Pibinho: Economia brasileira cresce 1,1% em 2019

Segundo o IBGE, o avanço do PIB vem do consumo das famílias, que cresceu 1,8% no ano passado (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O PIB (Produto Interno Bruto), divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), fechou 2019 com crescimento de 1,1%, totalizando R$ 7.256,9 bilhões, no primeiro ano do governo Bolsonaro. O resultado frustra as expectativas de retomada da economia. De acordo com analistas, o movimento tende a se repetir este ano, com os efeitos do surto do novo coronavírus como vilão da frustração.

Mas o crescimento da economia brasileira no ano passado é terceiro resultado positivo, após as altas de 1,3% de 2017 e de 2018, que interromperam as quedas de 2015 e 2016. O PIB per capita variou 0,3%, em termos reais, alcançando R$ 34.533 em 2019.

“São três anos de resultados positivos, mas o PIB ainda não anulou a queda de 2015 e 2016 e está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2013”, analisa Rebeca Palis, coordenadora das Contas Nacionais do IBGE.

“A maior contribuição para o avanço do PIB vem do consumo das famílias, que cresceu 1,8%. Pelo lado da oferta, o destaque foi o setor de serviços, que representa dois terços da economia”, completou.

Ela esclarece que a inclusão dos dados do setor externo, que foram enviados com atraso no terceiro trimestre, não teve impacto no resultado do PIB em 2019.

“Afetou apenas as exportações, pois o setor externo continuou contribuindo negativamente. Enquanto a demanda interna contribuiu com 1,7% do resultado, o setor externo apresentou queda de 0,5%”, explica Rebeca.

Serviços

O setor de serviços cresceu 1,3%, puxado por atividades de informação e comunicação (4,1%), atividades imobiliárias (2,3%), comércio (1,8%), outras atividades de serviços (1,3%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,0%) e transporte, armazenagem e correio (0,2%). A atividade de administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,0%) se manteve estagnada no ano.

Indústria

Na indústria, a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos cresceu 1,9% em relação a 2018, puxada pelo crescimento de 1,6% na construção. Já o destaque negativo ocorreu em indústrias extrativas, com queda de 1,1% no ano. Indústrias de transformação ficaram estáveis em, 0,1%.

“A indústria teve um comportamento diferente em relação a 2018, puxada pelo crescimento na construção, após cinco anos de desempenho negativo. Já a indústria de transformação, que havia crescido mais em 2018, ficou estagnada em 2019”, ressalta Rebeca Palis.

Agropecuária

Na agropecuária, que tem um peso de apenas 5% no cálculo do PIB, os destaques foram lavouras como o milho, que registrou crescimento de 23,6% e expressivo ganho de produtividade; algodão (39,8%), laranja (5,6%) e feijão (2,2%). Em contrapartida, houve variação negativa em culturas como café (-16,6%), arroz (-12,6%), soja (-3,7%) e cana (-1,0%). O desempenho da pecuária em 2019 foi influenciado positivamente pelo estreitamento da relação comercial com a China, por conta da peste suína no país asiático.Investimento sobe e poupança cai em 2019

Investimento

A taxa de investimento em 2019 foi de 15,4% do PIB, ligeiramente acima do observado no ano anterior (15,2%). A taxa de poupança foi de 12,2% em 2019 (ante 12,4% em 2018). Entre os componentes da demanda interna, houve avanço no consumo das famílias (1,8%), e na formação bruta de capital fixo, em 2,2%. O consumo do governo recuou 0,4%.

Comparação trimestral

No quarto trimestre de 2019, o PIB avançou 0,5% na comparação com o terceiro trimestre do ano, registrando o nono resultado positivo consecutivo nesta comparação. Os serviços e a indústria tiveram variação positiva de 0,6% e 0,2%, respectivamente, enquanto a agropecuária recuou 0,4%. Quando comparado ao quarto trimestre de 2018, o PIB avançou 1,7%, no décimo segundo resultado positivo consecutivo, após onze trimestres de queda nesta base de comparação. (Com informações da Agência de Notícias IBGE)

Recuperação lenta: Prévia do PIB indica que economia cresceu 0,89% em 2019

De acordo com pesquisa do BC, instituições financeiras estimam uma expansão de 1,12% para a economia brasileira em 2019 (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A economia brasileira cresceu 0,89% em 2019. É o que mostra o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), divulgado na semana passada. É o terceiro ano seguido que o IBC-Br registra expansão.

