Eleição 2020 – Executiva do Cidadania define calendário de convenções dia 4 de fevereiro

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, divulgou ofício de convocação de reunião (veja aqui o documento) da Comissão Executiva Nacional para dia 4 de fevereiro, das 10h às 14h, na sede do partido, em Brasília (Pátio Brasil, salas 826/828).

Na pauta do encontro estão a definição do calendário congressos partidários, das Comissões Nacional Eleitoral, do Fundo Eleitoral e o núcleo das redes para as eleições.

Reformas, autonomia do BC e prisão em segunda instância na agenda do Congresso em 2020

A reforma tributária está entre os principais temas de 2020 (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A agenda de reformas em debate no Congresso Nacional promete movimentar o ano legislativo, que terá início em fevereiro. Entre os temas que vão ocupar o debate parlamentar estão as propostas de reformas tributária e administrativa, as que visam alterar regras no Código de Trânsito, a que estabelece a autonomia do Banco Central e a retomada do debate sobre a prisão após a condenação em segunda instância.

Reforma tributária

A reforma tributária é que mais avançou até o momento. Tramitam duas propostas no Congresso, sendo uma na Câmara dos Deputados e outra no Senado. No final de 2019, foi instalada no Congresso a comissão mista, formada por deputados e senadores, para unificar os textos das duas casas.

A comissão, formada por 15 deputados e 15 senadores, tem como presidente o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) e como relator o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a proposta deve reduzir e simplificar a tributação sobre consumo e reorganizar o imposto sobre a renda.

“Que a gente possa organizar a tributação da renda, tributar mais aqueles que têm mais recursos para pagar. O Brasil tem sistemas que concentram e beneficiam a elite da sociedade brasileira”, disse Maia quando foi criada a comissão.

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse, no final do ano passado, que espera aprovar o texto da reforma ainda no primeiro semestre, e descartou a criação de novos impostos. “O Brasil não aguenta mais aumentar a carga tributária. O Parlamento já decidiu que não vai fazer. O eixo da reforma tributária é a simplificação, a desburocratização”.

Reforma administrativa

A reforma administrativa, por sua vez, quer mexer nas regras de remuneração e estabilidade para os servidores públicos, dentre outros pontos. O governo sinalizou, após adiar seu envio ao Congresso três vezes, que deve encaminhar a proposta em fevereiro. O texto, no entanto, ainda não está pronto. Segundo o presidente Jair Bolsonaro, ainda falta um “polimento final” na proposta.

Emendas

Também estará em discussão nesse ano legislativo a proposta do governo batizada de Plano Mais Brasil, que consiste em três propostas de emenda à Constituição, que mexem com vários itens de receitas e despesas do governo federal e dos estados e municípios.

Entre as medidas, o governo propõe a redução da jornada e do salário do funcionalismo em até 25%; a suspensão de concursos públicos; a proibição de progressões funcionais, exceto para militares, Judiciário, membros do Ministério Público, diplomatas e policiais; a flexibilização das aplicações mínimas em saúde e educação, que podem liberar até R$ 50 bilhões para investimentos nos próximos 10 anos. Para o governo, as ações são emergenciais e visam favorecer o reequilíbrio fiscal.

O Plano Mais Brasil prevê ainda a extinção de 23% dos municípios brasileiros com baixa capacidade de arrecadação e a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) dos Fundos Públicos, que confere maior flexibilidade para abatimento da dívida pública com recursos de fundos de diversas fontes originalmente criados com outros propósitos.

Carteira Verde e Amarela

Outra discussão que vai movimentar a agenda do Congresso é a que trata da Carteira de Trabalho Verde e Amarela, criada por meio da Medida Provisória 905/2019, com alterações em diversos dispositivos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Uma comissão mista foi formada no final de 2019 para debater a proposta.

O governo argumenta que a proposta pode gerar, até 2022, cerca de 4 milhões de empregos, por meio do incentivo para a contratação de jovens entre 18 e 29 anos de idade. Entre as alterações propostas estão a redução da alíquota de contribuição do FGTS de 8% para 2% e a redução da multa em caso de demissão sem justa causa, de 40% para 20%, desde que haja acordo entre as partes.

Existem pontos na proposta, no entanto, que não devem ser mantidos pelos parlamentares. Um deles trata da taxação do seguro-desemprego. Além do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), o relator da proposta na Câmara, Christino Áureo (PP-RJ), admite mudanças.

O fim do registro profissional de algumas categorias também deverá ser revisto. O relator entende que o Ministério da Economia quis dar mais autonomia às categorias ao abolir o registro, mas vê dificuldade para que isso ocorra em todos os casos. Ele citou os jornalistas como um dos exemplos.

