Cidadania no Senado: Veja o resumo das atividades da bancada

Semana foi marcada pelo impasse na votação da PEC que abre caminho para retomada do auxílio emergencial, e a aprovação do projeto relatado por Alessandro Vieira que garante repasse de R$ 3,5 bi para internet nas escolas públicas (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O Senado aprovou quarta-feira (24) o projeto de lei (PL 3477/2020) relatado pelo líder do Cidadania na Casa, Alessandro Vieira (SE), que determina repasse de R$ 3,5 bilhões da União para estados, Distrito Federal e municípios com objetivo de garantir serviços de internet de qualidade a estudantes da escola pública. Os parlamentares também chancelaram propostas de incentivo e linhas de crédito para startups, compra de vacinas por empresas privadas e definiram a composição das comissões permanentes (veja abaixo).

Alessandro Vieira ressaltou a urgência do acesso à internet pelas escolas públicas do País durante a votação do projeto, destacando que 18 milhões de estudantes brasileiros pobres estão sem acesso à educação em razão da pandemia de Covid-19 (veja aqui).

“A urgência do projeto está no fato que a cada dia que retardamos esse tipo de atendimento, afastamos cada vez mais jovens do mercado de trabalho do futuro”, disse.

De acordo com o parlamentar, os recursos previstos no projeto que segue para sanção presidencial vão assegurar a oferta mensal de 20 gigabytes de acesso à internet para todos os professores do ensino fundamental e médio das redes estaduais e municipais. Além deles, serão beneficiados os alunos da rede pública do ensino fundamental e médio regulares pertencentes a famílias vinculadas ao CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal). Também serão beneficiados os matriculados nas escolas das comunidades indígenas e quilombolas.

“Os recursos financeiros serão aplicados de forma descentralizada e transferidos em uma única vez, em conformidade com o número de professores e de matrículas, nos limites estabelecidos na proposição. O PL também fixa prazos para a devolução de recursos transferidos não utilizados ou aplicados irregularmente”, explica Alessandro Vieira.

Novo auxílio emergencial sem corte na saúde

O líder do Cidadania apresentou requerimento no plenário quinta-feira (25) propondo a separação dos dispositivos para a retomada do pagamento do auxílio emergencial das medidas de ajuste fiscal previstas na PEC Emergencial (PEC 186/2019), cuja apreciação foi adiada para a próxima terça-feira (02), com a leitura do relatório, e na quarta-feira (03), com a votação da matéria em primeiro turno (veja aqui).

Para o senador, a análise dos dois temas em uma mesma proposta vai atrasar ainda mais o pagamento do benefício.

“Ao vincular uma situação como essa, de um debate que é importante e é relevante, e que eu reconheço a necessidade, que é de travas fiscais, à concessão da retomada do auxílio, nós estamos condenando mais brasileiros à miséria e, na miséria, ele é forçado a ir para a rua, contaminar-se, fazer todo o ciclo de mortes”, disse Alessandro Vieira.

A PEC 186/2019 autoriza o governo federal a restabelecer o auxílio emergencial, excluindo a sua despesa do teto de gastos para o ano de 2021. Em contrapartida, ela também estabelece uma série de regras fiscais que têm causado polêmica, como o fim dos investimentos mínimos anuais em educação e saúde e o congelamento dos salários de servidores públicos.

Durante a discussão sobre o adiamento da leitura da PEC, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) lembrou que o Congresso Nacional aprovou, no ano passado, a constitucionalização permanente do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), iniciativa que seria prejudicada pelos novos termos da PEC Emergencial.

“Se a gente concordar com essa PEC, cheia de “jabutis”, vamos desaprovar o Fundeb. Como é que o Brasil vai entender que, seis meses atrás, nós aprovamos o Fundeb, e, hoje, nós vamos “desaprovar?” questionou Kajuru.

O senador disse que não dá para aprovar uma PEC com esses pontos relacionados ao corte na saúde e educação (veja aqui).

“Ela é fundamental , e indiscutivelmente temos que achar diálogo para entender que ela tem que ser aprovada. Ela tem erros primários e nós vamos corrigir”, garante o senador.

Impasse no auxílio emergencial

Alessandro Vieira reagiu com indignação na rede social à proposta da desvinculação dos recursos destinados à educação e saúde – para a retomada do novo auxílio emergencial – defendia pelo relator da PEC Emergencial, senador Márcio Bittar (MDB-AC), e o ministro da Economia, Paulo Guedes (veja aqui).