No último trimestre do ano, comparado ao período anterior, o crescimento ficou em 0,46%, de acordo com dado dessazonalizado (ajustado para o período). O quarto trimestre comparado a igual período de 2018 apresentou crescimento de 1,36%.

Em dezembro, frente a novembro de 2019, houve queda de 0,27% (dessazonalizado). Na comparação com o último mês do ano passado e dezembro de 2018, a atividade econômica apresentou crescimento de 1,28%.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Previsões

O mercado, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana anterior, estima uma expansão de 1,12% para a economia brasileira em 2019.

O Ministério da Economia também estima uma alta de 1,12% e, para o BC, o crescimento será de 1,2% no último ano.

Para 2020, o mercado financeiro estima uma alta de 2,3% para o PIB. Entretanto, economistas avaliam que a crise do coronavírus, iniciada na China, tende a impactar a economia global, puxando essa taxa de crescimento para baixo.

Resultado oficial

O resultado oficial do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, será divulgado somente em 4 de março pelo IBGEE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um “antecedente” do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. (Com informações das agências de notícias)

Previdência: Rombo bate recorde e chega a R$ 318 bilhões em 2019

Valor também abrange INSS. Déficit do regime dos funcionários públicos sobe 14%, ritmo maior que a alta dos 3 sistemas juntos (Foto: Reprodução)

Rombo da Previdência, que inclui militares e servidores federais, bate recorde e chega a R$ 318 bi em 2019

Marcello Corrêa – O Globo

Os regimes de Previdência do país fecharam 2019 com um rombo total de R$ 318,4 bilhões, alta de 10% em relação ao ano anterior, quando o déficit havia ficado em R$ 289,4 bilhões. O montante corresponde à soma dos resultados registrados nos sistemas de aposentadorias de trabalhadores do setor privado, servidores públicos e militares. O número é o maior da série histórica.

Os dados consolidados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Tesouro Nacional. Na véspera, a pasta já havia informado que o déficit da Previdência do INSS, que paga os benefícios do setor privado, havia ficado em R$ 213,9 bilhões. A esse valor, foram somados os rombos registrados nos demais regimes.

Depois do INSS, o pior resultado foi o dos regimes dos servidores públicos da União. Em 2019, o déficit foi de R$ 53,090 bilhões, alta de 14,3% em relação ao do ano anterior (R$ 46,5 bilhões).

O ritmo de crescimento é maior que o dos três regimes de Previdência somados.

O terceiro maior impacto foi o do regime dos militares, onde o rombo chegou a R$ 47 bilhões, avanço de 7,2% frente ao ano anterior.

A conta inclui ainda o rombo do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), responsável por bancar os salários (inclusive dos inativos) dos militares do Distrito Federal. No ano passado, a diferença entre receitas e despesas ficou em R$ 5 bilhões, 5,5% superior à registrada em 2018.

Aprovada no ano passado, a reforma da Previdência deve começar a ter impacto nas contas públicas neste ano. A estimativa é que a economia nos próximos dez anos seja de pouco mais de R$ 850 bilhões.

Esse efeito, no entanto, não diminuirá os gastos com aposentadorias e pensões no país — apenas fará com que a bola de neve cresça de forma mais lentamente. A aprovação da medida é considerada importante para garantir a sustentabilidade das finanças públicas no longo prazo.

A principal medida para conter o crescimento dos gastos do INSS foi a criação de uma idade mínima de aposentadoria, que agora é de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres. Para quem já estava na ativa antes da entrada em vigor das novas regras, há regras de transição.

A mudança acabou com a aposentadoria apenas por tempo de serviço, que permitia com que trabalhadores requeressem o benefício apenas com base nos anos de trabalho com carteira assinada.

Os dados divulgados nesta quinta não incluem os resultados nos estados. Na reforma aprovada do ano passado, as unidades da federação acabaram ficando fora das mudanças aprovadas no Congresso. No entanto, governos locais já se movimentam para aprovar nas suas próprias assembleias legislativas mudanças no acesso à aposentadoria.

Também no ano passado, o Congresso aprovou e o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma reforma da Previdência para os militares. Tecnicamente, o regime dos militares não é um sistema previdenciário, esclarece o Tesouro.