Banco Central

Em abril do ano passado, o governo encaminhou ao Congresso o Projeto de Lei Complementar (PLP) 112 /19, que trata da autonomia do Banco Central, sob o argumento de que a independência da autoridade monetária ajudaria a diminuir a taxa de juros estrutural da economia. Em dezembro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciou que a intenção é votar a proposta em fevereiro, logo após o retorno do recesso parlamentar.

Segunda instância

Outro tema que tomou corpo no Congresso foi a discussão da prisão após condenação em segunda instância. Em dezembro do ano passado, um projeto chegou a ser aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, e aguarda avaliação do plenário da Casa. Mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou disposição de aguardar a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita na Câmara dos Deputados.

Segundo o presidente do Senado, a proposta é mais consistente do ponto de vista da constitucionalidade e correria menos risco de ser contestada futuramente no STF (Supremo Tribunal Federal). O governo também entende que a PEC é o melhor caminho para alterar a legislação. A expectativa do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), é aprovar a proposta até abril.

Código de Trânsito

O projeto que altera o Código de Trânsito Brasileiro também deve ocupar a atenção dos parlamentares. O relator da proposta, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), rejeitou as principais propostas do governo, entre elas a que aumenta para 40 o número de pontos necessários para a suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e o que aumenta para 10 anos o prazo para renovação da CNH. O presidente Jair Bolsonaro prometeu vetar as alterações no projeto original.

Vetos

O Congresso enfrentará, após o recesso, a análise de 25 vetos do presidente Jair Bolsonaro ao pacote anticrime, aprovado em dezembro do ano passado. Outro veto que será analisado é o que estendia até 2024 o prazo para o uso do Recine (Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica). (Agência Brasil)

#Suprapartidário: Que 2020 vamos deixar para a História?

Senhoras e senhores, meninas e meninos, bem vindos a bordo.

Iniciamos 2020 sem conseguir ainda espantar completamente os fantasmas de 2019, que definitivamente foi um ano marcado por acontecimentos trágicos.

Agora, em poucos dias, Trump ataca o Irã, incêndios florestais devastam a Austrália, um catador de material reciclável é incendiado na MoocaBolsonaro diz que os livros didáticos são lixo porque “têm muita coisa escrita”…

Meu Deus, olhai por nós!

Ora, mas se até o Papa Francisco começou o ano dando uns tapas na mão da mulher sem noção que puxou o braço dele, não espere algo muito diferente de nós.

Vamos bater pesado (no sentido figurado, espera-se) em lunáticos e fanáticos de direita ou de esquerda e em puxa-sacos de BolsonaroLulaDoriaHuck e quem mais aparecer por aí como salvador da pátria.

Sim, fazemos oposição ao bolsonarismo. Não, não queremos Lula de volta. Para espanto e incompreensão do raciocínio binário dessa polarização burra e deletéria que toma conta do Brasil, acreditamos que é necessário encontrar uma saída equidistante, equilibrada, sensata e racional entre as quadrilhas petistas e as milícias bolsonaristas.

O mundo vive cada vez mais um clima de guerra. A civilização vem perdendo espaço para a barbárie num ritmo alucinante. Predominam o ódio, o preconceito, a intolerância. Em nome de ideologias, religiões, costumes e interesses, reacionários e obscurantistas fazem apologia de ditaduras, da censura, da tortura e do terror. Não é possível que essa escória seja maioria.

Em 2020, ao menos por aqui, não passarão!

Como disse Rui Barbosa“A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade.”

Em 2020 vamos batalhar por mais sensatez, empatia, solidariedade, altruísmo, racionalidade e inteligência emocional. Por uma consciência ambiental e sustentável, pelo amor à humanidade e aos seres vivos, pela preservação da natureza, pelo respeito à diversidade. Não é por favor ou obrigação, mas até por instinto de sobrevivência.

A vida não é monopólio da direita ou da esquerda. Nem a inteligência. Será que tudo que falamos, pensamos e postamos precisa passar sempre por um filtro partidário, político e ideológico? Ô chatice, sô!

Não é possível que até um “bom dia” ou um “feliz ano novo” gerem polêmica, discussão, agressão. É inadmissível que não possamos ter opiniões divergentes sem sermos xingados, ameaçados, perseguidos. 

Se até o cérebro tem dois hemisférios; e o coração, dois ventrículos: o direito e o esquerdo, custa botar os dois juntos para funcionar? (#Suprapartidário)

BC eleva estimativa de crescimento do PIB em 2019 e 2020

A previsão para a expansão da economia em 2019 passou de 0,9% para 1,2% (Foto: Reprodução)

O BC (Banco Central) aumentou a projeção para o crescimento da economia neste ano e em 2020. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19) no Relatório de Inflação trimestralmente.

A previsão para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 passou de 0,9%, previsto em setembro, para 1,2%. Para 2020, a projeção para o crescimento do PIB foi revisada de 1,8% para 2,2%.

