Alexandre Pereira entra para equipe de transição de Lula

Secretário de Turismo de Fortaleza diz que ‘turismo interno é uma grande oportunidade de investimento para o governo Federal’ (Foto: Filip Calixto)

Site Panrotas

Nesta segunda-feira (28), o secretário de Turismo de Fortaleza, Alexandre Pereira (Cidadania), participará da primeira reunião dogrupo de transição oficial do governo Lula (PT). Em entrevista ao O Otimista, o secretário afirmou que irá incentivar maior investimento em Turismo local e propor mudanças para as medidas aplicadas ao setor de Turismo náutico.

De acordo com o secretário, o convite surgiu após indicação do partido Cidadania.

“Esse contato teve início quando a nossa candidata Simone Tebet (MDB), passou a integrar a equipe de transição. Em seguida, a senadora Eliziane Gama (Cidadania), também foi convidada para a equipe, e indicou, junto ao presidente do partido, Roberto Freire, alguns nomes da área técnica, para contribuir na transição. Nosso partido fez a indicação de alguns nomes, incluindo o meu, e então no último final de semana recebi a ligação da secretária do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), formalizando o convite”, disse.

Ainda na entrevista ao O Otimista, Alexandre Pereira comentou sobre alguns dos principais pontos que pretende defender neste período de transição. Um deles é fomentar o Turismo internacional no Brasil.

“O País recebe menos de seis milhões de turistas internacionais, por ano. Isso mostra que o Turismo internacional no Brasil é praticamente invisível. Se for fazer uma comparação, é menor do que o número de visitas ao Louvre na França, é quase igual ao volume de Turismo na Argentina. O Brasil tem muitas praias, florestas, montanhas, muitas riquezas que precisam ter uma estratégia de divulgação melhor lá fora”, afirmou o secretário.

Outra preocupação de Pereira, é incentivar o Turismo interno, que já teve uma crescente neste período pós lockdown.

“Temos hoje 12 milhões de pessoas que juntam dinheiro e se esforçam para conhecer lugares como Miami e Lisboa. E o problema é que a maioria dessas pessoas não conhecem ainda o Brasil. Nesse pós-pandemia tivemos uma oportunidade muito boa, as pessoas voltaram a viajar pelo nosso País. Esse Turismo interno é uma grande oportunidade de investimento para o Governo Federal”, explicou.

Comissão adia votação de PL do Veneno após apelo de Eliziane Gama

Senadora alerta que mais de 1,9 mil agrotóxicos foram liberados para uso no Brasil nos últimos quatro anos (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Após apelo feito pela líder do Cidadania do Senado e coordenadora da Frente Ambientalista da Casa, Elizane Gama (MA), o presidente da Comissão de Agricultura, Acir Gurgacz (PDT-RO), adiou nesta terça-feira (29) a votação do chamado PL do Veneno (PL 1459/2022) , que modifica as regras de aprovação e comercialização de agrotóxicos no Brasil.

Pelo acordo que suspendeu a análise da matéria pelo colegiado até amanhã (30), o texto deve ser debatido hoje à tarde (29) com membros das comissões de transição de agricultura, saúde e meio ambiente do governo federal eleito, já que o tema é bastante polêmico e está em tramitação há 23 anos no Congresso Nacional.

Eliziane Gama ponderou que mais de 1,9 mil agrotóxicos foram liberados para uso no Brasil nos últimos quatro anos. Para ela, é grave um projeto em que as etapas facilitem a liberação de produtos que ‘claramente trazem riscos’.

“Não se pode deixar de lado a avaliação científica. Eu não posso deixar de lado cientistas que estão dizendo o que vai acontecer a partir da aprovação desse projeto”, disse a parlamentar, que defende a participação efetiva de órgãos ambientais e da área de saúde – como Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), no acompanhamento da fiscalização e controle para a liberação de agrotóxicos no País.

Eliziane Gama enfatizou que a atual proposta torna a Anvisa) e o Ibama apenas órgãos consultivos, por não terem mais a palavra final na liberação dos pesticidas, o que, pelo texto, caberá ao Ministério da Agricultura.

“Vamos sentar com o GT [Grupo de Trabalho] da saúde, vamos sentar com o GT [Grupo de Trabalho] ambiental da área do governo eleito e vamos tentar encontrar uma saída que seja mais plausível, que seja mais palatável e que, sobretudo, não agrida a saúde do povo brasileiro”, disse.