“O que precisamos desvincular é o auxílio emergencial da chantagem do governo”, disse o senador ao jornal O Globo (veja aqui).

Na rede social, o parlamentar anunciou quarta-feira (24) a apresentação de emenda à PEC Emergencial, mecanismo pelo qual deve ser retomado o benefício, para reduzir o texto da proposta ‘ao necessário necessário para atendimento à situação de calamidade, excepcionando teto, regra de ouro e regras da LDO e LRF’.

“Não é razoável atrelar a retomada urgente do auxílio emergencial à criação de mecanismos de controle fiscal sem debate”, postou no Twitter.

Em declaração à Rádio Senado (ouça aqui), Alessandro Vieira disse não ser verdade que o pagamento do auxílio dependa da aprovação da PEC.

“O auxílio é urgente para que as pessoas carentes não continuem passando fome”, afirmou o senador.

A líder do Bloco Senado Independente, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), também criticou na rede social a articulação do governo federal para  acabar com a obrigatoriedade do gasto mínimo constitucional em educação e saúde  para estabelecer uma nova rodada do auxílio emergencial (veja aqui).

Para a parlamentar,  vincular o auxílio emergencial ao fim da exigência de um gasto mínimo nas duas áreas é um ‘erro’ e ao mesmo tempo ‘retrocesso’.

“A PEC emergencial não pode comprometer áreas tão importantes. É dar com uma mão e tirar com a outra. São os mais pobres que precisam de escolas e hospitais públicos. Desvincular é retrocesso”, criticou Eliziane Gama.

A Constituição estabelece que estados devem investir 12% da receita em saúde e 25% na educação. Os municípios são obrigados a aplicarem 15% (saúde) e 25% (educação). Já a União não pode reduzir o investimento em saúde e educação que é corrigido pela inflação do ano anterior.

Seguro-desemprego em dobro na pandemia

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) protocolou segunda-feira (22) um projeto de lei (PL 522/2021) para estender a duração do seguro-desemprego enquanto durar a pandemia do novo coronavírus no País. A proposta altera a legislação que regulamenta o benefício (Lei 7.998/1990) para dobrar o número de parcelas até que seja decretado o fim da pandemia de Covid-19 pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Kajuru diz que o projeto (veja aqui) pretende atualizar os esforços do Congresso Nacional nas medidas para mitigar os efeitos econômicos da Covid-19, a exemplo do que ocorreu com o auxílio emergencial aos trabalhadores informais e formais, por meio do BEM (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda).

Kajuru diz que o projeto (veja aqui) pretende atualizar os esforços do Congresso Nacional nas medidas para mitigar os efeitos econômicos da Covid-19, a exemplo do que ocorreu com o auxílio emergencial aos trabalhadores informais e formais, por meio do BEM (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda).

“Contudo, há um vácuo: não há novo benefício para os trabalhadores formais que, de fato, foram demitidos e não conseguiram novo emprego. Então, propomos a extensão do seguro-desemprego”, justifica o senador, ao argumentar que a medida é necessária diante a crise no mercado de trabalho que persiste com o fechamento de empresas e empregos (veja aqui).

Intervenção de Bolsonaro na Petrobras

O senador Alessandro Vieira criticou a decisão do presidente Jair Bolsonaro de intervir na Petrobras, ao anunciar a troca do presidente da empresa,  Roberto Castello Branco, em oposição à política de reajuste de preços de combustíveis da estatal que acompanha a cotação do petróleo no mercado internacional (veja aqui). 

“Está confirmado o estelionato eleitoral de Bolsonaro. Eleito prometendo acabar com o Centrão, fortalecer a Lava Jato e fazer um governo liberal na economia, dois anos depois ele está casado com o Centrão, destruiu a Lava jato e colocou um general para intervir na Petrobras. É Triste”, afirmou o parlamentar na rede social.

Projetos para barrar ‘derrame’ de armas

A senadora Eliziane Gama protocolou quatro PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) com o objetivo de sustar os quatro decretos presidenciais que promovem, na avaliação da senadora, um derrame de armas de fogo e munições no Brasil (veja aqui).

Ao justificar os projetos, a parlamentar alegou que os decretos extemporâneos são um ‘crime de lesa pátria’ e uma ‘traição à democracia’.

“Não se justifica por interesses econômicos legítimos nem por um suposto aumento da segurança dos cidadãos frente ao crime organizado ou comum. É produto de um instinto belicoso, anti-humano, anticristão, a favor da morte como condutor entre as pessoas”, afirmou.