2019

Segundo o BC, o ajuste na projeção “repercute os resultados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o terceiro trimestre do ano, a revisão da série histórica do PIB e o conjunto de informações setoriais disponíveis para o trimestre em curso”.

Para o crescimento do quarto trimestre deste ano, o BC destacou o impulso decorrente das liberações extraordinárias de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ) e do PIS (Programa de Integração Social)/ Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público).

No âmbito da oferta, a previsão para a variação anual da agropecuária passou de 1,8% para 2%, “refletindo revisão das contas trimestrais e aumento da previsão de abates, em cenário de forte elevação dos preços de carnes”.

Segundo o BC, a projeção para o desempenho da atividade industrial passou de 0,1% para 0,7%, em decorrência dos aumentos nas estimativas para indústria extrativa (de -1,6% para -0,4%), indústria de transformação (de -0,2% para 0,2%) e, principalmente, construção civil (de 0,1% para 2,1%), setor que apresentou crescimento significativo ao longo dos últimos dois trimestres, revertendo tendência observada ao longo dos últimos anos.

A projeção de expansão da atividade do setor de serviços em 2019 foi ligeiramente revisada (de 1% para 1,1%), com destaque para elevações nas projeções para comércio (de 1,2% para 2%) e serviços de informação (de 2,5% para 3,5%). Em sentido oposto, as estimativas para outros serviços e administração, saúde e educação públicas foram reduzidas para 1,2% e -0,2%, na ordem, ante projeções anteriores de 1,6% e 0,1%.

A estimativa de crescimento para o consumo das famílias foi revista de 1,6% para 2%, enquanto para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF), de 2,6% para 3,3%. A estimativa para o consumo do governo foi revisada de -0,3% para -0,6%.

Para a exportação e importação de bens e serviços, as estimativas ficaram em -3% e 1,7%, em 2019, respectivamente, ante projeções anteriores de -0,5% e 1,9%.

2020

Para o BC, o maior impulso da economia em 2020 está condicionado ao cenário de continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira.

Para 2020, as previsões para agropecuária, indústria e serviços foram revistas, respectivamente, para 2,9%, 2,9% e 1,7%, ante 2,6%, 2,2% e 1,4% no Relatório de Inflação anterior, divulgado em setembro. “A elevação na previsão da atividade no setor primário repercute os primeiros prognósticos para a safra de 20203 e as boas perspectivas para a pecuária. Na indústria e em serviços, a elevação nas previsões foi bastante disseminada entre atividades, repercutindo melhores perspectivas para os diversos setores da economia”, diz o BC.

O BC estima expansão de 2,3% para o consumo das famílias e de 4,1% para a FBCF, ante 2,2% e 2,9%, respectivamente, na previsão anterior. “Parte da alta na previsão para a FBCF está associada a prognóstico mais favorável para a construção civil”, destaca.

A projeção para o consumo do governo foi alterada de 0,5% para 0,3%. A estimativa para o crescimento das exportações foi revista de 1,7% para 2,5%, enquanto a projeção para as importações passou de 1,6% para 3,8%.

“O aumento na previsão para as exportações está associado, entre outros fatores, a elevações nas estimativas de crescimento da produção agropecuária e extrativa mineral, setores voltados ao mercado externo. O aumento na projeção para as importações reflete as perspectivas favoráveis para a indústria de transformação e para a FBCF, com consequente aumento da demanda por insumos, máquinas e equipamentos, bem como o aumento na projeção para o consumo das famílias”, conclui o BC. (Agência Brasil)

Encontro do Cidadania-ES debate eleições e lança 33 pré-candidaturas a prefeito no estado

Reunião lotou o plenário da Assembleia Legislativa na capital capixaba (Foto: Cidadania-ES)

Lideranças de todo o Espírito Santo participaram, neste sábado (07), do Encontro Estadual do Cidadania capixaba. O evento lotou o plenário e a galeria da Assembleia Legislativa.

Em pauta, foram discutidos os rumos das Eleições 2020, lançadas 33 pré-candidaturas para prefeito no estado, inscritos novos filiados e também apresentadas informações sobre a nova legislação eleitoral para o próximo ano. Durante o evento também foi prestada homenagem ao presidente de honra do Cidadania Nacional, Antonio Ribeiro Granja, falecido este ano aos 106 anos de idade.

O prefeito Luciano Rezende (Cidadania) destacou em seu discurso que o mandato público é uma arena de batalha e conflito de interesses, além de passar por grande pressão. Por isso, salientou, “é necessário que o político esteja muito bem preparado para tomar decisões em alta velocidade”.

