Roberto Freire se solidariza com Gilmar Mendes e STF após confissão de Rodrigo Janot

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, prestou solidariedade em nome do partido, nesta sexta-feira (27), ao ministro do STF, Gilmar Mendes, após o ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, confessar, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, plano para executar Mendes e se suicidar em seguida. Segundo Freire, as declarações apontam para grave desequilíbrio emocional do ex-presidente da PGR.

“É difícil imaginar que tenhamos tido na PGR uma pessoa tão emocionalmente desequilibrada. Inadmissível numa sociedade civilizada que a divergência de ideias e opiniões provoque sanha assassina vinda de quem quer que seja. O Cidadania 23 expressa solidariedade ao Ministro e ao STF”, disse o dirigente.

Prevaricação

Janot também afirmou na entrevista que recebeu propostas de políticos importantes do País para ocultar crimes praticados pelo mesmos nas investigações em curso realizadas pelo Ministério Público. Para o líder do Cidadania na Câmara dos Deputados, Daniel Coelho (PE), as declarações de Janot representam uma confissão de prevaricação.

“As declarações feitas por Janot são uma confissão de prevaricação. Ele diz que foi proposto a ele crimes a serem cometidos por autoridades. E preferiu o silêncio para revelá-los agora em um livro. Realmente é estarrecedor que isto seja considerado algo normal”, escreveu nas redes sociais.

Confissão de Cesare Battisti desmoraliza o PT, diz Rubens Bueno

O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) afirmou nesta segunda-feira (27) que o PT foi desmoralizado com o depoimento à Justiça italiana do terrorista Cesare Battisti. Ele confessou que foi responsável pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970, quando militava no grupo Proletários Armados pelo Comunismo. Disse que até então alegava inocência para conseguir refúgio em outros países.

“O que Lula e o PT terão a dizer agora com a confissão de assassinatos pelo terrorista Cesare Battisti? Eles concederam refúgio político ao criminoso e o defendiam abertamente em todos os fóruns no Brasil e pelo mundo afora. Eu sempre alertei, sempre defendi a extradição do terrorista, mas eles não quiseram ouvir. Agora, fica a desmoralização para o PT”, afirmou o deputado.

O italiano fugiu do País na década de 1980, passou por França e México, e em 2004 veio para o Brasil, onde vivia na clandestinidade até ser preso em 2007. No entanto, o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lhe concedeu o status de refugiado político.

“Espero que esse caso sirva de lição para o PT e possa fazer o partido repensar, entre outras coisas, sobre o apoio que deu e continua dando ao regime ditatorial e sanguinário de Nicolás Maduro na Venezuela”, disse o deputado.