Os integrantes das Forças Armadas contribuem apenas para bancar pensões de seus dependentes. A remuneração de quem vai para a reserva e para a reforma, no entanto, é uma despesa da União.

A principal mudança é o aumento do tempo de serviço de 30 para 35 anos. A alíquota de contribuição aumenta gradualmente, de 7,5% para 10,5% em 2021. Pensionistas passaram a ter que contribuir.

A reforma aprovada para os militares foi considerada mais brandas que a aprovada para os servidores públicos civis, cuja Previdência registrou déficit de R$ 53 bilhões no ano passado. Os militares não terão idade mínima para sair da ativa e terão pedágio de 17% sobre o tempo que falta para ir para a reserva, pelas regras anteriores.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/rombo-da-previdencia-que-inclui-militares-servidores-federais-bate-recorde-chega-r-318-bi-em-2019-24219152

Cresce apoio do brasileiro à democracia no primeiro ano do governo Bolsonaro

Apesar dos avanços, população ainda espera líder que atue acima das instituições, mostra estudo “A Cara da Democracia” (Foto: Reprodução)

Apoio à democracia cresce em 2019

Ricardo Mendonça — Valor Econômico

Um sentimento de apoio e proteção à democracia cresceu no país em 2019, primeiro ano do governo Jair Bolsonaro. É o que mostra uma ampla pesquisa sobre o tema realizada pelo Instituto da Democracia, grupo que reúne pesquisadores de nove instituições do Brasil e do exterior. Com um questionário extenso, o assunto foi investigado sob diversos ângulos e compilado no estudo “A Cara da Democracia”. Um dos indicadores que mostram essa tendência de forma explícita é o teste sobre aceitação de um golpe militar em determinadas situações de crise.

Em março de 2018, quando a campanha eleitoral começava a ganhar força, a pesquisa apurou que mais da metade do eleitorado aceitaria a ideia de um golpe militar numa situação de muita criminalidade. Naquela época, 53,3% diziam que um golpe “se justificaria” nessas circunstâncias; 41,2% discordavam. Quase dois anos depois, o cenário se inverteu. A nova pesquisa mostra que 55,8% não aceitam a ideia de golpe mesmo se o país for tomado pelo crime. Nessa formulação, a simpatia pelo golpismo caiu 13 pontos, para 40,3%.

O crescimento do sentimento pró-democracia aparece em outros recortes. Virada semelhante foi constatada na formulação em que o entrevistador pergunta se um golpe se justificaria diante de muita corrupção. Antes, 47,8% diziam que sim. Agora, a aderência ao golpe nessa situação caiu quase 9 pontos, para 39,2%. A defesa da democracia subiu de 46,4% para 55,8%.

Muitos fazem a defesa da democracia mesmo admitindo descontentamento com o modelo. A taxa de satisfação com o funcionamento da democracia subiu 14,5 pontos desde 2018, mas continua pequena (32,9%) na comparação com os 65,3% que se dizem insatisfeitos ou muito insatisfeitos.

Na formulação mais tradicional em pesquisas desse tipo, o entrevistado responde se prefere a democracia a qualquer outra forma de governo ou se, em algumas circunstâncias, uma ditadura pode ser preferível. A dianteira da opção pela democracia nessa questão já era majoritária em 2018, com 56,2% ante 21,1% da relativização. Essa liderança foi ampliada. O novo placar é 64,8% a 11,2%.

“A população está vendo a democracia sob ataque, isso explica esses avanços desde março de 2018”, afirma o cientista político Leonardo Avritzer, do departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos coordenadores da pesquisa. Para ele, falas de autoridades que questionam valores democráticos, elogios à ditadura, gestos de censura e outras ameaças, como as insinuações de fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) ou de reedição do AI-5 estariam servindo para alguns despertarem para a necessidade de defesa da democracia.

Na comparação com 2018 há um recorte apenas que sinaliza na direção oposta. Antes, 11,5% diziam que seria justificável fechar o Congresso numa situação de muita dificuldade no país. Essa taxa subiu para 21,3%. Uma ampla maioria, porém, continua discordando dessa via, 71,4%.