Prefeito Luciano Rezende (esq.) e o deputado estadual Fabrício Gandini (Foto: Cidadania-ES)

“O deputado estadual Fabrício Gandini já demonstrou a sua capacidade e está preparado para liderar e governar a cidade de Vitória. Ele está amadurecido. Nós temos que acreditar que quem define eleição é Deus e a população. E nós temos que apontar para a cidade o que é melhor para ela. Temos que defender Vitória e os Espirito Santo de qualquer ameaça. Aposto que Gandini terá condição de cuidar da nossa cidade com muito carinho” disse o prefeito de Vitória.

O presidente do Cidadania-ES, deputado estadual Fabrício Gandini, afirmou estar consciente do seu papel, principalmente neste momento em que o estado está vivendo. Ele comentou sobre a situação de retrocesso ocorrida nos últimos dias na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, quando foram promovidas novas eleições de forma surpresa, com mais de 400 dias de antecedência, e sem tempo suficiente para formação de outras chapas concorrentes, violando o princípio de razoabilidade.

“A renúncia da Mesa Diretora reeleita foi uma vitória parcial. Não podemos relaxar. A sociedade tem que ficar de olho no que ocorreu por aqui e se manifestar. Não podemos parar de acompanhar esse processo, pois a ameaça está em vigor. Por isso, nesta segunda vamos protocolar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade”, afirmou Gandini.

Ele ressaltou que tomar a decisão de ir para o enfrentamento tem seus custos, mas ele tem a consciência de que fez o que era o correto.

Representatividade

Além do prefeito de Vitória Luciano Rezende, o encontro do Cidadania teve as presenças do deputado federal Josias da Vitória, de vereadores, lideranças da Grande Vitória e do interior capixaba. Representantes dos partidos PSC, Avante, Podemos, PV, PTB, PDT e PSB também participaram da reunião.

“Para o Brasil avançar temos que sempre nos colocar ao lado de homens e mulheres de bem que querem prestar seu tempo para melhorar o país, os municípios. Por isso, o Cidadania tem aberto espaço para as pessoas de bem, para participar da política. A administração do prefeito Luciano Rezende em Vitória é uma referência. O partido mostra que sabe administrar uma cidade e isso serve de inspiração para todos nossos pré-cadidatos. E se tem alguém que passei a admirar e respeitar pelas posições claras é o nosso presidente regional e nosso futuro prefeito de Vitória, deputado Fabrício Gandini. Tenho muita felicidade e fazer parte da família do Cidadania. Eu sou uma pessoa otimista. No Congresso o Cidadania tem feito a diferença. Nesta semana, o Cidadania se posicionou muito claramente contra o aumento no Fundo Eleitoral. Somos contra. São posições como essas que estão fazendo a diferença. Nosso partido é coerente e está ao lado da sociedade”, disse o deputado da Vitória.

“O Gandini conhece a cidade, está preparado, é um projeto experiente e uma cidade exigente, então ele tem o perfil de Vitória, que é uma cidade que não pode brincar com as questões fiscais. O PSC está fechado com o Cidadania, pois o partido tem bandeiras que o PSC trabalha”, disse Wanderson Marinho, presidente do PSC.

Lúcio Hemerly, presidente municipal do PV de Vitória, também manifestou o apoio de seu partido à candidatura de Gandini.

“Já tivemos uma reunião interna e decidimos que vamos caminhar junto com o Cidadania, pela postura do Gandini, pela administração do atual prefeito Luciano Resende, voltada para as pessoas mais carentes, tem feito muito pela área de Educação”, afirmou.

“A gente já conhece a história do Gandini, ele foi um modelo de gestor na Câmara, tem feito um grande trabalho como deputado estadual, é um cara novo, diferente, conheci de perto seu trabalho e creio que é um nome que irá ajudar no desenvolvimento da cidade”, completou.

Alex Santos, presidente municipal do Avante de Vitória, declarou porque o Cidadania terá seu apoio.

“É uma gestão que já vem dando certo há sete anos em Vitória e queremos continuar com esse desenvolvimento da cidade”, afirmou.

Também discursaram os representantes do PSB (Alberto Farias Gavini Filho), PDT (Weverson Meirelles) e PTB (Anderson Goggi), que declararam apoio ao Cidadania.

Veja abaixo a lista de pré-candidatos a prefeito do Cidadania no Espírito Santo.

Afonso Cláudio – Manoel Paulistão
Alegre – Rodrigo Vargas
Águia Branca – Jailson Quiuque
Aracruz – Doutor Coutinho
Atílio Vivacqua – Sargento Siqueira
Barra de São Francisco – Marcelo Firmino
Conceição da Barra – Manoel Pé de Boi
Divino São Lourenço – Tuquinha
Domingos Martins – Julio Christ
Governador Lindemberg – Leonardo Finco
Guaçuí – Paulinho do Vitalino
Ibiraçu – Vertinho Tonon
Ibitirama – Vice-prefeito Hishan
Iconha – Fernando Trevisani
Irupi – Cleides Segal
Itaguaçu – Átila
Jaguaré – Marcos Guerra
Jerônimo Monteiro – Renato Lima
João Neiva – Laércio Campostrini
Laranja da Terra – Judázio Seibel
Marilândia – Gutin
Montanha – Professor André
Nova Venécia – Antônio Emílio
Piúma – Tenente Paulo Cola
Ponto Belo – Rose
Presidente Kennedy – Daniel Gomes
Rio Bananal – Vilson Teixeira Gonçalves
Santa Leopoldina – Fernando Rocha
São Domingos do Norte – Merinha Comper
São Gabriel da Palha – Professora Céia
Vargem Alta – Flávio Altoé
Vila Velha – Ricardo Chiabai
Vitória – Fabrício Gandini

