Da Vitória: Nova CPMF não é caminho para equilibrar contas públicas

O parlamentar capixaba disse que brasileiros não poderão bancar o custo da máquina pública (Foto: Robson Gonçalves)

“Novo imposto não é melhor caminho para equilibrar as contas públicas”, disse, nesta sexta-(25) o deputado Da Vitória (Cidadania-ES) ao manifestar posição contrária à criação de uma nova CPMF.

Segundo o parlamentar, se em cada crise econômica for criado mais imposto, “os brasileiros sempre terão aumento da carga tributária para bancar o caro custo da máquina pública”.

A declaração de Da Vitória foi dada após a divulgação do jornal Valor sobre a construção de suposto entendimento de bastidor para destravar a tramitação da proposta da Reforma Tributária. Em troca, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, aceitaria pautar a criação do imposto.

O deputado foi vice-presidente da Comissão Especial que debateu na Câmara a PEC 45/19, que prevê a unificação de cinco impostos (IPI, PIS,Cofins,ICMS e ISS) para criar o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

“A aprovação da reforma tributária é necessária para criar um ambiente de investimentos e dar competitividade ao Brasil. É isso que país precisa neste momento”, argumentou.

Reforma Administrativa

Somado a isso, Da Vitória apontou a Reforma Administrativa como uma via importante para equilibrar as contas públicas e para oferecer serviços de qualidade à população.

Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

Os parlamentares do partido participaram ativamente das sessões deliberativas remotas da Casa e das videoconferências promovidas pelas comissões da Covid-19 e da reforma tributária (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A defesa da Operação Lava Jato e de subprocuradores contra os ataques do procurador-geral da República Augusto Aras, a contestação da proposta do Ministério do Meio Ambiente de reduzir a proteção ambiental da Amazônia, a aprovação do Protocolo de Nagoya, o projeto que limita os juros do cheque especial e do cartão de crédito a 30% durante a pandemia, e a defesa de políticas públicas para à população indígena foram os principais focos da ação do bancada do Cidadania no Senado na semana.

Os parlamentares do partido também participaram ativamente das sessões deliberativas remotas da Casa e das videoconferências promovidas pelas comissões da Covid-19 e da reforma tributária quarta-feira (05), na qual o ministro da Econômia, Paulo Guedes, desconversou sobre a criação de um novo imposto nos moldes da CPMF, ao ser questionado pela senadora Eliziane Gama (MA), líder do partido no Senado.

“Sobre a CPMF, que o senhor já chegou a chamar, por exemplo, de imposto digital, de bom imposto, de imposto sobre pagamentos, eu pergunto: o que nós temos aí pela frente, para vir, a possibilidade de um novo imposto? Qual, de fato, é a sua posição em relação à nova CPMF no Brasil?”, indagou a senadora a Guedes (veja aqui).

“O imposto digital é uma coisa para nós conversarmos à frente, mas é claro que a economia é cada vez mais digital. E isso é uma peça importante, que, sim, nós estamos estudando. Temos falado sobre isso o tempo inteiro, e as pessoas, inadequadamente, por maldade, por ignorância, falam que isso é nova CPMF, mas não há problema, o tempo é senhor da razão. Nós vamos seguindo em frente, vamos ver lá na frente, e os senhores vão avaliar a base de incidência. Nós queremos uma base ampla, mas não é o nosso assunto aqui agora”, disse o ministro.

Eliziane Gama é integrante da comissão da reforma tributárria e também questionou Guedes sobre a proposta de reforma tributária do governo de unificação das alíquotas do PIS/Cofins em 5,8% para bancos e de 12% para demais empresas; se governo pretende tributar grandes fortunas; e sobre as ações dos Ministérios da Economia e Saúde para a superação da pandemia do novo coronavírus. Guedes disse que a senadora ‘falou várias coisas também importantes’, mas não respondeu diretamente às perguntas.