Apesar dos avanços nas questões que apresentam a palavra “democracia” na pergunta, a pesquisa mostrou que permanece frágil a cultura democrática.

De maneira geral, o mesmo eleitor que declara preferir a democracia anseia por um líder forte. O índice da desconfiança em relação a instituições e outros grupos sociais é bastante alto. A s exceções são a família, amigos, igrejas e as instituições policiais ou das Forças Armadas. Para 64%, por exemplo, a apuração de votos nas eleições é pouco ou nada confiável – tema exaustivamente explorado por Bolsonaro em 2018.

“Os resultados de agora são melhores que os de 2018 – o pior momento recente da democracia. Mas o quadro geral não é bom”, diz Avritzer. O levantamento, na interpretação do pesquisador, indica que as pessoas não têm boa compreensão sobre o que é democracia.

“Há uma ideia muito frágil sobre o significado da democracia. Muitos entendem apenas a dimensão do voto, a ideia de que democracia se resume a ter eleição de dois em dois anos e poder ir votar. A dimensão da importância das instituições é pouco percebida”, explica.

Uma bateria de perguntas sobre populismo e o papel das instituições sugere isso. A ideia de um presidente todo poderoso que possa passar por cima do Legislativo e do Judiciário, é recorrente. De cada dez eleitores, sete concordam com a frase “O presidente deve sempre seguir a vontade do povo, mesmo contrariando o Congresso”.

Um grupo preponderante (43,1%) concorda com a afirmação “O STF pode ser ignorado pelo presidente ou pelo Congresso quando interfere no trabalho do governo”. Só 37% discordam.

Na mesma linha, direitos fundamentais podem ser atropelados, dependendo da finalidade: 70% concordam que “condenar políticos corruptos é mais importante que preservar o direito de defesa dos acusados”.

“É o dado preocupante”, avalia a cientista política Rachel Meneguello, pesquisadora da Unicamp. “Mesmo após décadas em que houve a ampliação de direitos, maior inclusão, ampla vida participativa e política, ainda assim não foram consolidadas referências para os cidadãos compreenderem a democracia e os valores democráticos.”

O Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação faz parte do Programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. É formado por grupos de pesquisas de quatro instituições principais: UFMG, Iesp/Uerj, Unicamp e UnB. Participam ainda pesquisadores de outras cinco instituições nacionais (USP, UFPR, UFPE, Unama e IPEA) e duas estrangeiras (CES/UC e da UBA).

O trabalho foi financiado com aportes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. No levantamento recente foram ouvidas 2.009 pessoas em 151 municípios entre 8 e 16 de novembro. A margem de erro é de dois pontos.

Fonte: https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/01/27/apoio-a-democracia-cresce-em-2019.ghtml

Com inflação mais alta em 2019, governo decide aumentar salário mínimo para R$ 1.045

“Nós vamos ter que achar os recursos para fazer isso”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes sobre novo valor do piso (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaram nesta terça-feira (14), em Brasília, que o salário mínimo de 2020 será elevado de R$ 1.039 para R$ 1.045. Uma MP (Medida Provisória) será editada pelo presidente nos próximos dias para oficializar o aumento.

“Nós tivemos uma inflação atípica em dezembro, a gente não esperava que fosse tão alta assim, mas foi em virtude, basicamente, da carne, e tínhamos que fazer com que o valor do salário mínimo fosse mantido, então ele passa, via medida provisória, de R$ 1.039 para R$ 1.045, a partir de 1º de fevereiro”, afirmou Bolsonaro no Ministério da Economia, ao lado de Guedes. O presidente e o ministro se reuniram duas vezes ao longo do dia para debaterem o assunto.

No final do ano passado, o governo editou uma MP com um reajuste de 4,1% no mínimo, que passou de R$ 998 para R$ 1.039. O valor correspondia à estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2019, segundo o INPC (Índice Nacional do Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Porém, o valor do INPC acabou fechando o ano com uma alta superior, de 4,48%, anunciada na semana passada e, com isso, deixou o novo valor do mínimo abaixo da inflação. Por lei, esse é o índice usado para o reajuste do salário mínimo, embora a inflação oficial seja a medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou o ano de 2019 em 4,31%.

“Nós vamos ter que achar os recursos para fazer isso, mas o mais importante é o espírito que o presidente defendeu, da carta constitucional, que é a preservação do poder de compra do salário mínimo”, afirmou Paulo Guedes.

