Ministro da Saúde garante a Carmen Zanotto que não haverá desabastecimento de medicamentos

Em reunião na tarde desta terça-feira (16) com a presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde, deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), e representantes da Sociedade Brasileira de Diabetes, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, garantiu que a suspensão de contratos com laboratórios nacionais não prejudicará o abastecimento de medicamentos no País.

“O ministro Mandetta nos assegurou que a portaria que suspendeu temporariamente os contratos não vai prejudicar a distribuição de remédios em todo o país. Essa declaração traz alívio para os milhares de pacientes que estão apreensivos. Essas pessoas não podem interromper o tratamento”, disse Carmen Zanotto.

Publicada em julho passado, a portaria do Ministério da Saúde suspende Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com laboratórios públicos que fornecem 19 produtos para milhares de pacientes, como insulina, para diabéticos, e everolimo, para transplantados, e para o tratamento do câncer.  Todos os produtos são fornecidos gratuitamente pelo SUS. (Sistema Único de Saúde)

Nota Pública

De acordo com o ministério, a “suspensão temporária” permitirá que os laboratórios apresentem medidas para reestruturar o cronograma de ações e atividades. Desde 2015, 46 PDPs passaram por processos de suspensão e atualmente 87 parcerias estão vigentes, segundo a nota.

“Trata-se de uma medida regular e recomendada pelos órgãos de controle. Toda e qualquer parceria que estiver em desacordo é suspensa para avaliação”, acrescentou  Mandetta.

Para a parlamentar do Cidadania de Santa Catarina, que é vice-presidente da Frente Mista da Diabetes, “o mais importante é termos a garantia do ministro (da Saúde) de  que a medida não afetará o atendimento à população”.

Sociedade Civil

Segundo Hermelinda Pedrosa, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Brasil é o quarto país com o maior número de pessoas com diabetes no mundo. A estimativa é que o país chegue a 26 milhões de diabéticos nos próximos anos.

Em seminário sobre câncer de cabeça e pescoço, Carmen Zanotto alerta para falta de tratamento

Com o tema “O câncer está na cara, mas às vezes você não vê!”, foi realizado, nesta quinta-feira (11), na Câmara dos Deputados, seminário que debateu os problemas enfrentados pelos pacientes diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço na busca por atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde).

Câncer de cabeça e pescoço é o nome comum dos tumores que nascem na região das vias aerodigestivas, como amígdalas, boca, bochechas, faringe , gengivas, laringe e línguas.

O evento deu início à Campanha Julho Verde, de  prevenção contra a doença. O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no próximo dia 27 de julho.

As reclamações dos participantes foram desde a falta de diagnóstico precoce ao não-fornecimento gratuito de próteses pelo Sistema.

Para a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), autora do requerimento para a realização do seminário, os debates mostraram que o tema, um ano depois da realização de debate na Comissão de Seguridade Social, continua a merecer atenção especial da Casa.

“Infelizmente, este seminário mostrou que precisamos avançar para melhorar o diagnóstico precoce e garantir o tratamento na rede pública de saúde. A luta da sociedade civil é gigantesca. O papel desta Casa é fortalecer o diálogo com o Ministério da Saúde. Não podemos continuar a perder precocemente vidas porque não foi lhes foi o tratamento”, afirmou a presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de cabeça e pescoço é o quarto tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres neste ano de 2019. Estima-se que sejam diagnosticados 640 mil novos casos de câncer no país.

O seminário contou com a participação de especialistas,representantes do Ministério da Saúde e da sociedade civil e alunos de fonoaudiologia.

Carmen Zanotto: Lista de espera por cirurgia on-line dá transparência e aponta gargalos no atendimento

Em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, nesta terça-feira (09), a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) defendeu a adoção da lista de espera por cirurgias on-line como uma das formas de melhorar o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde).

“Além de permitir o paciente faça o acompanhamento, a publicação da lista de espera na internet traz transparência ao processo e aponta os gargalos de atendimento”, afirmou Carmen Zanotto, que foi uma das autoras do requerimento de audiência.