Lava Jato

Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Eliziane Gama se manifestaram na segunda-feira (03) sobre a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, de revogar a decisão liminar (provisória) que permitia o compartilhamento de dados entre as forças-tarefa da Operação Lava Jato com a PGR (Procuradoria Geral da República). Para os parlamentares, a definição freia o “ímpeto intervencionista” do procurador-geral Augusto Aras, e corrige o ‘absurdo articulado’ pelo PGR e o presidente do Supremo, Dias Toffoli (veja aqui).

“A decisão do ministro Fachin põe um freio ainda que provisório nesse ímpeto intervencionista lançado pela figura do PGR. A garantia da independência e do sigilo é fundamental para qualquer operação”, defendeu a líder do Cidadania.

O ministro Dias Toffoli decidiu no último dia 9 de julho que as forças-tarefas da Operação Lava Jato devem entregar à PGR todas as bases de dados da investigação.

“Fachin corrigiu o absurdo articulado por Aras e Toffoli. É preciso garantir a continuidade do combate à corrupção e preservar a independência dos integrantes do MPF [Ministério Público Federal]. O sistema sujo não vai desistir. Outras tentativas virão, mas vamos combater a impunidade com todas as forças”, escreveu Alessandro Vieira em seu perfil no Twitter.

O senador do Cidadania de Sergipe também criticou os ataques de Augusto Aras aos membros do CSMPF (Conselho Superior do Ministério Público Federal), especialmente em relação aos subprocuradores Nicolau Dino e Luiza Frischeisen (veja aqui).

“Lamento profundamente o teor da fala do procurador-geral da República, em reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, em especial a respeito da subprocuradora Luiza Frischeisen. Não bastasse querer sepultar a Lava Jato, quer fazer o mesmo com a reputação de uma das mais respeitáveis servidoras do MPF [Ministério Público Federal], através de insinuações descabidas a respeito de sua vida pessoal. Nosso apoio e deferência à doutora Luiza e ao seu trabalho”, disse o parlamentar

Integrantes do grupo ‘Muda Senado’, Alessandro Vieira e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) subscreveram uma reclamação protocolada quarta-feira (05) no Conselho Nacional do Ministério Público contra das interferências e Aras na Lava Jato (veja aqui).

Com 20 páginas, o documento encaminhado ao corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, lista uma série de tentativas de vistoriar informalmente documentos relacionados à operação. A primeira tentativa de intromissão citada é a ida da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo ao Paraná para coletar informações da operação da força-tarefa.

Muda Senado

O movimento suprapartidário ‘Muda Senado’ é formado por cerca de 20 senadores e completou o primeiro ano de atuação, na quinta-feira (6), com uma reunião virtual para definir as próximas ações do colegiado e divulgar um manifesto reiterando apoio à Operação Lava Jato (veja aqui).

No documento, os parlamentares relatam preocupações com a escalada de ações e manifestações de autoridades dos três Poderes, “com intenção de destruir a credibilidade das operações de combate à corrupção”.

Desde a sua criação, o grupo conquistou reconhecimento popular e da imprensa, com posicionamentos e mobilizações pelas redes sociais de temas como a CPI da Lava Toga, pedidos de impeachment de ministros do STF, resgate da prisão em segunda Instância e o fim do foro privilegiado, dentre outros.

Proteção aos povos indígenas

Eliziane Gama criticou o desmonte das políticas públicas para indígenas pelo governo Bolsonaro (Foto: Waldemir Barreto)

A senadora Eliziane Gama fez uma veemente defesa da população indígena brasileira na audiência virtual da comissão mista da Covid-19 quinta-feira (06), criticou a política de desmonte do governo federal para o setor e os ataques do presidente Jair Bolsonaro aos chamados povos da floresta (veja aqui).