Cidadania-Rio reafirma pré-candidatura a prefeito de Marcelo Calero

A pretensa candidatura do parlamentar é considerada pelo partido como “contribuição para a busca da unidade do centro democrático e progressista” no Rio de Janeiro (Foto: Robson Gonçalves)

O presidente do Diretório Municipal do Cidadania do Rio de Janeiro, Roberto Percinoto, divulgou nota pública (veja abaixo) reafirmado a pré-candidatura a prefeito pelo partido do deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) nas eleições municipais de 2020.

“Como contribuição para a busca da unidade do centro democrático e progressista, a Executiva do Diretório do Cidadania23/Rio apresenta o nome do nosso Deputado Federal Marcelo Calero, ex-Secretário Municipal de Cultura e ex-Ministro da Cultura, como pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro”, diz trecho do docmento.

REAFIRMA A PRÉ-CANDIDATURA DO DEPUTADO FEDERAL MARCELO CALERO PARA PREFEITO DO RIO DE JANEIRO

No próximo ano, o Cidadania23 do Rio de Janeiro enfrentará dois grandes desafios. Eleger um Prefeito comprometido com os interesses dos cariocas e uma expressiva bancada de vereadores sob a égide da nova legislação eleitoral, com chapa própria, sem o instituto de coligações com outros partidos, o que historicamente vinha possibilitando a eleição de representantes do nosso partido e também de outras agremiações partidárias.

Com esse propósito, o Cidadania23/Rio entende que as forças políticas do centro democrático e progressista, representadas por outros partidos, devem cerrar fileiras para a eleição de um Prefeito que recoloque a nossa cidade maravilha nos trilhos do crescimento econômico sustentável e de progresso, colocando um ponto final na desastrada gestão do atual Prefeito, que deixou desamparada a população que demanda serviços básicos de saúde, educação, saneamento básico, entre outros itens. Além disso, destaque-se a sua postura obscurantista e autoritária em completo desrespeito ao Estado laico com apreensões de livros, desprezando o Carnaval como a nossa maior festa popular promotora de turismo e geradora de emprego e renda.

Como contribuição para a busca da unidade do centro democrático e progressista, a Executiva do Diretório do Cidadania23/Rio apresenta o nome do nosso Deputado Federal Marcelo Calero, ex-Secretário Municipal de Cultura e ex-Ministro da Cultura, como pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, 04 de dezembro de 2019.

Roberto Percinoto
Presidente do Cidadania23/Rio”

Yula Merola é pré-candidata a prefeita do Cidadania em Poço de Caldas (MG)

Pré-candidata defende a implementação de administração pública enxuta e transparente (Foto: Reprodução)

O Cidadania de Minas Gerais vai disputar a prefeitura de Poços de Caldas em 2020 com o lançamento da pré-candidata, Yula de Lima Merola. Formada em Farmácia Bioquímica e ex-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais, Yula afirmou em entrevista ao portal do Cidadania (veja abaixo), que a sua maior preocupação será a população e que pretende adotar políticas de estado e não de governo na sua gestão. Para ela, é necessário pensar na cidade em longo prazo e não apenas focar em uma única área.

Yula defendeu a implementação de uma administração pública enxuta e transparente. Ela destacou que, caso eleita, discutirá os problemas da cidade de forma cooperativa e adiantou que realizará um pacto social. Segundo a pré-candidata, a nova administração municipal precisa ser atual, moderna, sintonizada, equilibrada para valorizar a história do município.

Ao ser questionada como o Cidadania poderá contribuir na gestão municipal, Yula Merola afirmou que a legenda, por ser um partido forte e estável, desempenhará um papel importante na governabilidade, seja no Executivo como também do Legislativo com preparo e ideias inovadoras

Perfil

Yula de Lima Merola é bacharel em Farmácia Bioquímica pela Faculdade de Farmácia da Universidade Estadual Paulista, Doutora em Ciências pela Universidade de Campinas, MBA em Gestão Ambiental, Especialista em Farmácia Clinica, cursando a pós-graduação em Liderança e Gestão Pública pelo CLP (Centro de Liderança Publica).

