demissão do cargo.

“Queremos que o ex-presidente do Banco do Brasil explique, sobretudo, declarações que deu à imprensa ao falar sobre o pedido de demissão do cargo”, disse Kajuru.

Novaes entregou na última sexta-feira (24) um pedido de renúncia do cargo ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele ocupava o posto desde o início do governo, em janeiro de 2019.

“Rubem Novaes declarou não ter se adaptado ‘à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília’. Pela dimensão do Banco do Brasil, uma das maiores instituições financeiras da América do Sul, temos a obrigação de ouvir o senhor Rubem Novaes, para que ele detalhe o que viu de privilégios, compadrio e corrupção nos dezoito meses em que esteve na presidência do banco oficial”, justifica o senador no requerimento que precisa ser votado pelos parlamentares.

Ao jornal ‘O Globo’, Novaes disse que a sua saída não está ligada a nenhum fato específico e que desde junho já conversava com Guedes sobre a possibilidade.

Muito preocupante, diz Paula Belmonte sobre demissão de Nelson Teich

A deputada Paula Belmonte (Cidadania), membro da comissão externa da Câmara dos Deputados que trata do acompanhamento de ações do enfrentamento ao coronavírus, classificou de “muito preocupante” a saída do ministro da Saúde, Nelson Teich, que pediu demissão nesta sexta-feira (15). “A população está assustada”, afirmou a parlamentar.

“Estamos precisando de um líder que acalente as pessoas que estão em pânico, mas também auxilie aquelas que estão querendo reabrir (seus negócios)”, disse Paula Belmonte. Esse líder, segundo a parlamentar, “deve trazer convergências que estão faltando em nosso país neste momento”.  

A deputada não concorda com as iniciativas, durante a pandemia, de quem “não têm competência para decidir as coisas”. Ela falava da Justiça do Distrito Federal, que determinou que a economia volte à carga aos poucos. “Não tem competência nenhuma”, reagiu. O governador Ibaneis Rocha defende a retomada total na próxima segunda-feira.

Para Liderança do Cidadania na Câmara, saída de Teich expõe Brasil e limita capacidade de superar a crise

Em nota divulgada pela Liderança do Cidadania na Câmara, o líder do partido na Casa, deputado Arnaldo Jardim (SP), diz que a saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde “expõe a imagem do País a um verdadeiro vexame no cenário mundial” e que a “perda exponencial de nossa credibilidade limita ainda mais a nossa capacidade de superar a crise” da Covid-19. Para a bancada de deputados, Bolsonaro alimenta crises em vez de buscar “condições minimamente razoáveis” para combater a pandemia.

Leia a íntegra:

Nota à imprensa

A saída do ministro da Saúde, Nelson Teich, menos de um mês após tomar posse no cargo, escancara a completa falta de planejamento e bom senso, por parte do governo do presidente Jair Bolsonaro. Em meio a uma grave pandemia, que já vitimou mais de 14 mil brasileiros, esta segunda baixa na pasta expõe a imagem do País a um verdadeiro vexame no cenário mundial. E a perda exponencial de nossa credibilidade limita ainda mais a nossa capacidade de superar a crise vigente.

Vale o alerta contra o autoritarismo assumido deste governo, que não consegue lidar com vozes divergentes dentro de sua própria equipe. Este tipo de postura, que já gerou inúmeras instabilidades, denuncia os danosos propósitos do chefe do Executivo. Ao invés de criar condições minimamente razoáveis para combater o Coronavírus, prefere alimentar disputas, teorias conspiratórias e tratamentos sem qualquer segurança científica.

Nós, da bancada do Cidadania na Câmara, lamentamos profundamente que o Brasil tenha que conviver com a sobreposição de agendas negativas desta proporção, enquanto chora a perda de seus entes queridos. Não merecemos. Não podemos aceitar tamanha ofensa.

Arnaldo Jardim (SP)
Líder do Cidadania na Câmara dos Deputados

‘É um governo contra a ciência’, diz Eliziane Gama sobre demissão de Teich

Para a parlamentar maranhense, a saída de Teich do ministério ‘deixa em frangalhos’ a principal estrutura do governo de combate à pandemia (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA) criticou nas redes sociais a demissão do ministro da Saúde, Nelson Teich, depois de permanecer no cargo por apenas 27 dias em plena crise da pandemia do novo coronavírus.

“A saída do ministro Nelson Teich, menos de um mês depois de ser nomeado, revela a gravidade da crise no governo. Foi forçado a sair porque não concordou com a ideia irresponsável de defender o uso deliberado da cloroquina e do fim do isolamento social. É um governo contra a ciência”, afirmou Eliziane Gama no Twitter.

A parlamentar maranhense disse também que a demissão de Teich do ministério ‘deixa em frangalhos’ a principal estrutura do governo de combate à pandemia.

“O Covid-19 deve estar batendo palmas para o governo federal hoje. Com a pandemia em crescimento, o presidente deixa em frangalhos a sua principal estrutura de combate, o Ministério da Saúde. Atitude impensável, incompreensível!!”, escreveu a senadora em outro post.

Para ela, é ‘difícil entender a insistência do presidente para liberar a cloroquina’ – medicamento sem eficácia comprovada para os efeitos da Covid-19 -, em confronto com a ciência.

“Se em romance policial a autora perguntaria: a quem interessa o crime? Não creio que esse medicamento seja um caso de segurança nacional ou de governabilidade”, disse Eliziane Gama.

Saída de Teich “é uma triste notícia para a saúde”, diz Carmen Zanotto

“É uma triste notícia para saúde brasileira neste momento de grave crise sanitária no Brasil”, disse, nesta sexta-feira (15), a relatora da Comissão Externa de Enfrentamento do Coronavírus, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), ao manifestar preocupação com a exoneração do ministro da Saúde, Nelson Teich.

Zanotto considerou “lamentável” que o país perca, em menos de dois meses, o segundo ministro da área em meio à pandemia do coronavírus. De acordo com a parlamentar, Teich vinha seguindo o caminho da ciência e do diálogo, inclusive buscando aproximação com os governadores e prefeitos. “Chegou a apresentar um plano de saída gradual e responsável do isolamento social, de acordo com os índices de saúde de cada município”, elogiou Zanotto.

Demissão de Teich: Precisamos de saúde mental na presidência, diz vice-presidente do Cidadania

O vice-presidente nacional do Cidadania, deputado federal Rubens Bueno (PR), classificou como uma tragédia e exposição pública dos equívocos do presidente da República, Jair Bolsonaro, o pedido de deminssão do ministro da Saúde, Nelson Teich. Para o parlamentar, o Planalto está presicando urgentemente de saúde mental.

“Temos uma pessoa desequilibrada na presidência. Precisamos urgentemente de saúde mental. Não dá, pra no meio de uma pandemia, trocarmos dois ministros que estavam fazendo um bom trabalho em virtude de caprichos de um presidente. É preciso ciência neste momento”, defendeu Rubens Bueno.

Para o parlamentar, o presidente coloca a vida da população brasileira em risco com suas fanfarras. “Não estamos no Jardim de Infância. Ele precisa saber os efeitos de seus atos. E se não souber, vamos atuar!”, finalizou.