Segundo o ministro, com o novo aumento, o impacto nas contas públicas será de cerca de R$ 2,3 bilhões, que poderão ser compensados com R$ 8 bilhões de arrecadação extra prevista pelo governo.

“Nós já temos, eu prefiro não falar da natureza do ganho, que vai ser anunciado possivelmente em mais uma semana, nós já vamos arrecadar mais R$ 8 bilhões. Não é aumento de imposto, não é nada disso. São fontes que estamos procurando, nós vamos anunciar R$ 8 bilhões que vão aparecer, de forma que esse aumento de R$ 2,3 bilhões vai caber no orçamento”, informou o ministro.

Ainda segundo ele, caso não seja possível cobrir o aumento de gasto no orçamento para custear o valor do mínimo, o governo não descarta algum contingenciamento.

Até o ano passado, a política de reajuste do salário mínimo, aprovada em lei, previa uma correção pela inflação mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto). Esse modelo vigorou entre 2011 e 2019. Porém, nem sempre houve aumento real nesse período porque o PIB do País, em 2015 e 2016, registrou retração, com queda de 7% nos acumulado desses dois anos.

O governo estima que, para cada aumento de R$ 1 no salário mínimo, as despesas elevam-se em R$ 355,5 milhões, principalmente por causa do pagamento de benefícios da Previdência Social, do abono salarial e do seguro-desemprego, todos atrelados ao mínimo. (Agência Brasil)

Inflação oficial fecha 2019 em 4,31% e supera centro da meta

Apenas em dezembro, índice de preços avançou 1,15%, a taxa mais alta para o mês desde 2002 (Foto: Reprodução)

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), fechou o ano de 2019 em 4,31%. A taxa é superior aos 3,75% observados em 2018, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística).

A taxa também ficou acima do centro da meta de inflação, estipulada pelo Banco Central para 2019, de 4,25%.

Em dezembro, o IPCA ficou em 1,15%, acima do 0,51% de novembro e do 0,15% de dezembro do ano anterior. Esse é o maior resultado para o mês desde 2002 (2,10%).

Com taxa de 1,54%, os transportes também tiveram impacto importante no IPCA de dezembro, com destaque para a alta de preços de 3,36% da gasolina no período. A aceleração foi influenciada também pelo encarecimento das carnes e dos jogos de azar, segundo o IBGE.

O instituto calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.A inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços em geral que compõem o IPCA em dezembro.

Difusão

O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento de preços, passou de 55,9% em novembro para 58,7% o último mês de 2019, o maior percentual desde os 59,8% registrados em outubro, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.

Excluindo alimentos, grupo considerado um dos mais voláteis, o indicador mostrou uma menor abrangência das altas de preços, ao sair de 54,9% para 50,2%, menor nível desde setembro de 2019, quando a inflação havia se espalhado por 47,9% da cesta por esses parâmetros. (Com informações do IBGE, Agência Brasil e Valor Econômico)

Instituições financeiras estimam inflação de 4,13% em 2019

Instituições financeiras consultadas pelo BC (Banco Central) aumentaram a estimativa de inflação para 2019, pela nona vez seguida. As previsões para o crescimento da economia em 2019 e 2020 foram mantidas.

A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial do País -, desta vez, subiu de 4,04% para 4,13%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará, na próxima sexta-feira (10), o IPCA de 2019.

A informação consta do Boletim Focus, pesquisa semanal do BC com as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2020, a estimativa de inflação caiu de 3,61% para 3,60%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações, de 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional ), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

De acordo com as instituições financeiras, no fim de 2020 a expectativa é que a taxa básica também esteja em 4,5% ao ano. Para 2021, as instituições estimam que a Selic encerre o período em 6,5% ao ano. A estimativa anterior era 6,38% ao ano. Para o final de 2022, a previsão segue em 6,5% ao ano.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 1,17% em 2019 e em 2,3% em 2020. O IBGE só divulgará o PIB de 2019 no fim de março. Para os anos seguintes, não houve alteração em relação à pesquisa anterior, de 2,5% em 2021 e 2022.