“A situação dos povos indígenas no Brasil é muito grave. É muito notável que nós tenhamos a posição expressa pelo presidente da República de não atenção aos povos indígenas. Aliás, não apenas durante seu governo, mas desde o primeiro momento da sua caminhada de vida, na campanha eleitoral e muito antes, fez declarações notadamente de ódio e claramente contra os povos indígenas do Brasil”, disse a parlamentar, ao citar pronunciamento de quando Bolsonaro era deputado que tinha pena da cavalaria brasileira por não ter a mesma eficiência da norte-americana na eliminação e no extermínio dos povos indígenas.

Meio ambiente

A líder do Cidadania no Senado também criticou a proposta do Ministério do Meio Ambiente à equipe econômica do governo para reduzir a meta oficial de proteção da Amazônia prevista no PPA (Plano Plurianual), aprovado em 2019 pelo Congresso (veja aqui).

“Diante dos recordes de desmatamento da Amazônia, Ricardo Salles se consolida como o pior ministro do Meio Ambiente da história, propondo proteger só 1/3 da área da floresta destruída em um ano. Vamos lutar contra esse absurdo. Vamos preservar a Amazônia e todos os biomas”, escreveu a parlamentar em seu perfil no Twitter.

Depois da repercussão negativa, Salles recuou do pedido de substituição da meta de redução das queimadas e desmatamento ilegal em 90% até 2023 pela meta de proteger uma área de 390 mil hectares de floresta amazônica.

Protocolo de Nagoya

Eliziane Gam destacou a aprovação pelo Senado, na quinta-feira (06), do projeto que ratifica o Protocolo de Nagoya no Brasil. O documento regulamenta o acesso e a repartição de benefícios dos recursos genéticos da biodiversidade. O PDL 324/2020 segue agora para promulgação (veja aqui).

“Muito feliz com a aprovação do Protocolo de Nagoya, por unanimidade, no Senado Federal. Após 10 anos de espera, podemos finalmente dizer que o País de fato abre as portas para a bioeconomia. O Protocolo dará segurança jurídica para os negócios que usam recursos genéticos da biodiversidade”, postou a senadora em seu perfil no Twitter.

Weintraub e o Fundeb

A deputada federal Dorinha Seabra (DEM-TO) foi questionada pela senadora Eliziane Gama terça-feira (04), na comissão mista da Covid-19, sobre a atuação do governo no acordo para a aprovação da PEC do novo Fundeb (Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais de Educação) na Câmara dos Deputados e disse que o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, ‘não queria nem discutir’ a renovação do fundo (veja aqui).

“Foi satisfatória a participação do governo nos entendimentos que resultaram nessa aprovação?”, perguntou a senadora do Cidadania do Maranhão.

“Toda dificuldade com o ministro Weintraub que não queria nem discutir sobre o Fundeb. Não a equipe do MEC [Ministério da Educação] que participou por todo o tempo [da discussão], mas, em termos de direção, ele não quis enfrentar. Então, não nos ajudou, aliás, atrapalhou”, afirmou a relatora da PEC do Fundeb que ainda precisa ser votada no Senado em dois turnos.

Limite para juros do cartão e cheque

Projeto do senador Jorge Kajuru foi incorporado ao texto substitutivo aprovado quinta-feira (Foto: Pedro França)

O Senado Federal aprovou quinta-feira (06) o projeto de lei (PL 1166/2020) que limita os juros do cartão de crédito e do cheque especial a 30% ao ano, em caráter excepcional, durante o estado de calamidade pública por conta da pandemia do novo coronavírus no País (veja aqui). 

O substitutivo apresentado ao projeto do senador Álvaro Dias (Podemos-PR) incorporou dispositivos do PL 2261/2020, de autoria do senador Jorge Kajuru.

A proposta vale para dívidas contraídas entre março e dezembro de 2020. Em junho, a taxa média anual do cheque especial foi de 110,2%, enquanto no cartão rotativo (quando o cliente não paga o valor integral da fatura até a data de vencimento) foi de 300,3%.

“Não há qualquer sentido em se aplicar juros escorchantes sobre dívidas de quem tem mínimos recursos, a rigor”, disse Kajuru, ao comemorar a incorporação de sua proposta no texto final do projeto.

