Eliziane Gama promove debate sobre fé e política com teólogos e parlamentares

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) presidiu nesta quinta-feira (8), em Brasília, o evento “A Fé, o Movimento Evangélico e a Política”, promovido pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) em parceria com o Cidadania. Foram palestrantes os pastores Eliazar Ceccon, presidente do CGADB (Conselho Político Nacional da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), e Lyndon de Araújo Santos, historiador e professor da UFMA (Universidade Federal do Maranhão).

Compuseram a mesa do encontro e também usaram da palavra o presidente do Cidadania, Roberto Freire; o diretor-geral da FAP, Luiz Carlos Azedo; o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e o deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP)

Membro da Assembleia de Deus, Eliziane Gama relembrou o início de sua jornada na política e a época em que foi aluna do professor Lyndon na UFMA, e de como os profundos debates acerca da visão progressista e da visão do cristão na política inspiraram diversos jovens, incluindo ela.

“O professor passou para a juventude da universidade a visão do exercício do cristianismo na sua integralidade”, afirmou.

A senadora se disse preocupada com a utilização da fé e do termo cristão no cenário político nacional.

“Como eu venho falando constantemente, o cristianismo vai muito mais além do que tem se apresentado. O cristianismo não combina com o ódio, com a intolerância, com a violência. O cristianismo é graça, é misericórdia, é perdão, é entrega. Essa é a essência do cristianismo e esses são os sentimentos dos verdadeiros cristãos”, ressaltou a parlamentar.

Eliziane: acerto na realização do evento

Para ela, o Cidadania acerta muito em promover debates com o movimento evangélico e demonstra um enorme respeito às comunidades evangélicas que têm um papel preponderante na educação, na formação cultural e nas políticas de combate ao uso de drogas.

Eliziane destaca que só no Maranhão, seu estado, são mais de 50 comunidades terapêuticas evangélicas que promovem uma recuperação impressionante de viciados em drogas, sem falar dos trabalhos que são feitos dentro dos presídios promovendo também a ressocialização de apenados.

“Tudo isso não é um trabalho de hoje, ele vem de séculos, mas é claro que vem aumentando nos últimos anos e com o aumento vem a deturpação, vem um aproveitamento e uma tentativa de instrumentalizar a fé e o cristianismo. Isso, nós, que fomos criados na fé, não podemos admitir, pois Jesus Cristo não admite violência, não admite intolerância, não admite ódio”, enfatizou a senadora dizendo ainda estar muito feliz em debater “a essência do Evangelho de Jesus Cristo”.


Pastores abordam aspectos históricos do protestantismo e o crescimento do movimento evangélico no Brasil

O professor e pastor Lyndon de Araújo Santos afirmou que o Brasil e o mundo vivem hoje uma crise civilizacional com o retorno de uma pauta de ideias atrasadas que se pensava superada pelo tempo. Em sua avaliação, voltou ao cenário contemporâneo uma retórica que se manifestou no nazismo, no fascismo, no apartheid, claramente de direita e que causa preocupação.

Descreveu o cenário atual brasileiro como a operacionalização do que classificou como “necropolítica”, uma espécie de política da morte que distingue quem vive, como vive, quem deve viver e quem não deve viver. Uma consequência dessa visão, no Brasil, seria o incremento cada vez maior do aparato policial.

Professor e pastor Lyndon de Araújo Santos

Recorrendo a fatos históricos, o professor explicou que os evangélicos, no século XIX, levantaram alto a bandeira da liberdade religiosa, em um momento em que praticar a fé era cerceada em função da vinculação direta da monarquia com a igreja católica. Já na República, e até marchando ao lado da Maçonaria, os evangélicos apoiaram o abolicionismo e o conceito do Estado laico, presente em todas as constituições republicanas e democráticas de outros países.

De acordo com o professor, após a Segunda Guerra Mundial, o movimento evangélico no Brasil passou a sofrer influência direta do fundamentalismo americano, negando a política e, nesta condição, acabou por apoiar o regime ditatorial de 1964. Esses fatos, conforme o professor, levaram à desconfiguração de um modo de ser evangélico no Brasil, então baseado em uma tradição protestante progressista.