Iniciou a carreira política como autoridade sanitária da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Poços de Caldas em 2003. Em 2005 convidada para a Coordenação de Vigilância Sanitária e subsequente em 2008 para a Coordenação da Vigilância Epidemiológica. Em 2011 recebeu o convite para gerenciar a Diretoria de Vigilância em Saúde, onde implementou novos indicadores e processos.

Em 2018 foi eleita presidente do CRFG (Conselho Regional de Farmácia do Estado de Minas Gerais) para mandato de 02 anos e conselheira pelo CRFG para mandato de 4 anos. Como presidente do CRFMG implantou na autarquia federal Lean Mentoring e gestão eficiente e trouxe transparência ao órgão com novas práticas de gestão.

Veja abaixo a entrevista com a pré-candidata.

Por que disputar a prefeitura de Poço de Caldas?

Porque posso contribuir com a minha experiência de 17 anos no setor público em várias áreas, como docente e pesquisadora e agora na presidência de uma autarquia federal que é o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais. E por estar me preparando para exercer um cargo de agente público por meio do Centro de Lideranças Públicas, pós-graduação em Master e liderança pública e RAPS, com relacionamentos com várias lideranças estaduais e federais. Também porque querer cuidar da cidade onde meus filhos cresceram e construí a minha vida. Quando o grupo me procurou , vi a possibilidade real disto acontecer e poder contribuir com a cidade que me acolheu. Fico muito feliz e honrada.

Na sua opinião, quais são os principais problemas do município?

Cuidar de gente. É isso que nós temos que fazer: se preocupar com o povo, que é o dever do Estado. Quero fazer politica de estado e não de governo. Pensar na cidade em longo prazo como Pedro Sanches e Assis Figueiredo. Fazer políticas públicas e não focar numa área, pois todas estão interligadas. A saúde esta interligada com a educação, mobilidade urbana e meio ambiente e segurança. Então não existem problemas pontuais. Este é o grande erro, pensar em problemas pontuais. Estamos falando de gente e de uma cidade.

Caso eleita, como será pautada a sua gestão?

A minha gestão será pautada por clareza e transparência. Esse foi um dos compromissos que tive na presidência do CRF e que quero trazer para a administração municipal. Um governo que dá acesso às informações a sua população está sendo transparente, pois é dever do agente publico prestar contas e qualificar o debate publico a respeito de questões que desafiam a gestão. Acho o que irei falar irá soar piegas ou mesmo óbvio, mas infelizmente nestes 17 anos de administração publica e dois anos como agente publico essas palavras foram esquecidas por todos e são fundamentais para o exercício da atividade publica: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. E a minha gestão caso eleita será pautada por estes princípios. Iremos sentar e discutir os problemas e as soluções de Poços de Caldas com cooperação, gestão em rede e o principal, um pacto social. Vontade, competência e coragem não me faltam. Poços de Caldas precisa atualizar, modernizar, sintonizar e equilibrar e respeitar e valorizar a sua história.

Como o Cidadania poderá contribuir na sua gestão?

Acredito que o Cidadania poderá auxiliar na minha gestão, pois atualmente está renovado e fortalecido. São partidos fortes e estáveis que poderão contribuir para a governabilidade, tanto no Executivo quanto Legislativo, sendo uma escola de política e cidadania. Acredito na população mais politizada para construir uma cidade mais democrática, mais justa e cidadã. Temos um grupo muito preparado e com ideias inovadoras.

Celso Henrique trabalha fortalecimento do Cidadania no Piauí visando eleições de 2020

“O Cidadania busca a construção apresentando pessoas de bem que têm a questão técnica e não política”, diz o presidente do partido no estado (Foto: Marcelo Cardoso/GP1)

Celso Henrique trabalha filiações ao Cidadania visando 2020

Germana Chaves – GP1

O presidente estadual do Cidadania no Piauí, Celso Henrique, está fazendo um trabalho de fortalecimento do partido em todo o estado. Durante entrevista ao GP1, na última sexta-feira (22), Celso disse que tem buscado a adesão de lideranças que possam apresentar alternativas viáveis para os eleitores de todo o estado, sobretudo, os de Teresina.

“Estamos intensificando as filiações para construção da nossa chapa proporcional de vereadores, filiando pré-candidatos, assim como o Alexandre Palmer que é advogado e empresário do ramo de comunicação. Queremos fazer a boa política. O Cidadania busca a construção apresentando pessoas de bem que têm a questão técnica e não política. Além de Teresina, estamos trabalhando candidaturas competitivas no interior do Estado”, explicou o presidente do partido.

Em Teresina

Em Teresina no plano majoritário, o partido já fechou questão em apoio ao candidato que vier a ser escolhido pelo prefeito Firmino Filho (PSDB).

“Isso é algo que nós já definimos. No ano que vem, o Cidadania vai apoiar o candidato do prefeito Firmino. Estamos pacificados quanto a essa questão”, afirmou Celso.

