Virmondes Cruvinel defende adoção do conceito de cidade inteligente em Goiânia

Pré-candidato a prefeito de Goiânia (GO), o deputado estadual do Cidadania de Goiás, Virmondes Cruvinel, disse em entrevista ao portal do partido que apostara no uso da tecnologia para tornar a administração pública mais eficiente e próxima da sociedade.

“Goiânia hoje é uma grande cidade com diversidade dentro da própria cidade, com bairros e regiões diferentes, mas com problemas comuns. Acredito que o Cidadania com essa pegada de fortalecer a pauta das cidades inteligentes pode avançar. A tecnologia pode ajudar na melhoria dos resultados de políticas públicas que venhamos adotar. Respostas mais rápidas para a sociedade e diminuição da burocracia, para garantir oportunidades com planejamento estratégico. Existe hoje um grande distanciamento e é preciso aproximar as pessoas da prefeitura. Goiânia tem grande potencial em usar essas ferramentas e se tornar uma referência como cidade inteligente”, disse.

Virmondes afirmou que a tecnologia tem grande potencial para otimizar a mobilidade urbana.

“Temos presenciado o uso de aplicativos como alternativas, além claro, do próprio transporte público. A questão dos motoristas de aplicativos é uma realidade. Acredito que bicicletas e patinetes podem ser agregadas e dar mais opções ao cidadão, além de contribuir na diminuição de engarrafamentos, associado com transportes não poluente. No controle de tráfego já usamos a tecnologia e ela passa no controle dos ônibus públicos, cumprimento do horário e rota. Isso tudo pode ser facilitado com o uso da tecnologia”, destacou.

Ele também destacou o uso da tecnologia na saúde pública e até mesmo na limpeza urbana.

“Vemos aí o caos do atendimento na área da saúde. Você percebe que existe grande dificuldade no atendimento primário. Atendimento que deve ser humanizado, mas a tecnologia pode ser usada para identificar onde podem estar os problemas. Vejo isso sendo associado em outras áreas, com a limpeza urbana, por exemplo. Podemos saber se os caminhões estão andando e o lixo recolhido devidamente, controle que pode, inclusive, ser feita via satélite. Acredito que Goiânia pode avançar ainda mais para que a gestão seja de resultados e não só de discurso”, afirmou.

Perfil

Procurador do Estado licenciado e professor universitário, o deputado estadual Virmondes Cruvinel defende a educação, o desenvolvimento sustentável, o empreendedorismo e os direitos sociais. É pré-candidato a prefeito de Goiânia, cidade em que foi o vereador mais votado, para implantar as bandeiras do Cidadania na gestão municipal.

Luciano Rezende: Cidade inteligente faz melhor, gasta menos e atende quem mais precisa

Prefeito de Vitória (ES) discute melhoria da qualidade de vida em seminário realizado pela FAP em parceria com o Cidadania, em Brasília (Foto: FAP)

“A gente defende e faz um governo reto, rápido, eficiente, transparente e online”, disse o prefeito de Vitória (ES), o médico Luciano Rezende (Cidadania), durante o seminário “Cidades Inteligentes: o uso da economia criativa e do turismo como ferramentas do desenvolvimento”. O evento é realizado, nesta sexta-feira (25), pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e pelo partido, em Brasília, com a presença de possíveis pré-candidatos a prefeitos pela sigla.

Luciano participou da primeira mesa do seminário, que discutiu o tema cidades inteligentes. Nela, o prefeito citou exemplos de sucesso de sua gestão em Vitória. Ele apresentou uma série de ações que tem melhorado serviços públicos, como educação, saúde, segurança e mobilidade urbana.

“Ciclovias são construção permanente na cidade por causa da sua importância para se locomover”, citou ele.

Vitória tem 400 mil habitantes, mas, segundo Rezende, chega a receber até um milhão de pessoas durante a semana, devido à sua localização de destaque na região metropolitana. Segundo o prefeito, quase todo o município é coberto por internet grátis.

“Tudo que a gente faz consegue colocar online e atingir todo mundo. O governo analógico foi enterrado”, disse ele.

“Cidade inteligente usa qualquer mecanismo de tecnologia e inovação. Faz melhor, gasta menos e atende quem mais precisa. Não é só uma cidade que usa tecnologia e internet. Tem decisões inteligentes, por exemplo, que usam coisas muito simples”, destacou Luciano Rezende, chamando a atenção para se valorizar pessoas e ações focadas em soluções de problemas.

Capital humano

O prefeito de Novo Horizonte, a cerca de 400 quilômetros de São Paulo, Toshio Toyota, fez os contrapontos da mesa.

“Vejo que, se não investirmos nos nossos jovens, não vamos mudar o Brasil. O maior capital humano que temos é o ser humano”, disse ele, que está no quarto mandato, ressaltando casos de sucesso da cidade na área de educação.

De acordo com o prefeito, é essencial que a gestão pública foque em qualificação e comprometimento, valorização e capacitação de profissionais e que tenha, no caso da educação, envolvimento de pais e outros responsáveis. Na cidade, por exemplo, Toyota adotou horário de trabalho pedagógico coletivo, com infraestrutura adequada e equipe multidisciplinar.

“Com o mesmo recurso financeiro que a lei determina, os 25%, sem gastar nada além disso, é possível fazer uma educação de qualidade”, ressaltou.

“Deixo um legado na minha cidade de ter formado uma geração nova e com muito mais valor”, completou.

Gestão pública

Ex-diretor da FAP, Juarez Amorim, o Juca, sugeriu aos possíveis pré-candidatos que gestão pública não é complicada.

“Que a gente nunca pense que fazer gestão pública é algo extraordinário. Gestão tem que ter coisas simples, pequenos gestos, todos os dias. Queremos fazer revolução em métodos e práticas”, afirmou.

Ele disse, ainda, que os fiscais de trânsito não podem ser remunerados por multa, por meio de acréscimos nos subsídios.

“Essa questão fiscal pode ser aproveitada no Brasil inteiro”, disse ele, referindo-se a uma prática adotada em Vitória, onde os fiscais focar em orientação, e não exclusivamente em multa.

Economia criativa

Ex-deputada federal e diretora executiva FAP, Luzia Ferreira fez a mediação da mesa sobre cidades inteligentes.

“Cidades inteligentes são importantes para a economia criativa, que gera renda e emprega muitas pessoas. A chamada revolução industrial mostra seu esgotamento em função de novas tecnologias”, asseverou ela. (Assessoria FAP)