A senadora destacou ainda que com a ampliação do debate sobre o projeto será possível ajustá-lo em pelo menos três pontos para que a matéria possa avançar.

“Podemos construir, chegar a um acordo que seja menos ruim. Podemos sair com um texto de fato que seja melhor”, afirmou Eliziane Gama (Com informações da Agência Senado)

Nota de repúdio do Cidadania à invasão da Assembleia Legislativa

Entre estarrecido e indignado, o partido Cidadania em Goiás vêm a público manifestar o seu mais firme repúdio aos atos de barbarismo promovidos ontem por militantes radicalizados ligados ao agronegócio ao invadirem o plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, ontem, 22/11/2022, sob o pretexto de manifestarem seu inconformismo com matéria em trâmite que julgaram prejudicial a seus interesses.

Faz parte do jogo da democracia haver pressões e contra-pressões em momentos de votações nos parlamentos. Até aí, nada a reparar. Porém, quando se apela para a violência, com a irrupção brutal no plenário; e para ameaças, aos gritos de “Uh, vai morrer!”, a situação muda de figura e passa a configurar um ataque aberto a uma das principais instituições da democracia pela qual tanto lutamos e pela qual tantas e tantos deram seu sangue e suas vidas para conquistar.

Independentemente do tema em debate, invadir o plenário onde se reúnem os representantes eleitos pelo povo na tentativa de coagir os seus votos e posicionamentos não se justifica e constitui grave atentado à democracia e não deve ser tolerado nem considerado como um ato banal de oposição.

A mesma democracia que defende direitos deve saber se defender, não titubear e punir severamente aqueles que pela força pretenderem manipular desfechos no Poder Legislativo.

Este firme posicionamento do partido Cidadania se deve a não considerarmos coincidência que o mesmo segmento que vem fomentando e financiando a desordem e a arruaça bloqueando rodovias venha agora promover violência contra o parlamento goiano. Ambas movimentações fazem parte de uma visão antidemocrática da política e da vida em sociedade que prega a intolerância, o medo e o retorno a um infâme regime ditatorial que deveria permanecer apenas nos livros de história.

O Cidadania, zeloso pela nossa democracia, chama a atenção de todas as forças e personalidades democráticas para se posicionarem contra tais atentados e assim impedirmos o avanço do extremismo na política em Goias.

Goiânia, 23 de novembro de 2022.

Gilvane Felipe
Presidente do Cidadania em Goiás

Roberto Jefferson se comporta como ‘criminoso’ e ‘terrorista’, afirma Eliziane Gama

Para senadora, ex-deputado federal ‘representa perigo para a sociedade’ (Foto: Reprodução/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), condenou na rede social o ataque do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) com fuzil e granadas contra agentes da Polícia Federal que foram até sua casa, neste domingo (23), no município de Levy Gasparian (RJ), para cumprir um mandato de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Resistir à prisão e trocar tiros com a polícia; conclamar o povo pegar em armas; tudo, horas depois das graves agressões à ministra [do STF] Cármem Lúcia! Roberto Jefferson, representa perigo para a sociedade, realmente se comporta como um criminoso, um terrorista”, postou no Twitter.

Segundo a PF, Jefferson, que cumpre prisão domiciliar, reagiu à abordagem atirando e lançando granada em direção aos agentes, que cumpriam mandato de prisão após o ex-parlamentar veicular vídeos com ataques ao processo eleitoral e a ministros do TSE. Dois policiais ficaram feridos, atingidos por estilhaços.

“Durante a diligência, o alvo do mandado reagiu à ordem de prisão anunciada pelos policiais federais. Na ação, dois policiais foram feridos por estilhaços de granada arremessada pelo alvo e levados imediatamente ao pronto socorro. Após o atendimento médico, ambos foram liberados e passam bem”, diz a nota da PF.

Em nota, Igualdade 23 repudia ataques racistas contra Seu Jorge

Para a coordenação do coletivo, não há justificativa para as agressões ao cantor

A Coordenação do Coletivo Igualdade 23 do Cidadania divulgou nota pública (veja abaixo), nesta quarta-feira (19), na qual repudia ‘os ataques racistas contra o cantor Seu Jorge, em Porto Alegre (RS), ocorridos na última sexta-feira (14), durante um show do artista em clube da cidade.

“Ainda que fique provado, o que Seu Jorge nega, que a violência tenha sido desencadeada após manifestações político-partidárias, não há justificativa para os ataques”, diz trecho do texto.

A nota também chama atenção para o fato de o País já ter arcabouço jurídico para punir casos de racismo, e para que esse caso ‘sirva de incentivo ao combate ao racismo e violências correlatas, ocorram com qualquer pessoa e em qualquer lugar do Brasil’.

“O racismo à brasileira é persistente e desconhece reputações, condição social ou carismas

Os ataques racistas contra o cantor Seu Jorge em Porto Alegre ocorridos na última sexta-feira, 14, demonstram o quanto essa chaga social é persistente e incomodamente diversificada no país, ou seja, atinge pessoas de diversas classes socias, gente simples, de classe média e até personalidades de reconhecida reputação e carisma social como o caso do artista, cantor e ator, amado por muitos públicos.

Ainda que fique provado, o que Seu Jorge nega, que a violência tenha sido desencadeada após manifestações político-partidárias, não há justificativa para os ataques. Sabidamente, é bastante usual que ícones das artes se manifestem publicamente sobre suas preferências ideológicas, sem que isso legitime virulência por parte do público onde quer que seja.

Até aqui é animadora a reação da direção do Grêmio Náutico União, palco do triste episódio, que prometeu tomar todas as providências cabíveis para que o assunto não fique na impunidade nas estatísticas.

Apesar disso, gera suspeita a informação de que os administradores do local apagaram todas as fotos e vídeos que envolviam a apresentação do cantor.

Entra em cena a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, instituição a quem cabe as investigações via inquérito para apurar as denúncias de racismo contra Seu Jorge.

O que vem sendo veiculado é que parte do público ofendeu o cantor o comparando a um “macaco”, insulto acompanhado de imitações corporações, segundo testemunhas do ocorrido.

É instigante a propósito desse fato recordar que a primeira lei contra a discriminação racial brasileira, a Afonso Arinos, teve a tramitação e aprovação impulsionada pelo caso de racismo contra uma bailarina negra. Katherine Dunham, afro-americana, impedida de se hospedar em um hotel em São Paulo devido à sua cor de pele, em 1951.

Não esperamos que o desrespeito a essa estrela das artes, nesse caso um brasileiro, Seu Jorge, se traduza em nova legislação. Já temos suficiente arcabouço para punir casos assim. Clamamos que o imbróglio sirva de incentivo ao combate ao racismo e violências correlatas, ocorram com qualquer pessoa e em qualquer lugar do Brasil.

Coordenação do Coletivo Igualdade 23 do Cidadania

Roberto Freire: Por que não ser neutro

Estamos votando em Lula e vetando Bolsonaro, pelo que este representa de obscurantismo

Resposta que dei a um eleitor de Simone Tebet que listou uma série de crimes e escândalos nos governos lulopetistas e pregou a neutralidade:

“Caro […], nós do Cidadania – na época em que tudo isso acontecia nos governos de Lula e Dilma fazíamos uma firme oposição – podemos dizer que hoje, nos tempos de Bolsonaro, temos (em muito menos tempo de governo) tantos crimes e escândalos de corrupção como antes. Não vamos desempatar com o voto no segundo turno.

Estamos votando em Lula e vetando Bolsonaro, pelo que este representa de obscurantismo (vide posição na pandemia). Como órfão da ditadura, comete atos de desrespeito aos direitos humanos e atenta contra a democracia. Está pronta, inclusive, uma PEC para o caso de ele ser vitorioso, aumentando o número de ministros do STF para controlar o Judiciário. Não podemos esquecer que Chávez, pela esquerda, iniciou a escalada ditatorial com o controle do Judiciário, igualzinho a Orban na Hungria, pela extrema-direita, que também aumentou o número de ministros da Corte Suprema. E o resultado é o fascismo reinando no país dos magiares.

Não podemos admitir que isso ocorra entre nós. Daí o voto em Lula, que, apesar de corrupto (tal como Bolsonaro), nos mais de 13 anos de governo não promoveu nenhum ato para criar um regime autoritário. Convém não esquecer que ele próprio foi investigado e muitos dos dirigentes do PT condenados durante seu próprio governo.” (Texto publicado no Facebook da Esquerda Democrática https://bit.ly/3Mv1WNU)