Seminário do Cidadania do Pará debate desafios da democracia e marca filiação de lideranças

As novas adesões ao partido mostram uma intenção clara de querer fazer parte de uma mudança urgente e necessária, diz o ex-deputado federal Arnaldo Jordy (Foto: Reprodução)

O Seminário ‘’Desafios da Democracia’’, realizado pelo Cidadania do Pará e pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) em Belém, no último sábado (19), reuniu mais de 250 lideranças do estado e contou com a presença do presidente nacional do partido, Roberto Freire; do presidente do Diretório Estadual, Everaldo França Nunes; do ex-deputado federal Arnaldo Jordy (Cidadania-PA), do deputado estadual Thiago Araújo, do ex-senador,Ademir Andrade; além várias autoridades políticas, como o prefeito de Castanhal, Pedro Coelho.

O evento foi marcado pela adesão ao Cidadania de mais de 50 lideranças do Pará. Entre os novos filiados ao partido estão o vice-prefeito de Garrafão do Norte, Carlos Almir Serra de Souza (ex-PP); o vereador Heraldo Farias, de Eldorado de Carajás (ex-PSDB); o professor Francisco Artemio (ex-PT), o vereador Iran (ex-REDE), do município de Acará.

Também ingressou no Cidadania um grupo de Dom Eliseu, como o empresário Zé Antônio (ex-Novo), presidente da Associação Comercial do município e pré-candidato a prefeito; o ex- vereador de Belém, Evaldo Rosas; o biomédico Manfrine, pré-candidato a prefeito do município de Magalhães Barata; a Secretária de Saúde de Bujaru, Aline Parijós(ex-PSD), que é também pré-candidata, dentre outras lideranças.

Evento em Belém reuniu mais de 250 lideranças de todo o estado

Com essas novas adesões, o Cidadania do Pará totaliza 37 pré-candidaturas a prefeito e cinco pré-candidaturas a vice-prefeito no estado para as eleições de 2020.

Para Arnaldo Jordy, o evento foi um sucesso de público e atingiu seu objetivo, pois tratou de um tema importante e urgente que é o desafio da democracia hoje no Brasil.

Segundo ele, as novas adesões ao partido mostram uma intenção clara de querer fazer parte de uma mudança urgente e necessária e da aprovação do projeto político para 2020. (Assessoria do Cidadania no Pará)

Cidadania em Igreja Nova (AL) debate eleição municipal de 2020

Encontro no último sábado (19) reuniu representantes do partido da capital e o presidente estadual da legenda no estado, Régis Cavalcante (Foto: Reprodução)

No último sábado (19), líderes do Cidadania de Alagoas se encontraram com representantes do partido em Igreja Nova para discutir aspectos e os preparativos para as eleições municipais em 2020.

João Amorim, presidente do Cidadania de Maceió, explicou a importância de organizar todo o grupo no interior do estado e na capital.

“Eu acredito que nós teremos um bom resultado [nas eleições municipais], expressivo e é necessário, tendo em vista o cenário atual nas três esferas do governo. O Cidadania vem crescendo e esse resultado vai refletir futuramente nos municípios”, ressaltou Amorim.

De acordo com o presidente estadual do Cidadania, Régis Cavalcante, o fortalecimento e a consolidação do partido é importante para discussão social e democrática da política.

“É preciso mudar a forma de se fazer política no País e isso começa pelas Câmaras Municipais, que hoje são verdadeiros ‘puxadinhos’ do Poder Excutivo”, disse.

Além da novidade, que será a chapa própria de candidato a prefeito, o Cidadania em Igreja Nova está determinado a lançar chapa de vereadores e aposta no bom desempenho político da sigla do partido na cidade. (Assessoria Cidadania Alagoas)

Tayana Dantas defende gestão compartilhada em VilaVelha (ES)

O Cidadania do Espírito Santo aposta na renovação política do estado e anunciou como pré-candidata a prefeita de Vila Velha a administradora Tayana Dantas para as eleições municipais de 2020. Ela é ativista e fundadora do movimento Vila Nova, que busca identificar os principais problemas da cidade e propor soluções em um plano de governo.

“O propósito do Vila Nova é entregar em 2020 o pensamento de uma nova cidade. A gente quer construir uma nova cidade, fazendo uma Vila Velha diferente do que é hoje, trazendo engajamento para a população, repensando coisas que achamos que ficaram muito para trás em relação até mesmo a Vitória [a capital do Espírito Santo]. Então, a gente quer reconstruir a cidade de forma colaborativa”, disse.

Tayana Dantas defende ainda o estabelecimento de uma gestão compartilhada no poder local.

