Alessandro Vieira reúne bloco “Unidos por Aracaju” para debater eleições municipais

O encontro em Aracaju nesta segunda-feira (02) contou também com a presença dos deputados estaduais do partido (Foto: Assessoria Cidadania-SE)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) promoveu nesta segunda-feira (02) mais uma reunião de seu grupo político com os pré-candidatos à Prefeitura da capital sergipana do bloco “Unidos por Aracaju”, integrados pela vereadora Emília Corrêa, (Patriotas), o empresário Milton Andrade (Novo), Dr. Emerson e a deputada estadual Kitty Lima, ambos Cidadania.

O encontro contou também com a presença de integrantes do Cidadania-SE, os deputados estaduais Georgeo Passos e Dr. Samuel Carvalho – pré-candidato a prefeito de Nossa Senhora do Socorro -, o advogado Hebert Pereira – pré-candidato a prefeito da Barra dos Coqueiros, e Núzia Campos, da Executiva Estadual do partido. A pauta da conversa girou em torno das eleições 2020 e o crescimento do time.

“Eu sigo exatamente aquilo que falei durante todo o ano. É um trabalho de grupo. Nosso grupo político vem crescendo muito. Temos nomes extremamente competitivos, que já hoje nas pesquisas empatam ou ganham da atual gestão de Aracaju. Isso vem assustando. Por isso, precisamos ter paciência, compreensão e respeito para que esse caminho seja construído de uma forma natural. Todos que fazem parte do grupo estão confortáveis com essa forma de atuar”, garantiu Alessandro Vieira.

Sobre Danielle Garcia, sempre referida nas pesquisas locais, o senador destacou que ela está integrada ao grupo.

“Danielle é uma amiga de quase duas décadas, parceira em grandes trabalhos na polícia. Hoje ela está cumprindo uma missão importante na equipe do ministro Sérgio Moro, mas mesmo assim está integrada a este grupo que vai resgatar Sergipe”.

Previdência: No Valor, Eliziane Gama diz que maioria do bloco independente vai votar a favor da reforma no Senado

Frente de esquerda pode ter maioria a favor da Previdência no Senado

Vandson Lima e Renan Truffi – Valor Econômico

Montada para ser uma “oposição sem PT” no Senado, a frente de partidos de esquerda está rachada sobre a reforma da Previdência. Dos 13 integrantes do chamado Bloco Senado Independente, composto por PSB, PDT, Rede e Cidadania, pelo menos 7 já ponderam votar a favor da proposta.

Uma questão adicional ainda permeia a decisão dos senadores do grupo: vários deles foram convidados a trocar de legenda, o que lhes permitiria votar a favor da Previdência sem o peso da traição partidária. O Podemos, que tem atuado em uma faixa mais de centro-direita no espectro político, fez convites a Leila Barros (PSB-DF), Flávio Arns (Rede-PR), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Marcos do Val (Cid-ES) – este último favorável à reforma desde o início das discussões. Por ser considerado cargo majoritário, o senador pode mudar de partido sem risco de perda de mandato.

“Temos tido conversas e minha percepção é que a maioria do bloco vai votar favorável. Há um sentimento de que esse será o caminho”, atesta Eliziane Gama (MA), líder do Cidadania (antigo PPS). A sigla tende a depositar seus três votos em favor da mudança no sistema de aposentadorias.

A senadora era uma das mais resistentes, mas diz que a retirada de mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural mudaram sua posição. “O texto melhorou muito na Câmara. Minha disposição é votar favorável”.

Eliziane, que é aliada do governador maranhense Flávio Dino (PCdoB) – um ferrenho opositor do governo de Jair Bolsonaro – diz que não foi pressionada a ir contra a proposta. “O governador me deixou à vontade sobre a Previdência”, garante. Ela ressalva que ainda vai batalhar por mudanças para evitar o recebimento de pensão por morte menor que um salário mínimo e defende a inclusão de Estados e municípios na reforma. “Tem que incluir os entes, senão resolve apenas metade do problema. Prefeitos estarão preocupados com a reeleição no ano que vem, não vão entrar nisso. É obrigação do Congresso fazer a mudança”.

Um dos idealizadores da formação do bloco, o senador Cid Gomes (PDT-CE) diz que o racha não representa a ruína do grupo ou da pauta à esquerda, mas uma consequência de uma medida com tantos desdobramentos. “Numa situação tão relevante como essa, da reforma, com tantos detalhes, o melhor caminho é que o bloco não exija uma fidelidade”, atesta. “Lá atrás, na formação do bloco, isso já ficou estabelecido: nós teríamos divergências pontuais, que seriam toleradas e trabalhadas para que tivéssemos o máximo de posição conjunta, mas respeitando os indivíduos”.