Constrangimento com volta de senador

O retorno do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) às atividades parlamentares após ele ser flagrado pela PF (Polícia Federal) em outubro de 2020 com dinheiro na cueca e pedir licença do cargo, é ‘um constrangimento, especialmente pela falta de esclarecimento’, avaliou o senador Alessandro Vieira (veja aqui).

“Sem dúvida gera um constrangimento, especialmente pela falta de esclarecimento. Quem pode solicitar os documentos relativos à operação [da PF], para compreender exatamente as circunstâncias, é o Conselho de Ética, que tem essa obrigação. A gente representa o Oaís, por mais que você tenha uma simpatia eventual pelo colega, a responsabilidade pela instituição é maior”, disse em entrevista ao Portal G1.

O líder do Cidadania afirmou ainda ao site que pedirá a instalação do Conselho de Ética ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para analisar o caso.

Solução para análise de medidas provisórias

O senador Jorge Kajuru cobrou quarta-feira (24) do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma solução para o impasse  sobre os curtos prazos de apreciação das medidas provisórias pelo plenário (veja aqui).

Kajuru fez questão de reforçar a reclamação dos senadores quanto as recorrentes votações de medidas provisórias em prazos curtos e defendeu a promulgação da PEC das MPs (PEC 91/2019),  que define prazos específicos para cada fase de tramitação das medidas provisórias.

“Ontem [23] dei a sugestão, que todos os senadores aqui querem, eu tenho certeza, que é aquela de a gente não ter mais que decidir um projeto que venha da Câmara na quarta, na quinta-feira, ou seja, em menos de 24 horas”, pediu.

Pedido de impeachment de ministro do STF

O senador Jorge Kajuru apresentou um novo pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, pela sua decisão da prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ).

O parlamentar diz entender que não houve por parte de Silveira “ameaça”, e, sim, “exasperação, má-educação, grosseria, baixo nível”. Ainda na avaliação do senador, a prisão desrespeita a imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição (veja aqui).

Para ser analisado no plenário do Senado, o pedido de impeachment precisa ser pautado pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-RJ).

Protesto contra Alcolumbre na presidência da CCJ

Ao apresentar objeção ao nome do ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para presidir à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nos próximos dois anos, Jorge Kajuru disse que tem milhares de críticas ao parlamentar e afirmou que as palavras do presidente do colegiado, ao pedir respeito durante o processo de sua escolha, seriam direcionadas a ele. Kajuru disse ter se desculpado quando se excedeu (veja aqui).

“Para mim a sua gestão será desastrosa. A CCJ será um puxadinho do Palácio do Planalto. Se eu errar, eu vou reconhecer. Boa sorte ao senhor e tomara que o senhor cale a minha boca”, disse Kajuru. 

Mulheres no comando do Orçamento

Pela primeira vez na história da democracia brasileira, a composição da CMO (Comissão Mista de Orçamento) terá presidente e vice-presidente mulheres. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), líder do Bloco Parlamentar Senado Independente (Cidadania/PDT/Rede/PSB), foi aclamada quinta-feira (25) vice-presidente da CMO da peça orçamentaria de 2020 (veja aqui).

“A bancada feminina está galgando posições importantes num momento crucial da nossa democracia. Me sinto honrada por ocupar esse cargo justamente na semana em que comemoramos 89 anos da conquista do voto feminino”, destacou Eliziane Gama.

Membro titular da CMO, a senadora foi indicada para ser a relatora setorial das áreas de Cidadania e Esporte do Orçamento da União de 2021 (veja aqui).

“É uma grande responsabilidade, principalmente nesse momento que o Brasil está enfrentando uma crise sanitária com repercussões em diversos setores da sociedade. Serão mais R$ 103 bilhões para programas e ações prioritárias, que irão alcançar, principalmente pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social”, disse Eliziane Gama.

Regulaziação fundiária em debate nas comissões

Líder do Bloco Parlamentar Senado Independente, a senadora Eliziane Gama defendeu quinta-feira (25) durante a reunião de líderes a tramitação do projeto de lei da regularização fundiária (PL 510/2021) nas comissões antes da proposta ser apreciada pelo plenário (veja aqui).

“Sugeri hoje na reunião de líderes que o PL da regularização fundiária (510/2021) tramite nas comissões, ao invés de ser votado diretamente em plenário. A proposta foi aceita pelo presidente Pacheco. Um assunto tão sério e grave precisa de muito debate”, afirmou a parlamentar na rede social.

Participação da bancada nas comissões permanentes

Com a retomada dos trabalhos legislativos e a decisão da presidência do Senado pelos trabalhos semipresenciais, foram instaladas nesta semana as comissões permanentes da Casa e escolhidos os presidentes e vice-presidentes dos colegiados (veja aqui). A participação dos senadores da bancada do Cidadania nas comissões (veja a seguir) foi definida de acordo com as vagas destinadas ao Bloco Parlamentar Senado Independente, composto ainda pela Rede, PDT e PSB.

1 – Comissão de Assuntos Econômicos

Alessandro Vieira – titular

Eliziane Gama – titular

Jorge Kajuru – suplente

Presidente: Otto Alencar (PSD-BA)

Vice-presidente: Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

2 – Comissão de Assuntos Sociais

Alessandro Vieira – titular

Presidente: Sérgio Petecão (PSD-AC)

Vice-presidente Zenaide Maia (Pros-RN)

3 – Comissão de Constituição e Justiça

Jorge Kajuru – suplente

Alessandro Vieira – titular

Eliziane Gama – suplente

Presidente: Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Vice-presidente: Antonio Anastasia (PSD-MG)

4 – Comissão de Ciência e Tecnologia

Eliziane Gama – titular

Jorge Kajuru – titular

Presidente: Rodrigo Cunha (PSDB-AL)

5 – Comissão de Direito Humanos

Jorge Kajuru – titular

Presidente: Humberto Costa (PT-PE)

Vice-presidente: Fabiano Contarato (Rede-ES)

6 – Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo

Alessando Vieira – titular

Eliziane Gama – titular

Presidente: Fernando Collor (Pros-AL)

Vice-presidente: Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)

7 – Comissão de Educação

Alessandro Vieira – suplente

Jorge Kajuru – suplente

Presidente: Marcelo Castro (MDB-PI)

Vice-presidente Leila Barros (PSB-DF)

8 – Comissão de Serviços e Infratestrutura

Alessandro Vieira – suplente

Presidente:Dário Berger (MDB-SC)

Vice-presidente: Jayme Campos (DEM-MT)

9 – Comissão de Meio Ambiente

Eliziane Gama – suplente

Presidente: Jaques Wagner (PT-BA)

Vice-presidente: Confúcio Moura (MDB-TO)

10 – Comissão de Agricultura

Sem indicação

Presidente: Acir Gurgacz (PDT-RO)

11 – Comissão de Relações Exteriores

Eliziane Gama – suplente

Presidente: Kátia Abreu (PP-TO)

12 – Comissão Senado do Futuro

Eliziane Gama – Titular

Jorge Kajuru – Titular

Sem presidente e vice-presidente

13 – Comissão de Transparência

Sem indicação

Presidente: Reguffe (Podemos-DF)

Vice-presidente: Marcos do Val (Podemos-ES)

COMISSÕES PERMANENTES DO CONGRESSO NACIONAL

1 – Comissão Mista de Planos, Orçamento Público e Fiscalização

Eliziane Gama – vice-presidente e relatora setorial das áreas de Cidadania e Esportes

Jorge Kajuru – titular

Presidente: Flávia Arruda (PL-DF)

2 – Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul

sem indicação

3 – Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas

Alessandro Vieira – titular

Eliziane Gama – suplente

4 – Comissão Mista Permanente sobre Migrações Internacionais e Refugiados

Eliziane Gama – titular

Plenário Virtual

Veja abaixo as propostas aprovadas pelo Senado na semana.

QUINTA-FEIRA (25/02)

PEC Emergencial: Por acordo, os senadores adiaram o início da discussão da PEC 186/2019 e transferiram a leitura do relatório do senador Marcio Bittar para a próxima terça-feira (2 de março).

Administração pública: Aprovado o PL 317/2021, com regras para a melhoria da eficiência da administração pública, incluindo medidas de desburocratização e digitalização. A proposta segue para sanção presidencial.

QUARTA-FEIRA (24/02)

Linhas de crédito para startups: Aprovado o projeto que institui linhas especiais de crédito para startups, que são incluídas no rol dos beneficiários dos fundos constitucionais (PL 5.306/2020). A proposta segue para a análise da Câmara dos Deputados.

Compra de vacinas: Aprovado projeto que facilita a compra de vacinas contra o coronavírus por empresas privadas. O PL 534/2021, aprovado com emendas, segue para a Câmara dos Deputados.