Após lembrar que segmentos do movimento evangélico na década de 70 atuaram corajosamente a favor dos direitos humanos, o professor da UFMA avaliou que em 2018 houve mais uma mudança de lógica entre os evangélicos e a participação política voltou como uma espécie de cruzada, presumivelmente mirando um Estado teocrático, que nada “teria a ver com Cristo, o evangelho e o protestantismo”. Para o professor, o movimento teria mais relação com projeção de poder do que com convicção teológica.

Ao elogiar o Cidadania pela realização do evento, o professor sugeriu que o partido ouça mais os evangélicos e abandone qualquer postura ou tentativa de cooptação. E no exercício desse diálogo, defendeu a busca de mais contato com as bordas da sociedade que foram abandonadas pelos partidos mais tradicionais. Para ele, esse contato deve sempre privilegiar a politização em detrimento de se querer inocular ideologia na cabeça das pessoas.

Cidadão do céu e da terra

A postura de abertura do Cidadania aos mais diversos segmentos sociais brasileiros e aos evangélicos foi elogiada pelo pastor Eliazar Ceccon, presidente do CGADB (Conselho Político Nacional da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil). Na sua opinião, o partido demonstra entender a trajetória da humanidade e vai corrigindo suas ações e “arestas”, construindo pontos de convergência e de diálogo.

Também disse “ter a mais alta estima” pela senadora Eliziane Gama, que estaria desenvolvendo um trabalho político sério e com muita responsabilidade.

O pastor entende que o movimento evangélico vem crescendo rapidamente em todos estados e essa realidade deve ser levada em consideração por aqueles que pretendem construir uma nova sociedade e o Brasil do futuro. Em 2000, conforme explicou o pastor, os evangélicos representavam 15,4% da população, saltando atualmente para perto de 30% e algumas projeções já os colocariam com 39,8% em 2032, convertendo-os no maior polo religioso do País.

Quanto à Assembleia de Deus, Eliazar Ceccon diz que o número de fiéis já chega a 32 milhões de pessoas e que está presente em todos os municípios brasileiros.

Pastor Eliazar Ceccon

Frisou ainda o pastor que o movimento evangélico, em suas várias correntes denominacionais, desenvolve extenso trabalho de cunho social, a ponto de muita gente acreditar que se igreja abandonasse essa função de uma hora para outra o Estado precisaria dispor de recursos equivalentes a duas reformas da Previdência.

Ao longo de sua implantação no Brasil, segundo o pastor, os evangélicos de modo geral sempre se defrontaram com duas posturas, com resultados diferentes quando se pensa em participação política direta. O pietismo, que se isola, que busca se conectar só com Deus, que entende a política como um espaço sujo, e a espiritualidade aplicada, esta geradora de ações mais diretas no contato com os seres humanos e, portanto, com a política.

“Durante muito tempo predominou em nosso meio a teologia pietista”, assinalou o pastor.

O comportamento do evangélico, na opinião do pastor, deve mirar no princípio de ao mesmo tempo amar a Deus sem esquecer do próximo. Esse entendimento permitiria ao cristão reafirmar sempre a sua fé sem abrir mão de se inserir na vida secular, seja na relação com as pessoas ou no exercício da própria política. Apesar dessas posições, o pastor assinalou que a Assembleia de Deus hoje se volta e se empenha para conformar “dois cidadãos” – o do céu, resultado da fé, e o da terra, cônscio de suas responsabilidades e direitos.

O braço social

Desde 2010, a cada hora, é criada uma organização religiosa no País, com registro e CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). Estima-se que em 19 anos quase 100 mil instituições foram formalizadas nas mais diversas áreas de intervenção e atuação. Foi o que disse no evento do Cidadania o pastor assembleiano Erisson Lindoso, Coordenador da Feteb (Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas Evangélicas).

Das 1795 comunidades terapêuticas levantadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70% seriam evangélicas. No estado do Maranhão, onde Lindoso atua mais diretamente, existem 78 comunidades terapêuticas atendendo 800 pessoas com dependência química, 13 delas com vinculação à Assembleia de Deus.

Entusiasta do trabalho social da igreja, o pastor lembrou que os evangélicos atuam em muitas outras áreas de interesse social, como limpeza de praia e transferência de pacientes de cidades de interior para centros hospitalares.

O Cidadania, que programaticamente mostra grande vocação para a área social, avalia Lindoso, precisa compreender e entender essa realidade.

Novos passos

Após o encerramento do evento, realizado no Senado Federal, o seu coordenador, pastor Eliel Gama, afirmou em entrevista que o Cidadania realizará outros encontros com as mesmas características, culminando com a criação de um movimento evangélico estruturado.

“O PPS já teve o MEPS [Movimento Evangélico Popular Socialista] e os debates que estamos realizando, com certeza, vão permitir a criação de uma outra coordenação nacional, de forma a abarcar as mais diversas correntes evangélicas com presença no Brasil”, afirmou.


Dirigentes do Cidadania destacam a organização social das religiões no País

Na abertura do encontro “A Fé, o Movimento Evangélico e a Política”, o diretor-geral da FAP, Luiz Carlos Azedo, disse ter recebido com “grata surpresa” a proposta para a realização do evento apresentada pelo pastor Eliel Gama. A FAP é a fundação vinculada ao Cidadania.

Segundo Azedo, a iniciativa abre um processo importante de interlocução do partido com o movimento evangélico após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, na qual setores religiosos passaram a exercer forte interferência nas questões de Estado, que é laico no Brasil e resultou em fator de tensão na definição de políticas públicas.

Diretor-geral da FAP, Luiz Carlos Azedo

O dirigente destacou sua preocupação com a tendência de o governo Bolsonaro subordinar ciência à religião, mas ressaltou que as religiões no País ocupam um papel destacado, principalmente nas camadas mais pobres da população. Para ele, as religiões carregam uma forte referência ética, importante para toda sociedade.

Azedo disse que o evento representa um esforço de construção de diálogo diferente da política brasileira, e que não se pode hoje ficar indiferente a ação dos movimentos sociais no País.


Debate entre cristãos e comunistas

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, lembrou no encontro que ao ingressar na universidade e no PCB (Partido Comunista Brasileiro), no início de 1960, o debate se dava entre cristãos católicos e marxistas.

“E ambos eram interessados no processo de transformação até revolucionária da realidade brasileira: da miséria, da injustiça, da luta pela justiça social e era um caminho”, disse ao citar a AP (Ação Popular), “um movimento da juventude universitária católica, preocupado com a transformação da realidade brasileira”.

O dirigente recordou ainda que o PPS (Partido Popular Socialista), antecessor do Cidadania, também contou com um movimento evangélico, o MEPS (Movimento Evangélico Popular Socialista).

“Foi um motivo de muita satisfação para nós”, afirmou Freire.

Presidente do Cidadania, Roberto Freire

O presidente do Cidadania considerou importante a presença da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) na política.

“O seu exemplo e a sua presença na política é importante para fixar a ideia de uma evangélica progressista, que não se subordina a preconceitos e a conservadorismo, que tenta não apenas a salvação individual mas mudar a realidade de um povo”, afirmou.

Freire disse que tal como foi discutido entre comunistas e católicos na década de 1960 um caminho para mudanças, o Cidadania continua com a mesma ideia de transformação social por uma sociedade mais justa.


Núcleo evangélico

O secretário-geral do Cidadania, Davi Zaia, defendeu ao final do evento a continuidade do debate sobre a participação dos evangélicos na política. Segundo ele, o tema tem relevância e amplitude e precisa ser aprofundado pelo partido.

“É importante superar os preconceitos em relação aos que são evangélicos e que pregam e professam uma fé, e que o partido absorva essas pessoas para a renovação que a política e o Brasil precisam neste momento”, disse.

Davi Zaia, secretário-geral do partido

Para ele, a continuidade desse trabalho não só amplia a atuação do Cidadania, como dá ao partido uma visão mais abrangente da sociedade brasileira.

“A ideia após esse debate é reunir mais pessoas interessadas no tema e caminhar para a formação de um núcleo evangélico no partido”, disse.


“Sensibilidade para se transformar”

Em seu primeiro mandato, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) exaltou o evento e lembrou que o Cidadania é um partido que vem demonstrando sensibilidade para se transformar e avançar em toda a sua existência.

“Foi comunista [antigo PCB], depois socialista [PPS] e hoje assume o conceito de cidadania como pilar de organização social”, disse o parlamentar, ao destacar também o papel dos evangélicos na política brasileira.

Em rápida intervenção no encontro, o deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP) ponderou que apesar de o Estado ser laico, precisa reconhecer a representatividade dos evangélicos com protagonistas políticos e sociais.

Roberto Freire defende Frente Democrática ampla para combater tentativas antidemocráticas de Bolsonaro

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, defendeu nesta quinta-feira (8) uma grande mobilização política da sociedade civil em defesa da democracia e da liberdade no País. O dirigente mostrou preocupação com o viés autoritário e ditatorial do presidente da República, Jair Bolsonaro, por suas posições e ações à frente do governo federal.

“Visão anacrônica e reacionária”

“Há algum tempo que o Brasil vem sendo diuturnamente agredido na sua concepção democrática, seja nas suas expressões culturais, no respeito à liberdade e, especialmente, ao Estado Democrático de Direito e a nossa Constituição. O presidente Bolsonaro é costumas nesses ataques, um órfão da ditadura de 1964. O risco maior é que isso possa ser um método claramente antidemocrático e que isso expressa uma visão anacrônica e reacionária ao imaginar, por exemplo, que pode haver uma recidiva ditatorial no País”, alertou.

Frente Democrática

Freire defendeu que as forças democráticas do País se unam, independentemente da bandeira ou ideologia, para lutar contra as posturas do governo Bolsonaro.

“Lembro que para fazer uma oposição firme, como nós do Cidadania fazemos, tem que levar em consideração a necessidade de se criar uma ampla Frente Democrática. Deixar de veleidades, isolacionismos e de imaginar que o confronto político com esse governo se dará sem ter como ponto central a questão democrática e a defesa da Constituição de 1988. É com isso  que temos que começar a nos preocupar”, afirmou.

Ditadura Militar

Roberto Freire lembrou que a mobilização que ocorreu durante a ditadura militar foi fundamental para derrubar o regime e restabelecer a democracia no País.

“A derrota da ditadura se deu por conta de uma ampla Frente Democrática que se construiu no País. Foi um trabalho constante e permanente da sociedade civil, de seus movimentos e dos seus sindicatos. Isso teve algo emblemático em torno do então MDB [Movimento Democrático Brasileiro]. Não imaginar uma repetição porque a realidade hoje é outra, mas a lucidez daquela movimentação, do que aquilo que representou e do que foi efetivo tem que nos levar para saber que agora, com nova realidade, a questão democrática deve ser central na nossa luta política. O que está em jogo é questão da democracia e da liberdade”, afirmou.

Roberto Freire: Massacres nos EUA evidenciam riscos da liberação da posse e porte de armas

O presidente do Cidadania, Roberto Freire (SP), lamentou os massacres ocorridos nos EUA que vitimaram 29 pessoas e feriram mais de 50. Os ataques ocorreram nas cidades de El Passo, no Texas, e em Dayton, Ohaio. Para Freire, a tragédia evidencia o risco associado a liberação da posse e porte de armas no País norte-americano.

“Mais uma tragédia. A liberação da posse e porte de armas no EUA facilita a ocorrência. As estatísticas mostram que em 2019, os EUA tiveram mais de 200 episódios de massacres com armas de fogo. Enquanto na totalidade dos países do chamado mundo ocidental, o Brasíl incluído, não teve mais do que 10”, afirmou.

Roberto Freire criticou a postura de Jair Bolsonaro aos episódios e afirmou que o presidente da República não demonstra solidariedade com as vítimas de ambas as tragédias e aos seus familiares. Segundo o dirigente, Bolsonaro, pelo contrário, defende o “indefensável. Ao comentar os massacres, Bolsonaro teria dito que “não é desarmando que vai evitar”.

“O presidente Bolsonaro não demonstra a mínima empatia/solidariedade com o povo americano. Apenas aproveita [os episódios] para defender o indefensável. Bolsonaro tenta imitar e adotar no Brasil a mesma política armamentística praticada nos EUA. OS armamentistas brasileiros em nada são afetados na sua insana busca de imitar a leviana política de armas estadunidense. E tudo sob a liderança do inepto Bolsonaro”, destacou.

Os ataques

O primeiro tiroteio ocorreu, por volta das 14h do sábado, em supermercado da cidade causando 20 mortes e deixando 26 feridos. O suspeito, Patricl Crusius, de 21 anos, foi preso pela polícia. As autoridades afirmam que o acusado chegou postar conteúdos racistas antes do ataque.

Já em Ohio, o tiroteio ocorreu 12 horas após o primeiro ataque em uma região de bares causando nove mortes e 26 feridos. As autoridades identificaram Connor Betts como suspeito do crime. Entres os mortos está a irmã do atirador. A arma, nesse caso, foi comprada legalmente por meio da internet. O atirado foi morto pela polícia.

O número de mortes ainda pode aumentar já que muito dos feridos ainda se encontram em estado grave.

Cidadania divulga nova logomarca do partido para dirigentes e filiados

A Executiva Nacional do Cidadania aprovou na última reunião do colegiado (veja aqui) a nova logomarca do partido. Com o objetivo de difundir o novo símbolo partidário, o presidente da legenda, Roberto Freire, solicitou a difusão da imagem para todos os dirigentes, filiados e militantes.

“Aos nossos dirigentes, filiados e militantes, aí está a nova logomarca do Cidadania 23 aprovada pela Comissão Executiva Nacional do Cidadania. A partir de agora, poderá ser amplamente difundida e utilizada pelas instâncias partidárias em todos os seus níveis (zonais, municipais, estaduais e nacional)”, comunicou Freire.

O presidente do Cidadania destacou ainda que a Comissão responsável pela criação da logomarca vai elaborar um “manual de aplicação”, para instruir a correta utilização do novo símbolo do partido. Ele disse ainda que partido irá realizará, em breve, o  lançamento oficial da logomarca.

“A comissão da marca está providenciando um manual de aplicação para que possa nortear nossos diretórios no uso correto em diversos materiais tais como botons, canetas, timbres, camisetas, muros, sites, blogs e redes sociais. Oportunamente, faremos um lançamento oficial em evento na liderança do Cidadania na Câmara Federal”, adiantou.

“Uma semente”

O coordenador da Comissão responsável pela criação da logomarca, Lairson Giesel, falou do trabalho desenvolvido pela equipe. Segundo ele, o resultado final representa “crescimento” e “algo novo”.

“A marca é o resultado de uma construção colaborativa de uma equipe formada por diversos profissionais da área de criação, de marketing, comunicação e mídias digitais. Após um mês de trabalho em cima do conceito que havia sido vencedor na votação dos estados, chegamos a esse resultado que é uma marca moderna, com cores diferentes dos demais partidos e muito na linha das marcas mais inovadoras no mercado. Ela [a logomarca] é uma alusão a uma árvore, que representa fartura e vida. Uma semente que está surgindo, uma coisa nova. Temos recebido um bom retorno do público nas redes sociais”, disse.

Manual de aplicação e identidade visual

A comissão ainda desenvolveu um Manual de Aplicação da Marca que orienta filiados, dirigentes estaduais e militantes a procederem com a confecção de materiais e substituição das marcas em seus diretórios. Também foram desenvolvidas variações para os movimentos setoriais do partido tais como a Secretaria Nacional de Mulheres (M23), o Movimento Igualdade 23, Diversidade23 e Juventude 23.

O manual e todas as variações estão disponíveis para download neste link.

Roberto Freire destaca importância do primeiro debate presidencial na Band

O presidente do Cidadania, Roberto Freire (SP), lembrou sua participação no primeiro debate presidencial da TV Bandeirantes após 21 anos de ditadura militar. Ele foi candidato a presidente da República em 1989 pelo então PCB (Partido Comunista Brasileiro).

O debate histórico completou 30 anos nesta quarta-feira (17) e reuniu, além de Freire, Afonso Camargo (PTB), Aureliano Chaves (PFL), Leonel Brizola (PDT), Guilherme Afif Domingos (PL), Lula (PT), Mário Covas (PSDB), Paulo Maluf (PDS) e Ronaldo Caiado (PSD).

O dirigente destacou o pioneirismo da Band e lamentou a falta de debates políticos atuais nos veículos de comunicação de massa (veja abaixo).

“Brasil discute pouco a política”

“Foi um grande momento que o Brasil viveu. Tive a honra de participar. Grande lembrança até porque ali teve um pioneirismo significativo e a partir daquele debate, o que não faltou no País, foram embates políticos na televisão, nos meios de comunicação, nas universidade. Como nunca visto na nossa história”, recordou.

Para Freire, hoje há falta de espaço para a discussão da política nos veículos de comunicação apesar das redes sociais proporcionarem o debate.

Roberto Freire no debate de 1989

“Infelizmente agora temos uma TV no Brasil com pouquíssimos programas de debates políticos e embates parlamentares, com a sociedade discutindo política em seus veículos de comunicação de massa. O que você tem, e cresceu, são as redes sociais. Mas faltam instrumentos de comunicação que proporcionem esse debate. Atualmente, o Brasil discute muito pouco a política nacional”, afirmou.

Esperança

A eleição presidencial de 1989 fechou o ciclo de governos militares trazendo esperança aos brasileiros.  Dos candidatos a presidente naquele ano, Ulysses Guimarães (PMDB) compareceu a partir do segundo encontro. Apenas Fernando Collor (PRN) não participou dos debates, só marcando presença no segundo turno. (Com informações da TV Bandeirantes)

Chamar movimentos de “partidos clandestinos é policialesco”, diz Roberto Freire

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, criticou a postura e declarações de partidos políticos e dirigentes partidários contra parlamentares, integrantes dessas siglas, que votaram a reforma da Previdência contra a orientação de suas legendas. Para Freire, chamar movimentos de renovação política de “partidos clandestinos é policialesco”.

“Um destempero mais do que verbal por ser atentatório à democracia está sendo assacado pelos que pretendem impor voto partidário sobre consciências, contra movimentos de renovação política. Chamá-los de partidos clandestinos é uma atitude policialesca e imprópria para um democrata”, afirmou Freire nas redes sociais.

A declaração de Roberto Freire ocorreu após o PDT e o PSB ameaçarem de expulsão deputados federais integrantes de ambas as siglas que votaram favoravelmente a aprovação da reforma da Previdência. Alguns deles integrantes de movimento Agora! e Acredito, como os deputados federais  Tabata Amaral (PDT-SP) e  Felipe Rigoni (PSB-ES).

Presidente do Cidadania critica ameaças contra participação de Miriam Leitão em feira de livro em Santa Catarina

O presidente do Cidadania, Roberto Freire (SP), criticou, nesta quarta-feira (17), ameaças feitas por internautas contra a participação da jornalista Miriam Leitão na 13º Feira do Livro de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Para o dirigente, a violência virtual contra a participação da profissional é antidemocrática. Ele lembrou situações semelhantes praticadas por defensores do lulopetismo. Os organizadores do evento afirmaram que a decisão teve como objetivo proteger a integridade física da colunista.

“Isso [as ameaças] inviabiliza uma sociedade democrática. É preciso salientar de que também tivemos isso do lado do lulopetismo com algumas atitudes profundamente antidemocráticas como essa. Basta lembrar o exemplo da blogueira cubana [Yoani Sánchez] que foi impedida, também por balbucias desse tipo, de realizar palestras em alguns estados brasileiros. Tivemos também essa intolerância a um filme do astrólogo preferido de Bolsonaro, Olavo de Carvalho. Isso em nenhum momento pode servir como justificativa para que agora o façam”, disse.

Roberto Freire questionou se o País agora viverá  de “revanches” e destacou que a cultura é do contraditório, e que as diferenças precisam ser respeitadas.

“Vamos ficar um País de revanches todos os dias? Revanches antidemocráticas que inviabiliza o pensamento livre, de expressão do pensamento e de afirmação da cultura. A cultura é do contraditório. Não é pensamento único. Aquilo que me agrada pode não agradar outros e vice-versa. O respeito tem que ser a regra. Infelizmente em tempos de bolsonarismo isso tende a ficar mais grave ainda do que no tempo do lulopetismo”, afirmou.

Ameaças

A jornalista Miriam Leitão, e seu marido, Sérgio Abranches, haviam sido convidados a participarem da feira, mas a organização preferiu anunciar o cancelamento do convite após manifestações nas redes sociais contrárias a participação dos profissionais. Em nota, o coordenador da feira, Carlos Schroeder, lamentou o cancelamento e afirmou ter “vergonha de dizer” que não poderia garantir a segurança dos jornalistas.

Roberto Freire afirma ser “homem de único partido” e diz que Cidadania é oposição ao governo Bolsonaro

O presidente do Cidadania, Roberto Freire (SP), concedeu entrevista (veja abaixo) ao diretor do Instituto Análise e autor do livro A Cabeça do Brasileiro, Alberto Almeida. Na conversa, o dirigente falou sobre os vazamentos do site The Intercept, a criação do Cidadania, abordou temas com a esquerda no País,  a oposição do partido ao governo Jair Bolsonaro e o futuro da política brasileira.

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Cidadania divulga nova logomarca do partido para dirigentes e filiados

A Executiva Nacional do Cidadania aprovou na última reunião do colegiado (veja aqui) a nova logomarca do partido. Com o objetivo de difundir o novo símbolo partidário, o presidente da legenda, Roberto Freire, solicitou a difusão da imagem para todos os dirigentes, filiados e militantes.

“Aos nossos dirigentes, filiados e militantes, aí está a nova logomarca do Cidadania 23 aprovada pela Comissão Executiva Nacional do Cidadania. A partir de agora, poderá ser amplamente difundida e utilizada pelas instâncias partidárias em todos os seus níveis (zonais, municipais, estaduais e nacional)”, comunicou Freire.

O presidente do Cidadania destacou ainda que a Comissão responsável pela criação da logomarca vai elaborar um “manual de aplicação”, para instruir a correta utilização do novo símbolo do partido. Ele disse ainda que partido irá realizará, em breve, o  lançamento oficial da logomarca.

“A comissão da marca está providenciando um manual de aplicação para que possa nortear nossos diretórios no uso correto em diversos materiais tais como botons, canetas, timbres, camisetas, muros, sites, blogs e redes sociais. Oportunamente, faremos um lançamento oficial em evento na liderança do Cidadania na Câmara Federal”, adiantou.

“Uma semente”

O coordenador da Comissão responsável pela criação da logomarca, Lairson Giesel, falou do trabalho desenvolvido pela equipe. Segundo ele, o resultado final representa “crescimento” e “algo novo”.

“A marca é o resultado de uma construção colaborativa de uma equipe formada por diversos profissionais da área de criação, de marketing, comunicação e mídias digitais. Após um mês de trabalho em cima do conceito que havia sido vencedor na votação dos estados, chegamos a esse resultado que é uma marca moderna, com cores diferentes dos demais partidos e muito na linha das marcas mais inovadoras no mercado. Ela [a logomarca] é uma alusão a uma árvore, que representa fartura e vida. Uma semente que está surgindo, uma coisa nova. Temos recebido um bom retorno do público nas redes sociais”, disse.

Manual de aplicação e identidade visual

A comissão ainda desenvolveu um Manual de Aplicação da Marca que orienta filiados, dirigentes estaduais e militantes a procederem com a confecção de materiais e substituição das marcas em seus diretórios. Também foram desenvolvidas variações para os movimentos setoriais do partido tais como a Secretaria Nacional de Mulheres (M23), o Movimento Igualdade 23, Diversidade23 e Juventude 23.

O manual e todas as variações estão disponíveis para download neste link.

Freire destaca apoio da bancada do Cidadania na Câmara pela aprovação da reforma da Previdência

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, saudou, nesta terça-feira (9), a bancada do partido na Câmara dos Deputados por apoiar e entender a necessidade da aprovação da reforma da Previdência. O dirigente destacou que o partido sempre apoiou e defendeu as reformas estruturais para modernizar o Estado e atender os clamores da sociedade.

“Um partido reformista”

“Quero aqui saudar a bancada do Cidadania pela decisão de apoiar a reforma da Previdência. Nada estranho. Até porque o nosso partido, desde os tempos do PPS, sempre defendeu e votou a favor das  [das propostas de]  reformas da Previdência que foram apresentadas. Inclusive eu, como senador, apresentei (veja aqui) o primeiro projeto que tratava de um fundo de capitalização para os servidores públicos nos moldes dos fundos de pensão, que são e regem a relação previdenciária dos servidores e funcionários das estatais brasileiras”, disse.

Segundo Freire, o Cidadania/PPS, em toda sua história, se portou como um partido reformista e ciente da sua responsabilidade com o País.

“Essa história nossa, vinculada a necessidade de reformas administrativas e da economia brasileira, nos coloca como um partido reformista. Daí a nossa posição histórica a favor da reforma da Previdência, que se consolida com essa decisão da bancada. Parabéns para todos que fazem a bancada do Cidadania na Câmara e no Senado”, saudou.

Executiva Nacional do Cidadania debate governo Bolsonaro e aprova logotipo do partido

A Executiva Nacional do Cidadania aprovou na reunião desta terça-feira (3), em Brasília, o novo logotipo do partido que está em fase de ajuste e será apresentado em breve. O encontro também aprovou o aplicativo que está sendo desenvolvido, a nova página oficial da legenda e duas moções.

A reunião também debateu a formulação do novo estatuto e o programa partidário, assim como a conjuntura política nacional, sobretudo a atuação da bancada do Cidadania na Câmara e no Senado, e importância das instituições democráticas brasileiras na manutenção das liberdades e o respeito à Constituição.

Na abertura do encontro, o presidente do Cidadania, Roberto Freire (SP), disse que Parlamento brasileiro tem sido fundamental na luta contra o autoritarismo do governo Bolsonaro.

“Vamos sobreviver a Bolsonaro”

“Hoje o Congresso [Nacional] é uma instituição que nos ajuda muito a imaginar que iremos sobreviver do ponto de vista das liberdades e de um governo tão desmantelado como esse, e sem compromisso com a democracia como tem se revelado Bolsonaro e seus seguidores. A conjuntura política está muito vinculada a essa compreensão e papel do Congresso Nacional”, disse.

Câmara dos Deputados

“Garantir salário mínimo”

O líder da bancada do Cidadania na Câmara, deputado federal Daniel Coelho (PE), falou sobre a atuação do partido na Casa e destacou o trabalho realizado na análise da Reforma da Previdência. O parlamentar disse que o partido vai continuar atuando em todo o processo de votação para garantir que nenhum brasileiro ganhe menos que um salário mínimo

Decreto de armas

“Derrubamos decreto das armas”

A líder da bancada no Senado, senadora Eliziane Gama (MA), ressaltou o trabalho desempenhado pelo partido para derrubar o decreto do presidente Bolsonaro que flexibiliza o porte e a posse de armas no País. 

O senador Alessandro Vieira (SE) disse que relatará um projeto que praticamente repete o teor dos decretos de armas editados por Bolsonaro.

Ele promete apresentar um texto mais “equilibrado”, que funcione como uma revisão do Estatuto do Desarmamento, para superar a discussão sobre armas.

Alessandro disse que vai ouvir todos os lados interessados em audiência pública e que vai analisar outros projetos sobre o tema já em tramitação na Câmara e no Senado.

O senador adiantou que seu objetivo é diminuir as possibilidades de acesso ao porte de arma e fortalecer a segurança pública.

“Priorizar a segurança pública”

Resoluções

A Comissão Executiva aprovou duas resoluções. A primeira que anulou (veja aqui), ad referendum do Diretório Nacional, a dissolução do Diretório Municipal de Salvador (BA) e restabelece o mandato da direção partidária na capital baiana. 

A segunda moção estabelece a criação de novo Diretório Estadual do partido no Acre, que deve ocorrer até o final de julho.

Roberto Freire: Manifestações são democráticas, mas é preciso respeitar a pluralidade e democracia

O presidente do Cidadania, Roberto Freire (SP), afirmou nesta segunda-feira (01), ao avaliar as manifestações do fim de semana em diversas cidades do País, que é preciso respeitar a pluralidade da sociedade e, principalmente, as instituições democráticas e a Constituição.

“É preciso tolerância”

“A democracia precisa de manifestações e é fundamental respeitá-las. As ruas são, efetivamente, o melhor espaço para a realização dessas expressões da cidadania. Mas é preciso alertar sobre aqueles que querem ser os arautos e buscam definir aquilo que o povo quer. Esses falam muito do clamor das ruas e que é preciso obedecer [esse clamor]. Isso é um linguajar próprio de quem pensa que uma sociedade se rege por um pensamento único ou daqueles que amam ditaduras”, criticou.

Freire destacou que é preciso entender que a sociedade brasileira é “plural e diversa”. Ele lamentou o fato de parcela da sociedade ir contra os valores republicanos e a democracia.

“É preciso entender que a sociedade é plural. Existe uma diversidade. Existem aqueles que apoiam Bolsonaro. Aqueles que são antidemocratas e buscam o fechamento dos poderes democráticos, como o Congresso e o STF [Supremo Tribunal Federal], e que tentam desmoralizar as autoridades republicanas. E claro, aqueles que são contra essas palavras de ordem e, inclusive, contra o Bolsonaro. A sociedade brasileira é democrática, é pluralista e isso é fundamental. Tem de que ser tolerante, algo que está faltando muito no Brasil, lamentou.

Manifestações

Neste domingo (30), foram realizadas manifestações em diversas cidades brasileiras com pautas diversas, como a defesa do ministro da Justiça Sérgio Moro e da Operação Lava-Jato, inclusive as criticavam a atuação do Congresso Nacional e do STF.