Dólar

A projeção para a cotação do dólar aumentou de R$ 4,08 para R$ 4,09, no fim de 2020, e permanece em R$ 4 no encerramento de 2021. (Com informações da Agência Brasil)

Inflação de 2019 não deve extrapolar meta, diz Ipea

A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2019 não deve extrapolar a meta estabelecida pelo governo, de 4,25%. A projeção é do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ) que publicou nesta quinta-feira (23) nova edição da Carta de Conjuntura. Segundo o texto, nos últimos 12 meses, a inflação foi de 4,08%.

Apesar de manter-se na meta, o documento assinala preocupação com impacto do aumento de preço dos alimentos e com custo dos combustíveis. “O comportamento dos preços dos alimentos, que acumulam alta de 9,1% nos últimos 12 meses, encerrados em abril, foi o principal determinante da revisão de 3,85% (divulgado em março na Carta de Conjuntura) para 4,08% da projeção para o IPCA de 2019”.

O aumento do preço dos alimentos preocupa os economistas impacta mais as classes com menor poder aquisitivo.

“São alimentos de subsistência, muito importantes para o consumo da população”, aponta a economista Maria Andréia Parente Lameiras, técnica de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

“A população mais pobre é que está mais sofrendo com desemprego, menos escolarizada, que está há mais tempo procurando trabalho. Ainda são a faixa que tem a inflação maior e tem poder aquisitivo mais corroído. Assim, a situação fica pior ainda”, disse a especialista

Segundo ela, a alta inflação dos preços dos alimentos – em especial, o feijão, a batata e o tomate – foi causada por diminuição da oferta em razão do regime de chuva de março e abril.

Cenário internacional

No caso dos combustíveis, o problema está fora do Brasil.

“Os preços de combustíveis acompanham o cenário internacional, que assiste movimento de alta no preço do barril de petróleo”, diz a especialista.

Maria Andréia lembra que o ambiente de guerra comercial entre Estados Unidos e China impacta todo o comércio internacional, e que uma eventual guerra entre os EUA e o Irã pode piorar a situação.

“Aí vai ser alta no preço do barril do petróleo na veia”, prevê.

A economista lembra que internamente a alta do dólar também força aumento dos combustíveis. Ela alerta que a indefinição do encaminhamento da reforma da Previdência favorece a apreciação do câmbio e impacta o preço de produtos importados como a gasolina refinada.

A incerteza do encaminhamento das reformas pode afetar o crescimento econômico por dissuadir investimentos e não gerar empregos. Nesse cenário, os preços tendem a não aumentar.

“O preço está ligado à oferta, mas também à demanda. Não estamos vendo a demanda com chance de recuperação. Há 13 milhões de pessoas desempregados. Se essas pessoas não consomem não tem como ajustar preço”, explicou a economista.

De acordo com a Carta de Conjuntura, a piora recente da atividade econômica reduziu projeções para a inflação de bens livres (exceto alimentos) de 1,7% para 1,2%, e para o setor de serviços, (excluindo educação) de 3,7% para 3,5%. (Agência Brasil)

Desemprego sobe para 12,7% com 13,4 milhões de pessoas desempregadas no País

A taxa de desemprego do País ficou em 12,7% no primeiro trimestre de 2019, mostram dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística).

A taxa ficou 1,1% acima da registrada no quarto trimestre de 2018, quando o desemprego estava em 11,6% da força de trabalho. Frente a um ano antes, porém, a taxa de desemprego está 0,4% menor – na ocasião, estava em 13,1%.

Mais de 1,2 milhão de pessoas ficaram sem emprego no primeiro trimestre do ano, na comparação com o último trimestre de 2018.

A população desempregada — pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego sem encontrar — somou 13,387 milhões no primeiro trimestre de 2019. Isso significa um aumento de 10,2% frente ao fim do ano passado, ou 1,235 milhão a mais de desempregados. Em relação ao primeiro trimestre de 2018, o contingente recuou 1,8%.

Ao mesmo tempo, nos três meses até março, 91,863 milhões de trabalhadores estavam ocupados — como empregados, empregadores, servidores públicos, 0,9% a menos do que nos três meses finais do ano passado. Frente ao mesmo período de 2018, era 1,8% maior, ou 1,591 milhão a mais.

O começo de ano costuma ser marcado por dispensas de temporários contratados no fim do ano anterior. O movimento também foi notado nos trimestres móveis encerrados em janeiro e fevereiro deste ano. A lenta recuperação da economia também pesa.