Acesso à internet: Aprovada a garantia de acesso à internet para a educação básica pública (PL 3.477/2020). União destinará R$ 3,5 bilhões aos estados para viabilizar o acesso de alunos e professores. Vai à sanção presidencial.

Incentivo para startups: Aprovado o Marco Legal das Startups com medidas de estímulo à captação de recursos por empresas jovens que investem em inovação. O PLP 146/2019 foi aprovado com emendas e retorna à Câmara dos Deputados

Brasil e Cingapura: Aprovado acordo entre Brasil e Cingapura para eliminação de dupla tributação em relação a tributos sobre renda e prevenção contre evasão e elisão fiscais. A proposta vai à promulgação.

Brasil e Suíça: Aprovado acordo entre Brasil e Suíça para eliminação de dupla tributação em relação a tributos sobre renda e prevenção contra evasão e elisão fiscais. A proposta segue para promulgação.

Brasil e Emirados Árabes: Aprovado acordo entre Brasil e Emirados Árabes para eliminação de dupla tributação em relação aos tributos sobre renda e prevenção contra evasão e elisão fiscais. A proposta segue para promulgação.

Cooperação internacional: Aprovado o Projeto de Decreto Legislativo 79/2020 que ratifica acordo entre Brasil e República Dominicana na área de segurança. A proposta vai à promulgação.

Administração pública: Retirada da pauta a apreciação do PL 317/2021 que cria regras para melhorar a eficiência da administração pública.

Infraestrutura: Aprovada a contratação de empréstimo entre a Cooperação Andina de Fomento e o município cearense de Iguatu, para financiar parte de um programa de infraestrutura regional. A proposta vai à promulgação.

Brasil e Arábia Saudita: Aprovado texto do acordo na área de serviços aéreos entre Brasil e Arábia Saudita. O PDL 75/2020 vai à promulgação.

TERÇA-FEIRA (23/02)

Startups: Adiada a votação do projeto que institui linhas especiais de crédito para startups e inclui as empresas no rol dos beneficiários dos fundos constitucionais (PL 5.306/2020).

Startups: Adiada para quarta-feira (24) a votação do projeto de lei complementar que estabelece o marco legal das startups (PLP 146/2019).

Programas assistenciais: Aprovada a prorrogação da dedução do IR sobre doações aos programas assistenciais Pronon e Pronas (PL 5.307/2020). A proposta segue para votação na Câmara.

Sessão especial: Aprovado a realização de sessão especial em homenagem ao bicentenário de nascimento de Anita Garibaldi. O requerimento para a homenagem (RQS 292/2021) foi apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

Educação pública: Retirado da pauta o PL 3.477/2020, que garante acesso à internet para a educação básica pública. Os senadores concordaram em apreciar a proposta no Plenário marcado para esta quarta-feira (24).

Comissão da Covid-19: Aprovada a recriação de comissão temporária para acompanhar as ações de saúde, fiscais e orçamentária e financeira contra a covid-19 (RQS 105/2021). Comissão semelhante funcionou no ano passado.

Nova Lei de Licitações: Retirada de pauta nesta terça-feira (23) a deliberação sobre a redação final do Projeto de Lei 4.253/2020, que institui a Nova Lei de Licitações. O pedido foi feito pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Jorge Kajuru: Guerra contra Covid não foi vencida

Senador diz que o controle da doença só vai ser possível a partir da vacina para imunizar a população (Foto: Cadu Rolim/FotoArena/Estadão Conteúdo)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse nesta quarta-feira (26) que ao completar seis meses da confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil e com mais de 3.683.000 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, a guerra contra a doença não foi vencida e que até que se descubra a vacina ‘todo cuidado é pouco’.

“À medida que várias proibições são levantadas, cria-se a impressão falsa, segundo os especialistas, de que a guerra foi vencida. Não é verdade, não é. E isso, alertam os que entendem da matéria”, disse o parlamentar.

Ele avalia que o controle da doença só vai ser possível a partir da vacina para imunizar a população, ou então com o surgimento de uma medicação eficaz no combate ao Covid-19.

“Enquanto a solução não chega, dizem os infectologistas que todo cuidado é pouco. Palavras de infectologistas. Seguem válidas as recomendações”, disse.

Kajuru lembra que em números absolutos, o Brasil está em segundo lugar em casos de Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que já tem quase 180 mil mortos.

“Diariamente são quase mil mortos no País”, lamenta o senador.