Kajuru disse ainda haver uma ‘distorção financeira’ no País, ao citar que a taxa básica de juros foi fixada em 2% ao ano na quarta-feira (05) pelo Banco Central.

“Em momento excepcionais, medidas excepcionais. Nós estamos tratando aqui de uma decisão que vai durar um ano, em um momento em que o mundo inteiro tomou – foi obrigado na verdade a tomar – decisões em torno do equilíbrio e da manutenção do sustento das famílias, e no Brasil, portanto, não é diferente”, disse a senadora Eliziana Gama (MA), ao encaminhar orientação à bancada pela aprovação do projeto que agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

Vacina contra Covid-19

Projeto de Alessandro Vieira dá prioridade de imunização para grupos vulneráveis à doença (Foto: Jefferson Rudy)

Enquanto os cientistas ainda trabalham no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19, o senador Alessandro Vieira apresentou um projeto de lei (PL 4023/2020) que estabelece as diretrizes para priorização e distribuição do futuro medicamento contra a Covid-19 no Brasil. Em linhas gerais a proposta visa assegurar que a imunização da população seja conduzida com a prioridade aos grupos mais vulneráveis à doença (veja aqui).

“Como alguns laboratórios relatam ter chegado às fases finais de testes para as vacinas que estão desenvolvendo, há grande expectativa para que seus produtos estejam comercialmente disponíveis até o fim do ano de 2020 ou no início de 2021. Por isso, é preciso regulamentar a forma como a distribuição de vacinas contra a Covid-19 deve ser feita à população”, justifica o parlamentar.

De acordo com o projeto, a distribuição de doses de vacina e a transferência de recursos federais para aquisição do medicamento por estados, o Distrito Federal e municípios observarão critérios técnicos, que deverão considerar informações e dados demográficos, epidemiológicos e sanitários, como o tamanho da população; o percentual da população imunizada contra Covid 19, a participação percentual dos grupos vulneráveis no total da população; o percentual da população já acometida por Covid 19; o número de casos e óbitos; o número e taxas de hospitalizações e de óbitos por Covid 19 e por síndrome respiratória aguda grave; e a capacidade instalada da rede de saúde na localidade ou região.

Uso de máscaras

O senador Alessandro Vieira disse que a decisão do ministro do STF Gilmar Mendes de suspender segunda-feira (03) os efeitos do veto do presidente Bolsonaro que dispensava o uso de máscaras nos presídios ‘é bastante coerente’, já que a máscara serve para defender tanto a saúde de quem a usa como a saúde dos que precisam atender os presos.

O veto do presidente (25/2020) atinge itens da Lei 14.019, de 2020, decorrente do PL 1.562/2020, aprovado no Senado no início de junho. A decisão sobre a suspensão do veto foi comemorada pelo parlamentar, pois a liminar restabelece a obrigatoriedade do uso da máscara para todos os trabalhadores dos estabelecimentos prisionais e de cumprimento de medidas socioeducativas, incluídos os prestadores de serviço.

Líbano

O senador Alessandro Vieira manifestou solidariedade no Twitter aos libaneses após a explosão que destruiu a região portuária de Beirute terça-feira (04).

“Minha solidariedade ao povo libanês. Desde ontem, estamos impactados com as terríveis imagens que aparecem na mídia. A imensa destruição em um depósito de compostos químicos, resultou em mais de 100 mortos em Beirute e cerca de 4 mil feridos”, postou o parlamentar.

Lei Maria da Penha

A senadora Eliziane Gama disse que a Lei Maria da Penha, ao completar 14 anos de sua entrada em vigor sexta-feira (07), é ‘essencial na proteção das mulheres brasileiras’, mesmo reconhecendo que a legislação ainda não é perfeita para inibir a violência (veja aqui). 