A reunião foi para debater o Projeto de Lei 10.106/2018, do Senado Federal, que obriga os governos estaduais a publicar na internet as listas de pacientes que serão submetidos a cirurgias eletivas em hospitais conveniados ao Sistema.

De acordo com o projeto, as listas de espera devem divulgadas com os números da identidade ou cartão nacional de saúde do paciente, a ordem em que está na fila e a data do agendamento da cirurgia. As listas devem ser divididas por especialidades médicas e atualizadas semanalmente.

A experiência exitosa de Santa Catarina serviu de base para ampliar o debate sobre o aperfeiçoamento da matéria. A implantação da lista de espera por procedimentos foi implantada em parceria com gestores da área de saúde e o Ministério Público.

Tabela do SUS

Durante o debate, Carmen disse que as longas filas de espera por atendimento, sobretudo para cirurgias, são resultado do subfinanciamento e da falta de reajuste da tabela de procedimentos do SUS.

“Apesar do crescimento da população, do aumento de demanda por atendimento, a remuneração da tabela do SUS é a mesma de 20 anos atrás”, criticou.

A pedido de Carmen Zanotto, comissão debaterá publicação na internet de lista de espera por cirurgia

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara promoverá, na próxima terça-feira (09), audiência pública para debater o Projeto de Lei 10.106/2018, do Senado Federal, que obriga os governos estaduais a publicar na internet as listas de pacientes que serão submetidos a cirurgias eletivas em hospitais conveniados ao SUS (Sistema Único de Saúde). O evento será realizado, às 10h, no Plenário 7 do Anexo II.

Para a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), autora do requerimento, o debate, que contará com a participação de várias entidades, será importante para a coleta de sugestões para o aperfeiçoamento do projeto que visa dar transparência nos serviços públicos de saúde e garante direitos aos cidadãos por atendimento rápido e eficaz.

“Com a publicação da lista, o paciente poderá acompanhar em que posição se encontra na fila para a realização do procedimento cirúrgico de que precisa. Além de reduzir o tempo de espera, a proposta evitará  as fraudes dos chamados “fura-filas” nos serviços do SUS”, afirmou Carmen Zanotto.

De acordo com o projeto, as listas de espera devem divulgadas com os números da identidade ou cartão nacional de saúde do paciente, a ordem em que está na fila e a data do agendamento da cirurgia. As listas devem ser divididas por especialidades médicas e atualizadas semanalmente.

A relatora da proposta, deputada federal Adriana Ventura (Podemos-SP) também é autora do requerimento.

Também serão objeto de debate os Projetos de Lei do Senado Federal 192/2018 e 140/2017 que alteram a Lei nº 8.080/1990, para determinar prazo máximo para agendamento para realização de consulta, exame ou procedimento no SUS.

Convidados

Douglas Roberto Martins, coordenador do Centro de Apoio dos Direitos Humanos e Terceiro Setor do Ministério Público Estadual de Santa Catarina;Tiago Matos, diretor jurídico do Instituto Oncoguia; Ramon Tártari, superintendente de Serviços Especializados e Regulação na Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina; e representantes dos Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

 Carmen Zanotto conclama união por mais recursos para salvar o SUS

A presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde, deputada federa Carmen Zanotto (Cidadania-SC), defendeu nesta quarta-feira (26), durante café da manhã com as entidades e representantes da área de saúde, união de todos em torno de mais recursos para o SUS (Sistema Único de Saúde).

“Precisamos estar unidos para enfrentar, coragem e altivez, os desafios para salvar o nosso SUS dessa situação em que se encontra. A população clama por atendimento. A crise é geral. A única saída é nos mobilizarmos por mais recursos”, afirmou.

Carmen foi aplaudida quando disse que, se os recursos não forem colocados na proposta orçamentária para o próximo, o caminho a ser tomado será a revogação da Emenda Constitucional 95, que limita, em 20 anos, as despesas primárias do orçamento público.