“Existe uma sazonalidade na administração pública, representada principalmente pelas prefeituras, que contratam servidores temporários e os demitem no início do ano”, explica o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

O contingente de 32,9 milhões de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada ficou estável frente ao último trimestre de 2018. Já a categoria dos empregados desse setor sem carteira de trabalho assinada registrou perda de 365 mil postos de trabalho, caindo para 11,1 milhões de pessoas. Observou-se também um aumento no rendimento médio dos trabalhadores sem carteira.

“O mercado jogou 1,2 milhão de pessoas na desocupação e a carteira de trabalho não teve recuperação. Os trabalhadores sem carteira que tinham sido contratados como temporários para vendas, como na Black Friday e no Natal, ou que trabalharam nas eleições, saíram do emprego no início do ano. Como esses postos de trabalho pagam menos, a média de rendimentos do setor aumentou sem que houvesse um ganho real nos rendimentos dos trabalhadores”, analisa Cimar Azeredo.

Subutilizados

O País tinha 28,324 milhões de trabalhadores subutilizados entre janeiro e março, 5,6% acima do quarto trimestre de 2018. Isso corresponde a 1,496 milhão de pessoas a mais nessa condição.

A subutilização — frequentemente chamada de mão de obra “desperdiçada” do País — inclui três grupos de trabalhadores: os desempregados; os subocupados (pessoas empregadas, mas que gostariam e poderiam trabalhar mais); e a força de trabalho potencial (pessoas que não buscam emprego, mas estão disponíveis para trabalhar).

A taxa de subutilização estava em 25% da força de trabalho ampliada – que soma a força de trabalho com a força de trabalho potencial – no primeiro trimestre, recorde na série histórica da pesquisa do IBGE.

Já o desalento — medida que integra o conjunto de subutilizados — chegou a 4,843 milhões de pessoas no primeiro trimestre, 180 mil pessoas a mais na comparação ao trimestre móvel anterior. Quando comparado ao mesmo período de 2018, o desalento cresceu 5,6%.

Renda

Com ajuda do reajuste do salário mínimo, o rendimento médio real dos trabalhadores, considerando o valor recebido em todos os trabalhos, cresceu 0,7% em relação ao quarto trimestre de 2018, somando R$ 2.291 nos três primeiros meses deste ano.

Quando comparado ao mesmo período de 2018, a renda teve alta de 1,4%.

A massa de rendimentos habitualmente recebidos pelas pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) somou R$ 205,289 bilhões no primeiro trimestre, queda real de 0,3% frente aos três meses antecedentes e avanço de 3,3% perante igual intervalo de 2018 já descontando a inflação do período. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Cidadania de São Paulo prepara calendário de atividades para 2019 e 2020

A Direção Executiva do #Cidadania23 de São Paulo se reuniu nesta segunda-feira (15), na sua sede municipal.

Foi a primeira reunião desde que o PPS anunciou a mudança de nome, em 23 de março, e que também divulgou a sua carta de princípios.

O objetivo é estabelecer um amplo calendário de atividades para o partido e seus filiados.

A partir de maio, serão promovidos debates e encontros preparatórios para o congresso extraordinário convocado para outubro, quando devem ser definidos os novos estatutos e o programa do #Cidadania23. Também serão agendadas reuniões temáticas com pautas específicas (por exemplo: Educação, Sustentabilidade, Eleição dos Conselhos Tutelares etc.).

Esses eventos são importantes ainda para compartilhar as experiências positivas de mandatários do partido em todo o Brasil. Está previsto para 11 de maio (data sujeita a confirmação), em São Paulo, um encontro com a participação do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e do ex-senador Cristovam Buarque, entre outras personalidades de dentro e de fora do partido.

Para 2020, ano das eleições para vereadores e prefeito, também haverá atividades importantes: além da preparação dos pré-candidatos e da formação da chapa do #Cidadania23 para a Câmara Municipal, no primeiro semestre serão realizados os congressos zonais e o municipal. Para o segundo semestre, passadas as eleições, devem ocorrer os congressos estadual e nacional.

Todas as atividades serão divulgadas com antecedência e, como de praxe, são abertas a filiados e simpatizantes do partido. Participe! (Blog #Cidadania23)