“É claro que há falhas no processo que precisam ser corrigidas.  Mulheres continuam morrendo e sofrendo com a violência doméstica. As medidas protetivas muitas vezes não protegem a vítima; algumas delas cedem a pressões e retiram as queixas; algumas penas se tornam brandas. Reconhecemos que não é perfeita, mas temos que comemorar a existência desta norma tão essencial”, avaliou. 

Plenário virtual

Veja abaixo as propostas aprovadas pelo Senado na semana:

QUARTA-FEIRA – 05/08

Acordo com Banco Asiático: aprovado Projeto de Decreto Legislativo 336/2020, que aprova acordo do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura. A matéria vai à promulgação.

Auxílio emergencial para agricultura familiar: aprovado o Projeto de Lei 735/2020, que destina auxílio emergencial para agricultura familiar em razão da pandemia e prorroga o pagamento de dívidas dos agricultores. A matéria vai à sanção presidencial.

Salário-educação para pagamento de pessoal: aprovado o Projeto de Lei 2.906/2020, que autoriza uso dos recursos do salário-educação para pagamento de pessoal durante o estado de calamidade. A matéria vai à Câmara dos Deputados.

QUINTA-FEIRA – 06/08

Limite aos juros na pandemia: Aprovado o projeto que limita cobrança de juros de cartões de crédito e cheque especial. O PL 1.166/2020 segue para a Câmara dos Deputados.

Validação de diplomas: aprovado projeto para facilitar a autenticação de diplomas de instituições internacionais reconhecidas pelo Ministério da Educação. O substitutivo apresentado ao PL 3.716/2020 segue para Câmara dos Deputados.

Protocolo de Nagoia: aprovado o texto do Protocolo de Nagoia, que prevê a repartição justa e igualitária entre as nações dos benefícios decorrentes dos recursos genéticos de plantas, animais e micro-organismos. O PDL 324/2020 vai à promulgação.

VOTAÇÕES ADIADAS

Transferência de recursos para estados: adiada a votação do PLP 133/2020, que transfere recursos da União a estados e municípios por perdas com a Lei Kandir.

Ciência e tecnologia: adiada para a próxima semana a votação do Projeto de Lei Complementar 135/2020, que proíbe o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT)

Transporte coletivo: Adiada a votação do PDL 752/2019, que suspende a Política Federal de Estímulo ao Transporte Rodoviário Coletivo Interestadual e Internacional de Passageiro, instituída por decreto presidencial em 2019.

Medida contra falência na pandemia: adiada a apreciação do PLP 96/2020, que autoriza empresas a alterarem a forma escolhida para pagamento de impostos, por conta da queda nas receitas, em consequência do estado de calamidade pública em 2020.

Novo imposto será derrubado pelo Congresso, diz Carmen Zanotto

A reforma tributária é necessária, mas não aceitamos a criação de qualquer outro imposto”, afirma a deputada do Cidadania-SC (Foto: Robson Gonçalves)

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) disse nesta segunda-feira (10) que qualquer tentativa de parte da equipe econômica para recriar um novo imposto poderá ser derrubada pelo Congresso Nacional.

Para a parlamentar, as alterações no sistema tributário que estão sendo debatidas pelo Congresso Nacional são necessárias para o país, mas a criação de um novo imposto nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) sofrerá resistência dos congressistas e da população.

A intenção da equipe econômica é começar a debater já neste mês de fevereiro com o Congresso Nacional a criação de um ITF (Imposto sobre Transações Financeiras). De acordo com o patrocinador da proposta, ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo precisa ter uma fonte de arrecadação para desonerar a folha de pagamento das empresas.

“A reforma tributária é necessária, mas não aceitamos a criação de qualquer outro imposto. O que a equipe econômica precisa fazer é reduzir essa altíssima carga tributária. Os impostos altos penalizam o setor produtivo, a população e impedem que o país de voltar a crescer e criar empregos”, alertou Carmen Zanotto.

O novo tributo pode ser incluído nas Propostas de Emenda à Constituição nº 45/2019, em tramitação na Câmara, com a nº 110/2019, que está no Senado.