“Se for necessário, vamos revogar essa emenda, que é maléfica à saúde pública”, afirmou Zanotto.

Todos os demais discursos se somaram à defesa da presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde pelo fortalecimento do SUS.

Além de deputados e senadores, participaram do evento representantes CONASS (Conselho Nacional de Secretarias da Saúde); CONASEMS (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, dentre outros.

Em audiência com ministro, Carmen Zanotto destaca revisão da tabela do SUS e a expansão da radioterapia

Em audiência na Comissão Mista do Orçamento da Câmara, nesta quarta-feira (19), a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) pediu ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, solução para a falta de reajuste da tabela de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A parlamentar disse que a baixa remuneração paga pelos procedimentos é o principal motivo da evasão de profissionais nos hospitais filantrópicos e no próprio Sistema.

“Estamos convictos de que a falta de revisão da tabela é um dos entraves ao atendimento no SUS. As grandes filas de espera, principalmente por procedimentos de média e alta complexidade, são enormes em todo o país. A saúde pública está perdendo grandes profissionais”, alertou a parlamentar que  preside a Frente Parlamentar Mista da Saúde.

Ao informar sobre o debate que vem sendo feito no âmbito da Comissão de Seguridade Social sobre o assunto, Carmen Zanotto adiantou que uma das saídas para resolver os impactos mais gritantes no atendimento seria investir mais recursos no Orçamento.

Carmen informou que os parlamentares estão dispostos a colaborar neste esforço para garantir que uma das emendas da Comissão da Seguridade Social seja destinada à complementação do teto de financiamento de média e alta complexidade.

“Mas precisamos ter a garantia de que a mesma seja acatada no relatório final da proposta orçamentária e que não haja contingenciamento”, alertou.

Luiz Henrique Mandetta admitiu que a revisão da tabela de procedimentos tem sido “uma dor de cabeça” para o Ministério da Saúde.

Expansão da Radioterapia

A deputada catarinense pediu ao ministro Mandetta agilidade na instalação dos serviços de radioterapia do Hospital de Joinville. Segundo ela, a estrutura física já está pronta, mas os equipamentos precisam ser substituídos pelo Ministério. Carmen também destacou a entrega do novo acelerador linear ao Hospital Regional de Chapecó e a ampliação dos serviços de radioterapia para as cidades de Itajaí, Joaçaba e Tubarão.

Ao final de sua fala, Carmen Zanotto registrou os avanços no SUS, em especial a disponibilização de medicamentos para os pacientes de doenças raras.

Carmen Zanotto destaca o Programa BNDES Saúde para atendimento da população

Em pronunciamento nesta segunda-feira (17), a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) destacou a importância do Programa BNDES Saúde para a melhoria de atendimento da população no Sistema Único de Saúde (SUS). Lançado na semana passada pelo governo federal, o programa disponibiliza uma linha de financiamento de R$ 1 bilhão para as mais de duas mil entidades filantrópicas de saúde sem fins lucrativos parceiras do SUS, que estão espalhadas em 1.308 municípios.

“É uma injeção de ânimo no setor. Esses recursos vêm em boa hora. Com certeza, serão aplicados no soerguimento financeiro dessas entidades. Com isso, haverá melhoria dos serviços prestados aos usuários do Sistema”, afirmou a presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde.

A deputada catarinense reforçou que as entidades filantrópicas são responsáveis por metade dos atendimentos e procedimentos hospitalares de média e alta complexidade da rede pública de saúde.

“É importante destacar o papel dessas instituições na saúde pública brasileira. Somente em 2018, a rede filantrópica disponibilizou aos pacientes cerca de 130 mil leitos”, informou Carmen Zanotto.

Subfinanciamento

Crítica do subfinanciamento do SUS, a parlamentar do Cidadania defendeu ainda mais recursos orçamentários para a saúde pública. Segundo ele, os municípios e os municípios investem além do previsto na Constituição Federal.

“As prefeituras deveriam investir 15%, mas a grande maioria aplica 24% da receita e alguns chegam a 37%. Os estados já estão em 14%. Falta a União cumprir a sua parte”, disse.

Comissão aprova projeto de Carmen Zanotto que prioriza indústria brasileira de fármacos em licitação

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou nesta quarta-feira (12) projeto de autoria da deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) que dá preferência em licitações realizadas por laboratórios públicos às indústrias  que produzem fármacos em território nacional. Fármacos são as substâncias químicas que entram na fabricação dos medicamentos.

O projeto (PL 7552/2017) recebeu parecer favorável do deputado federal f Hildo Rocha (MDB-MA). A matéria foi aprovada de acordo com o substitutivo que veio da Comissão de Seguridade Social e Família.

Segundo Carmen Zanotto, o objetivo da proposta é incentivar a fabricação do insumo para  que o Brasil reduza a dependência das indústrias  farmoquímicas multinacionais.

“Infelizmente, ainda importamos o grande volume de matéria-prima para fabricação dos remédios. O Brasil precisa de ações que estimulem a produção nacional de medicamentos para reduzir essa dependência”, afirmou a parlamentar.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é o maior comprador de medicamentos do mundo. Os laboratórios públicos são responsáveis pelo abastecimento do Sistema e contribuem para o acesso da população aos medicamentos.

“Existem poucos laboratórios sediados no Brasil que possuem capacidade para sintetizar fármacos para serem utilizados na produção de remédios”, reforçou Carmen Zanotto.

A iniciativa foi apresentada pela então deputada federal Laura Carneiro (DEM-RJ) na legislatura passada.

Para garantir a preferência nas licitações, os produtores de fármacos deverão ter, além de comprovar a fabricação em território nacional, certificado de boas práticas de fabricação fornecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atestar que o fármaco atende às especificações exigidas pelo laboratório oficial.

A comprovação da fabricação local será feita apenas pela análise das etapas de síntese – os fármacos se originam de processos de múltiplas etapas. Não será feita análise das tecnologias adotadas pela indústria produtora, nem revelação ou divulgação de segredos industriais.

Ainda de  acordo com a proposta, quando houver mais de uma indústria brasileira no páreo, a prioridade será da que realizar no país o maior percentual de integração do processo produtivo, a maior utilização de mão de obra e a maior adição de valor agregado executadas em território nacional.

Tramitação

O PL 7552/2017 tramita em caráter conclusivo e será votado agora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será encaminhado à apreciação do Senado Federal.

Carmen Zanotto diz que revisão da tabela poderá melhorar atendimento no SUS

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) afirmou nesta terça-feira (11) que a falta de revisão da tabela de serviços de saúde é um dos principais entraves para melhorar o atendimento da população no Sistema Único de Saúde (SUS).

A declaração da parlamentar ocorreu em audiência pública realizada pelo Grupo de Trabalho da tabela remuneração de procedimentos médicos do SUS. Há 17 anos a tabela do SUS não é reajustada.

Para a deputada, a falta de uma tabela adequada é o principal motivo da evasão de especialistas, que não aceitam mais atender pelo SUS. Ela disse que há muito tempo a remuneração do SUS não cobre as despesas dos hospitais filantrópicos.

“O resultado disso é que as filas por atendimento só aumentam. A população está pagando um preço alto por isso. Nós aqui sabemos que isso é resultado da falta de revisão na tabela dos procedimentos. Estou vendo aqui que todos concordam com isso”, disse Carmen Zanotto, que é presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde.

O debate contou com a participação de representantes do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio Grande do Sul, Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos, Associação Médica Brasileira e representantes do governo.

A deputada atribuiu os mutirões à falta de revisão da tabela de procedimentos do SUS.

“Se tivéssemos uma tabela adequada, não precisaríamos de mutirões de cirurgias eletivas. Os pacientes seriam operados de acordo com a demanda e a necessidade”, reforçou Carmen Zanotto.

Em conferência de saúde, Carmen Zanotto pede que União invista mais recursos na área

Em pronunciamento na abertura da 8ª Conferência Estadual de Saúde, em Florianópolis, a presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde, deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), defendeu que a União aplique mais recursos na área.

“Para alguns economistas a saúde é despesa, mas para nós de que defendemos o SUS [Sistema Único de Saúde], sabemos que é investimento na vida das pessoas e na coletividade. A população precisa estar saudável para enfrentar a crise”, afirmou.

O evento, que ocorre até a próxima sexta-feira (06),  é uma preparatória dos estados para a 16ª Conferência Nacional de Saúde, que acontecerá no próximo mês de agosto em Brasília. O lema da conferência é “Democracia e Saúde: Saúde como Direito e Consolidação e Financiamento do SUS”.

Segundo a presidente da Frente Parlamentar da Saúde, a maioria dos municípios investe além do que prevê a Constitucional Federal.

“Deveriam investir 15%, mas a grande maioria aplica 24% da receita e alguns chegam a 37%. Os estados, que deveriam investir 12%, a media é de 14%. Por isso, precisamos ampliar os recursos orçamentários nesta área tão importante para a nossa população”, argumentou.

Carmen ressaltou que a saúde vive um momento difícil com a Emenda 86, que estabelece orçamento impositivo e retira recursos da saúde pública, e com a Emenda 95, que congela os gastos com os serviços sociais.

Embora o SUS tenha registrado avanços nestes 30 anos de existência, a parlamentar catarinense avaliou que é preciso melhorar o atendimento das milhares de pessoas que procuram diariamente os hospitais e unidades de saúde em todo o País.

“Embora o SUS tenha reconhecimento mundial, a população sofre por causa das fragilidades que precisam ser superadas com mais recursos. Dessa  maneira, o acesso dos pacientes aos serviços de saúde poderá melhorar”, defendeu Carmen Zanotto.

Emenda de Carmen Zanotto à MP 871 veda acesso do INSS a prontuários sem o aval do paciente

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) apresentará em plenário emenda alterando artigo da MP 871/2019 sobre o acesso do INSS a dados de registros e de prontuários eletrônicos do Sistema Único de Saúde (SUS). A parlamentar defende que as informações só poderão ser repassadas ao Instituto mediante prévia anuência dos pacientes.

A medida provisória cria regras mais duras para a concessão de aposentadorias, inclusive para a da área rural, e institui o programa de revisão de benefícios por incapacidade. A proposta poderá ser votada nesta quarta-feira pelos deputados.

Na emenda, a parlamentar reforça que os dados dos documentos médicos devem ser mantidos sob sigilo pelas entidades públicas.

“O prontuário médico é a união de todos os documentos, ordenados, onde ficam registradas todas as informações relativas aos procedimentos, exames, condições físicas e demais informações do paciente. Esses dados são invioláveis”, explicou.

O Código de Ética Médica proíbe o profissional de medicina  de liberar cópias do prontuário sob sua guarda, “salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua própria defesa”.

A pedido de Carmen Zanotto, secretário do MS vem à Câmara para falar sobre mudança na portaria do Spinraza

A Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara aprovou nesta quarta-feira (15) requerimento, de autoria da deputada federa Carmen Zanotto (Cidadania-SC), convidando o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, para falar sobre os ajustes técnicos que o ministério está realizando para incorporar todos os tipos de Atrofia Muscular Espinhal (AME) na portaria que disponibilizou a distribuição do medicamento Spinraza no SUS (Sistema Único de Saúde).

A Portaria 24/2019 que foi assinada, no mês passado, pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em cerimônia no plenário do Senado Federal, disponibilizou o Spinraza apenas para os portadores da AME Tipo 1, ou seja, para aqueles pacientes com diagnóstico genético confirmado que não estejam em ventilação mecânica invasiva.

A AME é uma doença genética degenerativa que afeta os movimentos.

Com atuação destacada no Parlamento em defesa das pessoas portadoras das doenças raras, Carmen Zanotto disse que mantém a expectativa de que Denizar Vianna possa detalhar na audiência os estudos técnicos que estão sendo realizados para ampliar a distribuição do medicação para o tratamento das AME Tipo 2 (início dos sintomas entre 7 e 18 meses de vida) e Tipo 3 (início dos sintomas antes dos 3 anos de vida e 12 incompletos).

“Mesmo que a disponibilização desse medicamento pelo SUS seja nas modalidades de pesquisa clínica e no compartilhamento de riscos, estamos dando um passo importante para dar melhores condições aos pacientes que clamam por tratamento digno da parte do poder público”, afirmou Carmen Zanotto, que preside a Frente Parlamentar Mista da Saúde.

Coordenada por Carmen Zanotto, Frente Parlamentar Mista da Saúde será lançada nesta quarta-feira

Robson Gonçalves

O lançamento oficial da Frente Parlamentar Mista da Saúde será realizado, nesta quarta-feira (08). O evento ocorrerá, a partir das 9h, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e contará com a participação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de parlamentares das duas Casas Legislativas e representantes da área.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foram convidados.

Composta por mais de 200 deputados e senadores de vários partidos, a Frente é coordenada pela deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que é a primeira mulher a presidir o colegiado desde que o mesmo foi criado em 1993. Carmen também comanda os trabalhos da Subcomissão de Saúde, cujo lançamento oficial também acontecerá neste evento.

A Frente Parlamentar Mista da Saúde tem como objetivo principal propor, acompanhar e garantir o acesso da população ao atendimento de qualidade na rede pública de saúde. O outro foco do colegiado é trabalhar pelo fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde).

“Esta Frente renasce muito forte e tem condições de realizar um grande trabalho em prol da saúde dos brasileiros. Há muitos desafios a serem enfrentados. Um deles é lutar por mais recursos para a área”, afirmou Carmen Zanotto.

Composição

A Frente tem como vice-presidentes o senador Jorginho Mello (PP-SC) e os deputados federais Luiz Antônio de Souza (PSL-RJ), José Eduardo Pereira da Costa (PTB-PA) e  Luiz Benes Leocádio (PRB-RN); secretário-geral é o deputado  Frederico de Castro (Patritotas-MG) e a secretária-adjunta  é a deputada Dra. Soraya Mannato (PSL-ES).

Carmen Zanotto classifica de avanço assinatura de portaria para tratamento de atrofia muscular

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), da tribuna da Câmara, classificou, nesta terça-feira (30), como “avanço” a assinatura de portaria pelo Ministério da Saúde que tornou disponível a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) o medicamento que trata a Atrofia Muscular Espinhal (AME), tipo 1.

O insumo, Nusinersen (Spinraza), único no mundo recomendado para o tratamento de AME, passou a ser ofertado desde a semana passada pelo Ministério da Saúde.

“Quero registrar os avanços que estamos tendo com a assinatura da portaria, mas a luta e o trabalho para pacientes com outros tipos de AME não se encerraram a partir desta medida. Estes pacientes deverão ser incluídos no tratamento, mas numa outra modalidade, que é da pesquisa clínica. Não dá mais para estas famílias recorrerem a decisões judiciais para acessarem o medicamento”, disse a parlamentar.

Ela lembrou que uma única ampola do Spinraza custa mais de R$ 300 mil.

“São seis ampolas no primeiro ano de tratamento e mais 4 ano no anos subsequentes”, explicou a deputada

Acidente de trabalho

Carmen Zanotto também defendeu políticas públicas para prevenir o acidente de trabalho. No dia 28 de abril, se comemora o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

“Precisamos fortalecer esta política pública para evitarmos os acidentes de trabalho. Foram 578 mil acidentes só em 2016”, disse.