“O prefeito ou a prefeita tem que primeiro ser uma pessoa que esteja disposta a gerir a cidade com as pessoas, não tão politicamente, mas compartilhadamente, e não ser só mais um líder solitário como é a política que tem sido feita até aqui”, ressaltou.

Perfil

Tayana Dantas começou sua vida profissional como atriz, roteirista e dramaturga aos 18 anos de idade. Atuou em diversos seriados de televisão, filmes de longa-metragem e peças de teatro. Também escreveu roteiros de peças, de filmes e de propagandas que venceram editais e prêmios nacionais. Logo após se formar, fundou sua empresa de Gestão de Marcas e conteúdos, a Vibe Marcas com Propósito, uma empresa que já começou com grandes clientes de porte nacional. Após adentrar o universo do empreendedorismo Tayana Dantas se especializou em Liderança Global pela THNK School of Creative Leadership em Lisboa, em Administração pelo Insper São Paulo e agora faz Mestrado em Segurança Pública.

Tayana já trabalhou nas áreas de marketing e gestão de empresas como Azul Linhas Aéreas, Shoppings Sá Cavalcante, UVV e Simplesmente. Atualmente engajada em galgar uma vaga como prefeita da cidade de Vila Velha, Tayana atualmente dirige seu discurso político contra os atuais vereadores do Município, os quais ela acusa de serem os mantenedores da situação de calamidade em que Vila Velha se encontra.

Salário mínimo: Previsão na LDO fica em R$ 1.040 para 2020

De acordo com a proposta, o salário mínimo não terá aumento real em 2020, mas apenas compensação da inflação (Foto: Reprodução)

Congresso aprova texto-base do Orçamento 2020 com previsão de salário mínimo de R$ 1.040

Daniel Weterman – O Estado de S.Paulo

O Congresso Nacional aprovou o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020. Na sequência, deputados e senadores ainda vão analisar seis sugestões de alteração na proposta. Um dos pontos que levantam polêmica é o reajuste do salário mínimo para o ano que vem.

De acordo com a proposta, o salário mínimo não terá aumento real em 2020, mas apenas compensação da inflação. O texto aprovado pelos deputados e senadores prevê o salário mínimo em R$ 1.040. Mas, o próprio governo já enviou, no fim de agosto, uma nova estimativa para o Congresso, de R$ 1.040, por meio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLOA) de 2020 – este texto, porém, não foi votado hoje e ainda está na Comissão Mista de Orçamento (CMO). O governo tem até o fim do ano para definir sua política de salário mínimo para 2020.

A política de aumentos reais (acima da inflação) vinha sendo implementada nos últimos anos, após ser proposta pela então presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

Os reajustes pela inflação e variação do PIB vigoraram de 2011 a 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação. Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.

O relator da LDO, Cacá Leão (PP-BA), afirmou que o Congresso aguarda o envio de uma nova política para o salário mínimo por parte do governo e que, “com muita dor no coração”, não poderia aceitar a sugestão de alterar o texto enviado pelo governo.

“Gostaria muito de acatar os destaques, mas a gente não tem amparo legal para fazê-lo. Preciso seguir o que está na Constituição e torcer para que o governo envie até o final do ano a nova política do salário mínimo”, declarou o relator. Ele disse que um novo cálculo poderá ser incorporado à Lei Orçamentária Anual (LOA) quando o governo enviar uma nova proposta.

Reajustes

O Congresso também ampliou o rol de servidores que podem ter aumento salarial se houver recursos para a concessão destes benefícios. O texto inicial, enviado pelo governo, estabelecia que, se houvesse verbas disponíveis no Orçamento e autorização da LDO, militares e seus pensionistas poderiam obter a “concessão de vantagens e aumentos de remuneração”.

Agora, o texto permite que, nas mesmas condições, “servidores civis, membros de Poderes” possam pleitear o aumento nas remunerações. Ainda nestas circunstâncias, ou seja, havendo dinheiro para tanto, o governo poderá também criar cargos e funções.

Emendas parlamentares

O relatório da LDO, a ser votado por deputados e senadores traz uma brecha para que as emendas indicadas por comissões da Câmara e do Senado e pelo relator do Orçamento também tenham execução obrigatória. Hoje, somente as emendas indicadas individualmente pelos congressistas e pelas bancadas estaduais são impositivas.

A manobra foi relevada pelo Estadão/Broadcast. O relator contestou a interpretação de que as emendas serão todas impositivas. “É uma inovação, realmente, feita nesse relatório para trazer ainda uma maior transparência do acompanhamento fiscal do orçamento”, afirmou Cacá Leão.

O relator do orçamento, Domingos Neto (PSD-CE), tem uma avaliação diferente. “Essas emendas (de comissão e de relator) poderão ser contingenciadas (bloqueadas) com um valor maior do que as impositivas, mas não poderão ser, como acontece hoje, remanejadas ou ter dotação cancelada”, disse Neto na semana passada.