O PDT, que suspendeu das atividades partidárias oito de seus 27 deputados favoráveis à reforma na Câmara – quase um terço da bancada -, pode ter novas defecções no Senado. E até Cid, irmão do presidenciável e crítico da reforma Ciro Gomes pode, no limite, ser um destes (ver matéria abaixo).

No Rede, o líder da oposição, Randolfe Rodrigues (AP) e Fabiano Contarato (ES) devem votar contra, mas paira a dúvida sobre Flávio Arns. “[Devemos ter] dois votos contrários do Rede. Ele [Arns] estava em dúvida porque o grande problema dele é a questão dos professores. Se os professores fossem resolvidos, poderia votar a favor”, conta Randolfe.

A Câmara aceitou emenda que diminuiu a idade mínima para que professores consigam se enquadrar nas regras de transição, atendendo o que seria o pleito de Arns. O Rede não pretende punir o senador se ele de fato votar a favor da mudança na Previdência. “O Rede não vai fazer fechamento de questão. Não é da política e da prática do Rede”, completa Randolfe. O Valor tentou contato com Arns, mas segundo sua assessoria, ele estaria em local isolado com a família durante o recesso parlamentar.

A situação mais complicada do bloco é do PSB. Na Câmara, foi o partido de esquerda que deu mais votos a favor da reforma (11 dos 32), o que rendeu a abertura de um processo interno que pode se converter em expulsão do grupo. No Senado, o PSB tem três representantes – ou quase isso, já que Kajuru foi convidado a se desfiliar depois de apoiar o decreto que facilita o acesso a armas de fogo. Ele era o líder da bancada.

Veneziano Vital do Rêgo (PB), que lidera o bloco independente, é o único voto garantido do PSB no Senado contra a reforma da Previdência. Integrantes do partido afirmam, sob reserva, que a senadora Leila já teria indicado apoiar a proposta, mas o embate partidário evita que exponha sua posição publicamente. A reportagem entrou em contato com a assessoria da senadora, que recusou sequer falar sobre a proposta em linhas gerais.

Cidadania homenageia trabalhadores e defende formação de bloco para barrar retrocessos

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, homenageou os trabalhadores pelo Dia do Trabalho (veja nota abaixo) e prestou solidariedade a todos os brasileiros pelas dificuldades econômicas e sociais que o País enfrenta, com o aumento do desemprego e do custo de vida em um contextos de  “retrocessos que o governo Bolsonaro tenta impor, com sua agenda retrógrada”.

No documento, o dirigente chama atenção para a necessidade da criação de um bloco político atuante para se opor a ideias do novo governo e seu desprezo a temas sensíveis ao País, dentre eles o meio ambiente.

Freire destaca ainda que o País vive grandes desafios como a aprovação pelo Congresso Nacional de reformas estruturantes, sobretudo a da Previdência, para garantir a aposentadoria dos trabalhadores menos favorecidos.

NOTA DO DIA DO TRABALHADOR 

O Cidadania vem a público prestar sua solidariedade aos trabalhadores do País, no momento em que o desemprego e o custo de vida voltam a aumentar, ao mesmo tempo em que a estimativa de crescimento da economia diminui de forma consistente.

Vivemos um período de grandes desafios em todas as áreas. Na economia a necessidade da aprovação da Reforma da Previdência para enfrentar o abismo do déficit fiscal, superar os absurdos privilégios de certos segmentos de servidores públicos, garantindo assim o pagamento dos que menos ganham, nos próximos anos, buscando equacionar, também, a capacidade de investimento do Estado e dos entes privados.

Na política, a necessidade de conformar um bloco político que se oponha de forma determinada aos retrocessos que o governo Bolsonaro tenta impor, com sua agenda retrógrada, e, muitas vezes, irresponsável, sobretudo no que diz respeito ao sistema público de educação; na garantia de um sistema de saúde pública eficaz, sua defesa intransigente do uso da violência como forma de superação de conflitos, fazendo tábula rasa das conquistas do Estado Democrático de Direito, e seu desprezo aberto às políticas que garantam o manuseio responsável do meio ambiente.

Sabemos que não há muito que comemorar quando temos um governo inepto e atrapalhado. Mas, por outro lado, sabemos que as lutas dos trabalhadores são longas e árduas. Quanto mais difíceis as condições, mais sabedoria e tenacidade para garantir sua vitória.

Salve o 1º de Maio. Salve os Trabalhadores!

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania